sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

CURIOSIDADE EXTREMA

Curiosidade extrema extrapola, invade
É querer saber além do permitido
Não ver limites para o fim desejado Ultrapassando fronteiras proibidas Querer ver o que não se deve
Invadir território alheio sem permissão

Nilma Da Silva Coimbra

O INVÓLUCRO

Avisto uma caixa de feixes dourados
De cores pálidas, textura dura, de refino
Por cima cobre um laço bege, vistoso
Estava entrelaçada, entreaberta
Não vi o conteúdo, não me aproximei
Vi de longe e pensei alto
Está caixa representa o caro
Um presente de lúbia, de amor
O amor mais puro
O amor primeiro
Último e verdadeiro

Nilma Da Silva Coimbra

AMOR SELETIVO

O amor genuíno, é seletivo
O que é bom entra
O que não é, separa, dispensa
Fica com o melhor, com a excelência

O desamor, o que não se importa
Dentro de si, é um acúmulo de entulhos
Monturo esparramado, contaminado
Absolve o estragado, o imprestável
É o mal dominado nos corrosivos

Nilma Da Silva Coimbra

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

AMOR ÁGAPE

"A alma sem amor, é trôpega sem diretriz, sombria, mas o amor ágape tem a alma unida e são um. Vida plena continua."

Nilma Da Silva Coimbra

VERDADE & MENTIRA

"Deus é a verdade suprema, maior, e tudo vê. Há verdades no homem, que são mentiras, e mentiras que são verdades. Entretanto, a mentira não consegue se esconder, apenas disfarça no falso, no descalço."

Nilma Da Silva Coimbra

RULINDA

Rulinda é uma mulher belosa, galosa
Tem o corpo da gazela florada, garbosa
De bom trato, sabe de seus pronomes
Vestimenta de alta classe, esguia
Vibra cada saída, deslumbra, denota

Versátil, de muitos gostos, volátil
Eclética e glamorosa, puro charmesim
Gosta do brilho, da luz que a vislumbra
Seduz o que deseja, sem sequer motivar
É sociável, de bons modos, mas arredia

Causa sensação, no sorrir, no falar,
Seu olhar tem muitos dizeres, fermeia
Desperta inveja de muitos, não liga
Passos largos, um parecer seguro, duro
Anda ligeiro, por tempo indeterminado

Na praia é conhecida, o mar a fascina
Ama o bronzeio da galeza, jambo mel
Desfila quase todo dia, ereta, imponente
Passeia deslizando, trajes finos se serve
Seu alvo é ser conhecida, engrandecida

Tem metas específicas, bem antigas
Muitos sabem de seus sonhos, devaneios
O que não veem é a verdade escondida
De procedência obscura, disfarça o fato
Espera um ato advir, para se expandir

Seu nome prediz seu destino, desincerto
Por dentro é o oposto de sua fina riqueza
Encobre pensamentos nada nobres
Destruidora prima do bem, derruba
Faz infernos nos corações, é corrosiva

Rulinda, ruinda, não conheço esta vida
Se existir, está em sérios riscos, peligro
Ruindade transborda, amor, só por fora
Embora seu corpo sugue almas famintas
É de índole má, malima, de couro cru

Alerto os inocentes, os sábios do assunto
Que dizem entender do belo, da lindeza
Pessoas de rara beleza podem ser feias
Revestidas de brilheza, ofuscam, iludem
Aparências enganam, mas é desejado

Nilma Da Silva Coimbra

TINTILAS DE TEMPO

Há tintilas de tempo, tancendo ferrilhas
Que meu corpo está no desencaixe
Ora se esvala nas arestas das benálias
Por outro desvario está em lentidão
Cada passo avante, uma batalha ferrida

Que fazer então, neste torvidão de fusas
Para arrastar meu aço de dentro, grefesar
Junto meus arremessos de fentros
Ergo minhas argas intras, num fomento
Dou as costas para o guensado, reajo

Não temo a finália doce nem a amargada
Prossigo em meu propento de inventos
Desejo planúrias alçadas e alargadas
Fazentos da melhor escala, altos enlevos
Meus anseios são danúbios colorinsais

Enquanto a relva estiver florípia, verdia
A chuva serodia ainda me invadir, penir
E o céu e o sol irradiarem luzes vitais
Ainda aqui cá vou habitar, até os confins
Perpetuar num tempo, o de Deus, pinçar

Nilma Da Silva Coimbra

domingo, 26 de janeiro de 2020

FREMEGOS (sofrimentos)

Quantos desacertos sofri, desafetos
Muitas pelegas passei, enfrentei
Arcapaços de tantos lados e contrastes
Desferidos foram muitos os retrozes
Algozes de truques tunísios, perfídios

