terça-feira, 22 de dezembro de 2020

OS RARUS (Raça Ruim)

Preciso entender nós que não  desatam  Pessoas que possuem nódoas de ódio tino    Que agem com atitudes das mais infusivas          Em nome da inveja gorda, querem aniquilar

Gente, assim dizem ser, mas são da maldade
Querem tudo de bom para si, o supra da vide
Nada para os outros, ai se alguém os supera
Liquidam com tudo, para o ter não sobressair

Vidas marcadas na história, seres da ruína
Frutos da semente preta, sem a concepção
De pouco intelecto, mas de ambição mórbida
Querendo obter a fidalguia, sem haver prisma

Perseguição atroz, danificar, sem importar
Pode ser quem for, seja do bem ou do mal
Por falta de amor e incapacidade, assolam 
o  gostam de gente, querem infisionar

Espíritos os dominavam e os consumiam
Hoje exterminados, inexistentes, não fuzilam
No entanto mesmo assim, ainda destroçam
São ruins, não cessam de criar arabestos

O passatempo dos rarus, é o jogo de ferir, ruir
A meta principal é controlar, dominar a mente
Para divertir danificam, estraçalham de fato
Há um prazer incontrolável de devastar, lezar

Quem são os rarus, onde estão, o que fazem?
Ainda estão em nosso meio, como humanos
Fazem tudo igual aos normais, na aparência
Diferem num ponto crítico: são muito ruins

Estão  espalhados no mundo, mas desunidos
Conhecidos por não gostar do muito laborar
Do dinheiro fácil, do empenho malogrado
Espíritos das trevas os escravizavam, cegos

Neste tempo do hoje e agora, muita reforma
Sem espíritos de tormento, ainda são presos
Indecisos, preferem a ruindade, que a beniz
Falo dos runas ruínas, rucras, ticicas do mal

Por tais predicados exclusivos e degradantes
Deus, o único dono do universo, se impôs
Não mais existirá rarus da maldade viral
Destruidores serão fenidos, só os salvos vivos

Nilma Da Silva Coimbra

OS HARANS (Crueldade Máxima) Descendência de Hagar Runa

Você crê que há turras de crueldade vip?          Tão cruéis que tem prazer em ver a dorina?          Sim, há malógnos que tirizam para rir em fila    São frios, insensíveis, como a neve gurina

São eles de formas das mais fusas e periglas
Alguns dóceis, de sorriso largo e  brandura
Outros de fala mansa e cheios de cortesia
A gosto da vítima, fazem suas travessuras

Possuem uma marca de risca, zuma de prisa
Falsidade brica, do mais alto nível, se exibem
Cenas de teatro ao vivo, sem escalas ou pisas
Desconhecem honestidade, vivem a mentira

Praticam e se desdobram para sabotar, driblar
Adoram o terrorismo nas palas, nas imagens Transposição  de bichos antigos, vermes bin
Cantam em solampos enquanto voam blitas

Todo tempo estão no plano da arquemisa
Se unem para destruir rinas, vidas escolhidas
Por inveja pura e gosto pelo furor, desfilham
Não conseguem seu intento com os ungidos

O relógio está para dar suas baladas de fina
Harans das trevas, não mais terão vida mida
Todos os malevatos terão sua sorte invertida
Deus do elevato está fazendo o corte serrado

Filhos de Sião, não temam os perturbadores
Eles querem viver, mas para a morte velejar
Fiquem de pronto, não calem suas vozes
Logo em breve não mais existirão, juízo final

Uma grande obra está em crescimento fugaz
O velho sendo retirado, o novo sendo erguido
Todas as arestas sendo garibadas, puridas
O Deus tudo, Pai de amor, mudando o mundo

Nilma Da Silva Coimbra

O AMOR DE DEUS EM MIM

Incomparável é o amor de meu Pai por mim.  Ainda que houvesse muitas palavras, faltaria.      Viver sem Ele, é andar em círculos, é abismo       É deixar de viver, estar consciente e não ser

Por muita terra percorri, pisei em solos dunos
Descalça andei nas pedras, por espinhos rone
Longas envernadas de grampejos, palanteios
Guerras de cravos enfrentei, laços de armadas

Antes que eu nascesse o amor Dele já havia
Nos anos que decorria, me livrando todo dia
Jornadas de risco sofri, perigos de arrepios
Sempre lá  estava a me proteger e socorrer

Por muitos algozes me arrisquei, não titubiei
Não esmoreci diante das espadas, enfrentei
A todo momento ali meu Pai junto estava
Nunca se ausentou, ao meu lado guerreava

Tirania e armadilhas, raça de víboras, cafunas
Somente o amor extremo, faz o mal ajoelhar
Como agradecer tanta beneza, que só Ele tem
Minha vida é dele, Ele é meu amor vida, o tudo

Mesmo que o inferno se apresente e me fira
Ainda que haja demônios para me destruir
O meu Pai, o Deus supra, nunca vou deixar
Na terra, no universo e no infinito, hei de amar

Aquele que de corpo e alma se entregar
Abandonar a maldade, se arrepender deles
Irá assim como eu, ter seu amor e o bem terá
Vida plinta, paz real, união e felicidade achará

Nilma Da Silva Coimbra

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

A ESPERANÇA É A ULTIMA QUE MORRE?

 Será  verdade este dito popular tão frizo         Que a esperança tem que morrer derradeira?      Temos que engolir a seco este pão dormido?   Ou vamos por os termos devidos no balaio?

Se a esperança é a última que morre, me fale
Qual foi a primeira que morreu antes dela?
Não fica bem explícito as questãs anteriores
A esperança é obrigada a morrer, sem rebate?

Pondo os pingos nos is, pesando os sentidos
Antes da esperança, quais são as não citas?
Será a verdade, o otimismo, a perseverança
Ou talvez a coragem, a fé, ou a falta de amor?

