terça-feira, 20 de outubro de 2020

SUPORTAR POR AMOR

 Suportar envolve amar, resistir a trive rustida     A Palavra não diz tudo, é simplória e levida     Entender a retilância, é preciso sentir a duna   Saber da importância de não desistir, fincar   

Amar, tem lados opostos, o benevi e o malevi.  Receber as benitudes, viver as girandas, sulir  Devolver as flenídias, cantar cantares de belin  Enfrentar as tarântolas do inverno, prosseguir

Se queres somente obter as venídias, é finito
Tens que entregar o coração, fluir em lípedes
Gonear espadas, preparar as couraças, gonar
Morrer se for preciso, em bastilhas de conflito

Parar, abandonar as druídas, jamais, há ristas
Carreiras de drômedas e barricadas, se fazem
Os destemidos não se abalam, refizam a risa
São vencedores fenizos, Deus uno, causa mor

Nilma Da Silva Coimbra

"EU NAO ACREDITO NISSO!."

Tempo vivemos de grandes tortilhas trinas
O barro se torna massa podre, vidas em viltre
Vulto de pessoas na subvida, subsistem
Degradação de valores ainda persiste felintra

Mudanças no todo tem havido, em brandura
Ora as renovas tem sido dinas, ora gradativas
Não há como esconder as melindras festivas
Mundo em reconstrução, novas perspectivas

Neste renascer da Terra, antiguidades findas
Um concerto eterno se caracteriza, revivas
O que é entrave está sendo derrubado, banido
Os invasores de minalba, destruídos, sumindo

Fatos conclusivos de reformas, todas vistas
Melhorias a toda prova nas anvisas, acertivas
Todo trabalho tem seu empenho e dúvidas
Restam ainda os incrédulos obterem certeza

Ferrenhos sem sidos os ganetos, endurecidos
Que ainda absortos em si, recusam a verdade
Veem algumas partes das novas cisas, calam
Outros sinistros estão em fase de penistra

Ruindade pedrosa das runas ruínas, zunidas
Fim da malignidade dos golveios, de intrusos
Muitos reparos sendo feitos, malfeitos nulos
Destruição malógna e pelintra já teve seu fim

Pensam: "Eu não  acredito nisso!" Falas ruins!"
Tais acertos não estão sendo feitos, dizem
Isto está fora das previsões da Palavra escrita
Disseminação falsa, confabulam, mentiras

Os mais inflamados creem ser homens ruins
Interferindo, transmutando verdades biblicas
Os incisivos refutam, não vem do Deus único
Creem outros, que são invenções para iludir

Mesmo que haja opiniões travessas, difusas
A compreensão real, esteja sendo modelada
A veracidade dos acordes será estabelecida
Deus trará a tona a tempo, as golonesas

Nilma Da Silva Coimbra

O "EU ACHO"

Eu acho, não diz literalmente ser encontrado        Diz em tom expressivo, eu penso e ajo assim      É o modo particular de querer fazer entender        Aceito por alguns tal resfeio, outros troteiam    

Também quer subtender, eu acredito nisso.  Revés a isso, pode ser um titubear, um talvez  Uma incerteza escondida, saber em partes            Um parecer de  momento, a realidade falseta

O achismo não expressa a verdade, considera
Pressupõe a visão do pode ser, suposições
As vezes o "eu acho", quer dizer eu bem sei
Expressar transparência, é evidência perigla

Existe o fanho que diz "eu acho", aqui comigo
Embora cada um tenha sua própria opinião
Logo em seguida, desfere palavras de zarpão
Para se favorecer, influenciar seus ouvintes

Nada contra "o achar", verbetes em fibrilas
Há notas concretas a tratar? diga isto é certo
Se a dúvida pairar, "assim penso", vamos ver
Se verdade for, diga no solado "eu creio nisso"

Nilma Da Silva Coimbra

CAMOFAS

 Deixo aqui nestas entrelinhas um parágrafo   Quero abrir o feixe de palhas do milho grosno.   E em versos de poemas e prosas lhes contar   As armadas dos runeiros que é a embrulhada

Camofas tem sem as telhas, sem as farofas
É as franchetas sem o bicho palha, zerada
Que tem que usar de inteligência, articuladas
Essa é a camofa dos golpeiros, das ciladas

Tem camofas da pesada, de piratas fenigras
Coberturas de latas enferrujadas, caroçadas
Que de tão enroladas, o nó se embaraça, rune
São as maracas da mandinga, dos fios narcas

Camofadas de berilo, de plintadas, malhadas
Trambiques do açoite, das carruagens tridas
Trapaças das gôndolas, das conibras fonas
Truques das canálias bravas, caídas, fracas

Traquinagens das pretas, para drenar, trotar
Trifuras de arrepiar, farras de fazer gomas
Bolonhesas de piradas, tortifas de panufas
Arremessos de água pelante, confaças putre