Armados de forças repugnas, injustas
Cravei torontos de guríndias, entraves
Conheci feríndias profundas, infindas
Destratei o que me infringia açoites
Pois o tal era o espírito negro vanguver

Retaliações vieram pelos seguidores
Almejaram intentos sórdidos, calhordos
Fizeram dardos de peregos e alçaram
Cavucaram ibiúnas para me destroçar
Desfizeram acertos para me afrontar

Perdi muitas embrenhadas de vivas
Cassei argurões de fibras congruentes
Desbotei no laço vasos de perfurentes
Fintei agulhas de vibrões em querentes
Guardei minhas amarras de perentes

Confiei em armadas de pintadas podres
Cavalguei por feregos de confrontos
Divaguei por ondas de calhaços tortos
Entrei por casas de penumbra fiorte
Desnudei minhas moradas, fraldei

Coloquei aos pés do morto as botas
Encerrei o desfecho das tortas finotas
Calquei fundo meu pisar e dei as costas
Desfigurei os conformes e dei o trato
Nada deixei de lado, configurei o prato

Nilma Da Silva Coimbra

ÁGUAS LIBERTADORAS

Águas que jorram num derramar
Saem abruptamente num contínuo,
Fluem sem indagar, para onde vão estar
Saem em desespero, fugindo da sucursal

São volumes excedentes, que extrapolam
Não temem os interferentes, são veementes
Correntes de água que golfam sem cessar
Desaguam para fins certos, encobertos

Líquido de todo ser vivo, energia pura
Nascente deste planeta, dono se fez
Importante se tornou, quem o destituirá?
Nada se faz sem o fluido, é o senhorio

Estão a cumprir um desafio de broma
Que não foi difundido, medida preventiva
Por amor a uma causa, nobre e de gama
Para muitos terem o benefício vitalício

Seu bramido soa alcaparras, estampidos
Veloz e destemida, grita sua presença
Vai percorrendo lugares ermos, sedentos
Cumprindo seu destino, devolver o ledo

Incontáveis são seus segredos, límbidos
Quisera poder decifrar, há contículas
Breve será visto seu gotejar implenue
Por todos os recantos fluentes, soluentes

Nilma Da Silva Coimbra

sábado, 25 de janeiro de 2020

NÃO DEIXE DE TENTAR

A vida tem subidas e descidas
Os caminhos nem sempre são retos
A estrada pode conter pedras
No final, nem sempre é o que esperamos
Mas não deixe de Tentar.

Nilma Da Silva Coimbra

BORBOLETAS

Estão onde há histórias para contar
Onde o amor floresce
Onde brilha as luzes da vida
Onde Deus ali deseja ficar

Nilma Da Silva Coimbra

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

FERVILHÕES INVISÍVEIS

Dura a presteza da fornada
Enfortes se rebelam, revelam preparadas
Para o abate, desinformados
Fazem festões, sentinelas de arrazo

Deter os galpões de ferrazo
Somente por frentaço, no regaço
Ser destemido, pois a batalha é rasgo
O invisível é o inimigo, do lado errado

Uma luta sem tréguas, desgalgada
Com feras transparentes, resvaladas
De tamanhos vários, todos destrutivos
Feições sem trato da escuridão,
Permeiam as valadas, são irreconciliáveis

Decisões incisivas e determinantes
Devem ser tomadas, não retrozes
O mal absoluto numa peça de obscuridade
Tanta escuridão, não há outra hipótese
A não ser banir do planetário, extinguir

Nilma Da Silva Coimbra

DESORGA, RUINDA FINDA

Olho a desorga, da manorga, cassaba
Em frente de minha janela, que desfeita
O fiuno já se confinou, a cazorga guinou
O que ficou foi a troça das palhoças
Monte de torgas atravessadas viradas

Cada dia, uma remexida torta, morta
O desejar destruir, ainda que gore
Entrementes de pedras sobrepostas
Telhas em ajuntamento, tapete, cimento
Barca preta furada, canos envergados

Soma de tranqueiras velhas, arte runa
Feiura a traços vistos, que desgaste
Tempo em desperdício, o nada finalizou
Por mais que se prove a ganoada ruína
A ignorância retrógrada quer a quizumba

Repelem a providência divina, descartam
Negam a Deus, rejeitam com suas artes
Prevalece o mal feito, a feitura da cobra
Remorso é inexistente, desamor presente
Se afundam na areia movediça, no manto

Fim em desatino e panorga, cavalhaço
Necessário desfazer as canorgas, brocas
Se permanecer as malfindas, descarrilho
Então há de se convir, mal com mal vir
Para o fim da ruindade profana, doidivana

Nilma Da Silva Coimbra

CONSTATAÇÃO

"É imprescindível ter a certeza de tudo, mas antes disso, a dúvida, como elemento vital, fazer a averiguação, ainda que alguns não achem necessário e enfim constatação final."

