quarta-feira, 27 de novembro de 2019

DESTREVO DESFEITO

Reta da linha de chegada,
Bandeira vai ser encenada,
Tudo pronto para a a grande finala
O destrevo foi desfeito, sem cavernada

Tantas foram as investidas, rustidas
Que medidas radicais foram dadas
Dífaras de pontas finas deram a sentença da bravata

Fornalha fervente, armadilha preparada
Boiadas intermináveis, sem sossego
Miniaturas de gente, bonecas viventes
Formas de vidas transparentes, perdidas

Ataques intermitentes, estigmas indecentes
Animais sem cor, mas carregados de dor
Vidas cruéis, exigentes, astúcia maligna
Ardis dos mais complicados, destrutivos

Estratégias foram sendo calculadas
Carreatas de seres não humanos, insanos
Brincadeiras de pequeninos, contundentes
Disfarçam o real pesadelo, zoneamento

O ódio pelo descanso, dormir ato não concedido
Tudo armado para o arranque, incisivo
Comandas de todos os tipos, feitiços
Tudo previsto, combinado entre todos

Tempo sempre desperdiçado, jogado
Nenhuma atividade possuem, nada fazem
Trabalho não é aceito, rejeitam no todo
Usam outros para obter ganho, roubam

Desatinam no pensamento, zunem no conflito
Falam desordenadamente, sem controle
São dóceis no tratar, quietos, em artimanha
Por dentro, são duros, sem sentimentos

Diante desta balbúrdia sobrenatural
O desaprêco desta intrínseca história
Foi totalmente desvendada na empreitada
Pela determinação e amor de Deus pelos seus filhos

Destruição total seria se não interpelasse
O mal instituído seria em larga escala
Se Deus o supremo não viesse a legalizar
Obra tão minuciosa e cheia de fornúcias

Engrandeçam a Deus em frases dignas
Alegrem-se e exaltem o Deus de vitórias
Pois Ele fez o escondido ser conhecido
Deus veio em justiça, esfacelou os inimigos

Nilma Da Silva Coimbra






O QUE SERÁ DE TODOS NÓS?

Onde está você agora que tantas vezes me deu acolhida em tempos maus, na dor da alma, no choro que n8inguem viu?

Onde está você que me viu só de passagem, e por apenas por alguns sorrisos tenho tua lembrança?

Cadê a pessoa que sempre me dava presentes ainda criança, e passeava comigo com tanto amor?

Para onde você foi? Era alguém tão próximo, mas se tornou tão distante a medida dos anos?

Onde se encontra a que me deu vida e me protegeu de tantos perigos? Me escondeu tanto que não consegui me achar?

O que será de todos nós, separados, dispersos e solitários pela falta de amor?

Nilma Da Silva Coimbra

CANTA PASSARINHO!


Que força há em ti que te faz cantar a todo momento seja dia ou noite?

Te vejo sempre só, a chuva vai sem parar, e mesmo na calada da noite, ouço a tua melodia

O silêncio toma conta, mas eis que tua voz surge como a única esperança!

Vem perto de mim e diga qual o teu segredo de cantar, quando todos se calaram?

O que te faz tão feliz sozinho nesta árvore sem que ninguém se importe?

Por favor, me figa o que te faz cantante todos os dias?

Quem é o teu motivador, eu quero ser como você!

Nilma Da Silva Coimbra

O QUE FAZER?

Quando todas as palavras ditas passarão desapercebidas?

Quando. Tudo que fizer para provar a verdade soarão como inverdade?

Quando a vigilância é constante mas não é vista?

Quando os que mais amamos não acreditam nos fatos?

Quando falar s verdade é dar minha sentença de morte?

Quando a realidade é a versão da fantasia?

Me diga alguém pois não tenho a resposta.

E a resposta veio depois de muitos dias. Filho, eu sou Deus, o Eu sou, e só eu posso te dar a saída para todo sofrimento.

Então percebi claramente. Deus é o único que pode dar vida abundante e livramento todo dia.

Deus é o amor, mas é justiça. Deus é verdade, mas também a essência da vida.
O amor vence sempre. O amor de Deus vence tudo.