Nunca foi se questionou de forma abrangente
Tais colocações, mesmo que esteja explícito
Talvez fosse melhor que todas elas vivessem
E que a esperança nunca tenha que morrer

Entretanto, se todas as perspectivas falharem
A esperança terá que ser condenada a morte?
Vendo por outro ângulo, a vida deve preceder
Todas as formas de estar benesi, vale a pena

A Esperança sendo ou não a última a morrer
Se Deus der o sinal verde, prosseguir, seguir
Caso o sinal seja vermelho, não persista
Tudo irá  concorrer para o erro, encerrar, finar

Podemos ter desvarios, nem tudo é belezura
Altos e baixos todos temos, até nos fortalece
Muitas são as muralhas, em Deus avançamos
Seja qual for sua barreira, será retirada, insista

Concluindo este parecer, alando em voo livre
Nada precisa morrer, sendo o bem a dominar
Mas se a morte tiver que ser, seja da crueza
A esperança sempre será a primeira a nascer

Nilma Da Silva Coimbra

O BEM E O MAL DE CADA DIA

 "Não há mal que sempre dure                     nem bem que nunca se acabe."


Esta frase popular antiga, eu hei de contestar
Pera lá, esse texto, tem que ser posto à prova
Vejo as duas partes sendo possíveis, verídias
Tem mal que pode ficar, outros, de passagem

Há  mal que dure sempre, se ele for o pivô
Gente que curte maldade fazer, maldade terá
Ela só fica se o portador abraçar, se apoderar
Caso contrário, só virá para um tempo ficar

O bem pode ter seu fim, sim, isto é provável
Se desejarmos ele, irá nos fará morada eterny
Impregna como o melado de beluma, e gruda
Não sai, a não pelo poder de Deus velúvia

Aquele que possui o bem que vem da lúvia
E anseia pela vida blina do Deus unipotente
Este terá o bem no intro, fluirá como nascente
Este é o bem que nunca cessa, de Deus belina

Nilma Da Silva Coimbra

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

VIDAS DESPERDIÇADAS

 Desperdício, não importar, deixar rolar o ciso   Valores distorcidos, mentes sem viso, guino.   Objetivo desnutrido, metas do funcídio, linos.   Tempo perdido para ganhar uma causa redil 

Propósito runato, de sugar para obter vitalícia
Assim muitos partiram da cidade das boiadas
Para ida sem retrocesso, em tropa de veriga
Antes que a rina viesse, a rede se armava

Todos de vida triva, sem renda fixa, desfiavam
Meio de vida indefinido, destreza de furnas
Assim seguiram por têmpolas, para o almejo
Neste contratempo, muitas quimofas no feito

Quatro runos fisos, eram invasores, na prensa
Trouxeram outros para o sul, a fim de destrato
Assim se formou a arapuca do calenato, isca
Cada um com uma tarefa, elaborar o trato

A escolhida para a grande caçada nada sabia
Tratada com requintes de covardia, resistia
Abandonar a herança por direito, de início
Depois se não cumprisse, era morte prevista

Durante um tempo e meio de triza, luta enfisa
Guerras de demônios, duras batalhas brutas
Mulheres cruéis unidas para a grande gurra
Com todo tipo de estratégias para desfilhar

A vida alvo, uma amada de Deus, guerreava
Aos runas, parecia de fácil conclusão, engano
Cada dia novos desafios, novas investidas
Deus em tudo vencia, em todo tempo, sempre

Pessoas cheias de ilusões do feitiço, reuniam
Confrontos espirituais das mais guerridas
Palavras de salvação foram ditas, reprisadas
Almas inquietantes confusas, muitas vindas

Lembranças antigas dos ancestrais, donava E isto contribuiu para os ataques de fúria
Tantas inferidas, e dormir era proibido, veto
Um dos impostores, disputava controle, punia

Muitas foram os entraves e explosões vividos
Revestidos de medo, expressar, nunca jamais
O "parecer sempre bem" uma ordem explícita
O belo por fora, exaltado, reclamar não podia

Dia após dia, Deus trazia a reforma seixo fito
Desfazendo a obra da besta, o 666, ruína caiu
Os que decidiram ser da destruna, fenidos
Aos que escolheram ser da beliza, vida infa

Nilma Da Silva Coimbra

VIVA A ALEGRIA!

Dizem que a alegria é só para estrelas guias  Dependendo da brilhesa, são apenas triscas  Nem toda estrela nasce com a força precisa.  Mas estrelas vivas e de luz líndica são blumas

A falsa alegria pode ser até aceita, na divisa
Ela é de arrasto, é produzida na emoção duna
Gosta do embaraço, dos infiltros indignos
Faz festa no terraço para fugir da cina brica

Alegria que é de doces vivas é do deslumbre
Traz novas reprises de muitas candices rinas 
Faz o céu mais perto parecer, traz o ser divino
É encostar na brisa suave, sentir o frescor vir

Estar contente, nem sempre reflete estar feliz
Ela pode ser de minuto, ou de sempre ser
Mas aquele que sente alegria de festa interina
É a veneza da alma saltitando, Deus shemy

Nilma Da Silva Coimbra

O CÉREBRO E O CORACÃO

O cérebro do homem é  o comando do corpo      É a razão no seu todo, é a que dita as regras.  Tudo está ali contido, nossa vida ali contada  Subdivida, cada parte com sua função serisa

Detalhar em selhumes, toda sua performance
Deixo para os homens da ciência, os médicos
Quero retalhar na medida, o lado poético ludo
Falar da sua importância, como de seus feitos

Todo o corpo só interage se o cérebro odenar
Assim é sabido, corpo só age se haver o elo
Somos seres pensantes, o conjunto é o certo
Deste modo, é o cérebro que forma os atos

Mente complexa é a nossa, muitas interações
Quem a conhecerá inteiramente, senão Deus?
Tantas são as gonalias que somam unidas Que necessário é saber a fundo os pentatos

O melhor desta sinfonia perfeita em sincronia
Está na organiza das partes sem contígua
Consciência, pensamentos, lembranças vivas
Sentimentos de alto nível ou não, são as ligas

Mente e coração podem estar unidas, cisas?
Sim e não, em conforme com as igualdades
Mas num equilibrar em harmonia, há belanar
Sensatez e sensibilidade  pode andar juntos

O cerébro contém os comandos a ordenar
Numa lógica imprecisa, nada é absoluto
Mente sã, corpo são, falta a alma ser da vida
Coração em amor, comunhão com Deus belin

