terça-feira, 17 de dezembro de 2019

MISÉRIA INTERIOR

Pobreza nem sempre é miséria, fato
Miséria sempre será ausência, carência
A falta do que é bom, excesso do ruim
O não se importar que desfaz, decompõe

Valores de belíneas desprezados, jogados
Sujeira de regras acumuladas, bagunça
Deturpação de pensamentos, entulhos
O erro como certo, o correto estirpado

Demonstrar os sentimentos vis
Argumento dos ignorantes tolos
Guardar podridão infecta é ser néscio
Deixar -se contaminar, é não ser inteligente

Reaja, reverta seu estado, limpe-se
Tire o lixo e restolhos de seu coração
Preencha com benitudes, belinas finas
Deixe Deus te encher de ricos tesouros

Seja seleto, desfaça os bagulhos, jogue
Preencha seu âmago com lindezas mil
O melhor de tudo que não se compra
As riquezas do Pai, presentes sem preço

Nilma Da Silva Coimbra

VIVER SEM VIVER

Viver só tem valor de for para transpor
Realizar, participar, revolucionar, avançar
Se for para atrás andar, então é atraso
Reviver passado é ver o tempo se perder

Viver por viver, sem nada fazer, pra que?
Destruir, ferir, estar presente no desterro
Extrair, fingir ter, estar bem sem estar
Desfrego, destroço, cajubas deturpadas

Confusão absoluta, destratos aparentes
Destruir, uma distração sem coeficiente
Razão para existir sem sentido, prurido
Mentiras evasivas, histórias descabidas

Viver sem viver, morte em vida, perecer
Dia após dia, desfalecer, sem entender
Armadas de desalmadas, pelas beradas
Planos para arruinar, astúcias maléficas

Lembranças esquecidas, perdidas
O ontem apagado, o hoje não mais há
Vida para mortificar, que razão há?
Ou se vive para escalar, ou queda finda

Jogo de interesses difusos, sem preparo
Nada tem um consenso, desequilíbrio
Para os que optaram pelo amor, vencedor
Os que são do bem e de Deus, muita vida

Nilma Da Silva Coimbra

OS DOIS OPOSTOS

O que faz o homem tão distante de sua própria espécie?
O que leva o homem a ser tão indiferente ao seu próprio convívio?
O que induz o homem a ser tão intratável, cruel e implacável?

O que move o homem a não compartilhar o amor e a não dividir a dor?
Será a falta de Deus, que todos dizem ter?
Será que são os tempos difíceis, a luta pela vida, o ódio tem encontrando guarida?

Será a incredulidade que secou a alma do homem, e a fez dura e fria?
Ou são os pessoas demônios que são oportunistas?
Ou então sua natureza má, que necessita ser ressarcida?
Ou ainda os tempos do fim, que na Bíblia  está descrito?

Quem sabe, não são todas as respostas ditas numa única pronúncia: PERDIDO.
E o que se diz daquele que vai contra a multidão, com atos extremos de amor?
Daqueles que ainda nunca ouviram de Deus, mas agem como se o conhecesse?

O que impulsiona o homem a fazer o bem, e não olhar a quem?
Que mistério é esse que envolve alguns a serem eternos servidores?
Que diremos dos que só conhecem Deus pelas vozes do tempo, mas tem corações nobres?

Há um grande conflito de valores que confundem os mais inocentes:
Os cristãos, assumidos e conhecidos, Agem  como néscios e  descomprometidos,
Os desinformados e anônimos inconformados, ocupam o espaço vazio dos benfeitores.

E por estas aberrações confusas e disformes,
Ser de Deus hoje, ainda diz muito pouco, O descrédito, o desejar errar e a negação cegam.

Ser do mundo, uma alternativa apreciada, para os que amam a mentira.
Ser cristão a opção para os fortes, os assumidos.
E só os destemidos sobrevivem.
Você tem a escolha!

Nilma Da Silva Coimbra

CORACAO SELETIVO

Sinto meu coração adormecido.

Não sinto dor, não sinto nada.

Apenas o amor raro, aparece e me aviva.

E nestes relâmpagos de momento, sinto, estou viva.

De tantos males e pesares sofridos,

Meu coração se calou para o que lhe feria,

E a cada dia de vida, convive com a dor, mas já não grita,

Não por causa da lida nem dos tropeços que propicia,

Mas porque não mais soma tristezas, e só acumula alegrias.

Nesta anestesia que amortece emoções frias,

Crio em mim um coração seletivo;

Que só entra o que vem a dar sentido, que vale a pena ser vivido.

Assim como as flores abrem para a primavera,

Assim meu coração escancara para o amor de Cristo,

Que deságua no rio de todas as belezas que afloram num tempo sem fim.

Nilma Da Silva Coimbra 

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

ESTOU DECIDIDA

Chega ao fim minha jornada.
Não tenho mais reservas dentro de mim.
Aqui onde estou me sinto entristecida
Quero ir embora, para fazer a vontade do Pai.
A terra é boa, o lugar é bonito por natureza, mas nada faz sentido.
Não tenho mais prazer em só aproveitar a vida.
Conheci todos os lugares possíveis,
almocei nos mais sofisticados restaurantes.
Fui em todos os eventos tradicionais.
Viajei por todos os cantos.
Mas isso não basta. Não quero apenas viver.
Quero viver par servir, isto sim me faz feliz.
Quanto tenho tentado fazer o meu tudo para Deus, só Ele sabe, alguém me impede todos os dias.
Espero em Deus uma saída.

23-04-2011
Nilma Da Silva Coimbra

SER DE DEUS

Ser de Deus é amar na plenitude
Amor pelo Pai, pelo coração
Temer, obedecer, sem obrigação
A Palavra de Deus, a verdade

Liberdade, o presente de vida
Vida que traz cura, que traz saúde
Alegria expontanea, explosão de cor
Fé é poder, que é força no espírito
O impossível não existe, crer sem duvidar

Ser da excelência é transcender, reacender
É ter a consciência da importância
De Deus na vida dos homens
É saber que sem Ele, não há viver

Muitos desejam que Deus sirva, facilite
Que dê o socorro, que faça tudo
Mas não o amam, não o querem, negam
São oportunistas, usam Deus, abusam

Outros tantos, afirmam ser de Deus
Vão a igreja, se mostram convincentes
Fazem o papel de cristãos exemplares
Na vida real vivem no erro, lobos ferozes

Há ainda os mais duros de pedra crina
Os de cerviz de tirina, que tudo repelem
Sabem que existe um Deus supremo,
Mas renegam em todo tempo, rejeitam

Quem é do prina é conhecido, reconhecido
Não tem duas medidas não, é inerente
Em qualquer lugar sua posição é única
Deus acima de tudo, sua fé não nega

Aquele que tem o amor de Deus, sabe
Que estar com o Pai, é sobretudo ter tudo
O medo não o assola, é coragem todo dia
Certeza tem todo o tempo, não vacila
Que Deus vence sempre, vai em frente

Nilma Da Silva Coimbra

OS QUE SÃO DE DEUS

Digo com toda sinceridade, em veracidade
Quem quer viver em Deus, assume
Aquele que ama a Deus, aceita-o
Quem é de Deus, vive o que diz, é firme

O que está no Pai, nada teme, resiste
Quem realmente diz ser do alto,
Tem o bem na estampa, e na retaguarda
Não usa máscaras, é transparente

Nunca retrocede, serve com prazer
Enfrenta os algozes, luta sem temor
Nada é obstáculo, tudo enfrenta
Impossível não existe, oração constante

Deseja o bem realizar, o mal rejeita
O inimigo a espreita, não se intimida
Ama as almas, de todo mundo, profundo
Não nega seu Deus, enfrenta o confronto

Digo a todos, que querem viver em Deus
É só o coração entregar, Ele acolherá
Aos que Dizem ter Deus, mas ser negam
Estes não são do Pai, são farsantes

Conhecer a Deus, na Palavra meditar,
Crescer na fé, saber que tem todo poder
Ser persistente, não desistir na missão
Ter a certeza que toda a obra realizará

Para terminar, o Pai maior nunca falhará
Tudo que começou, irá completar
A seu tempo, tudo fará e estabelecerá
Ele é o principio, o meio e o fim

Nilma Da Silva Coimbra

DESVELO NO DESFECHO

Catitas sem estilo, soverandos felos
Fanáceos em busca da vitrine gola
Fendas de Bretas desfeitas, cabriotas
Canúcias de velas lancetadas no vale

Vinas de canto, desbravadas, grandes
Canil do polvo sem perdúria, degradada
Banto sem a curvata, perfurada, contada
Nomanto sem a desventurada, coalhada

Zento deu sua sentença, não acatada
Xina canta tula sem a linada, senida
Bela se deu por funicada, enfurecida
Granita, a poderosa, comeu carne esponjosa

Conivência com extrabonzos, desfeitos
Vanitos de beritas, sem uso estragadas
Colonitas de banilos com feches danados
Peritas não são fenadas, são canizadas

Dininhas são covinces entre eles somente
Carlinhas desconhecidas, operam na vizinha
Beneditas visitam a cavalhada, mais nada
Centúrias de vidinas cantam no vidraceiro

Valam muitas tirinhas de morcego, cronto
Modinhas de fornacas são disfarces baratos
Lontras são pisoteadas dentro de vacas
Tintas frescas de fenil bosco, calosto

Bricas e tricas desatentos, sem poder
Calistos de fontas de fenil são pisoteadss
Línduras de caniços em forra, descobertos
Mentiras darão seu gonaço, mostruário

Quinas de fontas no funaço, estraçado
Fendidas de frindas conotas printaço
Lídias de fúrnias com perídias, penaças
Fernandas diritas são escarnecidas

Broncas da noite, sem perinias, tonídias
Canetas estão fervendo, visitadas, vistas
Cuentros estão despedaçados, tomadas
Folias de vúnias vão se perdendo, doendo

Conídias estão sem endereço, pereço
Vencidas são todas as enfrates, cúnias
Desfecho de frente, sem inquerente
Tudo já foi no destrato, panagaço

Verão será de sonegos, confindo o trato
Barão do restolho foi no centro e depraço
Mentes em desalinho, por falta de delinio
O Deus da verdade finaliza, o embate está fenecido

Nilma Da Silva Coimbra





















DESTREVO DESFACTO

Dunas de guilas e farpas travadas
Carroças de funas em melaço bravo
Biunas em cravos na fornalha serpente
Guinas de lanças em forpetas prinas

Duelo entre travões de pietros fenos
Carvão de tinas em preparo forgalho
Labore de galhaços em cortinas rocas
Fendas de petrato das corvas tricas

Brendas de fenas do cangaço farto
Ouriças de barraquilhas em cercado
Grinas de fúvias em pavilhões destratos
Lingas de tinas em formato de prato

Colônias de Zâmbias com fino trato
Barricas para ferir os infectos barbáries
Briguentos insolentes, escondem os os atos
Armam histórias em carrilas de sianureto

Dorvam o imediato, barganham o gralho
Mandingam o fetiche das mirradas
Fervilham seus cornetos de fracassas
Corraboram a sorte e desviaram a penga

Deleitam no estilhaço, se findam em cacos
Carcamanham os destroços, ferraços
Insignificantes no preparo, achados
Roubaça de trilhas em desabo furante

