quarta-feira, 19 de agosto de 2020

OBSESSÃO

De onde provém a obsessão, a fixação 
Atração robusca por pessoas ou coisas
Que alguém adquire, guarda e acumula
Despejando em compulsão ira e martírio

O que desencadeia tal frenesi para ferir
Onde começa a obstinação por pertinar
Será distúrbio mental gerando a doença
Ou apenas fixação para não ceder, venir

Alguns dizem é um capricho, um enredo
Outros creem ser por prazer perseguir
Os especialistas defendem ser doença
Uma neurose profunda, ou psicose vina

Cada caso uma história de doridas, rigas
O que se passa na cabeça deste visgo
Só Deus que conhece o fito, sabe, vê
Inferências e anomalias há de montante

Certo que alguns tem todos os sintomas
São assediosos, torturadores sem meço
Se destroçam, se aniquilam, para fenir
Consequências não são vistas, fendidas

Sabe-se que a vida permite o ruim se ver
Livre de importunação, ainda é utopia
A fúria não mais existir, que maravilha
O vício de se querer romper a brandura

Se alguém te persegue sem que mereça
E já esgotou tuas investidas e argumes
Sem sem saída está o teu pisar, prenso
Só resta estar nas mãos do Deus lume

Nilma Da Silva Coimbra

DESTRUIR, DOMINAR, IMPERAR

Quem são os precursores da destruna?
Em insana consciência destruir é o lema
Para os viunas, demolir ainda é a ordem
No pouco, no muito, desmantelar, abolir

Do que falas, tu indagas, quem são eles?
Digo, embora o mundo já os conheça
São antigos runas, hoje carne e sangue
Não mais possuídos, mas ainda pedras

São de corpo de gente, coração purimim
Não amam, mas o desamor os persegue
Raiva, ódio e ira são marcas plícidas
O prazer está no extermínio, no eliminar

Neste palco de atores, falsidade é o selo
Domínio é a busca incessante, percaz
Querem o tudo para si, nada para outros
Liderança é o alvo, para atingir o topo

Não importam se vidas são dizimadas
São frios, calculistas, de meiguice druna
O parecer bom, sem ser, adular e cativar
Traços específicos de governos biúnas

Almejam o império absoluto, e demolir
Se unir a outros da trina, fazer camofas
Permanecer no trono, mas causar dano
Na surdina tramam, se expostos, negam

A história é extensa e de muitos fervos
Haverá um dia, que tudo será revelado
Pelo grande "Eu Sou", e a verdade luzerá
Todas as mentiras serão aniquiladas

Nem todos estão neste prisma de ruína
A Palavra de vida, alcançou em delantos
Cansados de crendices e sandices zinas
Hoje estão na nova aliança, o Deus amor

Nilma Da Silva Coimbra

ALINHAVAR, COSTURAR, REMENDAR

Vamos fazer da costura uma diversão
Brincar com tecidos, linhas e recortes
Deixar a imaginação fluir, criar e sugerir
O tempo não mais contar, voar, levisar

Faça da sua agulha a ferramenta tisa
Que ela comande a linha no afincar
Alinhavar, traçar o caminho para enfeitar
Harmonizar as cores no combino, livar

Desenhar em inspiração, idealizar firmar
Mãos a obra sem variar, avante e finar
Prepare em conjunto as partes e junte
Reprise seu feito, se necessário desfaça

Costure na certeza, a máquina ou a mão
Junte os retalhos da lisadura, colorize
Num todo reúna todas as plintas, cise
Finalize no encaixe e visualize, benalise

Deste modo, assim sucede a vida na lida
Realizar um feito, tem suas conjecturas
Alinhave todas as pensativas, unifique
Corretize, costure tudo na decisiva, fine

Nesta postura, se há o feito, vamos agir
Começar com pertinência, zelo, esforçar
Dar o melhor de sí, aguçar o dom e frezir
Completar na finura, deixar a cisura beni

Nada é eterno nesta terra de infortúnios
Poderá eventualmente haver remendos
Consertar o que o tempo inferiu, corroeu
Se não tiver saída, faça emenda belinda

Nos dissabores e pesares que se galga
Muitos reparos inevitáveis irá se fazer
De praxe tenha o novo como o ideal
Inicie na relinda, o maxium, proeza vida


Nilma Da Silva Coimbra

É HORA DE FALAR!