Nilma Da Silva Coimbra

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

OS DOIS POLOS

 Dois polos, duas pistas, duas divergentes.   Cada polo um pilar, uma viga, pilastres senos   Desiguais por sua diferença, desquilibram.   Opostas e de atributos de menomas, militam

Um polo se chama ruindade absoluta e vina
Outro é o polo da bondade e amor, Deus vita
Duas partes que não se misturam, conflituam
Dois caminhos que não se cruzam, inimigos

A ruindade, a malignidade que é do negrume
Está no desejo de ser da foice, do corte pril
O preto de alma se veste de controle obter
Atingir o ponto mais alto do poder, destruir

Corpos de coração dobre, de sangue dísel
Carregam pesos da maleficina, são fiusentes
De pouca inteligência, fixação pelo domínio
Não aceitam a derrota, ainda que já perdida
 
O outro lado da ruína cruza, é a beleza divina
A bonitude, a luz que reflete o branco filuzin
O amor em seu ápice, Deus da vida purin
É o autor e co autor das primícias e finícias

Pai dos filhos da raiz verde, do broto níbio
Deus é água vívida, da rica nascente belisa
Deseja que almas sejam convertidas, lívidas
Para que belezas profundas venham subir

Ruindade, é morte de dentro, inferno crudente
Estrutura podre, pilar de sustento filo, garopa
A bonitude suprema do altíssimo, é fortaleza
Pilastra de quatro gumes, solatada, unificada

Duas forças de divisas, oponentes, divergem
Mentira e verdade, polume e sal burin, partido
Ainda que lutas das frentes persivas relutem
A verdade vono, Deus, força supra, vence tudo

Nilma Da Silva Coimbra

terça-feira, 10 de novembro de 2020

ZOOLÓGICO DOS HORRORES

História de feleza córduba gélida vou relatar.   Não se encontra nas revistas em quadros     Nem está nos desenhos animados da tela   Menos ainda nos bosques, matas ou no zoo

Ela se encontra muito próxima, mas vai finar
Bichos de toda espécie transparentes de pino
Que vieram pelo modo núcleo, das fúndias
Trazidos pela mazumba, mas ainda cuminam

Feitos para agonizar e finalizar uma desfeita
De aparência dope, traços de inocência folsê
Todos da raiz ruindade, de manso morte ter
Ficam espalhados ao lado do assombrado

São eles conhecidos do reino animal real
Embora alguns de um reino antigo e fenal
Bicharada que vem do maleficino, da zuma
Escapar deste bisal, só pelo poder do alto

Neste zoológico de terror vivo, cito os nobres Gatos e gatinhos cinzas, negros e raças multi
Ratinhos e lontras rabicós, cães e lobos fuzos
Miniaturas de tudo, para o fácil acesso furacin

Quizumba para trazer o inferno dentro, dinar
Arruinando o corpo numa comilança incessa
Duração de dias, conforme o trato funatra
Para destruição venária de entranhas carnais

Na falta dos elementos no corpo, dores fisas
Alternativas para prender os órgãos restantes
Canálias de presas treçalhas, com vime, aço
Sem resultados de acerto, abandonados

Numa previsão por fé viva da parte de Deus
Digo sem dúvida alguma, tais mambes sumirá
Renos, runos e ruínas da maldade, desferato
Bichos deste nivelato, extintos serão, cabato

Tudo foi permitido,  para uma reforma enforte
Morte suprema aos destruidores da vida blin
Vida infinita aos que optaram ser da beneza
Deus bono e belino aos que amam ser videza

Nilma Da Silva Coimbra

sábado, 7 de novembro de 2020

RELÓGIO DO REGRESSO

Relógio da volta, da reviravolta, revolta crona.     O tempo sendo vigiado, hora marcada no gril     A cada segundo, há um certeiro dardo enfasto   O minuto é de ouro grino, no ponteiro vino

Tempo exato de tudo esclarecer, tempo pento
Rasgar as feridas deixadas pelo ferento trento
Pois as traçadas retrozes, ficaram na dívida
Os enfortes dos bazucas, galhardos negros

Três teratempos de concórdia, de desarentos
O primeiro é a força contrária exercida revisa
Que o impositor feiticeiro da mazumba fez
Para uma retrarca de duas partes opostas

O segundo teratempo, é Deus endro em pauta
É o poder divino intervindo para uma ressalta
O desafio de destruir destruidores de almas
Entrou nas entranças das vigas podres, soltas

Teratempo terceiro, é o contratempo da zuma
Fez o relógio retroceder para o mal tirol caber
Deu tres voltas em quatro tempos, na triza pin
De modo tão fereno e fiso num ódio extremo

As guerrilhas foram intensas, duras, bravias
Estilhaços e carabaços, arremesso de beritas
Investidas das mais infusas e funas recorria
Deus, sábio viso, resolveu todas as vencilhas

Tempo encerrado está, acertos e relatos gono
Aqui se fecha três tempos em um só tempo
De batalhas e confrontos por runas invejosos
Tanto faz o feito, Deus em tudo vence sempre

Nilma Da Silva Coimbra

domingo, 1 de novembro de 2020

APLAUSOS

 Feitos para expressar agrado, apreciar gestos.     Aplaudir é um ato de reconhecimento no todo       É bater palmas para dizer "Estou feliz por isto"     Homenagear alguém por seus bons atributos 

Aplaudir não significa estar em total acordo
Os mais antigos, agiam assim para contrapor
Sussuravam ainda palavras de rista negação
Hoje juntar as mais em estalar, é festejar

Há  momentos que saudamos as gondonesas
As palmas são sentimentos dentro, tilitando
Certos momentos as mãos não podem falar
Mas todo resto do corpo pode aprovar, apoiar

Para dizer "Muito bom, excelente!", vai além
Clamar em alta voz: "Bravo!" é o fenomenal
Estar de pé diante do especial, é o máximo
Aplausos são para enaltecer valores altos

Nilma Da Silva Coimbra

O FOSCO E O TRANSPARENTE

 Duas opostas categorias, que se diferenciam.   Fosco é o revestir no modo de se ver pouco.      É a vidraça com artefatos para encobrir, venir.   Incolores ou de pigmentos em figuras várias.   Feitas para identificar a verdade e a mentira

