quinta-feira, 15 de abril de 2021

OUVIR SOBRE DEUS TE IRRITA?

 Quero ser direta e bem explícita nestas trovas   Sem permeios, permutas, ou beluscos tortos   Uma pergunta reta e fesga, sem rolos e trinas   Ouvir sobre Deus te irrita? Porque te perturba?

Podia deixar pra lá, nem sequer me importar
Mas fica a questão a me martelar, a infincar
O que se passa dentro de cada ser, no relux?
Já questionou sobre este impasse? Desata

Óbvio que nem todos sentem esta agonia
Variável é o pensar, opiniões divergem, ocilam
Indo fiso ao alvo, não será uma fenda aberta?
Deixo essa questão a fundo investigar, mudar

Se ao ouvir sobre Deus te chateia, reforme
Caso duvide da verdade, relate e esboce logo
Quem fala, não retrata confiança, despeça
Contudo, centralize suas expectativas, atente

Seja aberto para a voz de Deus, outras apague
Deus quer falar só contigo, teu coração tocar
Se estiver desapercebido, se esvai jóias raras
O Pai quer muitos filhos do amor, de vida gala


Nilma Da Silva Coimbra

FOGO CRUZADO

 Em nenhum arraial se vê tamanho fogo cruzante   Aqui é a batalha dominante, de um confronto   Nenhuma guerra se compara a este front               As armas são todas, o que tiver, será arremesso

Falo de um enfrentamento de anos, sem parada
Uma luta de fervo, de grandes querentos, fuzante
De brigas tridentes, imposições de cerca, grisas
O tempo todo há um galego a traçar queimadas

Zona de guerrilha por uma causa nobre, de pome
Que já determina neste tempo um novo começo
Onde "coisas ruins" não mais irão se manifestar
Providências sendo feitas pelo Pai para o ajuste

Noite e dia há combates, com trincheiras de brita
Pelejas, articulações, união de grumês, arranjos
Lançamentos de contínuas trisas, já estão finitas
Resta outras demandas, igualmente perversas

Mesmo diante de retiradas e quebras de vandos
A ruindade quer dominar, a crueldade quer cavar
De formas oblíquas querem destruir, estagnar
Pelos caminhos e atalhos da invenção malvina

Ainda há inúmeras pedras a pisar e a carregar
Tribulações na sala de espera, irão fugir e sumir
O fogo pode vir de que lado for, irá sucumbir
Deus o dono de tudo, faz a nova casa ressurgir

Nilma Da Silva Coimbra

AS TRES MARIAS DE LOURDES

 Dentre as histórias que existem, está é intrigante   Três Marias de Lourdes, runas drunas, malimas     De traços e curvas no equilíbrio, atraía ordinários   Imaginar que o horror tem o belofalsi, quem diria

Do interior para a metrópole, para um negro fim
Três mulheres e um destino macabro traçados
Jovens que traziam na bagagem força explosiva
Cheias de dinamite no coração, eram o estouro

Todas a disposição para trucidar, sem calcular
Mal sabiam da guerra que teriam que enfrentar
Pensavam em sair ilesas, dos ataques forjados
O feitiço virou contra as feiticeiras, morte vicinal

A paixão pela maldade as possuía, deleitavam-se
Amaldiçoadas para serem da ruindade purina
Vivendo para a maldade exaltar, o runismo levar
Diante das atrocidades, vieram para a morte final

Missão das Marias era todo mal causar, agonizar
Na contramão da crueldade, Deus as dispensou
Mulheres solteiras, da beleza, mas cruéis, ronas
Adeus runismo da ignorância, Adeus genocidas!