Nilma Da Silva Coimbra

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

TEUS OLHOS FALAM

Falam de mágoa ressentida
e já tão antiga.
Ecoam tristeza e dor
de uma vida insatisfeita.
Descrevem arrependimento
de muitos momentos não vividos.

Interrogam perguntas
que sempre ficam sem respostas.
Expressam sentimentos não atendidos
que se conturbam.
Demonstram desaprovação incompreensão e desalento.

Olhos que analisam, que julgam
Ponderam o escrupuloso
mas respeita o mascarado e presunçoso.

Enchergam a visão distorcida
não veem o real sentido da vida.
A sensação do desprezo com decepção
num olhar caído, perdido, contraído.

Nilma Da Silva Coimbra

MEU ESCONDERIJO

Fuga de escape, meu esconderijo
Meu lugar de refúgio, minha querida vila
Ao longe vejo os altos montes, e a neve
Estou na relva densa, extensa, molhada
Uma casa de madeira apenas presente

Neste recanto, me encanto, a vida é viva
Venho para sair da rotina, da estafa
Aqui encontro aconchego, meu chamego
Sem acompanhante, mas feliz, satisfeita
Nada aqui me atormenta, sinto sossego

Me sinto num grande jardim natural
A grama rasteira nativa, verde lustrosa
Me convida ao assento, a meditar
Inspiro o ar da leveza, solto o peso
Caminho serena, refaço os percalços

Nas andanças do percurso, confabulo
Minhas idéias, meu pensar, meu falar
Encontro conhecidos a cumprimentar
Continuo a andar e sinto a paz do lugar
Minhas pendências ficaram lá, na lida

O tempo voa com o vento, não percebo
Corro e vibro, salto de alegria festiva
Esbanjo minhas risadas das façanhas
Deito no tapete verde de paina, relaxo
Olho para o céu e falo com Deus, me abro

Momentos especiais com o meu eu
Valiosos, de formosura salutar
Sempre que puder, aqui vou estar
Descontrair, deixar todo meu ser fluir
Neste cantinho particular, meu retiro

Nilma Da Silva Coimbra

MINHA VIDA, MINHA ESCOLHA, MEUS DESAFIOS

Decidi seguir meu destino, tracei planos
Permeei tantos trajetos, andarilha fui
Ultrapassei fronteiras, das mais hostis
Calquei meus pés em areias quentes
Privações sofri, ainda sim, não desisti

Rumos congruentes, estradas divergentes
Cavalguei por terras estranhas, corunas
Corri incansavelmente em dunas, grutas
Me escondi entre escombros, em perigos
Por um fim de extrema honra, sem medo

Minha missão tinha uma diretriz, viver
Conhecer novas raças, tribos, nações
Escrever as histórias dos muitos povos
Dos quais com grande emoção abracei
Sim, viajei, rodei a esfera, mas acentei

Após longas jornadas e desafios, parei
Firmei meus passos no Oriente, por amor
Deixei meu rastro, por todas as cidadelas
Tive a opção de casórios, mas não quis
Ser viúva, foi a última aliança, sem riscos

Anotei cada aventura, no lápis preto
Experiências acumulei, sanções sofri
Ora caminhos abertos, ora fechados
Diante dos desafios, me embrenhei
Estendi meus intentos, fui mediadora

Na posição de relacionar, acordos fixei
Fiz muitos tratados, na política avancei
Mas aprendi a hora de estar, e de sair
E assim permaneci, neste meu contexto
Indo e vindo de muitas alçadas, galgadas

Ainda jovem parti, para outra história ser
Surpreendida pela morte, saí da terra,
Não sei em que espaço fui, só aceitei
De uma certeza tenho: É só o começo
Novas eras surgirão, tempos de lutas

Se outros virão a completar, pode ser
O futuro não me cabe prever, vamos ver
Vós vivos, promovam a paz e unificação
Das nações divididas, guerras infindas
Equilibrando a balança, finando a dor

Nilma Da Silva Coimbra

SEM AVISO

O telefone toca e quase deixo passar.
De súbito, atendo o chamado
E logo alguém se expressa
Voz calma, compassada
De grandes adjetivos e preposições.

Se apresenta e se expõe
Em falas de redação
Com todas as vírgulas
E pontos de exclamação

Cria uma análise
Compõe sua auto-análise
Faz o desfecho com o que penso
Processa rapidamente

Alguém desconhecido se torna próximo Em tão pouco tempo
Qual o elo deste fundamento?
Que mutação esta tão fantástica?