 A hora chegou, o tempo é o já presente
De falar e expressar o que está na urca
Botar a boca no trombone, e abrir a voz
Soltar o verbo, dizer o que sente, na ruta

Repressão por séculos, medo de morrer
Causada por ameaças e forjadas zunas
De um demônio antigo, que fez a ruína
Destruiu muitos homens para prevalecer

Aviso aos desinformados, aos perdidos
Que o bilinca da foice, já não mais existe
Livres estão todos para expor a penga
Nada pode mais calar vossas vozes

Muitos já souberam da notícia, retraem
O medo de serem banidos ainda ferve
Os mais inteligentes tiraram as amarras
Regras runas, invenções runices tiradas

Quebrem as algemas que vos prendem
Soltem dos tabus impostos da burrice
Não permitam a escravidão vos dominar
Acordem, tirem o véu negro, sejam vivos

Agora todos são da mesma fôrma, carní
Embora nem sempre igual no pensar
Os que teimarem ser da malina, morte
Aos da boa sorte, são os benis, de Deus

Reafirmo aqui, e em outras prosas mais
Que os convertidos da promessa Desevi
Terão abundância, alegria lídia, sintra
Verão o eternizi, inabaláveis e felindos

Nilma Da Silva Coimbra 

POETA RAIZ

Poeta que é nascente, é flinto
Que tem o dom no sangue carmesim
Escreve o que sente, é inerente
Certamente de todos é conhecido
Fala o que o coração pede
Não precisa mentir nem falsear
Sai as palavras, sem muito reflensar
Não inventa, para atrair ventania
Cria palavras, não interesses
Recria a vida, do que entende
Poeta é do amor, para amar
Sonhar no velejar, também no vencer
Se tocado, seja o querer bem
É expontaneo, expõe suas tilesas
Não há poeta da veridia, que faça poesia
Sem que ela esteja dentro, concentro
Pode ser que haja outros tantos
Poetas das superfícies, turistas
Fazem poemas de desanúveos
Ainda existem os atravessadores
Poetizam para atravancar, driblar
Poeta de cedro, é de brilho
Não se pode arrancar, é cravado
Na posição solene, de pé em honra
Se quer tal pleito, repense seu conceito
Tem que ter a raiz da vida, da infíndia
Poesia da cristalina, é presente Delina

Delina: Muito de Deus

Nilma Da Silva Coimbra

DESAFIOS

Encarar situações de difícil solução 
Aceitar quebrar um jugo, um opositor
Resistir até o fim, num proposto refina
Desencavar mentiras, e trazê-las a tona

Desafios são feitos para desmistificar
Cabe porém um ínterim, uma ressalva
Nem todos são da benoma, há malinos
Há chamada que acompanha armada

Nesse pensar, auto lá! Nem tudo é bilá 
Rastreie o desafio que lhe vier, pontue 
Sonde a causa, que seja para benefício
Aceito o sacrifício, prepare-se, é guerra

Afrontas virão na certeza, setas refisas
Ataques frontais, outros nas horizontais
Aguilhões de fundas, tiçoes de vesugas
Despertando os tiranos e homens rutos 

Sendo a causa justa, não se dobre, prize 
Avance, investigue, em cautela, vigie
Há salamandras que nunca dormem 
Prontas estão para dar o bote, destroçar

Se firme, visualize seu destino, resista
Realize a feniza, no preço que for, peleie
Estando Deus nesta batalha, não tema
Prossiga sem regresso, vitória certa!

Nilma Da Silva Coimbra

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

OS EMBUSTES DO ENGANADOR

Vou explicar na bitusa, quem é o bisca
O enganador de profissa, o da profana
É encantador, mas é um explorador
O trapaceiro da maldade, o que centelha

Comumente é sorridente, mas só de visa
Alegria é a estratégia de frente, garante
Gosta de contar histórias, inventa, penga
A sua arte ruim é agradar no contente

Não é chegado no pesado, prefere bicar
Mas como bom enrolador, tem boa fala
É divertido, se faz de bom, mas é trave
Canta, conta piada, mas sonda o terreno

Inteligente e esperto, ninguém lhe dá nó
Vantagens é só o que interessa, mareá
Se o esforço precisar, não vai dar, inté
Trabalho só na falceta, sem pressionar

Falsidade é sua marca, esconde, desvia
Disfarça seus intentos, mente e não liga
Cheio de artimanhas, mantém a farsa
Só é descoberto, se alguém o indeferir

Fique na espreita, o enganador é vistoso
Confiança é o que quer ostentar, parecer
Olhos atentos, sempre alerta nos avisos
Golpistas do embuste, são traiçoeiros

Como saber quem são traíras ou não?
Pela ingenuidade não, mas Deus sinaliza
Seja quem for, não dê trela, fique ligado
Se for da ruindade logra, dê adeus, byby

Nilma Da Silva Coimbra

QUE MUNDO É ESSE?