O fosco, seja de vidro fino, ou vidraça dunê
É a pós cobertura para confundir, miscegenar
Não mostrar detalhes, ofuscar, manchar cisas
Deixar a dúvida exposta, o falso transparecer
Por as claras, que o evidente não é bem vindo

Num propósito de tudo esclarecer, é o vener
A vitrine que é transparente, nada tem a temer
Transparência, sinal de ausência do obscuro
É o lândico e o cristalino envolvendo em luzes
Ser honesto e  e sincero, são transparências

Entre o fosco decomposto, e o límpido vitre
Decida pelo certo, pela verluz, o real exposto
Pois incertezas e polonkas é o turvo grosso
Seja positivo sem aramanhas, tire o embaço
Transponha barreiras, viva a verdade flisca

Opacidade é o disfarce da maldade gorena
Reflete o logro, a fumaça que tira o foco
A nuvem negra que melena o branco, penibra
Transpareça, seja o autor de verídias, firme
Nem todos merecem este acerto, peneire

Nilma Da Silva Coimbra

CONVERSAS DE ZUAMBE

Conversas de falsear, driblar é zuambe
Termo antigo dos ingleses das docas
Língua saqueada por africanos zunos
Em passagem, levaram como donos

É a prosápia das falácias, das piruetas
São as palavras podres, soltas, fúteis
Para desmerecer, iludir, engambelar
Ditas a grosso modo, tirando a visão

Palavras de entremeios toscas, farreio
Usadas para distração, corte do apaga
Histórias contadas e no final zumbear
Para serem pouco lembradas, imprecisas

Os busangas, contadores de mentiras
Inventavam as milongas mais furtivas
Nas paradas, marinheiros se divertiamOs mais astutos, riam da marmelada crua

Tais milongas de desafios, se esparramou
Hoje alguns usam como tática de queima
Lembrar o que for de bonanza, depois zerar
Fazer a valsa tocar, até  onde ela for linfar

Te espreite nas conversas de zuambe
Hoje com sabores de muitos doces e fitas
São para fazer do boato um fato, e cortinar
Fique no observo, o zuambe quer aprontar

Nilma Da Silva Coimbra

ARDILOSIDADES

Sabe o mal feito, na intenção de armar o rolo?
São as ardilosidades safonas para o mal ser
Artimanhas e fruinhas para se obter o logro
Carcaças de forro para conquistar o trato

Quem já não soube de alguém neste cenário?
Métodos e manejos diversos, vantagens obter
Artes ilícitas de cunho duvidoso, para acertar
Nem sempre descobertas a tempo, kirandas

Quando ir direto ao ponto, não soluciona o ato
Querer agir pelo caminho reto, exige confreio
Então as saídas são as trilhas e atalhos fesos
Que fazem os delinquentes para atingir o alvo

O matreiro de mas intenções gosta de burlar
Sorrateiro na atividade do trampolim, golpeia
Saia deste embusteiro, antes da presepada
O capicioso terá sua gonzola, saia do plento

Nilma Da Silva Coimbra

terça-feira, 20 de outubro de 2020

SUPORTAR POR AMOR

 Suportar envolve amar, resistir a trive rustida     A Palavra não diz tudo, é simplória e levida     Entender a retilância, é preciso sentir a duna   Saber da importância de não desistir, fincar   

Amar, tem lados opostos, o benevi e o malevi.  Receber as benitudes, viver as girandas, sulir  Devolver as flenídias, cantar cantares de belin  Enfrentar as tarântolas do inverno, prosseguir

Se queres somente obter as venídias, é finito
Tens que entregar o coração, fluir em lípedes
Gonear espadas, preparar as couraças, gonar
Morrer se for preciso, em bastilhas de conflito

Parar, abandonar as druídas, jamais, há ristas
Carreiras de drômedas e barricadas, se fazem
Os destemidos não se abalam, refizam a risa
São vencedores fenizos, Deus uno, causa mor

Nilma Da Silva Coimbra

"EU NAO ACREDITO NISSO!."

Tempo vivemos de grandes tortilhas trinas
O barro se torna massa podre, vidas em viltre
Vulto de pessoas na subvida, subsistem
Degradação de valores ainda persiste felintra

Mudanças no todo tem havido, em brandura
Ora as renovas tem sido dinas, ora gradativas
Não há como esconder as melindras festivas
Mundo em reconstrução, novas perspectivas

Neste renascer da Terra, antiguidades findas
Um concerto eterno se caracteriza, revivas
O que é entrave está sendo derrubado, banido
Os invasores de minalba, destruídos, sumindo

Fatos conclusivos de reformas, todas vistas
Melhorias a toda prova nas anvisas, acertivas
Todo trabalho tem seu empenho e dúvidas
Restam ainda os incrédulos obterem certeza

Ferrenhos sem sidos os ganetos, endurecidos
Que ainda absortos em si, recusam a verdade
Veem algumas partes das novas cisas, calam
Outros sinistros estão em fase de penistra

Ruindade pedrosa das runas ruínas, zunidas
Fim da malignidade dos golveios, de intrusos
Muitos reparos sendo feitos, malfeitos nulos
Destruição malógna e pelintra já teve seu fim

Pensam: "Eu não  acredito nisso!" Falas ruins!"
Tais acertos não estão sendo feitos, dizem
Isto está fora das previsões da Palavra escrita
Disseminação falsa, confabulam, mentiras

Os mais inflamados creem ser homens ruins
Interferindo, transmutando verdades biblicas
Os incisivos refutam, não vem do Deus único
Creem outros, que são invenções para iludir

Mesmo que haja opiniões travessas, difusas
A compreensão real, esteja sendo modelada
A veracidade dos acordes será estabelecida
Deus trará a tona a tempo, as golonesas

Nilma Da Silva Coimbra

O "EU ACHO"

Eu acho, não diz literalmente ser encontrado        Diz em tom expressivo, eu penso e ajo assim      É o modo particular de querer fazer entender        Aceito por alguns tal resfeio, outros troteiam    

Também quer subtender, eu acredito nisso.  Revés a isso, pode ser um titubear, um talvez  Uma incerteza escondida, saber em partes            Um parecer de  momento, a realidade falseta