Quem poderá compreender a liga
Que une duas pessoas na fusão
A amizade pura e simples
pode vir sem prévio aviso. Junção.


Nilma Da Silva Coimbra

domingo, 19 de janeiro de 2020

O CICLO


A vida é um movimento contínuo, Dinâmico, constante e imprevisto
Quem a conhece por completo?
Muitos tentam decifrar este enigma
Este ainda não nasceu

A morte não é o fim
O corpo não dita a morte
A alma vive, se Deus nela existir
Há os discordantes deste ínterim
São os que ainda estão presos
Limitam suas convicções, estacionam

Existe um ciclo que inicia
Que termina para os rebeldes
Os que rejeitam a Deus
Pela incredulidade petra
A confusão os permeia, domina

Há porém os que creem no Poderoso
Que viram as costas, debocham
Que sabem da sua existência
Entretanto o renegam, impertinentes

Não aceitam serem assistidos
Querem liberdade, querem malificar
Mas para os salvos, os amigos de Deus
o ciclo é infinito, nunca cessa
É perpétuo, é eterno, definito

Nilma Da Silva Coimbra

DOR, LAGRIMAS E SENTIMENTOS

Dores e lágrimas há de todas as formas e tipos, de tantas cores e sentimentos.  Algumas conhecidas outras tantas não.

As mais vistas são as de dores muito doídas, as que não resistem, que sufocam. Estas são lágrimas de mãe por um filho que rejeita aquela que lhe deu a luz. Lágrimas de filhos que foram abandonados, esquecidos e mal amados.

Há também o choro pelo amor perdido, do casal que se separa.

A dor mais comum que faz derramar lágrimas, é a dor da despedida, seja de quem for. Causa muito sofrimento, porque ainda que bata a saudade, só a lembrança fica.

Existe a dor da perda por tantas coisas e causas, que traz grande abatimento e lágrimas sentidas.

Há uma dor vencida, que traz muitas marcas e choro de pranto.

É a que traz arrependimento de se ter perdido as oportunidades da vida.

Mas se há uma dor sofrida, que causa ressentimento e envelhece a alma,
é a dor de não se ter culpa, e assim mesmo sofrer acusação.

Ainda que nada se conste ou se comprove, há sempre alguém dizendo é você, que todo mal venha e não escape. Só Deus para interpor.

No meio deste infinito sofrer, vamos aqui terminar, e ficar com as lágrimas de contentamento, de alegria vivaz,

Das boas coisas da vida, dos sonhos realizados, dos momentos que fomos felizes, dos instantes mais bonitos.

Estas devemos abraçar, tão forte que nem dá vontade largar. Elas precisam ser absorvidas, e nunca ser esquecidas.

Eu vou ficar por aqui, pois cada um tem a sua lida, e seu quilombo a percorrer.

Mas fica a palavra do dia, que deixo a todo vivente: Não colecione dor nem sofrimento, antes acumule amor, que logo segue o calor das muitas favas sortidas, das muitas ramas que é pura energia,que se espalha e no bem contamina.

Assim neste confim, termino minha poesia e digo: "Todo bem que se inicia vem do querer ser amor, em todo viver."

Nilma Da Silva Coimbra

LUZ DA VIDA

Assim vivo, respiro, como, durmo, dia após dia, hora após hora

Numa constante espera do comprimento esperado,

Ditado e determinado por aquele que é e sempre será;

Vejo a tua luz, onde não há; sinto a tua luz, quando ninguém sente,

Alegro-me na insignificância do momento,

Reconheço que não mereço, pois como poderia premiar-me pelo meu pecado?

Quem pode afirmar convictamente “sou livre do pecado?”

Descanso debaixo de tuas asas, e nos teus braços continuamente te abraço;

A luz que vejo, está em tua luz que me alimenta, que me sustenta;

Luz que não está onde meu olho está, luz que brilha além da luz do luar;

Esta luz, única que rompe a escuridão de toda alma,

Luz que resplandece e ilumina toda negra sombra da morte,

Que não tem fim, e tem sua fonte inesgotável no Deus supremo,

Luz que é a única razão da minha existência.

Nilma Da Silva Coimbra

UM JARDIM EM ALGUM LUGAR

Existe um jardim em algum lugar
Nele existe uma rosa, dentre tantas outras
Pense que você está diante deste jardim
Com os olhos fixos naquela rosa
Se você prestar bastante atenção
Você olha, sente que ela sorri pra você
Ela é feliz
Porque existe você para admirá-la
Ela está feliz
Porque seus olhos a olham com amor
Para aquela rosa, você é:
Água, ar, luz e calor
Para ela você tem um nome
Para ela seu nome é AMOR."