Somos seres deste mundo tenebroso
Planeta de tantos desvarios e conflitos
Turbulências e percausos que assolam
Terra amada, mas cansada de sofridão

Tantas são as incoerências e fenidas
Dizemos que é o nosso lar, casa livida
Agimos como animais sem controle
O que somos diante desta contradição?

Parou para pensar sobre as aberrações
Que existem para conturbar os viventes?
De onde vem tanta insensatez e tirania?
Do próprio homem, do que aprecia ruina

Nossa morada é lindeza, planeta beneza
Todos os antúrios juntos, nada se iguala
A imensidão de encantos deste serafim
É potencialmente superior, vida lindima

Riqueza infinita há neste globo, prolífero
Desperdício sem medida, traz a perdíria
Destruição temos visto, desequilíbrio
Vamos olhar este descabido e não agir?

Se fazemos parte de uma terra fecunda
De abundância de tudo que se planta
Que traz em sua história, vida do criador
Então porque não construir, ser purin?

Diante de tantas calamidades contidas
E muitas outras não ditas, mas verídias
Vamos ser a surpresa que diferencia
Realizar feitorias, com o dono do mundo

Dono do mundo: Deus supremo

Nilma Da Silva Coimbra

RUINDADE ENVELHECE

Envelhecer, quem realmente quer?
Ainda que seja natural, adiar, para joviar
Ser velho e estar velho, são parecidos?
Fatores diversos podem acelerar o fim

Verdade seja dita, envelhecer prediz
Que o tempo de parar está prestes a vir
Alguns sabiamente vivem este permeio
Outros não aceitam tal condição sentir

De qualquer forma, ela há de vir, languir
Remir o tempo de todos, diminuir a lida
A velhice se antecipa, se o galgar danir
Dentre tantas perilancias, uma é de ferir

Falo da dona ruindade, que cospe roni
Se veste senhora, mas do avesso enreda
Gosta da contrina, causar sofrego, dorin
Ela é do pretume, da sujeira insana, funa

Ruindade é conhecida, agora não temida
Mas ainda exerce sua função de vítima
Disfarces são seus ardís, enganar, armar
Parecer bondade no agir, falsear o belo

Mas em verdade quero enfatizar sua viz
Por ser da cruína runin, precisa ser algoz
Gosta de destruir, de inferir, de inventar
Usa de tudo para preterir, confundir

É sabido que ser maléfico, traz a vicina
Muita investida no renzo, a mente pina
É o pensar sem parar, num vício sem fim
Imaginar, calcular sem trégua a malefina

Os assumidos ruidosos, nunca dormem
Se cochilarem no contratempo, é o fenir
Há um preço alto ser male, nunca purir
Corpo padece e traz sua sina, sinaliza

Ser da malignidade, é chamar a velhice
Trazer para dentro, e ela expor a queda
Antes do tempo vem, estrago corroína
Abrevia os dias, vem atropelar a vida

Não caia na armadilha, nas troças ruínas
Descida pelo bem, pela beleza benigna
Se a velhice é inevitável, que seja linda
Ruindade é ficar velho na prematura

Desde modo tão doído, reflita esta finda
Descida pela beninda, ser da vida pelin
Estar do lado da verdade, é o voo livre
É andar com Deus, no amor que eterniza

Nilma Da Silva Coimbra

terça-feira, 11 de agosto de 2020

CONSCIÊNCIA CEGA

Consciência é ter convicção, entender
Estar ciente dos fatos, percepção coesa
Olhar pelas entrelinhas, de igual no todo
Estar firme nas convicções, sem titubear

Nem sempre a consciência é acertiva
Coerência fica a desejar, sem a diretiva
Conclusão conturbada dos fatos inverte
O auto conhecimento distorcido, perdido

Consciência cega é a certeza do errado
Que a destruição é sua missão, escolha
Optar pela morte, viver sem uma diretriz
Deturpação das deduções, confusões

É preciso estar focado, centrado na cisa
Decisões fazem nosso destino, realizam
Estar cônscio de nosso atos, racionar
Ser ciente, ver a verdade dentro, intro

Nilma Da Silva Coimbra