O achismo não expressa a verdade, considera
Pressupõe a visão do pode ser, suposições
As vezes o "eu acho", quer dizer eu bem sei
Expressar transparência, é evidência perigla

Existe o fanho que diz "eu acho", aqui comigo
Embora cada um tenha sua própria opinião
Logo em seguida, desfere palavras de zarpão
Para se favorecer, influenciar seus ouvintes

Nada contra "o achar", verbetes em fibrilas
Há notas concretas a tratar? diga isto é certo
Se a dúvida pairar, "assim penso", vamos ver
Se verdade for, diga no solado "eu creio nisso"

Nilma Da Silva Coimbra

CAMOFAS

 Deixo aqui nestas entrelinhas um parágrafo   Quero abrir o feixe de palhas do milho grosno.   E em versos de poemas e prosas lhes contar   As armadas dos runeiros que é a embrulhada

Camofas tem sem as telhas, sem as farofas
É as franchetas sem o bicho palha, zerada
Que tem que usar de inteligência, articuladas
Essa é a camofa dos golpeiros, das ciladas

Tem camofas da pesada, de piratas fenigras
Coberturas de latas enferrujadas, caroçadas
Que de tão enroladas, o nó se embaraça, rune
São as maracas da mandinga, dos fios narcas

Camofadas de berilo, de plintadas, malhadas
Trambiques do açoite, das carruagens tridas
Trapaças das gôndolas, das conibras fonas
Truques das canálias bravas, caídas, fracas

Traquinagens das pretas, para drenar, trotar
Trifuras de arrepiar, farras de fazer gomas
Bolonhesas de piradas, tortifas de panufas
Arremessos de água pelante, confaças putre

De fato, existem tantas armossas de runas
Feitiços em fase de sumiço, bunindo, finindo
Pondo um ponto no pronto, indo em definitivo
Encerrando a etapa dos fios luna, a liga cruna
 
Muitos desconhecem as redes e peneiras bin
Que a todo instante, sem trégua, são trilhadas
Por runacas de coração, amam só a destroça
Palhoças, armadilhas de duas vias, ida e volta

Sosseguem vossas almas, amados de Deus
A todos que estão do lado da benitude altema
Todas as camofas e danosas, estão no fogo
Sendo exterminadas, triunfo vinal do Deusmor

Nilma Da Silva Coimbra

sábado, 17 de outubro de 2020

SER DE DEUS

Ser de Deus é amar na plenitude
Amor pelo Pai, pelo coração
Temer, obedecer, sem obrigação
A Palavra de Deus, a verdade

Liberdade, o presente de vida
Vida que traz cura, que traz saúde
Alegria expontanea, explosão de cor
Fé é poder, que é força no espírito
O impossível não existe, crer sem duvidar 

Ser da excelência é transcender, reacender  É ter a consciência da importância       De Deus na vida dos homens                      É saber que sem Ele, não há viver

Muitos desejam que Deus sirva, facilite
Que dê o socorro, que faça tudo
Mas não o amam, não o querem, negam
São oportunistas, usam Deus, abusam
Querem o benefício, com alma negra     

Outros tantos, afirmam ser de Deus             Vão a igreja, se mostram convincentes   Fazem o papel de cristãos exemplares         Na vida real vivem no erro, lobos ferozes    

Há ainda os mais duros de pedra crina          Os de cerviz de tirina, que tudo repelem  Sabem que existe um Deus supremo,    Mas renegam em todo tempo, rejeitam  Fingem ser de Deus, para serem aceitos

Quem é do prina é conhecido, reconhecido
Não tem duas medidas não, é inerente
Em qualquer lugar sua posição é única
Deus acima de tudo, sua fé não nega

Aquele que tem o amor de Deus, sabe        Que estar com o Pai, é sobretudo ter tudo    O medo não o assola, é coragem todo dia  Certeza tem todo o tempo, não vacila         Que Deus vence sempre, vai em frente


Nilma Da Silva Coimbra

O TER E SER EM DEUS

  A importância de se ter Deus                    Quase não ouve de fato                              Passa desapercebido, não se fala            Muita conversa sem dizer nada

Tantos dizendo que tem Deus
Que amam o supremo, que Ele é grande,
Mas invalidam em suas ações.
O desrespeito somado ao desamor
É igual uma maçada, resulta no forfaço

Ser de Deus, é estar no convívio dele
É viver uma vida, segundo a Palavra
É ser amor, em finuras, é ser a paz real
É entregar-se para o bem, seguir o belo

Nilma Da Silva Coimbra

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

CASTELOS DE AREIA

 Castelos de areia, é o sonho da mentira torpe   Depositar toda confiança na beleza do erro   Estar convicto sem questionar, é fracasso vip       Ilusões de variações, pisar em vidro quebrado

Tem muito significados, símbolos e preceitos
Castelos, casa dos reis e sua mordomia vasta
Simbolizando riqueza, a nobreza da felezina
Também possuíam o título de dominadores

Se alguém quer falar de beleza cega e veneza
Construa castelos de areia, que pouco duram
É um tempo impreciso, erro da imprudência
Certeza de fantasias da imaginação, engano

Sonhos são realizáveis, se forem para ser
Se for por fé no grande " Eu Sou", lhe dirá 
Por outro lado, se o impulso dominar, repense
Pessoas nem sempre são confiáveis, revise

Castelos há de tantas cores, brilhos refoscos
Uma causa, um casamento, um negócio mau
Frutos da decisão impulsiva, sem avaliar
Consequências do pensamento sem domínio

Quem pode afirmar, sou livre desta tormenta?
Nem tudo se pode prever, mas se pode sanar
Se criar castelos, seja de arte primeira, forte
Areia se desfaz, firme estacas verídias, frisas


Nilma Da Silva Coimbra

"VOCÊ LEVA DEUS MUITO A SÉRIO!"