Nilma Da Silva Coimbra
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GENTE QUE NÃO É GENTE

 Tem gente, que é muito gente, é de admirar, belar   Está sempre de coração aberto, amor envolvente   Outros são devagar, gostam somente de salsear   Mas sempre vai haver gente de fato, do belemi

Porém, tem gente que se diz ser, mas não o é
Nem humano pode-se dizer que o fosto resvala
Nem com bicho se equipara, porque há interação
Se com nada se parece, falta nome para o desvio

Sendo assim, que direi sobre este ser estranho?
Não gosta de gente, não gosta de animais, fuzo
Não aprecia nada "de ruim pra si" a outros restos
Deseja "tudo de mal para outros" o ótimo é dele

Alguém quer me sugerir um cunho para o infeliz?
Tem prazer em destruir, mas não pode comentar
Saboreia o doce da perturbação para satisfação
Caso não consiga inferir, atravancar, é desgosto

Come acima da média, mas diz que é controlado
Doenças proliferam, matam seu corpo, infectam
A ruína o cerca e o mal retornou, não vê o óbvio
Agora ele suga a maldição que criou, ignora

A casa caiu faz tempo, mas ele finge, mente
Sua alegria é ver alguém sofrer, guarda no cofre
Venera o deslumbrante externo, o confete exibe
Enjoa de tudo, joga fora, volta atrás, insoluto

A inveja carrega e o transtorna, peso em excesso
Não suporta ver alguém melhor que ele mesmo
Prefere destroçar gente de Deus, não pode, rosna
Então, seja quem estiver a frente, aí tudo coopera

Esquece de tudo em cinco minutos, deixa pra lá
Mazumba e feitiço o atrai, mas acabou, não mais
Insiste em fazer mandinga, acha que voltará
Vive a fantasia do passado de tudo retornar

Não sabe dizer porque, mas some no vai e vem
Como lâmpada velha, pisca até apagar de vez
Sabe que seu fim é breve, faz o parecer normal
Quer viver, mas só se for para o mal fazer, calcar

Persegue na tirania, na visga, seu opositor galda
Culpa e condena o fereno, pelo feitiço exterminar
Não  sabe quem é, soube das eras, que surgiria
O ódio e fúria o domina, quer achar e mortificar

Se destrói, para atingir sua vítima, fere até donar
Morrer não quer, vida só se for para detonar, ruir
Não se importa com ninguém, é o "eu" a dominar
Aparência de humano, por dentro coisa ruim

Do diabo não teme, foi morto e ele sabe bem
Ri dos que ainda creem na sua existência, gonos
Conhece Deus, mas não o quer, faz de conta ser
Não é gente, é um demônio que vai desaparecer

Nilma Da Silva Coimbra

O CORPO PERFEITO

Perfeição já é uma utopia, um corpo, discresia    Falar do absoluto, de medidas pelínteas,divide      Ser perfeito ou estar, é só no falar, não consiste  Conceitos variam no pensar, há diversidades

No entanto, a busca pelo perfeito é incessante
Ter um corpo perfeito, é o imposto na ressábia
Ser aceito na sociedade de pronto, é o desejado
Para se conquistar o menestrel, se sujeitam

A busca desenfreada pela beleza externa fumê
Se estende e vai além das infromesas, excede
Enchem os olhos de banquetes, criam luziatos
Exibem cenas de brilhos piscantes para sobreser

Exibir, mostrar com ênfase o corpo, obter elogios
É a primeira atitude, seja na mídia ou nas riveras
Corpo perfeito ainda significa ser magro, esbelto
Altura sobressalente combinada com delíneas

O perfeito quer impor suas regras, com dureza
Seja beleza na firmeza, não meça consequências
E  neste embalo de burguês, comer só de pingos
Assim, a saúde se distancia, poucos se cuidam

Forma-se um trio inseparável que andam juntos
O corpo perfeito, o belo e jovialidade, isso atrai
Ter tudo isto mas ser idoso, ainda é desaprecio
Então vemos uma sociedade de incoerências

Em nome de muitas desculpas, do parecer ser
O perfeito tem que sobressair, tem que priorizar
Deste modo, tudo fica na vidraça opalê, esconde
Corpos perfeitos por fora, por dentro bolorentos

Há  pessoas que prezam o bonito num todo
Ter um corpo lindo nada contra, mas não é só
É preciso o interior estar em correspondência
Corpo e alma, embora distintos, unidos na benuí