Trevo que foi destelhado, quebrado
Farpilhas de kengas do desvio golivado
Kajubas de trentas em cascalho furado
Koinas em brigas em pretaços dripados

Finado foi o acordo, pinúrias no fagaço
Calêndolas de fritinhas em corinhas
Vísporas bravejas de canto rapino
Ordem de fuzarca em todo ornamato

Queriu, não mais a forca para os penários
Divisa explícita do correlaço, enfuzilados
Carreira de guinas feirantes esparato
Dada a sentença do Deus triuno, mortaça

Buril, peril, fora de canga, cartilhaço
Iberê, zulu, Pene no disfarce, funil, zuniu
Deuses buscados no tenil, destronados
Cabeça retirada, diabo traiu, sumiu morreu

Força em carcaça, fandangos folhaços
Fruntas de vinil com barbalhaços
Disfanacos de zoar com belanças
Feituras de brilhos para cegar vasos

Zirondas cadernilhas para distrair o Colombo
Calil o perverso, em cena, último ato
Corinas de estrebilho para ferir funido
Desvenda par garantir o seu gringa

Oferendas no gargalho, em confenato
Desprovidos do sensato, perímetros favos
Cantilhas em segmentos para enfervilhar
Escravos de trunitato, carbenatos frivos

Guirlandas deferidas desfeitas, fracasso
Contínuas de sementes vivas, cortaço
Viradas de binhas sequenciais, berlinda
Desfeito o destroço pelo Deus supremo

Nilma Da Silva Coimbra

MURO DA VERGONHA


Muro de grossura escura, findura
Calha de podridão do obscuro, das várzeas
Densa casta de demônios exposta
Terror para os fenúrios, figuras ferventes

Brenitas de fanfas em curvas de trento
Estigmas em movimento contínuo
Toda a história das guirlandas em caras
Baretas de penúria em decomposição

Dorúdias de volúpias em descaso, fendas
Tortilhas de vaganços em destrato, pitato
Canundas de esferas rotas em desgraça
Marombas de ofertas a deuses mortos

Zentas de espécies crizudas, fiuzas
Vagões em trutas do funil, sarfões
Dindas infelizes se prostam ao fenécio
Entregam suas vantas ao denégrio

Drandas em cavalas de beritas frutícias
Desgosto no verídio, ânsia funda de firam
Zuritas de findas no descaso, regaço
Pertúnias concavas em fileiras brutas

Nômades de portratos da gunídia
Sonência repetida em frúnias pressadas
Fúrias de rebeldia contínuas, velhaço
Parentelas desgarradas de sino funo

Caniças de forfulhas em dridas disformes
Mandágoras do retror se quebrou, melou
Fensadas de benídias em prestínio vazo
Desfato o berito, nostrato de camídia

Feiuras em porões de enfantos presos
Goniras das veronias em desacato
Curíneas em portões do desfenato
Verangas em vazílias prestilas, vazias

Frenato de sensinato, correlato disforme
Mentras em escamas da mentira doida
Há de se formar a prinata e finata
O fento não deve se perpetuar

Galhofar a crespa, desafirar, desfanurar
Empritar, decraptar a doenda do foço
Rubricar a fenda exposta num pressídio
Gabritar o eixo da funica, desfigurar

Não mais drenar vazantes, destruir
Canalizar os embrios na fonte do entrio
Firtar os rumores de esfrego em venega
Benenuir o fanto em penúrias, decanto

Nilma Da Silva Cioimbra




quarta-feira, 27 de novembro de 2019

DESTREVO DESFEITO

Reta da linha de chegada,
Bandeira vai ser encenada,
Tudo pronto para a a grande finala
O destrevo foi desfeito, sem cavernada

Tantas foram as investidas, rustidas
Que medidas radicais foram dadas
Dífaras de pontas finas deram a sentença da bravata

Fornalha fervente, armadilha preparada
Boiadas intermináveis, sem sossego
Miniaturas de gente, bonecas viventes
Formas de vidas transparentes, perdidas

Ataques intermitentes, estigmas indecentes
Animais sem cor, mas carregados de dor
Vidas cruéis, exigentes, astúcia maligna
Ardis dos mais complicados, destrutivos

Estratégias foram sendo calculadas
Carreatas de seres não humanos, insanos
Brincadeiras de pequeninos, contundentes
Disfarçam o real pesadelo, zoneamento

O ódio pelo descanso, dormir ato não concedido
Tudo armado para o arranque, incisivo
Comandas de todos os tipos, feitiços
Tudo previsto, combinado entre todos

Tempo sempre desperdiçado, jogado
Nenhuma atividade possuem, nada fazem
Trabalho não é aceito, rejeitam no todo
Usam outros para obter ganho, roubam

Desatinam no pensamento, zunem no conflito
Falam desordenadamente, sem controle
São dóceis no tratar, quietos, em artimanha
Por dentro, são duros, sem sentimentos

Diante desta balbúrdia sobrenatural
O desaprêco desta intrínseca história
Foi totalmente desvendada na empreitada
Pela determinação e amor de Deus pelos seus filhos

Destruição total seria se não interpelasse
O mal instituído seria em larga escala
Se Deus o supremo não viesse a legalizar
Obra tão minuciosa e cheia de fornúcias

Engrandeçam a Deus em frases dignas
Alegrem-se e exaltem o Deus de vitórias
Pois Ele fez o escondido ser conhecido
Deus veio em justiça, esfacelou os inimigos

Nilma Da Silva Coimbra






O QUE SERÁ DE TODOS NÓS?

Onde está você agora que tantas vezes me deu acolhida em tempos maus, na dor da alma, no choro que n8inguem viu?

Onde está você que me viu só de passagem, e por apenas por alguns sorrisos tenho tua lembrança?

Cadê a pessoa que sempre me dava presentes ainda criança, e passeava comigo com tanto amor?

Para onde você foi? Era alguém tão próximo, mas se tornou tão distante a medida dos anos?

Onde se encontra a que me deu vida e me protegeu de tantos perigos? Me escondeu tanto que não consegui me achar?

O que será de todos nós, separados, dispersos e solitários pela falta de amor?

Nilma Da Silva Coimbra

CANTA PASSARINHO!


Que força há em ti que te faz cantar a todo momento seja dia ou noite?

Te vejo sempre só, a chuva vai sem parar, e mesmo na calada da noite, ouço a tua melodia

O silêncio toma conta, mas eis que tua voz surge como a única esperança!

Vem perto de mim e diga qual o teu segredo de cantar, quando todos se calaram?

O que te faz tão feliz sozinho nesta árvore sem que ninguém se importe?

Por favor, me figa o que te faz cantante todos os dias?

Quem é o teu motivador, eu quero ser como você!

Nilma Da Silva Coimbra

O QUE FAZER?

Quando todas as palavras ditas passarão desapercebidas?

Quando. Tudo que fizer para provar a verdade soarão como inverdade?

Quando a vigilância é constante mas não é vista?

Quando os que mais amamos não acreditam nos fatos?

Quando falar s verdade é dar minha sentença de morte?

Quando a realidade é a versão da fantasia?

Me diga alguém pois não tenho a resposta.

E a resposta veio depois de muitos dias. Filho, eu sou Deus, o Eu sou, e só eu posso te dar a saída para todo sofrimento.

Então percebi claramente. Deus é o único que pode dar vida abundante e livramento todo dia.

Deus é o amor, mas é justiça. Deus é verdade, mas também a essência da vida.
O amor vence sempre. O amor de Deus vence tudo.

Nilma Da Silva Coimbra

UM CLAMOR

Tenho tido dores como o homem em seu estado de coma. Tenho ido ao encontro dos que não me recebem.

Flui em mim o desejo ardente de agradar-te e honrar-te com meus lábios e meu ser.

Quero proclamar e dizer em alta voz que tu és magnífico e infinito em amor.
Bloquearam todas as minhas entradas e saídas, e por onde eu vá encontro homens carnais, armados de inveja, ambição, poder e toda espécie de prazeres da terra.

Há tantos homens quanto a iniquidade, todos preparados para um grande tormento.

Em cada um deles vejo a morte, querendo destruir e se destruindo, impedindo, proibindo e descartando qualquer tentativa de abertura.

Senhor, faca-me sim, tua guerreira para que ninguém é nada impeça que se cumpra aquilo que tanto me pedes e queres que eu cumpra!

Deus, meu ideal, minha razão de viver, meu amor primeiro, minha aliança perpétua!

Nilma Da Silva Coimbra

GUERRA EM SILÊNCIO

Há uma guerra fria e oculta sendo vivida

Dois lados que se enfrentam mas estão ausentes

As armas são invisíveis mas estão no coração de cada um

Ninguém diz uma única palavra, mas tudo é ouvido

Não há trégua em nenhuma das partes, ninguém desiste!

De minha parte, fico calada. Em voz do espírito clamo á Deus que tudo vê!

Guerra de nervos - há um vulcão explodindo, que não se ouve, que não se vê!

Guerra que desfaz e separa tudo o que há de melhor na vida!

Busco a paz, mas eles querem guerra!

Prossigo sempre, sabendo que o amor em Deus vence tudo!

Nilma Da Silva Coimbra

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

O QUE SERÁ DE TODOS NÓS?

Onde está você agora que tantas vezes me deu acolhida em tempos maus, na dor da alma, no choro que n8inguem viu?

Onde está você que me viu só de passagem, e por apenas por alguns sorrisos tenho tua lembrança?

Cadê a pessoa que sempre me dava presentes ainda criança, e passeava comigo com tanto amor?

Para onde você foi? Era alguém tão próximo, mas se tornou tão distante a medida dos anos?

Onde se encontra a que me deu vida e me protegeu de tantos perigos? Me escondeu tanto que não consegui me achar?

O que será de todos nós, separados, dispersos e solitários pela falta de amor?