De tanto falar de Deus, de muito dele exaltar  Pelas estradas e entradas nas caminhadas  Nas passarelas de renomas e veredas densas  Nas conexões invisiveis, alguns golpes sofri

Vieram perseguições, maledicências sem fim
Arquimias, enchovas para desferir, ferídias
Arremessos, tralhas, truks, mas não desfaleci
Pelo contrário, me fortaleci, prossegui, saltei

Comichões de palavras, por todos os cantos
Muitos contos de fada, outros contos de nada
Falsos pelentos, argamassas de tormentos
Exageros nos comentos, discrasias, fomentos

Dizem alguns: "Tu Levas Deus muito a sério!"
"Precisas cantar menos nas veias corrediças
"Deixar as brisas suaves, fumaçar ventanias"
Respondo na confisa: "É Deus que conferiza"

Assim permaneço e não saio da premissa
O que me foi confiado, não esmoreço, firmo
Palavras zunas ao vento não chegam a mim
Recebo direto do trono, seriedade é por tudo

Nilma Da Silva Coimbra

ROSA GUEDALGUE

Rosa antiga das Ilhas Malvinas, extinta            Rosa rara, crescia nos alpes, nas cordilheiras   Era escondida, ninguém a via, mas era temida  Se ouvia falar, da rosa negra, atraente, viva

De folhas e ramos em verde topázio escuro
Copa extensa, de galhos rígidos e abrangente
Raízes núgremes, minis, de fina espessura
Era única, ninguém suspeitava seu destino

A rosa guedalgue, desabrochava e se abria
Em verão ameno, sol branco, nuvens cobertas
No outono, terminava seu ciclo, pétalas caíam
Novamente ela se reiniciava para florescer

Peregrinos se aventuraram muito a procurá-la
Foi escondida, e posteriór, removida por ELE
Rosa preta, maldosa com a missão de matar
Era maldição de morte, hoje não existe mais



Nilma Da Silva Coimbra 

O QUE É SER UM ADORADOR?

 O que a maioria compreende, é incompleto        A respeito de ser um adorador verdadeiro   Adorar ao Deus único, transcende reverência   Tem seu vínculo com uma aliança de amor

Se alguém imagina ser adorador só no louvor
Prestar honra somente nos palcos de luzes
Para uma platéia argumerante ver e aplaudir
Então esta definição não tem respaldo, é rota

Alguns tem o conceito reverso deste tema
Ser adorador implica num compromisso sério
Pai do céu em união e amor com seu filho
Numa parceria eterna, um laço de feixo duplo

Adorar ao Deus "Eu Sou", único e soberano
Somente à Ele exaltar, com a vida e presença
Adorar em verdade, em espírito, total entrega
Adorar outras entidades, é engodo, é farsa

Orar, ter uma vida em comunhão continua
Ter um coração voltado para servir em amor
Saber discernir o bem e o mal, em consenso
Ter consciência do que é ser salvo, unificado

Nem sempre adorar requer joelhos dobrados
A alma sim, ser constante, atitude coerente
Ser convicto pela fé de sua posição, imutável
Um crente resolvido, sem regresso, avança

Quer ser adorador, então seja de Deus, íntegro
Não vacile em suas veredas, o caminho é reto
Virão as nuvens negras, mas não lhe atingirá
O adorador verossímel é seguro, confia no Pai

Nilma Da Silva Coimbra

CRENDICES RUNAS

Jogo aberto sem fandangos ou arruaças
Falando do que antes era proibido pelo medo
Abrindo as cortinas das janelas cerradas
Deixando o sol entrar com a luz da verdade

Crendices runas são histórias de invenções
Criadas pelos tais, para não perder a sorte
Sorte esta, nem sempre bem vinda, de morte
Se escolhe uma condição para a vida vencer

Chega de faniquiitos, trolas e conversas tolas
Ninguém fica sem sorte, nada mais acontece
Antes um breve desmaio do espírito e só isso
No entanto temiam a sorte sem volta, revolta

Eram escravos dos contos, tudo era apego
Qualquer coisa era perigo para não sofrer
Podiam ser objetos, uma situação ou palavra
Criavam condições para o dano não haver

Exemplos deixo explícito desta fantasia luna
Ninguém pode dar risadas hoje, é insorte
Se alguém proferir a palavra camafeu, é o fim
Runas de coração, ainda fazem estes tratos

Absurdos de criações runas eram desvarios
Tempo não tão distante, mas se tornará atrás
Morte ainda é temida, na dureza da ruindade
Runas resistem a Deus, o medo os toma feroz

O terrível deste relato que expresso em aberto
É que runas creem na existência de Deus
Se dizem que são ateus, ou de outros lados
É para negar a supremacia divina, conflitar

Os mais rígidos em suas convicções druídas
Odeiam Deus, alegam ser Ele muito exigente
Porque gostam de fazer malignidade atroz
Não  querem deixar a vida destrutiva, de ruína

Sabido é, runas são mestres de disfarces
Sentem prazer em falsear, mostrar o irreal
São devotos de todos os santos, para lograr
No fundo, não creem em apostasias, fingem

Crendices servem para preencher um vazio
Tapar buracos da insegurança, trazer ilusão
Quem realmente possue um Deus verdadeiro
Tem a segurança da vida plena, é bem amado

Nilma Da Silva Coimbra

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

CÂNTICOS EDIFICAM

 Cantar, abrir a alma para vibrar, libertar   Soltar a voz do coração em sentimentos   Explodir ondas de amor, para expandir   Seguir a beleza do pensar, colorir dentro

Um turbilhão de medos se despedem
Dores internas escusas, saem em fisas
Alegria invade, toma conta, inunda
O mal que machuca, sai num arranque

Pranto de bem estar, lágrimas de paz
Vontade de dançar, deixar o corpo falar
Rodar sem ver o tempo passar, até arriar
Vencer os muitos gigantes, sobrepô-los

Cantarolar em amor, faz a luz reaparecer
Louvar em cânticos à Deus, é poder clin
Quebra forças trevinas, desfaz as pinas
Amarra e destrói inquilinos das sombras

Nem todo cântico provém das alturas
Há espinheiros em meio aos frutíferos
Só cantam, reproduzem luz de holofotes
Estão no palco para enganar, negociar

Cantai um cântico novo, exaltai o beni
Com brados, com vozes de enlevo
Crie seu cântico, faça a música fluir
Deixe o Espírito de Deus dominar em ti

Enaltecer em cânticos ao Pai, benepraz
Traz o choro do regozijo, festa legrimim
Agrada ao céu, faz a felicidade bilim
Faz o magnífico marvilhar, o sol lindinar


