terça-feira, 14 de julho de 2020

SER INFELIZ, EIS O PREÇO

Vida de gente ruim, é de arruaça, fenaça
Gosta de ter regalias, mas não de dividir
Faz estrepulias, mas é na parede de fisa
Age na ressolta, é de expressar o irreal

O prazer não está nas conquistas venias
Está nas investidas indiretas em destruir
Pelas resvalas, pelos infiltros, de manso
Sem amor, prioriza a dureza, o parecer

Coração de carne, mas só para constar
São frios no sentir, mas querem tripudiar
Verdade não existe, falsidade pruna
Histórias e mentiras, artes preferidas

Ruindade de porte, para estar no elevado
Poder para sair, sem passagem pedir
Alcançar metas pela artimanha ruína
Possuídos de armassas, caçam vítimas

Maléficos ao exagero, sabem das regras
Atingir os objetivos de súbito, e apagar
Travar, parar no repente, robôs doentes
Ser infeliz, a escolha ruim, para ser vinil

Nilma Da Silva Coimbra

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