Nilma Da Silva Coimbra

A MORTE DOS TRISICAS

Tenho tido revezes de triferias
As desgovernadas fazem em duplas armadas
Traçam rimas de furuncos densos
Liberam gases podres de fenazes

Insanos, desprovidos de alma, incrédulos
Andam sem rumo, a procura de nazes
Correm contra os de beleza, destroem
Fitam os de pureza branca, vida jorrada

Tanta perversidade não vi em nenhuma morada
Sem fé da parte divina, pobreza extrema
Agarram o mal como suas espadas
Derrota não negociam, mas complicam

Druídas de vergões invasivos, enfurecidos
Flechas de dores calçadas em silas
Mentes desalmadas que zunem, matam
São caixas escondidas de mortalha

Não há sinal de bondade, são cruéis,
Domínio e poder sob qualquer preço
Possuem o medo da morte, fogem
Mas não temem matar, são gélidos

Se fosse descrever detalhes, não caberia
Mas digo com a certeza da verdade,
A hora chegou da toga se despir
Pois o desvelo está no dente do centril

Se vão se lembrar desde dia, desdigo
A mão do Deus supremo vem vindo
Chegada a hora da desvaria tretar
Deus estabeleceu o fim dos fólitos

Cantem e exultem povo de Sião
Festeja tuas festas das primícias
Pois o grande dragão da morte, o degredo
Já caiu em maldição, morte molhada

Quem zomba de Deus e fica impune?
Qual aquele que faz agruras priuras
E não recebe a marca do martelo?
A espada é julgante, ela é a verdade

Trisicas que não compreendem
A extensão de sua ruindade
A grande decisão já foi tomada
Morte, para que a vida se multiplique

Nilma Da Silva Coimbra

A QUEDA DAS GALINÁCEAS

Desventura para muitos, graça para outros
O dia chegou em que a troade vesperou
Malignas incansáveis por puro ódio
Caem do puleiro e vão ao desterro

Tantas dores e infrações pervertidas
Crises e rumbras de fornicados
Faláceas deploráveis, ira na flor da pele
Sênforas obstinadas, fuzarcas abomináveis

Tratos desfeitos, sem acordos cordados
Feituras de animais transparáveis
Certa era a morte dos escolhidos
Cumbeiros de runas que se unem
Para uma refratária fria, sem restidas

Galinhas, perus e penas pretas, infindas
Gaviões, morcegos, ratos e insetos
Caturratas, bonecas e maritacas
Desfilando em exposta escalada
Todas alinhadas num ensaio, enfeitiçada

Perturbações, Carrilhões, confusões
Tantas em ritmos desenfreadas
Cansaço extremo de invernados
Guerra fria em sistema, forças negativas
Demônios a serviço da malácea do vinil

Funil, que traz um artefato de pratos
Bandeja que não faz bem, destroça
Veleiros em filas, todos sem freio
Tanta guilínea na cachaça, curvalínea

O silêncio que grita e assobia, brita
Deboches e petrarcas em desafios
Lutam por causas que são perdidas
Vivem em morte, estão por fio, mudos

Queimado foi a maldição, desforra
Feitiços soterrados, sem efeito, desfeito
Macumbas de zumbis, não mais, finale
Todas superstições e simpatias, findas
Ruindade runa pereceu, faleceu

Se algum bem a fazer, faça de vida, seja Deus
Pois as maledicências de todas as estirpes
Deus está extinguindo para todo sempre
Para preservar os bons do alto preço
Aquele que mal fizer, será atingido

Morte das feituras do abismo
Queda das felinas, das pretúnias
A escuridão está aberta, a luz resplandesce
Deus requer obras para o bem, excede
Enfim chegou o dia esperado dos alfins

Nilma Da Silva Coimbra

ORANDO EM TODO TEMPO

Oro. Está é a única arma que tenho
Meus pensamentos estão ligados no trono
Minhas palavras eu dedico em oração
Meu clamor tem sido incessante

Nem sempre consigo falar
O que meu coração sente
Então minhas lágrimas conseguem
O tempo é de guerra, líbero a Palavra

Emponho minhas mãos, e vou ao ataque
Luto com a espada, e minha fé segue Comigo vai a força da esperança viva
Ninguém irá me deter, só Deus poderá

Sim, o adversário não pára de jogar farpas
Mas o que impedirá e invalidará
As súplicas de um coração sincero
Orando no espírito em pensamento
Falando em dífaras, cantando o cervo

Orai, clamai, exultai em danças
Expresse seu amor, bendiga seu criador
Pois Deus é o autor de toda excelência
Orando pelas frases, e até pelos poemas

Nilma Da Silva Coimbra

PISANDO EM OVOS

Todos os dias tenho me sentindo assim
Me vejo andando numa longa estrada
Onde há ovos um ao lado do outro
A se perder de vista na paisagem

Estou andando sobre eles
Tentando não violar os ovos
Com a minha pisadura

Alguns consigo não quebrar
Outros simplesmente esmago
Tento me equilibrar, mas que ilusão
Meu peso certamente irá romper a casca

Meus pés irão tocar a clara e a gema
Assim continuo andando nesta estrada
Tentando inutilmente evitar a quebra
Pois ovos foram feitos para ser quebrados

Sem a quebra, a vida não se explica
No calhaço a nutrição enriquece
O nascimento se manifesta, explode

Para o viver ser, quebre sua casca
Sem perdas não há ganhos reais
Troque o cora pedra, pelo cora amor

Somos vida de Deus, se o amor temos
O sustento virá, não faltará livramento
Seja de Deus, quebre sua casca, viva!

Nilma Da Silva Coimbra

PRESTAR HONRA

Prestar honra a quem merece honra, não é uma attitude comum no dia a dia entre as pessoas.

Muitas pessoas recebem honra ao mérito, quando de alguma forma, prestam serviço a uma comunidade, ou ainda ganham medalhas por alcançarem um determinado objetivo e desafio.

Me refiro a prestar honra como uma retribuição de algo que nos foi dado por alguém.

É muito bom ganhar tudo de bom e o melhor que a vida pode oferecer. O dinheiro pode contribuir como um meio, mas a fonte de todo bem vem do nosso Deus.

Não é todos os dias que ganhamos presentes nesta terra que vivemos, mas com certeza Deus nos deu o maior e melhor bem que é a vida. Cabe-nos cuidar bem dela.

Retribuição e dedicação são qualidades raras. Gostamos de ser amados, paparicados, bem tratados, respeitados e até reconhecidos, embora este último ítem, ninguém deveria esperar neste mundo, mas o fato é que a maioria de nós não retribui na mesma medida as dádivas recebidas, antes esquecemos e não valorizamos o bem que nos é oferecido.

O que nós fazemos bem, é cobrar o que nos é prometido, e cobrar o que nos é prometido e reclamar do que nos foi negado.

O que acontece conosco, é que desprezamos as beatitudes que nos é doado com amor. É hora já tardia, de mudar este quadrante, e devolver o bem com a mesma formosura ou em igual conjuntura.

Quantas honras recebemos e quantas retribuimos? Os que nos amam de verdade dão a vida por nós, e o que fazemos por eles? O que estamos fazendo por aqueles que dão o melhor para nós?

Muito além de uma entrega humana, Deus o dono de todo o universo, dá o melhor para os seus filhos. Sempre o que é de mais valioso e caro. O que não se pode comprar.

Ainda que possamos nos esforçar, não temos dado toda a honra aquele que é Deus supremo. Está na hora de amadurecer nosso carácter, prestar honra em reconhecimento, em amor ao nosso Pai, que não nos abandona, mas está sempre se fazendo presente. O mundo precisa de mais amor, dando honra a quem merece honra, acima de tudo à Deus, autor de toda a vida que há.

Nilma Da Silva Coimbra

EU QUERO

Estar no lugar que Deus já me foi destinado, a missão que tenho que cumprir...

Viver a alegria do sonho de Deus, compartilhando o amor com um povo que me espera...

Poder abraçar os irmãos que já fazem parte de minha vida, da minha memória é coração...

Abraçar minha amiga de coração que em Deus ficamos unidas...

Viver a vida para te servir mas no presente tenho barrancas de Imperador, que fecha as muralhas e me vigiam em minhas saídas...

Sair pelos mares e ares espalhando pelos quatro ventos a Palavra da verdade...

O presente ainda não é, mas a minha palavra já está determinada, por que vou ser o que Deus quer para meu viver...

Jericó será derrubada e como o povo dr Israel, sairei do Egito para a terra prometida!

Nilma Da Silva Coimbra

UM NOVO TEMPO


Tenho andado em terra seca
onde a chuva não se vê a muito,
piso em pedras, a poeira levanta,
a visão se apaga, inspiro a dor.

A vegetação é escassa, rasteira,
os galhos sem força, secos e pruridos,
a morte assiste em ficar.

Ando por horas, dias, noites de fridas,
vejo poços de lamas, em escamas,
contaminadas por destroços,
carcaças de animais soterradas.

O sol é forte e traz queimadura,
minha perseverança é inssistente,
cansada desta jornada, não hesito.

Sombra inexistente, vida nefasta
em minha volta só vejo destruição,
avanço em passos lentos, sem parar,
a morte espreita a espera do aviso.

Persigo poços de água, não vejo,
pedras cascalhos sobrepostas, presas,
céu vibrante, luzindo sol efervescente,
água retida, terra ressequida, esquecida.

Tempo haverá de muitos molhos,
de colheita mais abundante, incessante
onde o Deus maior tudo proverá!

Dias que serão lembrados, festejados
não mais como a desprezada, banida
mas como a preferida, amada, querida
Onde todos irão ver a vitória acontecer.

Alegrar-te, canta em exuberância,
aplaude em constância, inflame em danças,
de felicidade berrante, trincante,
o dia chegou fuscante, luzindo um novo tempo.

Nilma Da Silva Coimbra

terça-feira, 12 de novembro de 2019

REMORSO

O que dizer, se num instante
Estou com alma em alegra,
Noutro estou no profundo vale
Sem sentido, ando em lagos negros

Escuridão não quero absorver
Lama das dunas imprecisas, desfaço
Caldos de sopa, fazem a luz linar
Quero uma trina, mas refaço

Remorso tenho dos tempos de ruindade
Das proezas ruínas todas malignas
Quero viver a vida, deixar viver a humanidade
Que todos só os seres sejam amáveis

Hoje quero mudança, desejo vida livre
Nada de brigas, richas, desespero
Voltar as antigas belezas, leveza
Deus sempre em minha frente, crente

Tenho na viga, uma nova visão,
Faço moda, brinco na variedade,
Amor é minha bandeira causa
Que vence sempre, em tudo
Deus o autor do amor, que dá vida ao mundo

Nilma Da Silva Coimbra

OS DESVELADOS

Tantas imbatidas, feridas finas
Dores de severinas, cálculos geniais
Valas em desespero, betinas
Vinil de ferrão se tornou branco puro

Calvinas distintas, perinas galgádas
Valores desfenados, forças imprazíveis
Zona de perigo, sem cor propagada
Cazoe não complementava, dispara

Desamor e ódio intenso, desproporcional
Finas de rinas constantes, basílicas
Cuendro de codornas em desfalque
Lavinas de cárdidas se funilaram

Zima de colunas infláveis, descartáveis
Confusa a esgrima dos desfiláceos
Descarte a fibra da finura líndica
Benê não difere os runas, cai em desgraça

Levante das igualpes não percionam
Veredas desveladas são desfalcadas
Fundo de furnas em recalques
Calados deferidos nas calçadas
Informe agora tudo acertado

Nilma Da Silva Coimbra

TRAIÇÃO

Palavra não condizente com a verdade,
Superfícies que são trespassos,
Armadilhas e restilhas no escondido
Tudo feito num despacho

Os que foram seduzidos, não viram
A truta amada, todo dia no minúsculo
Em desandas, suas idéias em comandas
Tudo feito no trataço, na carcaça

Riam em desatentos, formavam caças
Estavam desalmados, cruel é belo, desatino
Cravado a imponência sem intervalo
Uma bagança de bicharada, inválida

Que desalento em comentos erigidos
Perda de tempo investido,
O bom sendo destruido, Deus restaurando
Traição, pois são vencedores os filhos
De Deus, pois a vida sempre vem dEle

Nilma Da Silva Coimbra

UM NOVO TEMPO

Tenho andado em terra seca
onde a chuva não se vê a muito,
piso em pedras, a poeira levanta,
a visão se apaga, inspiro a dor.

A vegetação é escassa, rasteira,
os galhos sem força, secos e pruridos,
a morte assiste em ficar.

Ando por horas, dias, noites de fridas,
vejo poços de lamas, em escamas,
contaminadas por destroços,
carcaças de animais soterradas.

O sol é forte e traz queimadura,
minha perseverança é inssistente,
cansada desta jornada, não hesito.