Nilma Da Silva Coimbra

UM CLAMOR

Tenho tido dores como o homem em seu estado de coma. Tenho ido ao encontro dos que não me recebem.

Flui em mim o desejo ardente de agradar-te e honrar-te com meus lábios e meu ser.

Quero proclamar e dizer em alta voz que tu és magnífico e infinito em amor.
Bloquearam todas as minhas entradas e saídas, e por onde eu vá encontro homens carnais, armados de inveja, ambição, poder e toda espécie de prazeres da terra.

Há tantos homens quanto a iniquidade, todos preparados para um grande tormento.

Em cada um deles vejo a morte, querendo destruir e se destruindo, impedindo, proibindo e descartando qualquer tentativa de abertura.

Senhor, faca-me sim, tua guerreira para que ninguém é nada impeça que se cumpra aquilo que tanto me pedes e queres que eu cumpra!

Deus, meu ideal, minha razão de viver, meu amor primeiro, minha aliança perpétua!

Nilma Da Silva Coimbra

GUERRA EM SILÊNCIO

Há uma guerra fria e oculta sendo vivida

Dois lados que se enfrentam mas estão ausentes

As armas são invisíveis mas estão no coração de cada um

Ninguém diz uma única palavra, mas tudo é ouvido

Não há trégua em nenhuma das partes, ninguém desiste!

De minha parte, fico calada. Em voz do espírito clamo á Deus que tudo vê!

Guerra de nervos - há um vulcão explodindo, que não se ouve, que não se vê!

Guerra que desfaz e separa tudo o que há de melhor na vida!

Busco a paz, mas eles querem guerra!

Prossigo sempre, sabendo que o amor em Deus vence tudo!

Nilma Da Silva Coimbra

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

O QUE SERÁ DE TODOS NÓS?

Onde está você agora que tantas vezes me deu acolhida em tempos maus, na dor da alma, no choro que n8inguem viu?

Onde está você que me viu só de passagem, e por apenas por alguns sorrisos tenho tua lembrança?

Cadê a pessoa que sempre me dava presentes ainda criança, e passeava comigo com tanto amor?

Para onde você foi? Era alguém tão próximo, mas se tornou tão distante a medida dos anos?

Onde se encontra a que me deu vida e me protegeu de tantos perigos? Me escondeu tanto que não consegui me achar?

O que será de todos nós, separados, dispersos e solitários pela falta de amor?

Nilma Da Silva Coimbra

A MORTE DOS TRISICAS

Tenho tido revezes de triferias
As desgovernadas fazem em duplas armadas
Traçam rimas de furuncos densos
Liberam gases podres de fenazes

Insanos, desprovidos de alma, incrédulos
Andam sem rumo, a procura de nazes
Correm contra os de beleza, destroem
Fitam os de pureza branca, vida jorrada

Tanta perversidade não vi em nenhuma morada
Sem fé da parte divina, pobreza extrema
Agarram o mal como suas espadas
Derrota não negociam, mas complicam

Druídas de vergões invasivos, enfurecidos
Flechas de dores calçadas em silas
Mentes desalmadas que zunem, matam
São caixas escondidas de mortalha

Não há sinal de bondade, são cruéis,
Domínio e poder sob qualquer preço
Possuem o medo da morte, fogem
Mas não temem matar, são gélidos

Se fosse descrever detalhes, não caberia
Mas digo com a certeza da verdade,
A hora chegou da toga se despir
Pois o desvelo está no dente do centril

Se vão se lembrar desde dia, desdigo
A mão do Deus supremo vem vindo
Chegada a hora da desvaria tretar
Deus estabeleceu o fim dos fólitos

Cantem e exultem povo de Sião
Festeja tuas festas das primícias
Pois o grande dragão da morte, o degredo
Já caiu em maldição, morte molhada

Quem zomba de Deus e fica impune?
Qual aquele que faz agruras priuras
E não recebe a marca do martelo?
A espada é julgante, ela é a verdade

Trisicas que não compreendem
A extensão de sua ruindade
A grande decisão já foi tomada
Morte, para que a vida se multiplique

