Que tudo parece normal e o igual está em todo lugar, eis que vem um imprevisto mal quisto, num contrapiso e desanda o resto das bravatas...
Que o difícil parece fácil, o dia vai ser sem vacilo e eis que o esforço é maior que o pretendido...
Que há grande alvoroço, sem querer você engole o caroço, leva o dia empurrando os desgostos, no final só restou os desacertos para consternar...
Que não se sabe o que fazer primeiro, começo meio e fim ficam perdidos...
Que a volta é uma partida, para um recomeço sem despedidas, e logo em seguida o sentido tem outro refrão...
Que a dor é sufocante, a fome não vem, o nada se faz presente, perguntas ficam sem respostas, seguir só pela fé em Deus e descansar...
Não sei se vou ou se fico, se faço ou me esquivo, se digo ou se emudeço, se me arrisco ou desisto, se me atrevo ou me anulo...
Que poetar é um mar bravio, que se nega a falar, outros dias é como muitas vozes a peneirar, para uma guerra não se levantar...
Que as alegrias se encontram para conversar, apagando as tristezas que ontem veio deixar, avivar as cores que estavam sóbrias, sentindo feliz, com todos os nãos que trouxeram outros dias...
Nilma Da Silva Coimbra