Sombra inexistente, vida nefasta
em minha volta só vejo destruição,
avanço em passos lentos, sem parar,
a morte espreita a espera do aviso.

Persigo poços de água, não vejo,
pedras cascalhos sobrepostas, presas,
céu vibrante, luzindo sol efervescente,
água retida, terra ressequida, esquecida.

Tempo haverá de muitos molhos,
de colheita mais abundante, incessante
onde o Deus maior tudo proverá!

Dias que serão lembrados, festejados
não mais como a desprezada, banida
mas como a preferida, amada, querida
Onde todos irão ver a vitória acontecer.

Alegrar-te, canta em exuberância,
aplaude em constância, inflame em danças,
de felicidade berrante, trincante,
o dia chegou fuscante, luzindo um novo tempo.

Nilma Da Silva Coimbra

SERVIR, MEU OBJETIVO

Cada dia um prazer,
Cada noite, uma guerra
Nada mais me restou
A não ser escrever meu desabafo
Não posso falar, ninguém entenderia
Tentei, Deus o sabe
Mas só dores me acrescentaram
Sozinha não, somente calada
Será meu espírito ou breve momento?
Já me esqueci dos clamores e choros
Que tantas vezes fiz para um fim
Mas apesar de tudo
Carrego um sofrimento diário
Como uma cruz, sem descanso
Te servir, minha alegria
O confronto é inevitável
Suportar ainda é previsto
Tantas idas e vindas, altos e baixos
Os tormentos me tornaram forte
Deus Pai, o que sempre me assiste
E que sempre me livra de todo mal
Livramento tenho todos os dias
Superação é o meu nome,
Castelo forte é minha alma
Ganhei amados de espírito magnânimo
Deus meu, tu és e sempre será
Meu amigo, meu querido,
Dono de minha vida

Nilma Da Silva Coimbra

DEUSES RUÍNAS

Diante de tanta magnitude,
Da verdade de toda certeza
Deuses infindos no mundo
Sao vistos em todas as localidades

Há tantos nomes, tantos tipos
Que não se pode contar
Deuses que não fazem nada
Que só conseguem escravizar

Diante deles muitos prostram e adoram
Mas não sabem que são destroçados
Suas promessas são inaptas,
sem propósito,
Exigem obediência, obrigações a rigor

São de natureza ruim, não aceitam nada
Querem ter a última palavra
Rejeitam a derrota, ainda que desfigurados
Indóceis, intratáveis, doentes por dentro

Diante de tantas tretas, armadilhas
Tenho mais a certeza do Deus que sirvo
Não precisa de imagens para se prostrar
Ele é o Deus em tudo, supremo, prime

Deus deseja que os homens
Amem uns aos outros, os da mesma cintila
Não desperdice o ouro ou a prata
Na cabeça dos verdugos,
Desprenda dos ruínas, das garlenas

Não se enganem, há tártaros ronis
Que preservam sua identidade
Mas são perversos, gélidos, insensíveis
Deuses insólitos, do confronto, do furim

Afirma teus passos, firma tua mente
Olhe para o altíssimo, seja filho
Fortaleça suas entranhas no espírito
Deus em ti seja vivo, seja o teu salvador

Nilma Da Silva Coimbra

SER DE DEUS


A importância de se ter Deus,
Quase não se ouve de fato,
Passa desapercebido, não se fala,
Muita conversa sem dizer nada

Tantos dizendo que tem Deus,
Que amam o supremo, que Ele é grande,
Mas invalidam em suas ações,
O desrespeito somado ao desamor,
É igual uma maçada, resulta no forfaço

Ser de Deus, é estar no convívio dele,
É viver uma vida, segundo a Palavra,
É ser amor, em finuras, é ser a paz real
É entregar-se para o bem, seguir o belo

Nilma Da Silva Coimbra

MEU LABIRINTO

Não sei amanhã, mas do hoje falo
Estou no meio das estradas
Ora deserto, ora coberto
Prossigo, pois sei que têm saída

Meus pés queimam, mas não corro
Se fosse a procura, me bastaria
A cada passo, sofro investidas
Ataques incessantes, angustiantes

Sou fenda, minha carne dói
Muito mais minha alma jorra
Um sangue constante, pulsante
Ainda sim, prossigo, não hesito

Acharei a saída, minha liberdade
Não importa o quanto demore
Mesmo que desfalecia é moída
Chegarei no fim proposto
Pelo meu Deus, eterno amor

Nilma Da Silva Coimbra

DE COSTAS PARA O PASSADO

Ontem foi um lamento, de sentimentos
Veredas de tristezas em destroças
Choro e lágrimas sem disfarce
Dias de muitas farpas, de espreitas

Lutas descarrilhadas, desfenadas
Forças ocultas se desgovernam
Lanças e raios perfurantes, cortantes
São desalmadas, ferem os maus

Sem aviso, os inferiores se enfurecem
Carregam fúria em suas caçadas
Fatiam desferos, espíritos pretos
Roubam as cenas das maricotas

Hoje descanso nas águas de Deus
Minha vivalda é plena, tenho luzilha
No meu Pai, que é o amor, na essência
Na justiça feroz, trouxe a vida suprema.

Nilma Da Silva Coimbra


OBRIGADO PAI

Agradeço sempre, hoje presente
Tua imensa bondade, para comigo
Um amor tão profundo, que me embriaga
Me emociona a ponto de faltar palavras

Lindo teu olhar, quando falas
Sinto doce tua linguagem, calmaria
Mesmo que estejas em braveza presa
Ti amo muito, porque és amor em todos

Meu coração não enfraquece, antes fortalece
Diante das assolações frequentes
Antes sinto uma extasiante alegria,
De te ouvir, de te sentir, não quero te perder

Pai que sempre foi amado,
Quero estar sempre ao teu lado,
Nunca te esqueças, teu nome é gravado
Dentro do meu cora, Deus mui exaltado

Prazer tenho em te servir
Feliz sou contigo, não desejo nada
Quero sempre fazer o que te agrada
Pois tu és meu amor primeiro
O Pai que me amou de verdade

Quanto amor sinto em ti, sobressalta
Nada se compara o teu cuidado,
O que eu sinto é inexplicável
Nada em tempo algum
Substituirá este amor inesgotável

Nilma Da Silva Coimbra

FERVILHÕES INVISIVEIS

Dura a presteza da fornada
Enfortes se rebelam, revelam preparadas
Para o abate, desinformados
Fazem festões, sentinelas de arrazo

Deter os galpões de ferrazo
Somente por frentaço, no regaço
Ser destemido, pois a batalha é rasgo
O invisível é o inimigo, do lado errado

Uma luta sem tréguas, desgalgada
Com feras transparentes, resvaladas
De tamanhos vários, todos destrutivos
Feições sem trato da escuridão,
Permeiam as valadas, são irreconciliáveis

Decisões incisivas e determinantes
Devem ser tomadas, não retrozes
O mal absoluto numa peça de obscuridade
Tanta escuridão, não há outra hipótese
A não ser banir do planetário, extinguir

Nilma Da Silva Coimbra

DESCUBRA-TE

Se na tua jornada
Estás, em desalento,
Se no dia a dia,
O teu caminhar

É de dores constantes
Não desalinhe, prossiga
Redescubra, reaprenda,
Veja os entrepontos, revise

Observe o que está retido
Abra espaços
Para novas perspectivas
Separe os momentos

Desfaça os de trilhos
Conclua as arestas
Restabeleça a sua história
Acerte os passos

Se expresse, ouça tua voz
Não se distancie da verdade
Aumente as alas da sinceridade
Deveras és alguém de lealdade
Se estreitar as seixas

E aumentar as dorcas
Indireita as veredas
Espalhe o amor
Verás então o resultado
Das boas aventuranças
As gardênias da felicidade

Nilma Da Silva Coimbra

PERDAS E GANHOS

Ganhar nem sempre é vencer
Vencer pode ser se entregar
Ao que parece ser impossibilitado
Nem tudo que é ganho, tem valor prêmio

A vida tem muitos mistérios
Que nem se pode imaginar
Perdas todos sofremos
Faz parte até suportar

Ganhar com gana, voracidade
Buscar incessantemente estar acima
Pode ser um tempo em destempero
Acima de tudo, perder o que for Desvenedo

Perca sim o que for para arruinar
Perca de vista, a dor do desespero
Expulse das entranhas o roto
Perder sempre o desgosto, o fosco

Perdas e ganhos são naturais, no todo
Na medida certa, nada de diferente
Se tem que ter perdas, que seja a dor
Vamos acumular ganhos constantes pelo amor

Nilma Da Silva Coimbra

RAIOS E TROVÕES

Duas coisas que prenuncia chuva,
repudia-se pelo imprevisto do susto,
pelo medo do dito raio cair.
Raios, trovões, seja perto ou longe,
onde chega, o perigo ali está.

Uma coisa tem que ficar bem claro
quando trovões caem num desparo,
disferando luzes no céu de sombras,
raios já antecederam sua vinda,
Então saiba que o perigo maior já houve.

Chuva, granizo, vento, tempestade,
natureza que expressa sua tristeza,
mas que traz sua renovação.
Nem sempre raios avisam destruição,
mas quando chegam os trovões,
O estrago já se deu, e tudo se estabeleceu.

No entanto, o tempo nem sempre dita
Nuvens negras não representa o fim
Temporais na vida, nos ajudam a crescer,
Sofrimentos causam dor, mas
Vendavais causam danos, mais são lições.

Nilma Da Silva Coimbra

DEUS É DEUS

Ainda que não creia
no Deus de todo poder
do amor, da vida, e toda plenitude,
dono do mundo, de todo ser,
Deus ainda e sempre será Deus.

Ainda que o mundo o renegue
e a malignidade aumentar,
querer ditar as regras, se inflamar,
Deus é Deus, sempre o será,
Isso nunca vai mudar.

Ainda que todas as vozes
queiram Ele calar,
afirmar que nada faz,
que é o vicio do povo,
Infinitamente será Deus,
Seja qual for sua posição for.

Nilma Da Silva Coimbra

LARGUE, SOLTE E DESFAÇA

Larga essa troça
Solte esta tranca
Desvenda o segredo
Resolva o estorvo

Enfrente o vespero
Desfaça o conchavo
Acerte os confrontos
Examine os pontos negros

Calcule os desatinos
Afaste os ferinos
Equilibre a balança, acerte
Desclave a sinistra

Reasuma a infinda
Destrua as rapinas
Considere as pelinas
De um trato no fato

Desfigure os incalços
Remeta em arremate
Conclua no desfalque
Tudo será solto, preposto

O fim da amarra,
Força dobrada
Liberdade alcançada
União, comunhão, enlace

Compromisso finalizado
Esperança alcançada
Coração de amor encharcado
Proezas cumpridas

O que era fito, desfeito
Desvendado o pleito
Resolvido toda a questão
Correlato feito, consumado.