Nilma Da Silva Coimbra

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

GLAMOUR

Glamour, representa o radiante o esplêndido
O extra brilho de raios ofuscantes
Alguém especial, ou que assim simboliza
Que traz a elegância e a extravagância
O suntuoso que desperta desatinos

Um lugar, uma época, um tempo
Que deixou marcas vivas, para se reviver
Um algo a mais que belo, um tom pessoal
É o extraordinário, o admirável, o excedente
O maravilhoso, deslumbrante, encantador

O que está elevado, acima do previsto
Que traz a luz florescente, reluzente
Alvo pretendido pelos emergentes,
Igualmente almejado pelos interesses
A fama, sucesso e poder é o precursor

Não se iludam sonhadores do glamour
Os olhos podem esconder o real
Brilhesa em demasia, tende a ser teatral
Durabilidade mínima, depois cai no casual
Insatisfação total, desgosto é fatal

Há uma busca frenética, ela é insaciável
Cada um no seu sonho, sem descanso
Alcançar o grandioso, chegar no topo
Para obter o pretendido no esforço
Sem avaliar os meios, se enroscam

Nem todos veem a chegada, se cansam
Infindáveis obstáculos, espinhos sem fim
Não avaliam seus alvos, se lançam
Caem na armadilha do desvio, se enganam
E no desatento constante, se embrenham

Se desejas metas maiores, prepara-se
O melhor tem que ser conquistado
Não deixe o impressionismo te laçar
Realize teu proposto, esteja pronto
Teus pés sempre firmados no chão

Saiba que tua lida na batalha runhosa,
São os teus maiores tesouros,
Ao fim de tua estrada, terás histórias
Mais ricas e valiosas que o glamour
O estonteante fascinante, cessou, expirou

Nilma Da Silva Coimbra

ONDE ESTÃO TODOS?

Onde está aquele que com tanta perseverança e convencimento ditava o amor e a verdade com suas boca, e no cotidiano, a raiva e o ódio exalava?

Onde está a pessoa que repetidamente faziam promessas pelas ruas e pelas casas, que nunca vieram a se cumprir?

Onde está o indivíduo você que falava de Deus com tanta veemência, da salvação, das suas obras por todos os cantos, e no entanto não se encaixava neste contexto?

Onde está agora você que falava tão categoricamente sobre a confraternização e solidariedade entre as pessoas, sendo tão claramente egoísta?

Onde se encontra a pessoa que tanto falava em alta voz, da importância e permanência das virtudes de Deus nos homens, mas seu comportamento era do filho do inferno?

Onde está ele, que fazia da perfeição, uma exigência de vida, mas na exigência de si mesmo havia imperfeição?

Onde está a mulher, que tão expressivamente soube interpretar a verdade, mas na realidade, a verdade sempre foi uma mentira?

Onde está você irmão, que insistia em dizer que estava cuidando de mim, quando os fatos mostravam o oposto?

Onde se encontra os tal que ressaltara o brilho falso da história, que fingiu amar e ser vida exemplar?

Onde estão todos, que fizeram questão de deixar suas lembranças cínicas e hipócritas?

Alguns estão distantes de si mesmos, planejando os atos mais vís.

Outros só vivendo sem sentir, muitos atrás da sorte que não possuem, pensando somente em suas próprias vidas.

Há uma porcentagem de pessoas que decidiram abandonar suas vidas antigas, começar um novo caminho, ter Deus em suas vidas. Estes são os remidos. Estes foram achados por Deus, e não mais estão perdidos.

Nilma Da Silva Coimbra

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

LÁ VAO O TREM!

Hoje vi o trem, passando todo imponente
Depois de tanto tempo ausente, desponta
Vindo de uma viagem longa e dia quente
Com seus vagões rugindo ferro em atrito
O maquinista atento, apita sua vinda

Estava tão bonito com suas cores vivas
Cada vagão com seus lugares pares
Com pessoas sentadas, bem humoradas
O trem reformado, trazia novidades fartas
Que saudades da era dos trens regulares

Lá vai o trem, a perder de vista, sumindo
Voltou a ter vida, esquecido foi no tempo
Durante décadas abandonado, retirou -se
Hoje volta solene, é atração para turistas
Bom seria se estivesse sempre, que pena

Nilma Da Silva Coimbra

ILUSÃO

Quem pode definir melhor a ilusão
Se não alguém que a tenha vivido
Saber que a imaginação não tem limite
Tem sua fantasia surrealista, ums utopia

Desilusões, são as ilusões traídas,
De tantos tipos, que se faz cantigas
Esperar um milagre, de uma canoa furada
O que se pensava certo, deu em nada

Ilusão nada mais é em poucas palavras
Que o engano em ascensão, sem visão
Cego para a verdade, vê a ficção, o irreal
Ainda que o momento pareça o ideal

Antes de entrar num logro, num engodo
Veja as possibilidades dos prós e contras
Tem ilusão que faz revira, se torna razão
Outra traz o sonho, a mistificação, o véu

Devaneio, trapaça do ego, delírio, paleio
Cada ilusão tem seu confeito, seu meio,
Sua bagagem é rica em sôfregos, pesos
Quem pode afirmar que nunca teve?