Nilma Da Silva Coimbra

sábado, 19 de setembro de 2020

PROSA DE AMIGAS

Caminhando pelo parque, eis quem eu vejo
Gabriela, sem cravo, sem canela, sem doce
Sorrindo, toda esguia e faceira com amigos
Bem vestida, contando vantagens e fitas
Me viu e logo disse: "Oi amiga, tudo beleza?"
Disse que sim e continuei a trolar sem pressa
Logo começou a exibir sua lista de babados
Sem restrição do nada abriu a boca, detonou
Suas falas eram tão rápidas, pouco entendi
Desespero para contar, ânsia de ser notada
Amigos a gargalhar, sem motivo, risos banais
Alguns eram de seu bairro, outros engajados
Após uma hora de conversa jogada fora
Resolveu indagar a meu respeito, saber direito
Quais as novidades, pois não a via há tempos
Então foi que eu falei por cima das lutarras
Não foi conversa de canto, mas foi prosa rula
No entremeio falei de Deus e de seu valor
Expressei meu amor, o que é Ele para mim
Sem enfatizar, para a leveza pairar no ar
De repente me assustei, Gabriela destonou
Ficou de olhar ressabio, não gostou e disse:
Amiga, te considero muito, mas sou sincera
Desculpe se não gostar, mas falo o que penso
Respondi, tudo certo entendo tua posição
Ela então continuou com seu argumento
Menina, menina, pára de trolar conversa fria
Que não dá liga, que desanda a massa
Faz o bolo ficar na batuma, e criar casca
Disse a Gabriela em tom de brava, retruquei
Menina, tu és mais menina que as pequenas
Planto a semente do amor, por onde for
Não tenho vergonha de frisar minha fé maior
Sei e tenho certeza, que falar de Deus é mais
Se eu fizer um bolo, vai crescer e multiplicar
Conversa fria é falar de mentiras adocicadas
Discordo de ti, verás que Deus é tudo em tudo
Depois desse diálogo, pedi licença e me fui
Sai daquele borralho sem sentido, de vez
Nunca mais vi Gabriela, nem sei onde está 
Só sei que não me curvo aos impositores
Que querem me convencer de Deus não falar
Se teus amigos disserem, isto é papo vesgo
Replique e não se atemorize, enfrente o caso
Querem calar a voz dos salvos, em vão será

Nilma Da Silva Coimbra

FÉS NO MUNDO

Fé existe em muitas refalas, em larga escala
Está nas bocas e nas escrituras, nas calçadas
Há  ainda os que falam de fé, mas são vazios
Tem gente que não é doutor, mas a fé é posta

Digo e exponho as muitas "fés" que persistem
Que são as crenças sem fio, sem sustentação
Ditas a revelia, sem eira ou beira para sugerir
São relâmpagos de luz, brilham num fuchume

Variáveis e melinas são as fés que cogitam
Crer em algo, ter a certeza que irá conseguir
Convicção absoluta de algo, sem duvidar
Por fé em alguém, confiar totalmente, punar

A fé que move a loteria, é o jogo pelo dinheiro
Vencer envolve esforço, acima de tudo crer
Lutar e combater numa causa, sem regresso
É saber que valerá a pena, não será em vão

Qual a fé que já teve, foi acertiva, deu certo?
Baseado em que você adquire credibilidade?
Na aparência geral, ou na atenção lhe dada?
Quais os seus valores para ter fé profisa?

Fé popular, é a de Deus, que de todos é sabido
Por favor, não se engane, nem todo fiel tem
Estar na igreja é estar em Deus e ter fé rocha?
Estar em Deus é a fé real, crer e viver sem ver

Para ter fé de aço, que não quebra, não dobra     É preciso sustentação, fé por si é vazia, oca       É a base dela, que dará a segurança precisa   Esta base sólida e tenaz está em Deus supra

Uns possuem "fé no seu taco," e o eu treme
Outros tais, confiam em seus talentos frágeis
Existem os crentes do tirano, que já faleceu
A fé em macumba, ou feitiço, estes banidos

Qual a tua fé? Em que teu coração se afeiçoa?
Ou sendo mais realista não mais a possue?
Tua crença está em deuses fenícios mortos?
Ou quem sabe em senhoras desaparecidas?

Fé há em variações enormes, daria milhetos
Mas a que é absoluta, fiel e não há engano
Tem sua resistência permanente em Desuno
A combinação fé em Deus, potência extrema

Nilma Da Silva Coimbra


CONFIANÇA

Confiança é um ato que se compartilha         É quando alguém deposita credibilidade  Ter com quem possa contar, sem duvidar  Falar e repartir histórias pessoais, se abrir

Confiar no outrem, não se adquire na força
É preciso conhecer, observar nos mínimos
Colocar os pontos a favor, pesar os contras
O tempo e as atitudes vão dar o veredito

Posso dizer confio, mas será totalmente?
Existe a confiança cega, sem rejeição?
Nem todo confiar, é digno de aceitação
Delegar poder ou autoridade requer certeza

Neste conteúdo, confiar pode trazer riscos
O absoluto e o perfeito ainda são nuvens
Constância no agir, é a medida segura
Avaliar comportamentos difusos, é a dica

Não vá de imediato, num mergulho escuro
Antes sonde com zelo as nuances, reflita
O passo de crer e incumbir algo, define
Confiança manchada, é cristal quebrado

Segredar confidências, revelar confissões
Declarar palavras na intimidade, soltar-se
É de agrado inestimável, se verdadeiro
Se expor em transparência, requer verínea


Nilma Da Silva Coimbra

AS MINHAS PASSAGUARDAS

Lutas em guarda tenho passado, reviradas
Forças maléficas da ruindade para destruir
Todos os dias sou caçada, perseguida ripa
Empenho sem trégua para por fim na obra

São cães cheios de ódio e inveja estupor
Ora estão bufando em gritos de furor
Ou são ternura de capa, rebustes de amor
São mesmo a massa podre, caleficina vil

Dias de tormento, que resolvi esboçar
Tendo tarefas a cumprir, realizar a tempo
Explanar a contento prosas e sofrer abalos
Seres de ruindade suprema, embora doidos