Nilma Da Silva Coimbra

JUSTIÇA DE DEUS

Justiça se faça, justiça impetrada,
A mais precisa, a que de fato basta
Reflete sempre, a verdade expressa,
Justiça de véu descoberto, sem trancas

Os envolvidos não se intimidam, frisam
Que não aceitam o contrato, debocham
Não creem que esta pelega destrave
Ficam na defensiva, também no ataque

Confio na decisão, daquele que não perde
Em todos as pertinências, não houve atraso
Defende a causa dos justos, em tudo
Sempre que chamado, nunca se nega

Mesmo que pareça tardia a questão
E a solução não esteja a disposição
Ele o Deus de justiça, e não se retrai
Diante de muitas investidas, avança

Deus o todo poderoso, o que não falha
Não deixará seus filhos, sem a solução
Fará o impossível e possível no amparo
Fidelidade de Deus, íntegra, incomparável

Nilma Da Silva Coimbra

ROMPIMENTO


Romper o que não tem concerto,
Separar, porque sempre foi dividido
Discernir os verbos desencontrados
Racionalizar as pontas, cruzar as insólitas

Delimitar as diretrizes, argumentar
Estabilizar as diferenças, as consentas
Disfenar as contornas, rasgar os fiapos
Fragmentar os perímetros, por no prumo
Seguir na raça, pois a vida é forcete na nivela

Ainda que quebrada a aliança desejada
E o acordo não tenha ficado no sensato
A união não seja o ideal finalizado
Se o papel tenha que rasgar, confirme

Nilma Da Silva Coimbra

BONDADE IMENSURÁVEL DE DEUS


Bondade sem mesura, sem expessura
que não dissipa, mas emancipa, dita.
Tamanho que não se detém, expande
Fruto do amor sem limite,
amor incessante, que não se detém,
diante das batalhas mais forjantes
De Deus pela humanidade, amor de verdade,
Amor puro, que não se mistura, que ultrapassa todo entendimento,
Que o Pai supremo tem por mim.

Nilma Da Silva Coimbra

SER POETA E NAO SER

Ser poeta, é muito mais
que ser poesia,
está bem aquém
de escrever em beleza
em sutileza, em destreza
a inspiração, a proeza
do sentir em leveza

Poeta que se preza,
que tem nas veias a tinta,
no coração escrito o amor, a vida,
dentro de suas entranhas,
a luz da vida, que tudo cintila,
Este é a essência do espírito,
a rareza mais prefídea,
a dom da excelência,
Sua majestade, Deus

Ainda há os encobertos,
os não achados, perdidos,
que o desencontro desfavoreceu.
são os sem rumo, sem parada
escrevem sem ritmo, sem linha
sem harmonia, fora da rima

Veja bem, há ezímios, precisos,
os pra lá de bom, de grande estilo,
que só precisam de um empurrão,
em algumas tortilhas, arrumação,
sabem das teorias, as frisilhas finas não.
Presilhas bordadas só os bons

Nem se fala dos que só espalham letras,
esparramam pelas viradas, desvelados,
palavras desencontradas, desniveladas,
e ainda sim, se consideram bons,
ruins em definição, são poetas de função,
de caçar fricassas, interesses de frissé.

Tenho que falar de alguns tais marginais,
infiltrados, invisíveis mas sendo vistos,
roubam versos e frases da freguesia,
amam a trapaça, as trançadas trocadas,
em silêncio, no contorno, em confusão.
e no final da malhada, o nome então.

Digo a todos, sem distinção,
aqueles que têm o dom por vocação,
façam de boa intenção, sem alterar,
que se assim procederem, na firmeza,
vão de Deus ter o tudo, sobretudo,
receber a mais pura inspiração,
formosuras, belezuras, primores
serão a marca do que de Deus são.

Nilma Da Silva Coimbra

TERÁ SENTIDO?

Estar perto, junto conversando
participando, é o que importa.
Aonde, quando e porque
somente estão relacionados
a mim e a você.

Se é bom assim,
ou se é de um mal insuperável,
quem sabe?
O que sei,
é o que foi decidido por nós.

No entanto,
será que percebemos
a verdadeira razão
deste sentido?

O orgulho conseguirá
nos afastar?
Não sei, nem você sabe,
mas seja como for
se não mais te ver
então nada terá sentido.

Nilma Da Silva Coimbra

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

ENFERNADOS


Cansaço de tantas investidas,
todos os dias os mesmos descasos,
perseguição sem trégua e implacável,
Ataques de todos os intratáveis,
Irreconciliáveis, são desalmados.
Não ligam para os atos, são perdulários.

Razoam dos resultados, odeiam o tratado.
Desprezam a verdade, investem na crueldade.
Não se importam com a benignidade.
Confrontam com Deus, não se rendem.
Andam em bandos, roubam, num passo.

A noite, saem em enfernadas, caçadas.
Destroem sem pensar, sem titubear.
Seus alvos são os que são razão.
Não temem suas desgraças, despedaçam.
Desprezam a justiça de Deus, fracassados.
Ruins da raça runa, são todos "Ruina"!

ASTÚCIA

Bondade, arma poderosa do insensato.
Artifície de boas palavras, de tato,
para lançar suas misérias,
sua lama, sua sujeira, seu pretexto,
com intenções específicas, bem sínicas,
e traçar fins ilícitos, desmedidos.
Armações das mais travadas, negociatas.
Curriolas, desafetos, armadilhas de peso.
A perspicácia é cautelosa, tinhosa,
cheia de caminhos centilhados, mal traçados,que sonda valores estimados, pressatos.
Quando percebe a sua importância,
os usa para benefício dos interessados,
dos retortos, os infectos forjados.

Nilma Da Silva Coimbra

TEMPO ROUBADO

Tempo útil, quando bem proveito há.
Tempo perdido, quando é desperdiçado,
amassado e jogado ao lixo, desprezado.
Nem todo tempo é vivido como previsto,
e ainda sim o tempo não pára, vai, segue.

Roubado me foi o tempo, tirado de mim,
por anos a fio maltratado, ofendido,
o amor que havia sido construído,
para um novo tempo de recomeço.

Segui a verdade da Palavra, não me rendi.
Amar o próximo, o inimigo, foi o que eu fiz.
Perdoar e bendizer o meu irmão, assim procedi.
Nunca recusei diante de Deus o amigo,
fui tudo que podia ser, concedi, me doei.

Me desdobrei, fui além, siquém.
Neste tempo, nunca me arrependi.
Sofri açoites, na carne e espírito.
Desamor em doses elevadas, bebi.
Tristezas doloridas em amarguras recebi.

Resolvi depois dos destratos, injúrias
Dar o ponto final na história, um basta.
Desliguei do incômodo, do estorvo,
Depois de muitos dias de relutas infindas.

Hoje meu tempo é bom tempo,
Não tenho barricadas interrompendo,
O dia é um presente, a noite é sempre contente.
Nada mais me separa, vivo intensamente,
Deus, meu amigo sempre, meu libertador,
o Pai de amor nunca ausente.

Nilma Da Silva Coimbra

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

DETURPACÕES


MARCAS QUE NÃO SE APAGAM

Na vida de cada um existem acontecimentos comuns e surpreendentes mas alguns fatais e inevitáveis.

Para grandes transformações somente grandes modificações que sempre exigem um preço alto, sem direito ao retorno.

A vida constantemente nos oferecem opções que se revertem em decisões.
Podemos decidir em avançar ou regredir, mas em ambos os casos, saber das consequências. Qualquer ação seja boa ou má, terá seu peso.

A alegria pode trazer regozijo a alma, mas inesperadamente a dor pode intervir, como um raio, para tudo destruir.A dor forte pode causar a sangria, que é a dor no extremo, quase morte, mas em vida.

Por estes motivos, não deixe as marcas descansar em teu coração. Lave um pouco com com suas lágrimas, para que o pranto alivie o excesso de feridas que deixam lembranças. Outro pouco confidencie com Deus o que sente, com um amigo verdadeiro e a dor vai indo embora com o tempo. A cura de marcas não é instantânea, mas a medida que expomos tudo as claras, elas somem ou ficam pequeninas.

O tempo pode se incumbir de extinguir a dor, dependendo da intensidade, mas as marcas são como cicatrizes que dificilmente são esquecidas, uma tatuagem que é feita pra ficar, um sinal de alerta.

Por outro lado, tudo tem uma solução se cremos nisso. Se não podemos apagar marcas em nosso corpo de fatos doídos, podemos tirar da nossa alma com um novo caminho a percorrer, um novo rumo na vida, um sentido que traga esperanças e novas perspectivas.

Nilma Da Silva Coimbra

DIÁLOGO

Solta as palavras que te prende,
relate, exponha, mostre a saída,
tenha boas prosas com teu pai,
fale com tua mãe no aprochego.

Seja amigo, confidencie em secreto.
abre tua voz em favor do mudo,
o surdo, aprenda a linguagem de ti.
Ao cego, toque com os sentidos.

Desate o nó do engasgo,
não ponha tranca na garganta,
exponha suas idéias, sintetize.
ponha os pingos nos is, enfatize.

Não deixe a emoção se perder.
Aponte os pontos e priorize o conto.
Seja autêntico, exponha, mas controle.
Diga o que for preciso, mas no restrito.

De tudo que foi visto, seja conciso.
Não seja desapercebido, solte as falas,
Abra as portas dos desfavorecidos,
diálogo é a saída para ser entendido.

Nilma Da Silva Coimbra

AMO-TE EM SILÊNCIO

Engulo minha saliva,
tranco minha ternura.
Sou impedida de te ver,
De te amar sou proibida.

Amo-te no meu silêncio,
tua voz, tudo que conheço.
E ainda que não te veja,
meu amor será eterno.

Qual o mistério que te envolve,
qual o inigma que nos separa.
Olhar em teus olhos, um sonho.
Viver ao teu lado, realização.

(Dias de grande opressão, confusão,
um passado esquecido).

Nilma Da Silva Coimbra

QUERIA PODER

Queria poder falar, sem ressalvas,
o que tenho sofrido e gemido,
das vezes que me calei, e não disse,
da dor que reprimir sozinha,
dos dias de solidão infindáveis.

Queria poder abrir o verbo,
não mais indiretos provérbios,
e não ter comedito o não.

Queria que você me ouvisse,
sem que uma explosão surgisse,
de um vulcão em plena erupção.

Queria poder dizer a verdade,
de tudo que tanto tempo sucede,
mas quem me acreditaria?

Quem me ouviria e ficaria do meu lado?
Só Deus por minha testemunha,
meu juiz, meu amado.

(Um tempo, que foi desalento, desamor, mas já passou)

Nilma Da Silva Coimbra

A DOR SOLITÁRIA

Ainda que não creia
no Deus de todo poder
do amor, da vida, e toda plenitude,
dono do mundo, de todo ser,
Deus ainda e sempre será Deus.

Ainda que o mundo o renegue
e a malignidade aumentar,
querer ditar as regras, se inflamar,
Deus é Deus, sempre o será,
Isso nunca vai mudar.

Ainda que todas as vozes
queiram Ele calar,
afirmar que nada faz,
que é o vicio do povo,
Infinitamente será Deus,
Seja qual for sua posição for.

Nilma Da Silva Coimbra

DEUS É DEUS

Ainda que não creia
no Deus de todo poder
do amor, da vida, e toda plenitude,
dono do mundo, de todo ser,
Deus ainda e sempre será Deus.

Ainda que o mundo o renegue
e a malignidade aumentar,
querer ditar as regras, se inflamar,
Deus é Deus, sempre o será,
Isso nunca vai mudar.

