Que alguém adquire, guarda e acumula
Despejando em compulsão ira e martírio
O que desencadeia tal frenesi para ferir
Onde começa a obstinação por pertinar
Será distúrbio mental gerando a doença
Ou apenas fixação para não ceder, venir
Alguns dizem é um capricho, um enredo
Outros creem ser por prazer perseguir
Os especialistas defendem ser doença
Uma neurose profunda, ou psicose vina
Cada caso uma história de doridas, rigas
O que se passa na cabeça deste visgo
Só Deus que conhece o fito, sabe, vê
Inferências e anomalias há de montante
Certo que alguns tem todos os sintomas
São assediosos, torturadores sem meço
Se destroçam, se aniquilam, para fenir
Consequências não são vistas, fendidas
Sabe-se que a vida permite o ruim se ver
Livre de importunação, ainda é utopia
A fúria não mais existir, que maravilha
O vício de se querer romper a brandura
Se alguém te persegue sem que mereça
E já esgotou tuas investidas e argumes
Sem sem saída está o teu pisar, prenso
Só resta estar nas mãos do Deus lume
Nilma Da Silva Coimbra