Nilma Da Silva Coimbra

AS VOLTAS QUE A VIDA DÁ

A vida é um ir e vir, chegar e partir
É hoje estar cá, amanhã lá, depois sei lá
É andar sem caminhar, é saltar parado
Calar sem ter falado, gritar em silêncio

Ontem chorava as feridas antigas
Hoje estou no refúgio, sustento desafios
Resisto as lutas por amor ao criador
O depois não tenho o saber, sigo apenas

Cada um tem o seu galgar particular
Tempo que um se diverte, outro padece
Assim como numa roda gigante
Ora se está no alto, ora se está no baixo

O dia nem sempre traz luz, é névoa densa
A noite se faz lua Nova nova translúcida
Nem sempre o que se prediz, condiz
Tempo, vida e indivíduo são únicos

Destino, todos possuem, ou é balela?
O fato é que pessoas não são iguais
De estradas diferentes somos, disformes
Independente do ser, tudo está escrito

Nilma Da Silva Coimbra

domingo, 5 de janeiro de 2020

IMPASSE

Nem tudo deu certo, algumas decepções
Querer realizar, adiantar, mas que delevo
Tentar arrumar, querer remir o tempo
E nada do que se faz, se finda o enredo

Então diante deste desassossego
Nem se vai adiante, nem se concretiza
Fico neste impasse, neste desenlace
O que fazer diante de tal realidade?

Fechar o começo, encerrar com chave
Aprimorar os detalhes, sem aberturas
Corrigir as imprecisões, por fim cimentar
Mas tudo tem sua hora, amanhã talvez

O que resta a fazer, senão esperar a vez
Saber que não conta só o querer, agilizar
Tem o outro lado, a hora certa, certeza
Que tudo vai se encaixar, e por fim concluir

Nilma Da Silva Coimbra

ORAR COM O CORAÇÃO

Orar é falar com Deus, a alma derramar
É abrir o coração, expressar em amor
O que não dizemos a qualquer um
Clamar em sinceridade, em verdade

Orar é fluir o sentimento mais puro
De uma relação de valor, pai e filho
Que estão num mesmo sentido vivo
De estarem unidos em laços afetivos

Orar não é somente na escassez
Nos dias turbados ou de insensatez
Não é emoção, comoção ou sensação
Nem ao menos é para que seja visto

Não importa estar de pé ou ajoelhado
Se teu coração estiver dobrado, anelado
Pois se orar com fé e fervor, Ele ouvirá
E trará em tempo coerente tua vitória

Em qualquer lugar que estiver, ore
Seja em pensamento, palavra ou louvor
Fale com Deus de toda forma que puder
Ele vai ouvir a oração, se for de coração

Nilma Da Silva Coimbra

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

TUDO PODE SER MODIFICADO

Nem tudo é dourado.
Nem sempre está tudo branco
Muitas vezes o preto aparece
O marrom gosta de destaque
O rosa gosta de enfeitar
Não importa a cor do seu dia
Tudo pode ser modificado por Deus.

Nilma Da Silva Coimbra

O QUE REALMENTE PROCURAS?

Diante da tua existência o que te abisma?
Quem sabe não são respostas precisas
das que estão a anos a te engasgar?
Te trouxeram ao mundo, sem explicar
que a dor veria cedo, sem avisar

O que te aguça saber, que ainda flutua
e nada que traduza, venha te convencer
O que te falta fora do que é normal
que está além do corpo, o sentir a mais
De agir por impulso, depois se arrepender

Perguntas sem respostas convincentes
trazendo à tona decepções constantes
Decisões para serem tomadas, pensadas
mas qual caminho tomar, vai arriscar?
Se errar no passo tomado, pode voltar?

Qual anseio te atrai mais, sem pestenejar
Diante de tantas incertezas, o que pelejas
Tens desejo de servir outros iguais
ou seus enigmas estão presos em ti?
O amor por você ainda pesa mais?

Qual a dor que te fere mais,
a dor da carne ou a dor da alma?
És sagaz para ter, obter sem obstáculos
ou quer apenas o necessário, sobreviver?
Faria o impensável, para conquistar?