Ainda que todas as vozes
queiram Ele calar,
afirmar que nada faz,
que é o vicio do povo,
Infinitamente será Deus,
Seja qual for sua posição for.

Nilma Da Silva Coimbra

OITO OU OITENTA?

Não é de hoje que se diz,
em tom de chocarrice ou de exclama,
este é oito ou oitenta,
meio termo não é com ele, destona.

Dois extremos, opostos
em desequilíbrio, na gangorra,
ora se está em cima, ora no baixo
Num desatino desconexo,
em desníveis, sem controle.
Ora no pico da serra, ora em terra.

Onde te encaixas, neste dobrado,
nesta difusão desencontrada,
no cume do topo mais alto,
ou em declínio no voo
de uma queda sem escape?

Contradizendo os dois lados,
existe o contrabalaceado, o estabilizado.
O que optou pelo moderado, nivelado.
Ele se mantém organizado, nada o abate.

Seja qual for o teu compasso,
defina o lado, entra em acordo,
mantém o ritmo em cadência, firmado,
tua meta será atingida neste acerto dado.

Nilma Da Silva Coimbra

FLOR DE CACTUS

Sou flor que emana um belo diferente,
tenho muitos tons e sobretons fulgentes.
O meu brilho não está aparente,
está presente, reluzente, mas camuflado.

Não tenho folhas que ditam estações,
Sou tronco forte, verde espesso,
Tenho espinhos, que me protegem,
não me deixo ser tocada facilmente.

Água, necessito, pouco preciso.
Sol é a manhã que me surpreende,
me abro em flor, ressalto o amor.
Fico mais forte, resisto mais tempo.

Tenho a beleza e a dureza, com certeza.
Sou garbosa, airosa mas sou rígida e severa.
Sou pequena e miúda, tímida e quieta
Estou aonde sou querida, desejada
Nem todos se afeiçoam a mim,
mas aos que me querem, sou mui amada.

Nilma Da Silva Coimbra

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

VIAGENS DA VIDA

Um homem pode fazer infindáveis tipos de viagens, grandes ou pequenas, com ou sem destino, com ou sem história, mas terá que ser a sua viagem. Se o supremo estiver com Ele, e Deus o abençoar, nada o impedirá. Deus não impõe. Respeita a vontade de cada um.

Viagens descontraídas, planejadas ou não, são para descansar, relaxar, recuperar a disposição antes perdida, dar um novo impulso, fortalecer o espirito e a mente. Estas são recomendáveis, quando, houver condição e oportunidade.

Há viagens em nossas vidas, que são caminhos e rotas que não chegam a lugar algum, embora no horizonte, possa se avistar a mais linda paisagem. São viagens perdidas, que se insistimos em fazê -las perdemos tempo e há só desgaste.

Outras viagens são feitas com o objetivo apenas de não parar, mas a maioria não sabe para onde vai e nem sempre tem volta. Andam por lugares estranhos, sem se importar o que vai dar. Estão sem direção e não se importam. Apenas querem viajar, continuar na estrada mesmo sabendo onde vai dar. Quase sempre se perdem, vivem sem rumo, e no fim da vida nada acrescentaram para si mesmos nem para a sociedade.

Posso fazer planos para uma viagem longa e promissora, cheia de encantos e luzes, mas quando feita, durante todo o caminho, descobrir que meus planos não condiziam com a realidade. Parar, refletir e voltar. Saber que sempre é tempo de recomeçar, mudar tudo e renovar.

Há viagens que são obrigatórias, as fazemos, porque são necessárias, pré estabelecidas ou não. Se darão certo, ninguem pode saber, a nao ser o Deus supremo. O bom empenho de cada um como e o que foi feito é fundamental.

O ser humano pode viajar em seus pensamentos, atraves de drogas, meditação desmedida e sem entendimento, percorrendo caminhos desconhecidos e sombrios, lúgubres, descer covas profundas, armar situações, maquinar planos ocultos, mas são limitados e podem chegar ao fracasso e a nenhum lugar. No entanto, ainda sim podem causar danos graves a si mesmos e também a outros.

O caminho do homem pode ser doloroso para muitos, cheio de pedras e tropeços indesejáveis, mas no final dele, se Deus estiver no comando, há a certeza sempre da vitória conquistada. Se nada acontecer como desejado, é porque não era para ser.

Existe uma viagem diferente, a qual o bilhete é só de ida. Ela sempre avança por lugares nunca antes estado, ou visto pelo homem terreno. É uma viagem que não carrega a morte como bagagem, mas há fartura de vida e paz, que não se tem para vender ou comprar.

Atenção passageiros! A passagem é o seu coração! Todos podem querer viajar, mas nem todos estão preparados! Todos querem lá estar, mas não querem se sujeitar. Reservem seus lugares! As passagens tem um preço! A sua vida entregue a Deus em amor!

Nilma Da Silva Coimbra

CONSEQUÊNCIAS

Tudo o que fazemos tem consequências. Sejam atitudes boas ou más, elas irão ser as consequências dos atos feitos.

Sabemos que é mais fácil assimilar a bondade gerando bondade, mas porque não compreendemos igualmente a maldade gerando maldade?

Porque ainda em muitas pessoas existe o prazer maior em cometer maldades, mas além disso, o prazer de ver a maldade sendo efetuada. Preste atenção no seu comportamento. Veja o grau de maldade em seu coração. Ainda que pense o contrário, o que você faz hoje, em algum tempo e lugar, a volta virá.

Em todo o mundo é assim. Até mesmo no universo, caso haja vida lá. Se você perguntar o que fez para merecer isto ou aquilo, reflita profundamente. Não é a vingança de pessoas, até pode ser o caminho, mas é os seus atos que em algum momento ficaram a dever. Estavam pendentes mas vieram cobrar.

Se em tudo em nossas vidas tem a cobrança, ela virá para ser paga. Igualmente o bem que fazemos, somos ressarcidos pelas boas obras, assim também o mal tem o seu preço. Nunca se esqueça desta regra que é fundamental. As consequências são resultados do que realizamos em algum tempo de nosso viver.

Nilma Da Silva Coimbra

SEM ESCOLHA

Salutar momento em que vivo!
Minha comida desprovida
de sal e gosto!

Meu doce está amargo,
sem escolha.
Tenho que engolir.

Digerir, mas onde está o sabor?
Sem gosto em desgosto. Insossa.
Entretanto, é o que me sobra,
das sobras, na mesa,
que deixaram cair.

Nilma Da Silva Coimbra

terça-feira, 15 de outubro de 2019

O TEU SORRISO

Como é bom ver teu sorrir,
Sei que as vezes ele é triste,
sofrido mas eis que aparece...

É tão bom quando você sorri
Que nem sua própria pessoa
se dá conta disso.

É algo deslumbrante,
que transpassa qualquer barreira
não acessivel.

Envolve qualquer pessoa,
por onde vai.
Se torna lindo por causa disso.
Momentos inesquecíveis.

O que você precisa,
é sorrir mais para mim.
Fazer com que os nossos dias
sejam mais intensos.
Mais ricos.

Nilma Da Silva Coimbra


domingo, 13 de outubro de 2019

SENTIMENTOS

A tristeza profunda
As lágrimas que correm
O medo de ferir, do futuro
A grande escuridão do amanhã
Fatos que marcam
Alguns que ficam
O bom e o ruim
misturados e perdidos
A palavra escrita num papel
O amor que não se descreve
A espera
A incompreensão que sufoca
O apoio que me falta
O amigo ausente
A mordomia da riqueza pobre
As esperanças no ar
O estímulo cansado
As alegrias esquecidas
O passado presente
A paixão proibida
A fé distorcida
O Deus que é mal amado
A vida que tem que ser vivida
A incerteza desta vida

Nilma Da Silva Coimbra

sábado, 12 de outubro de 2019

ANTES TARDE DO QUE NUNCA

Antes tarde, antes hoje, do que o nada.
Amanhã pode ser, mas pode não ter.
Outro dia vai ser a revelia, sorte perdida.
Qualquer hora tudo bem, mas seja hábil.
Decida! o nunca chega antes que perceba.

Despeça o arrependimento, reaja!
Bem antes do feito, vá e faça, com jeito.
Seja previdente! Não desperdice tempo!
Nunca é para os vencidos, denegridos!
Não seja desprevenido, fique precavido.

Nilma Da Silva Coimbra

RENDER-SE JAMAIS!

Essa dor cortante,
ora como um vulcão incandescente,
Ou como um cozimento lento.
Ela não deixa de ser inssistente, é latente!
E o problema é sempre presente!

No grande palco da vida,
ando na corda bamba,
e nela sou obrigada a estar.

Estou sem equilíbrio.
Deus não me deixa cair,
Está certeza venho exprimir.
Prossigo, meu lema é não desistir.

Vou em direção ao outro lado,
ainda que a platéia diga não.
Mesmo que a corda se abale,
e quase eu venha a cair,
Voltar atrás desta jornada, rejeito.
Recuar nunca. Render-se jamais.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

O ÓBVIO

Se o óbvio já foi dito, silencie.
Muitas palavras repetidas, vazias.
Sensibilidade - jóia rara que se cala.
Se restrinja ao vocabulário conciso.

Repetições, faláceas e oratórias,
Devem ser banidas, seja preciso.
Sílabas deslocadas, textos, contextos
Pulam sem ocupar sentido.

Diversifique, destrinche em partituras,
Navegue e veleja nas ondas da destreza.
Diga o que ainda não foi predito.
Óbvio já está implícito. Crie o inusitado. Enalteça. Estabeleça.

Nilma Da Silva Coimbra

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

O QUE NÃO FOI DITO

Não é o barulho que me perturba,
é o que está por trás nele contido.
Não é a ausência de entoação, emoção.
É o que não foi dito, falado, percebido.

De tantas vozes que ouvi,
de tantas palavras fúteis que engoli,
Sou ávida por palavras que não abri.
Desejo ouvir o novo, o que vem sorrir.

Anseio vozes sinceras, que trazem o diferente,
Palavras que sentem, que desmentem,
Dizeres que tragam prazer, o rejuvenescer.
Falas que expressam o coração.

Exercita-te em não ouvir o óbvio, fútil,
Aprimora-te em ditar verdades belas,
Esqueça os chavões programados,
Deleita-te em parafrasear o que está calado.

Abandona as frases de empobrecimento,
Seja rico no relatar, enfatize os conceitos.
Avalie teus defeitos, fale com leveza,
Use de sutileza, exaltem o amor, a beleza.

Nilma Da Silva Coimbra

MISSÃO DO GUERREIRO

Se você é um libertador, quebre os ferrolhos dos que estão presos!

Se você é um conselheiro, diga a verdade com a sutileza dos sábios!

Se és um conquistador de almas, resgate da morte os que vivem neste exílio!

Se vem em nome do amor, que seja sempre um mensageiro de Deus! Faça Ele conhecido!

Porque de um tudo fui,
de tudo falei,
da Palavra expressei.

Mas sou profeta da casa,
sem honra, por onde andei.
Das ovelhas, a mais negra!
Mas nunca sucumbi.
Minha missão cumpri.

Cumpra a sua.

Nilma Da Silva Coimbra

QUEM ÉS TU Ó HOMEM?

Quem acolherá a tua sabedoria?
Quem entenderá os teus pensamentos?

Qual aquele que terá coração humilde, pronto para ouvir e realizar tua vontade?