De fato, existem tantas armossas de runas
Feitiços em fase de sumiço, bunindo, finindo
Pondo um ponto no pronto, indo em definitivo
Encerrando a etapa dos fios luna, a liga cruna
 
Muitos desconhecem as redes e peneiras bin
Que a todo instante, sem trégua, são trilhadas
Por runacas de coração, amam só a destroça
Palhoças, armadilhas de duas vias, ida e volta

Sosseguem vossas almas, amados de Deus
A todos que estão do lado da benitude altema
Todas as camofas e danosas, estão no fogo
Sendo exterminadas, triunfo vinal do Deusmor

Nilma Da Silva Coimbra

sábado, 17 de outubro de 2020

SER DE DEUS

Ser de Deus é amar na plenitude
Amor pelo Pai, pelo coração
Temer, obedecer, sem obrigação
A Palavra de Deus, a verdade

Liberdade, o presente de vida
Vida que traz cura, que traz saúde
Alegria expontanea, explosão de cor
Fé é poder, que é força no espírito
O impossível não existe, crer sem duvidar 

Ser da excelência é transcender, reacender  É ter a consciência da importância       De Deus na vida dos homens                      É saber que sem Ele, não há viver

Muitos desejam que Deus sirva, facilite
Que dê o socorro, que faça tudo
Mas não o amam, não o querem, negam
São oportunistas, usam Deus, abusam
Querem o benefício, com alma negra     

Outros tantos, afirmam ser de Deus             Vão a igreja, se mostram convincentes   Fazem o papel de cristãos exemplares         Na vida real vivem no erro, lobos ferozes    

Há ainda os mais duros de pedra crina          Os de cerviz de tirina, que tudo repelem  Sabem que existe um Deus supremo,    Mas renegam em todo tempo, rejeitam  Fingem ser de Deus, para serem aceitos

Quem é do prina é conhecido, reconhecido
Não tem duas medidas não, é inerente
Em qualquer lugar sua posição é única
Deus acima de tudo, sua fé não nega

Aquele que tem o amor de Deus, sabe        Que estar com o Pai, é sobretudo ter tudo    O medo não o assola, é coragem todo dia  Certeza tem todo o tempo, não vacila         Que Deus vence sempre, vai em frente


Nilma Da Silva Coimbra

O TER E SER EM DEUS

  A importância de se ter Deus                    Quase não ouve de fato                              Passa desapercebido, não se fala            Muita conversa sem dizer nada

Tantos dizendo que tem Deus
Que amam o supremo, que Ele é grande,
Mas invalidam em suas ações.
O desrespeito somado ao desamor
É igual uma maçada, resulta no forfaço

Ser de Deus, é estar no convívio dele
É viver uma vida, segundo a Palavra
É ser amor, em finuras, é ser a paz real
É entregar-se para o bem, seguir o belo

Nilma Da Silva Coimbra

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

CASTELOS DE AREIA

 Castelos de areia, é o sonho da mentira torpe   Depositar toda confiança na beleza do erro   Estar convicto sem questionar, é fracasso vip       Ilusões de variações, pisar em vidro quebrado

Tem muito significados, símbolos e preceitos
Castelos, casa dos reis e sua mordomia vasta
Simbolizando riqueza, a nobreza da felezina
Também possuíam o título de dominadores

Se alguém quer falar de beleza cega e veneza
Construa castelos de areia, que pouco duram
É um tempo impreciso, erro da imprudência
Certeza de fantasias da imaginação, engano

Sonhos são realizáveis, se forem para ser
Se for por fé no grande " Eu Sou", lhe dirá 
Por outro lado, se o impulso dominar, repense
Pessoas nem sempre são confiáveis, revise

Castelos há de tantas cores, brilhos refoscos
Uma causa, um casamento, um negócio mau
Frutos da decisão impulsiva, sem avaliar
Consequências do pensamento sem domínio

Quem pode afirmar, sou livre desta tormenta?
Nem tudo se pode prever, mas se pode sanar
Se criar castelos, seja de arte primeira, forte
Areia se desfaz, firme estacas verídias, frisas


Nilma Da Silva Coimbra

"VOCÊ LEVA DEUS MUITO A SÉRIO!"