A cada dia ataques de lados amploformes
Macumbas e feitiços em multiplicidade
Grupos se reúnem para destroça noturna
Banro, banjo e tralhas, enviadas a revelia

Inteligência quase zero, maldade graduada
São atingidos por Deus, por males infusos
São tão pérfidos, trúcidos, parar jamais
Estão a beira da confina, cansados, fracos

Jogam, lançam tretas com réstias e sobras
Nada mais temos dizem, mas enfrunham
Buscam gente do peri, para encerrar a joça
Guerra de torpedos, de nervos, de malhas

Esteja eu acordada ou em sono, sou visada
Sonhos invadidos, manipulam o enredo
Conflitos os dominam, pouco discernem
Fazem groinhas para sonar, depois insonar

Se o mal não for desferido, dor de funa age
Estão cegos, não veem cor, mas se calam
Querem viver, morrendo, a qualquer custo
Pelos seus embates, Deus os toca na risa

Não amam ninguém, são frios, gélidos
Conhecem a Deus, mas o renegam sempre
Se consideram auto suficientes e imunes
Em total degradação que estão, doentes

O que me faz viva, e me traz livramento
É o Deus do amor, que me resguarda, lavra
Permite que eu sinta as ferôdias, doriundas
Pressões algozes muitas, morte vetada

Se estou lúcida, viva em espírito e carne
Devo ao meu Pai de amor, meu protetor
Não fosse sua intervenção, morte deveras
Agora entendem porque falo tanto Dele?

A causa já está ganha, Deus no comando
Prossigo até o fim desta guerra travada
Eu presente ou ausente, tudo consumado
Na reta final, fechando a caixa de segredos

Nilma Da Silva Coimbra

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

O QUE É FAMILIA?

Família não é uma fotografia na sala de estar
Ou mesmo a reunião de domingo dos filhos
Nem o andar de mãos dadas, sem querer
Ou chamar de amor alguém, só para parecer

É essencial ser família, numa união fraternal
Todos unidos em amor, numa união de laços
Ainda que diferenças surjam, haja interato
Mesmo que a distância separe, haverá o elo

Família há nos descendentes e agregados
Seja no trabalho ou comunidade, há coesão
Ela nasce do amor espontâneo sem obrigar
Da necessidade do homem se harmonizar

Uma boa família para se formar, amor é prior
Sem interesses sórdidos que trazem rancor
Se pretende ser família ou a ela pertencer
Deixe Deus tomar conta, Ele fará permanecer

Nilma Da Silva Coimbra 

domingo, 13 de setembro de 2020

COLCHA DE RETALHOS


Retalhos, nada mais que panos, sobras
Restos de tecidos, pedaços de histórias
Guardados para juntar, emendas sendas
Costuradas e enfeitadas a desejo, gosto

Colcha de retalhos, quem realmente faz?
Os que possuem paciência e vocação
Cada um na sua aptidão, para todos não
Um ato antigo, de intenções destrunas

Quem pode ter colchas de plume?
Aí há variação na condição, da situação
Hoje já se tem de prontidão tudo a mão
Houve tempos turvos, perder era fardo

Muitos juntam retalhos, dentro de si
Cortes de muitas partes quebradas
Lembranças e fatias de fatos negrumes
Que são como nódoas de tintas crustas

Não permita que o abismo te arraste
Há memórias de dores que afundam
Pensamentos do travesso que castigam
Nem todo raciocínio é o certo e absoluto

Nossa labuta, por vezes é a colcha rista
Que tem muitas faces, desvelos, fresgos
Queremos guardar despojos, e sofremos
Ideal se fizer colcha, seja novo e inteiro

Não crie emendas, não guarde velharias
Habitue-se com o novo belante, explente
Deus belúnico, tem novidades contíguas
Sem restos ou penistras, Deus é vidanei


Nilma Da Silva Coimbra

GENTE PEQUENA

Aqui não me refiro a estatura de alguém
Nem tenho como intuito o menosprezar
Gente pequena pode ter beleza exterior
O que mais falta entre estes, é o pensar

Podem até terem seus encantos, gantos
Ou passarem despercebidos, invisíveis
O fato é que, onde estão, são insensatos
Pequinês no cérebro, mente limitada

Tempo e ação sempre deve ser único
Nem sempre é o que se vê, desarranjo
O pequeno esboça valores distorcidos
Expressa sentimentos vãos, diz tolices

Gente de mente pequena exalta o erro
Não consegue absorver a realidade
O avesso tem mais propriedade, difama
Prioriza o que irá se perder, foge da reta

Dirá você, talvez eles não tiveram opção
Quem sabe os pesares causaram danos
Engana-se, quem os vê na inocência
Não querem mudar, espalham farofa

Destes tantos, se puder, não conviva
Afasta-te dos que lhe roubam tempo
Tiram seu equilíbrio, sua estabilidade
E ainda se deleitam nesta atrocidade

Aquele que tem como meta o crescer
Não se atém nestes enroscos banais
Mira no futuro, nas prizas, prossegue
Gente de valor, transpõe, transcende


Nilma Da Silva Coimbra

PALAVRAS AO VENTO

Palavras são ditas, reditas, proferidas
Em tempo e fora de tempo, são replidas
Faladas ao céu aberto ou isoladas, fisas
Soltas em vocábulos ou presas em nós
Em sílabas ou consoantes, são enfisas


Nem sempre se pode expressar, revelar
O que na mente vem, quer exprimir no já
Calar no momento certo, vale ouro gloss
Pouco alegar, silenciar é o diamante pris

Falácias jogadas ao vento, são revoadas
É soltar as frases no verbo, sem pontuar
Abrir as portas largas da loucura, glonar
Deixar acontecer, desatar a boca, largar
Assoprar sílabas ao ar, enviar ferezas

Revertendo para o bom proveito do ato
Abandone as palavras torpes, seja sábio
Espalhe pela fé no altíssimo, presentes
Vozes de bem querer ao mundo, belezar

Incontáveis formas há de anunciar palas
Narrar ocorrências, contar as venezas
Divulgar as frenetas, palestrar cerezas
Declamar sonetos, recitar proseados
Se for emitir sentenças, que seja belevi


Nilma Da Silva Coimbra