Quando será que o homem deixará de buscar em si mesmo a verdade, andando por pegadas mortas, percorrendo sombras enganosas?

Quando deixará de morrer dia após dia é nunca enchergar a verdade da vida?

O homem anda e corre por tantos lugares distantes, vai além do céu ao encontro dos planetas e estrelas, mas ainda não consegue chegar a lugar algum.

Conquista o espaço e o infinito pela ciência, mas não encontra Deus ao seu redor, nas pequenas coisas que está ao seu redor.

Quem é o homem, ser que veio de Deus, para rejeitar o seu criador?

Então quem é este ser insignificante que quer anular Deus, indagando-o, colocando em dúvida sia existência?

Quem és tu homem mortal, frágil, falho, limitado, pecador, tão envolvido em peçonhas, para julgar o que é perfeito e soberano?

Quem és tu homem para subir no pedestal do teu orgulho e dizer sou mais sábio e tenho domínio sobre mim, quando então for surpreendido subitamente pela mão de Deus sobre o teu ser?

Nilma Da Silva Coimbra

sábado, 5 de outubro de 2019

PERDÃO

Palavra fácil de escrever,
Dê se dizer, de se explicar.
Como se torna difícil
quando temos que usar.

Perdão é anular, banir,
O que o mal de perto traz.
É apagar uma dor,
Que do passado no presente faz.

Perdão devolve amor,
Que traz a paz e refaz,
pedaços perdidos, partes,
soltas, depois unidas.

Perdão é juntar, colar,
os cacos quebrados, destroçados,
é voltar atrás, apagar mágoas,
Saber que todo erro há como consertar.

Nilma Da Silva Coimbra




DESATANDO OS NÓS

Decidi que vou desatar as amarras, desprender das garras.
Diferente dos anos anteriores, que hesitei e voltei atrás, vou me rebelar.
Escolhas definem nossa vida, e isto não é segredo.
Fiz muitas escolhas erradas por anos, mas quero acertar.
Estou revelando para mim, soltando os laços que me apertam.
Alguns mais apertados, outros mais frouxos, mais sempre um de cada vez.
Tenho muitos nós. Alguns na minha garganta, outros na minha mente, é uns poucos para finalizar.
Um a um, é assim que desata.
Perder por um tempo para ganhar uma vida inteira.
Só de pensar me sinto leve.
Alguns lutam para sobreviver. Quero lutar para viver bem comigo mesma.
Isto implica renúncia, perdas de todo tipo, um preço a pagar.
Como em tudo na vida, sempre há os dois lados da moeda. Estou lançando minha sorte em Deus.
Quando as cordas da prisão forem soltas e as algemas do cárcere forem abertas, me erguerei bem alto, com as asas do meu pensamento e com toda a alegria de minh'alma.
Irei num voo direto ao coração de Deus, plainando pelo seu sopro por onde Ele queira me levar.
Não mais por caminhos incertos, ou devaneios perdidos.
Seguirei minha promessa tão almejada.
Os meus sonhos eternamente nos sonhos de Deus.

Nilma Da Silva Coimbra

VOCÊ PROMOVE A PAZ?

Todos querem e pedem a paz,
Por todos os cantos e recantos,
A euforia é calórica, todos clamam:
Paz queremos, paz desejamos!

Mas será que ela está dentro de nós?
Onde ela começa e termina?
Posso repassar o que não possuo?
Alguém sem paz, pode entedê-la?

Violência grita, saltita e repica,
Todo universo imerso nesse despautério,
Salvo poucos renascidos, inconformados,
Que libertaram-se, desprenderam-se.

Posso ser a paz, quando há fúria em mim?
Falo da paz, mas a raiva explode quando sou desapontada?
Ergo a bandeira, vou as ruas, paz digo,
e se alguém me afronta, revido a desfeita?
Que insurgência de atitudes onde a discrepância é impune?

Homens que exaltam a paz, também exaltam a guerra.
Mulheres que bradam a paz no lar,
são as primeiras a fomentar a discórdia,
Gente descontente, sem rumo, petulante.

O que fazer diante deste conflito?
Se somos tão divergentes, incoerentes,
podemos propiciar a paz indulgente?
Reflita este proeminente, enfrente:
Promovo a paz, tendo furor sagaz?

Nilma Da Silva Coimbra

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

MULHER respeite-se

Respeite-se!
O zelo pela tua vida deve ser constante!
Ame-se!
Não deixe para amanhã
o que hoje podes realizar!

Nilma Da Silva Coimbra

MULHER rosa formosa


Rosa, flor Formosa,
que expressa o amor feminino, leve seu perfume agridoce, para todas as meninas, as belas e lindas, as fortes, as genuínas, que necessitam da cura, da vida de Deus profunda.
Não esqueça de levar o teu amor,
que é o bálsamo da dor.

Nilma Da Silva Coimbra

MULHER DESPERTA!

Mulher, és única, desperta!
Igual a ti, quem achará?
Tens princípios, não desfaleças!
Tua força está no ápice, perceba!
Tens brios, nada te detém!
Levanta-te e tome punho!
Recupera os planos perdidos!
Tome tento! Avance! olhe de frente!
Não te envergonhe dos desatinos,
Não se importe com os enfurecidos!
Dê um giro de virada, não se abale!
Reaja! Há feitos para serem refeitos!
Renove suas vestes, deslumbre!
Restaure seu corpo, se cure, purifique!
Sejas fêmina, ouse, ultrapasse!
Brilhe! Luz foi feita para iluminar!
Assuma o Deus que em ti vive!

Nilma Da Silva Coimbra!

CUIDE-SE MULHER

Cuide -se mulher,
tu és valorosa,
dentre tantas,
amada, formosa.
Rosa singela,
tens o calor do amor,
o cheiro da
beleza em festa.
Não permitas,
que a chuva e o vento,
te atinja em desatento.
Olha pra ti, precisas se ater,
na beleza de ser mulher,
de ser seu bem querer.

Nilma Da Silva Coimbra

terça-feira, 1 de outubro de 2019

DEUS CUIDA DOS SEUS

Se Deus conhece cada estrela e as chama pelo nome, não conhece Ele a sua história e não cuida de cada detalhe de sua vida?

Nilma Da Silva Coimbra

NÃO SE CONSTRANJA

Não se constranja e nem se envergonhe de expressar a sua verdade. Há muitos ditando mentiras em nome da honestidade.

Nilma Da Silva Coimbra

MEU NOME É EGOISMO!

Vou lhe dizer as minhas características mais íntimas.
Estou em todo lugar onde houver um coração humano.
Sou individualista. Gosto apenas de mim mesmo.
Tudo que faço é pensando apenas em mim.
No fundo, gosto de ser o primeiro e também o último se convir.
Gosto de aparecer, mas também mantenho as aparências.
Minhas três primeiras letras falam do meu eu.
Gosto de provar que sou o melhor, que sou capaz e por vezes com muita classe.
As vezes, por falta modéstia, digo que não sei de nada.
Gosto que as pessoas pensem que não preciso de ninguém.
Não divido nada, e quando faço, escondo a melhor parte para mim, claro.
Todo mundo já conviveu comigo por algum tempo.
Outros são meus companheiros inseparáveis.
Sei que sou um defeito grave, mas tenho muitos adeptos.
O meu propósito é tornar as pessoas mais distantes uma das outras, quebrando todos os relacionamentos e a união entre elas.
O meu lema é: Tudo para mim!
O meu prazer: ver a decadência e a frustração dos outros.
Minhas armas: O mundo.
Minha missao: Levar o maior número de pessoas a serem sozinhas e infelizes.
De vez em quando me disfarço e finjo que sou bonzinho, para conhecer o terreno dos meus inimigos.
Por outras vezes, me faço de bonzinho por longo tempo, para conquistar os mais vulneráveis.
Meus oponentes é o amor e a solidariedade que vem de Deus.
Com estes eu não posso vencer. Sao fortes e me aniquilam.
Nada poderei fazer se o homem me rejeitar.
Nada sou se todos se ajudarem mutuamente.
Fico inexistente se alguém é obediente à Palavra de Deus.
Estou a procura de corações mesquinhos e fúteis.
Tenha cuidado! Você não está livre de mim!

Nilma Da Silva Coimbra

DESAVENÇAS

Cuidado para que os entraves de frente não venha te destroçar. Não esteja no mesmo nivel. Se uma das partes, não quiser conversar, descubra uma maneira de não ser destruído pelos ataques de turbulências, desaforos, palavras desenfreadas.
Caso não seja sério, é só não se importar, porque o que se quer é perturbar e nada mais.
Mas se for um implicância continua, procure resolver sem causar transtorno.
Use de todos os meios para apaziguar, inclusive de seus direitos. Se não resolver, coloque um ponto final numa última cartada.
Fale o necessário, com firmeza e precisão. Se afaste e desde o começo do embaraço, Deus tem que estar no caso.

Nilma Da Silva Coimbra

domingo, 29 de setembro de 2019

SEJA BEM VINDO!

Saudar, muito bem aceito no convívio,
da sociedade ou de forma pessoal.
Quem diz seja bem vindo, agraciou,
desejou boas vindas, convidou, aguardou.

Nem sempre a saudação é expontanea,
por vezes há visitas inesperadas,
fala a dona ironia, pra ver se vai embora:
"nossa! que bom você aqui! entra!
Que vem de cara lavada, e ainda dá risada.

No geral, cumprimentar é gentileza, fineza.
Ser cordial, para com o visitante, felicitar.
É um modo de agradar, de induzir a voltar.
Porque é bom estar perto do que te faz bem,
a amabilidade traz delicadeza, beleza.

Cada momento, uma atitude, singeleza.
Boas palavras trazem o encanto, galanteria, riqueza.
Afabilidade faz do amargo, doce, calmaria.
Educação e respeito, desata o nó grosseiro.

Cavalheirismo e polidez atrai respeito e consideração.
Cuidado e atenção com geitinho, traz a devolução da civilidade, o cortejo.
Reverência em mesura, traz satisfação.
Vamos trazer de volta, aonde você estiver,
a confiança em nosso proceder, nosso falar.

Nilma Da Silva Coimbra

PROCURA-SE UM AMIGO

Precisa ser humano,
ser realmente amigo,
ter amor no coração.

Deve falar sempre a verdade,
ainda que o ouvinte não aceite.
Mais do que saber falar,
precisa saber ouvir
e no tempo certo calar.

Tem que amar a Deus,
amar ao próximo, amar a vida.
Deve ser bondoso, solidário,
buscar a justiça,
ajudar os necessitados.

Saber guardar segredo,
ainda que não se peça. Ser discreto.
Pode ter sido traído,
mas jamais deve trair.

Precisa ter objetivos,
ou então buscá-los sempre.
Chorar com os que choram,
alegrar com os que se alegram.

Não precisa ser perfeito, ninguém é,
mas precisa ser sincero, de carácter.
Sem ser super homem, mas de fibra.
Ser forte no espírito, nunca se entregar.

Que não busque interesse próprio,
para alimentar a ganância, o descalabro.
Ainda que tentado, não se renda ao mal.
Que o discernimento o alerte sobre tudo.

Procura-se um amigo,
que nunca abandone o seu amigo.
Amigo que não seja fingido, vazio.

Que não concorde com tudo,
tenha sua opinião.
Amigo que cumpra sua missão.