De tanto falar de Deus, de muito dele exaltar  Pelas estradas e entradas nas caminhadas  Nas passarelas de renomas e veredas densas  Nas conexões invisiveis, alguns golpes sofri

Vieram perseguições, maledicências sem fim
Arquimias, enchovas para desferir, ferídias
Arremessos, tralhas, truks, mas não desfaleci
Pelo contrário, me fortaleci, prossegui, saltei

Comichões de palavras, por todos os cantos
Muitos contos de fada, outros contos de nada
Falsos pelentos, argamassas de tormentos
Exageros nos comentos, discrasias, fomentos

Dizem alguns: "Tu Levas Deus muito a sério!"
"Precisas cantar menos nas veias corrediças
"Deixar as brisas suaves, fumaçar ventanias"
Respondo na confisa: "É Deus que conferiza"

Assim permaneço e não saio da premissa
O que me foi confiado, não esmoreço, firmo
Palavras zunas ao vento não chegam a mim
Recebo direto do trono, seriedade é por tudo

Nilma Da Silva Coimbra

ROSA GUEDALGUE

Rosa antiga das Ilhas Malvinas, extinta            Rosa rara, crescia nos alpes, nas cordilheiras   Era escondida, ninguém a via, mas era temida  Se ouvia falar, da rosa negra, atraente, viva

De folhas e ramos em verde topázio escuro
Copa extensa, de galhos rígidos e abrangente
Raízes núgremes, minis, de fina espessura
Era única, ninguém suspeitava seu destino

A rosa guedalgue, desabrochava e se abria
Em verão ameno, sol branco, nuvens cobertas
No outono, terminava seu ciclo, pétalas caíam
Novamente ela se reiniciava para florescer

Peregrinos se aventuraram muito a procurá-la
Foi escondida, e posteriór, removida por ELE
Rosa preta, maldosa com a missão de matar
Era maldição de morte, hoje não existe mais



Nilma Da Silva Coimbra 

O QUE É SER UM ADORADOR?

 O que a maioria compreende, é incompleto        A respeito de ser um adorador verdadeiro   Adorar ao Deus único, transcende reverência   Tem seu vínculo com uma aliança de amor

Se alguém imagina ser adorador só no louvor
Prestar honra somente nos palcos de luzes
Para uma platéia argumerante ver e aplaudir
Então esta definição não tem respaldo, é rota

Alguns tem o conceito reverso deste tema
Ser adorador implica num compromisso sério
Pai do céu em união e amor com seu filho
Numa parceria eterna, um laço de feixo duplo

Adorar ao Deus "Eu Sou", único e soberano
Somente à Ele exaltar, com a vida e presença
Adorar em verdade, em espírito, total entrega
Adorar outras entidades, é engodo, é farsa

Orar, ter uma vida em comunhão continua
Ter um coração voltado para servir em amor
Saber discernir o bem e o mal, em consenso
Ter consciência do que é ser salvo, unificado

Nem sempre adorar requer joelhos dobrados
A alma sim, ser constante, atitude coerente
Ser convicto pela fé de sua posição, imutável
Um crente resolvido, sem regresso, avança

Quer ser adorador, então seja de Deus, íntegro
Não vacile em suas veredas, o caminho é reto
Virão as nuvens negras, mas não lhe atingirá
O adorador verossímel é seguro, confia no Pai

Nilma Da Silva Coimbra

CRENDICES RUNAS

Jogo aberto sem fandangos ou arruaças
Falando do que antes era proibido pelo medo
Abrindo as cortinas das janelas cerradas
Deixando o sol entrar com a luz da verdade

Crendices runas são histórias de invenções
Criadas pelos tais, para não perder a sorte
Sorte esta, nem sempre bem vinda, de morte
Se escolhe uma condição para a vida vencer

Chega de faniquiitos, trolas e conversas tolas
Ninguém fica sem sorte, nada mais acontece
Antes um breve desmaio do espírito e só isso
No entanto temiam a sorte sem volta, revolta

Eram escravos dos contos, tudo era apego
Qualquer coisa era perigo para não sofrer
Podiam ser objetos, uma situação ou palavra
Criavam condições para o dano não haver

Exemplos deixo explícito desta fantasia luna
Ninguém pode dar risadas hoje, é insorte
Se alguém proferir a palavra camafeu, é o fim
Runas de coração, ainda fazem estes tratos

Absurdos de criações runas eram desvarios
Tempo não tão distante, mas se tornará atrás
Morte ainda é temida, na dureza da ruindade
Runas resistem a Deus, o medo os toma feroz

O terrível deste relato que expresso em aberto
É que runas creem na existência de Deus
Se dizem que são ateus, ou de outros lados
É para negar a supremacia divina, conflitar

Os mais rígidos em suas convicções druídas
Odeiam Deus, alegam ser Ele muito exigente
Porque gostam de fazer malignidade atroz
Não  querem deixar a vida destrutiva, de ruína

Sabido é, runas são mestres de disfarces
Sentem prazer em falsear, mostrar o irreal
São devotos de todos os santos, para lograr
No fundo, não creem em apostasias, fingem

Crendices servem para preencher um vazio
Tapar buracos da insegurança, trazer ilusão
Quem realmente possue um Deus verdadeiro
Tem a segurança da vida plena, é bem amado

Nilma Da Silva Coimbra