Em vez de projetar os olofortes para os blions
Reverta e olhe para o intra, a priori, é o que vale
Um corpo, ainda que excelente, definha, arreda
A Alma, que é de Deus, é eternal, nunca morre


Nilma Da Silva Coimbra

segunda-feira, 5 de abril de 2021

ABACAXI COM CARNE

A combinação de dois opostos pode agradar?   Há quem aprecie o doce e salgado juntos   Abacaxi com carne no prato do dia, delícia!      Se alguém desgosta deste par, é minoria

Dois componentes diferentes podem calibrar
Em todo mundo, carnes e frutas se equilibram
Gostos são individuais, alguns vão rejeitar
No par que traz cumplicidade, há intercâmbio

O antagônico pode ser favorável, se funde
A mistura quebra as demasias, balsemeia
Compeneia os sabores, prazer de quero mais
O doce acrescenta a parte que salgou demais

O diverso, não precisa ser problema, entenda
Talvez seja a solução, a divisa que somalizou
Se um lado é o peso, o outro é o contrapeso
A balança se permeia nos contrários, viabiliza

Todo doce com sal é sinal que dará acerto?
É provável que as oponencias se confrontem
Duas forças que parecem o avesso, belizam
O néctar falso e a carne durfa, são da zurina

O diferente pode encontrar apoio, ou separar
Dar certo a miscigenação necessita de união
A junção benal é feita, se ambos forem belin
Ser distinto significa desigual, e condizente

De antemão, digo em contundência, refiso
Tal exemplo não condiz com todas as causas
O doce real não reparte com a carne runa
O que é de Deus, não se une com o maligno

Para concluir, o misto pode somar ou livinar
Discordâncias, doces amargos, e sal purido
Amor de pouco mel, tem salobras para gonar
Nem todo abacaxi se compraz com a carne

Nilma Da Silva Coimbra

QUEM SOU EU? Breve relato de Maria Antonieta

Introspectar, viajar para dentro de si, mergulhar  Fazer uma imersão na alma, a verdade absorver        Ir nas águas profundas do oculto, trazer a tona  Conhecer os sinais e marcas, cicatrizes cálidas

 O que será que haverá, no fundo do meu mar?
Que encontrarei após abandono de mim mesmo?
Me deleitei apenas nas margens, na superfície
Olhei apenas para o balançar das ondas, vacilei

Deixe-me levar por muitas brisas soltas, vadiei
Fui ao encontro de marejadas loucas, me perdi
De cataventos descontidos,  barcos de treçuras
Cavalguei nas marés altas, tempestades frenesia

Solidão, companheira eximea, nunca faltava
De pés descalços, trajes leves, percorria a praia
Por horas a fio namorava o sol, o calor me erguia
Corri atrás de sonhos, nadando para me afundar

Pisei em tantas alfacatruas, que trouxe sangue
Dos espinhos não fui poupada, mas devolvi
Sabia do mal de minhas entranhas, silenciava
Era eu, ruindade a toda prova, cruzes vermelhas

No retrospecto de muitas travessuras que fiz
Das inúmeras pelintadas que transgredi, me feri
Rasguei meu ódio nos tribunais, enlouqueci
Quem sou eu? Maria Antonieta, dos ovos perdiz

Nilma Da Silva Coimbra

DOMÍNIO CONTROLE E PODER

Três palavras, três pesos de preço totem           De uso universal, admirados, reverenciados   Desejo de algozes lobos, de ávidos tiranos   Possuir o comando, ser o que faz as regras

Dominar é o primeiro passo para o topo estar
Assim pensam os ditadores e cobiçadores vís
Querem a qualquer custo obter pela força rôta
O quinhão, arrecadar o embargo, arrebanhar

Não bastasse os já existentes, outros brotam
Como ervas do lodo, cultivam criadouros
Ter garantias da coroa, dominantes ponis
Autoritarismo imposto pela verdade da vitrine