Nilma Da Silva Coimbra



BÊNÇÃOS PERTENCEM A DEUS

BÊNÇÃOS só  se pode receber de DEUS. São presentes de Deus, que Deus dá aos seus filhos, em retribuição ao seu amor. Dá por petição em oração, ou por regalo, em surpresa de alegria pelo filho amado.

Quem disser que foi abençoado , e procurou outras fontes de adoração, ou outros deuses, ou ainda homens que se acham donos da verdade, não foi bênçãos. Foi procurar aborrecimento, disfarçado de presente. Pode ser um cavalo de Tróia.

As bênçãos de Deus são  retornos de estar de bem com Deus.

Nunca foi apenas por saber da existência de Deus. Para ser abençoado, o relacionamento com Deus, deve ser de amor.

Servir a Deus por interesse, nunca ninguém foi abençoado.

Outra pessoa, não temente a Deus, pode ser abençoada por clamor de terceiros. Mas por pouco tempo.
Se não  vir ao Pai, ao Deus único, ela voltará  ao antigo estado.

Bênçãos pode se perder sim, se a pessoa sair da presença de Deus. Isto acontece todos os dias, por quebra de aliança.

Muitos querem ser abençoados, mas não querem uma vida com Deus. Querem usufruir dos presentes, das vitórias de Deus, mas não querem ter o Pai, que em si já é um presente. Pedem orações para receberem, mas não são doadores de vida.

BÊNÇÃOS é de Deus para o homem. Não busque somente o que ele tem para oferecer. Busque o autor de todo o bem que há no mundo. Isto sim garantirá vida plena eterna, aqui na Terra e no céu.

Nilma Da Silva Coimbra

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

QUESTIONAR

Vamos lá, me diga camarada,
qual é o peso da medida certa,
quantos paus se faz uma canoa,
qual o sinal da despedida desvalida.

O que faz a diferença ser a vez,
responda, o que é ter sem ser,
ter a sorte em alguém, esnobar.
Ganhar e perder, roleta que segue.

O que faz o sol brilhar e se esconder,
o sorriso de alguém se abrir,
o que sente a mulher ao dançar,
o que faz o amor explodir, se apoderar.

Há tantas questões pendentes,
perguntas incessantes, ferventes.
Explore, indague, não se avexe,
perguntas mudam o mundo, vá fundo.
Respostas são resultados, finalizar.

Nilma Da Silva Coimbra

PRISIONEIRO

Há todo tipo de prisioneiro, como todo tipo de prisão.
Existe todo tipo de armadilha, cilada de todo jeito, de todo gosto e armação.
Tem preso que está na cela por causa da infração, outros sem precisão.

Tem prisão especial, com requinte e regalia,
por trás desta fidalguia, sempre tem um figurão na mordomia.
Mesmo que seja solto, já fez sua arapuca e depois o seu caixão.

Há preso que pensa que é livre,
na cadeia ele não vive,
mas sua corrente está,
na sua alma que se vendeu, perdeu,
por valores pesados, que corrói, arrebata.

Existe o prisioneiro, que sabe que é escravo.
Não faz caso e deixa tomar conta,
os grandes senhorios do laço.
É dono do seu nariz, e todo seu corpo sofre,
as ofertas que traz o fracasso.

Tem prisioneiro preso, nas cordas da ilusão.
Outro prisioneiro vive na liberdade do vento, sem hora, dia ou tempo,
mas sua prisão se permeia nas consequências que traz,
marcas que não se refaz.

As circunstâncias podem prender, a alma sentir doer.
Nem sempre o preso referente, está como o tal se vê.
Mais forte do que ser preso, é o espírito ser livre.
Não existe bem maior, que estar preso até o fim,
nos braços do Deus verdadeiro,
nas mãos do Pai de amor, enfim.

Nilma Da Silva Coimbra


FELICIDADE, ONDE ESTÁS?

Existe uma corrida mundial, na busca do tesouro mais precioso.
Não é ouro nem prata, nem os bens mais caros do mundo.
É o tesouro que nem todos podem achar ou alcançar.
Procuram onde ela não está.

Nada se iguala ou se compara com tal felicidade.
Então buscam na riqueza, mas ela não está lá.
Vão atrás da fama, mas também não se encontra nesta.
Buscam aventuras muito loucas, nos desafios radicais,
no amor de uma paixão, mas aí só disfarce, o pavio fumega.

Em tantas portas vão atrás, enfeitadas, coloridas,
de belezas descomunais.
Então quando nada mais resta ou satisfaz,
o vazio entra em cena, e um abismo outro abismo traz.
Desilusão, insatisfação, depressão,
estes e alguns mais, surge de forma tenaz.

Quando tudo parece perdido e o fim é o desejado,
eis que surge o dono da vida que emana felicidade!
Foi chamado numa súplica, rapidamente atendeu!

Ele vem trazendo luz, rompendo toda escuridão!
Ele é Deus, que vem para aqueles que são seus!
NEle está a felicidade, o verdadeiro inventor, o mentor.
Reverte todo mal em bem, e toda dor em alegria!
A disposição está dos que almejam a paz e anseiam pela vida!

Nilma Da Silva Coimbra

DESAMOR GRATUITO

Quem não já  foi surpreendido
pelo momento compulsivo
de alguém sentir por você
um amor repulsivo?

Quem já não se deparou
com feitos inexplicáveis
Inusitados e ficamos estupefatos
de ver a raça humana
tão profana em sua mente insana?

Nilma Da Silva Coimbra

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

FUJA

Fuja da maldade
te enlaça,
Fuja da tristeza
te sufoca
Fuja da preguiça
te empobrece
Fuja da fúria,
te enfraquece
Fuja da ganância,
te entorpece
Fuja do desamor,
te corrói
Fuja da mentira,
te descobre
Fuja do ímpeto
te derruba
Fuja enquanto é tempo
De todo tormento
De todo intento e desalento.
Teu sustento é Deus, extenso.

Nilma Da Silva Coimbrs

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

CHEGAR SEM AVISAR?

Visita-me, mas avise-me, notifica-me.
Chega de vir, sem comedir, sem pensar.
Posso não estar, posso sair, não chegar.
Gosto que me perguntem: Vai estar?

Não duvido, tem gente que até concorda,
de receber visitas sem antes anunciar.
Mas pera lá, tudo bem se for o único geito,
se toda comunicação falhar, vingar,
então tem que ir até o destino, sem informar.

Mas há os aproveitadores, os fila bóia,
que gostam de aparecer na hora de comer.
Uns preferem o café, outros almoço,
e a janta são os de menor número.
Quem recebe tais improvisos, já sabe, são os oportuneiros.

Cuidado tenha de alguns que são os espertalhões,
aparecem tão sorrateiros, vão ficando,
só quando saem, de algo você tem falta.
Geralmente nunca mais volta, some,
mas dá uma baita raiva, botei fé, e bobiei.

Não posso me esquecer de enfatizar,
dos que avisam, marcam e dão o cano.
Certo de que vem o esperado, há o preparo.
Você não sai, deixa tudo organizado.
não vem o dito cujo e nem deixa recado. Enganado.
Depois de um tempo, liga, diz, não deu.

Cada um tem o seu gosto ou desgosto,
O aviso pode evitar transtornos, imprevistos fortuitos, mas nem todos aprovam.
Surpresas, só de aniversário, se apreciar.
Opto por sobreaviso, prefiro combinar.

Seja qual for o teu pensar, expressar.
Deixe tudo bem claro, tua opinião falar.
Se quer saber se alguém vem, relate.
Do contrário, deixe como está, relaxe.

Nilma Da Silva Coimbra




segunda-feira, 23 de setembro de 2019

MISÉRIAS DE DENTRO

Misérias internas, podemos citar infinitas,
tantas que nem se pode contar,
malignidade de tantas formas, tortuosas.
Se apossam, tomam o espírito, deformam.
São invasoras, destroem carácter, nódoas.

Inveja, falsidade, desamor, ódio, indiferença, ira, mentira, furor.
Se for para por todas, muita dor.
Citando cada uma, nem dá para contrapor.

Façamos o seguinte, direi o essencial,
para desenrolar o rolo, sem enrosco.
Misérias de dentro, ocultas, disfarçadas,
são pensamentos, vontades, ruindades,
que sentem prazer em destruir, ferir.

Alojam-se como proprietária sumárias.
Atacam de diversas formas, sem normas.
Procuram suas vítimas, escolhem.
Requisitos são de acordo com o pedido.

Mas como contra atacar esta pobreza,
que é decadente, impertinente, ofende?
De imediato, reconhecer o fato, de fato.
Perceber as infiltres, as fincadas.

Nem sempre se sabe de onde vem,
menos ainda quando a forçuda retraca.
Prepare-se, para o acerto, sem desconcertar.
Não deixe se contaminar, se afasta.

Se pelo desinteresse, o afasto não der,
se ajeite com dignidade, fale reto.
Não desperdice meias palavras, seja sincero.
Corte o mal antes do coloquial, o certo.

Após o ato de bravura, saia de perto.
Se fie em seu compromisso, prossiga.
Deixe os desvalos, esqueça os vassalos.
Seja farto em riqueza, seja rico por dentro.

Atitudes devem ser o esplêndido.
Lindura de comportamento, de bons feitos.
Quem buscar tais feitos, o bem sempre terá proveito.
O mal passará de largo, a vida terá sossego.

Nilma Da Silva Coimbra

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

TUDO MEU

Abuso de poder de um ser a outro que quase sempre está em desaviso. O querer além do que se pode ter, saber que tal proceder é um disparate e nada fazer porque este tal se considera acima de qualquer suspeita. Invadir todos os avisos de proibido, ultrapassar todos os sinais, nunca obedecer leis ou regras, corromper, infringir sempre a qualquer preço. Trapacear, transgredir, violar.

Nilma Da Silva Coimbra

CONSERTAR

O que é mais fácil, se é para rimar,
destroçar, quebrar, cortar ou arrumar?
O que se tem mais apreço, sem desfecho,
estragar, despedaçar, inutilizar ou consertar?

Especialistas há para danificar,
Estes não faltam e se gabam disso.
Por outro lado o reparar, está em falta.
Recuperar o que foi despedaçado,
qual será que se prontificará?

Ideal é não ter que remediar,
não precisar restaurar, recompor.
Manter, conservar, o correto para ter.
Guardar ou usar, sempre cuidar, zelar.

Nilma Da Silva Coimbra




SAUDADE MATA?

Saudade se tem de alguém,
de algo que fez bem,
que amor plantou e a semente ficou,
mas se foi e adeus disse também.

Saudade é querer voltar,
ao tempo que era bom.
Momentos que deixaram marcas,
que não se esquece jamais.

Quantas lembranças se retém,
dos períodos que revivemos,
Instantes, horas, dias,
de alegrias bonitas, festivas.
Nada se compara a isto.

É vida explodindo, vibrando,
de dentro para fora,
num desabrochar.
Luzes, riscas de brilho fulminam.

Saudade não mata se antes vivê-la.
Começo e fim, está implícito,
Se puder, mate a saudade, reviva.
Se não, relembre as ocasiões.

O passado ficou atrás,
não volta jamais.
mas deixou um presente diferente,
a beleza do sentimento ausente.

Nilma Da Silva Coimbra