Falar de amor, é saudável, ou inevitável?
Queres ter amor, ou ser amor? Ambos?
Deus e amor são coisas diferentes?
O que realmente conhece sobre Deus?
Estas respostas podem mudar sua vida

Dúvidas intermináveis te apavora?
mas há de convir, são fundamentais
pois só através das indagações
das questões insaciáveis, sem pontear
que respostas irão sobrevir, emergir

Será que o homem está livre do mal?
Existem seres espirituais a ajudar?
Somente o que vemos é a verdade?
E o que não vemos, pode existir?
Devemos ser incrédulos e resistir?

Extenda teu entendimento, tire a venda
Veja com outros olhos as diferenças
Abra espaços antes encobertos, enfrente
Se aprofunde na imensidão de valores
Depois descobrirá belezas infindáveis
Que vem diretamente do trono de Deus

Nilma da Silva Coimbra

EXAGEROS

Extremos, muitos são adeptos
Para alguns casos, não invalida a dita
Ao inverso do proposto, desgosto
Traz desconforto, confusão fatal
Estar na comedida é a medida, equilibrio
Há incontáveis seguidores da conta certa
Fugir das mesmices, é a desforra
Descobrir o perigo, traz euforia, excita
A novidade, que quer ser conhecida
Seja qual for a preferência, prudência
Pé no chão, não dá comichão, nem medo
Andar às cegas é escuridão, correr riscos
O terreno pode estar minado, vai saber

Nilma Da Silva Coimbra

RETROSPECTIVA


Fazendo uma retrospectiva de atitudes
para uma nova perspectiva renascer.

Peneirando os percalços
para que se guarde o maior valor.

Examinando, reexaminando
calculando e ponderando as falhas.

Apagando os pecados tortuosos
abandonando a ruindade da carne.

Tirando as grossuras de carácter
refinando o proceder com gentileza.

Trocando as atitudes de falsidade
pela sinceridade e singeleza do amor.

Quebrando regras doentias e ruínas
estabelecendo novos planos de vida.

Dizer não para o que irá ser a queda
dizer sim para o que será preeminente.

Pezar sua vida, cortar gorduras nocivas
que a leveza da simplicidade te cubra

Repense e reveja seus argumentos
ser auto-suficiente preenche teu vazio?

Deus está vivendo em seu coração?
Se não, qual a a razão da negação?

Deus não quer ter o controle dos homens
Ele quer ser amor dentro de cada ser.

Depois de um longo check-up e inspeção
concluir os refeitos, fixar mudanças.

Nilma Da Silva Coimbra

NATAL QUE AGRADA A DEUS

Bom é sentir o Natal, como o nome diz
Reviver o nascimento do salvador Jesus
Estar no convívio dos nossos amores
Trocar abraços de carinho, beijos de ternura
Não importa se tem pernil, ou frango
Se o presente é uma jóia ou um lenço
O importante é estar em união, coesos
Saber que cada momento juntos vividos
Trará uma lembrança inesquecível
Que valha a pena ser revivido
Não valorizando o que se tem, ou se vê
Mas se alegrando com o amor dividido
Com a presença de Deus, o Pai de Cristo
Pois sem Ele, nao teríamos o Messias
Não estaríamos este ano, saudando a vida
E o Natal talvez não tivesse sentido
Se é para festejar, seja em comunhão
De você com Deus, com a família
Com todo aquele que for verdadeiro
Ao que decidir ser amor por inteiro

Nilma Da Silva Coimbra

ANO DO RENOVO

Que o ano novo,
Seja mais que só novo
Seja para transformar
Inovar, renovar
Para modificar
O ruim abandonar,
O bem entrar
Ajudar o próximo
De perto e de longe
Quem é do amor
Do bem, da vida
Quem é de Deus
Da verdade, da justiça

Nilma Da Silva Coimbra

NATAL, O QUE É PRA VOCÊ?

Festas todo ano se faz para tudo
Nem todos fazem dela um refúgio
Para muitos, natal é para esquecer
Outros festejam para parecer estar bem
Há os que querem dizer "sou de Deus"
Alegria real, a última vez, qdo foi?
Paz de Deus, já sentiu alguma vez?
Natal nasceu Noel ou Jesus?
O que tem a ver Jesus com árvore de bugigangas?
Guirlanda, sabe o significado?
Não aceitar o Noel é ser antiquado?
Só no Natal temos que ser de Deus?
Só neste dia temos que ser "formosos"?
Estar bem vestido é para quem ver?
Rir e sorrir sempre, está é a ordem?
Fingir é a regra geral ou é apenas trivial?
O melhor presente é o mais caro?
Já se doou como um presente bom?
Se embebedar, quer dizer o que pra você?
Comer em família é equivalente a união?
Será que esta festa vai me tornar feliz?
Fazer festas tem acrescentado vida?
Natal é nascimento ou entretenimento?
Analise cada pergunta detalhadamente.
Suas respostas irão mostrar quem você é.
Também vão dizer o que é o Natal pra você.