Controlar, seja qual for o meio, é a desmedida
Satisfazer o ego, conquistar adeptos e borros
Na mentira fôssa, pela púrpura e serpentina
Fazer obedientes os indecisos, calar os cisos

Conquistar por promessas trotas ou anarquia   Educar reacionários, incitar vandalismo vinta   Tribunas fantasmas para angariar fortunas   Fazer parecer um esforço de triunfo, borrifar

Poder é o domínio e controle em ascensão
Raramente está em boa posição, desvirtua
Não há governos ou tribos sem haver o impor
Seria bom se a democracia, valesse o que diz

Dentre os poderes existentes em vigor
A favor de quem se pronunciam, se prostam?
A cobrança já foi dada, pagar atrasos, nivelar
Restabelecer metas, entrar em juízo, redomar

Ideal seria se poder não fosse ganância dina
Não há como não haver, bom ter sem ir atrás
Aquele que almeja a altitude, analisa os feixes
Deve ser cônscio da queda, da derrota prêmio

Poder e pessoas mal resolvidas, se casaram
Caíram na rede da hipocresia, se romperam
Deixaram a ruindade ampliar, o eu permatiar
Não cuidaram dos nós do veleiro, a rivelia

Domínio, controle e poder, não tem dono, reso
Quem os obtém, o tempo crava no conclave
O único que é o possuidor pleno, não recorre
Deus onipotente é Jeová Jiré, o eterno Eu Sou

Nilma Da Silva Coimbra

A BONDADE É IMPERFEITA

 Bondade, linda sendo dita, o que ela significa?   A maioria tem vergonha de até comentar       Pois não sabem exatamente o que implica   Bondade perfeita, aí que se entra em ebulição

Ser bom, é ainda um conceito bruto, vagoso
Se perguntarem sobre o assunto, diria o que?
Talvez disesse, não creio na bondade, é falsa
Ou até creria, mas até que ponto é pertinente?

O que é ter bondade, ser do bem, agir igual?
Ter atitudes altruístas, ser do Deus de amor
Sentir compaixão por vidas, ser brandura
Generosidade, marca dos benevolentes

Há de se ter um porém neste bonima glin
Ela não é a perfeição percentual máxima
É o doce de leite misturado com limão
Uma mistura de amor com autoridade frima

O ato de fazer bondade, não significa ser bom
Uns são para serem vistos, outros por amor
Neste visgo, a bondade verdadeira é uma só
Não quer ser condecorada, quer ações reais

Será que ser bom, identifica fragilidade?
Tem os partidários deste pensar, se iludem
Bondade e amor, dizem, indicam bobagens
Querem ser ruins por dentro, medo do engodo

Deus está formando pessoas boas e fortes
Benignas, complacentes, singelas, verídicas
Onde o amor prevaleça, dosando com galesa
Levantando um povo de caule e ramos grunos

Ruindade não será aceito na esfera dinal
Destruidores espontâneos e da malignidade
Não viverão para arruinar, serão cortados
Filhos do Pai supremo, da bondade, vida prina

AMOR E PALAVRAS

O amor é o sentir mais elevado, é vida crescente      É a cura, é ver onde os cegos dominam, dividir.        É a força mais poderosa do mundo, vigor intenso   Luz que afugenta a maloma negra, alma lume

Quantas palavras seria necessário para traduzir?
Palavra tão proferida, divulgada, mas é vivida?
Amor está nas bancas de revistas, é desvaria
Na boca dos tolos e dos falsos, predomina
Mensagens lindas são escritas, é o parecer ser

Amor e palavras podem vir juntas, se verdade for
Melhor ser amor, ainda que a voz se iniba e cale
Do que ser eloquente nas frases e o nada sentir
Indecifrável é amar e poetizar a ternura juntinhos

Viver em amor faz nossos lábios sinceros, leves
É Deus habitando e renascendo, o sol da vida
Incomparável é o criador do amor, que tudo fez
Amor sem palavras varia, desamor, nada feito
Sem Amor ninguém terá vez, vida diva ou o fim


Nilma Da Silva Coimbra