Nilma Da Silva Coimbra

INIMIGOS NÃO DECLARADOS

Normalidade imposta, oposta
Preto de pedra, encoberto, penedo
Parecendo ser igual, avessos aceitos
Amor falado, sem atos, brilhos de taça
Atitudes do obscuro, sem percurso
Nada pode ser diferente, incoerentes
Em prontidão para uma rebelião,
Confusão interrupta, maquinar, zinzar
Deus atento, não permitirá tal destruição

Nilma Da Silva Coimbra

NATAL DAS FACHADAS

Ainda não vi em tempo passado e presente
Quem viva o verdadeiro Natal nativa
O sentido mais puro do nascimento
Natal que relembre redenção e unção
Transformação completa em cada ser

Nascimento é começo, recomeço do novo
Natal é a lembrança do filho de Deus
Vindo ao mundo, mudando a história
Trazendo esperança, renovação, salvação
Aniversário do Messias, o prometido

Fachadas em festa, todos num brado só
Dia escolhido como o dia feliz, chamariz
Data não acertada, errata, mais aceita
Onde muitos se reúnem, suposta alegria
O parecer estar bem, sorrisos de força

Ceia da fartura, escassez de sinceridade
Todos entregues a beberrice, descontrole
Risos intermináveis, atores da festividade
Música e danças para exibição, fuga
Palavras soltas sem libido, sem juizo

Raro os de Deus, que fazem a diferença
Relembrando o que natal significa
A grande maioria elege Noel, pai sem ser
A cada ano uma árvore enfeitada,
Ornamentos e adereços sem precisão

Onde está a consciência dos homens
Que insistem em manter as aparências
O ano inteiro em desencontro, desacordo
Dia natalício se fabrica abraços, união,
Destila-se amor artificial, fingido e cru

Dentre o cenário proposto e sobreposto
Há todo um aparato de fazer de conta
Comidas em demasia, excêntricas, especiais
Casas com atavios e adornos, exageros
Nem sempre se identifica com os donos

Será que estes fatos devem continuar?
Por um dia ser o brilho falso, ofuscado,
Outros dias ser desencanto, desprezo?
Reflita: Seja da beleza interna, do bem
Todos os dias em festa com o Pai

Nilma Da Silva Coimbra








VASO, QUAL O TEU DESTINO?

Tu és barro, da terra e do pó és formado
Começo e fim segue o teu formato
Por Deus foste formado, oleiro do amor
Num momento, criou seu maior invento
O vaso, pote, caçamba, cada um ímpar
Da matéria informe para uniforme
Do nada vieste a ter um molde, um nome
Moudou cada peça, com beleza única
Mesmo barro, fez diferentes vasos
De todos o tamanhos e feitios
Vasos fortes, sem rachos, sem frestas
Tantos, que não se pode contar
Todos os dias novos vasos, preciosos
Para todos os cantos e recantos
Ao mundo levar o encanto, o acalanto
A palavra do alto, nos vales e fortalezas
Cada vaso um conteúdo específico,
Vasos de honra, que trazem o alimento
Sem temor de quebradura, com bravura
Até o dia de serem desfeitos no dia chamado
Para serem refeitos em vasos perfeitos
Vasos de pura luz, luz que transcende
Incomparável é o destino dos luzentes

Nilma Da Silva Coimbra

NAS ASAS DO PENSAMENTO

Acordei. Meus pensamentos voam alto.

Como um foguete em direção ao espaço, até não mais se avistar.

Vejo as estrelas, o infinito e o impossível diante de mim.

Avisto cores, contemplo movimentos, e o grande buraco negro.

Tenho uma visão da minha própria vida em ação.

De épocas diferentes, de tempos distantes, de dias presentes.

Viajando por caminhos já percorridos, penetrando nas áreas do sofrimento.

Em cada parada um sentimento, em cada saída um novo momento.

Há tantas imagens, tantos erros, desconcertos e lamentos.

Como num filme, sem começo, sem meio, sem fim.

Lá estão todos os dados, contendo a história, guardando mistérios.

Segredos somente pertencentes a Deus.

Lá estão todos os sonhos, dons e tendências

Que determinam e traçam o caminho da vida

Quanto mais longe prossigo, mais descobertas faço.

Mas como esta viagem tem volta, já é hora do regresso.

De tomar o caminho mais curto, e acordar pela segunda vez.

O dia está nublado, manhã cinzenta de um longo feriado.

Nilma Da Silva Coimbra