Nilma Da Silva Coimbra

A QUEDA DAS GALINÁCEAS

Desventura para muitos, graça para outros
O dia chegou em que a troade vesperou
Malignas incansáveis por puro ódio
Caem do puleiro e vão ao desterro

Tantas dores e infrações pervertidas
Crises e rumbras de fornicados
Faláceas deploráveis, ira na flor da pele
Sênforas obstinadas, fuzarcas abomináveis

Tratos desfeitos, sem acordos cordados
Feituras de animais transparáveis
Certa era a morte dos escolhidos
Cumbeiros de runas que se unem
Para uma refratária fria, sem restidas

Galinhas, perus e penas pretas, infindas
Gaviões, morcegos, ratos e insetos
Caturratas, bonecas e maritacas
Desfilando em exposta escalada
Todas alinhadas num ensaio, enfeitiçada

Perturbações, Carrilhões, confusões
Tantas em ritmos desenfreadas
Cansaço extremo de invernados
Guerra fria em sistema, forças negativas
Demônios a serviço da malácea do vinil

Funil, que traz um artefato de pratos
Bandeja que não faz bem, destroça
Veleiros em filas, todos sem freio
Tanta guilínea na cachaça, curvalínea

O silêncio que grita e assobia, brita
Deboches e petrarcas em desafios
Lutam por causas que são perdidas
Vivem em morte, estão por fio, mudos

Queimado foi a maldição, desforra
Feitiços soterrados, sem efeito, desfeito
Macumbas de zumbis, não mais, finale
Todas superstições e simpatias, findas
Ruindade runa pereceu, faleceu

Se algum bem a fazer, faça de vida, seja Deus
Pois as maledicências de todas as estirpes
Deus está extinguindo para todo sempre
Para preservar os bons do alto preço
Aquele que mal fizer, será atingido

Morte das feituras do abismo
Queda das felinas, das pretúnias
A escuridão está aberta, a luz resplandesce
Deus requer obras para o bem, excede
Enfim chegou o dia esperado dos alfins

Nilma Da Silva Coimbra

ORANDO EM TODO TEMPO

Oro. Está é a única arma que tenho
Meus pensamentos estão ligados no trono
Minhas palavras eu dedico em oração
Meu clamor tem sido incessante

Nem sempre consigo falar
O que meu coração sente
Então minhas lágrimas conseguem
O tempo é de guerra, líbero a Palavra

Emponho minhas mãos, e vou ao ataque
Luto com a espada, e minha fé segue Comigo vai a força da esperança viva
Ninguém irá me deter, só Deus poderá

Sim, o adversário não pára de jogar farpas
Mas o que impedirá e invalidará
As súplicas de um coração sincero
Orando no espírito em pensamento
Falando em dífaras, cantando o cervo

Orai, clamai, exultai em danças
Expresse seu amor, bendiga seu criador
Pois Deus é o autor de toda excelência
Orando pelas frases, e até pelos poemas

Nilma Da Silva Coimbra

PISANDO EM OVOS

Todos os dias tenho me sentindo assim
Me vejo andando numa longa estrada
Onde há ovos um ao lado do outro
A se perder de vista na paisagem

Estou andando sobre eles
Tentando não violar os ovos
Com a minha pisadura

Alguns consigo não quebrar
Outros simplesmente esmago
Tento me equilibrar, mas que ilusão
Meu peso certamente irá romper a casca

Meus pés irão tocar a clara e a gema
Assim continuo andando nesta estrada
Tentando inutilmente evitar a quebra
Pois ovos foram feitos para ser quebrados

Sem a quebra, a vida não se explica
No calhaço a nutrição enriquece
O nascimento se manifesta, explode

Para o viver ser, quebre sua casca
Sem perdas não há ganhos reais
Troque o cora pedra, pelo cora amor

Somos vida de Deus, se o amor temos
O sustento virá, não faltará livramento
Seja de Deus, quebre sua casca, viva!

Nilma Da Silva Coimbra

PRESTAR HONRA

Prestar honra a quem merece honra, não é uma attitude comum no dia a dia entre as pessoas.

Muitas pessoas recebem honra ao mérito, quando de alguma forma, prestam serviço a uma comunidade, ou ainda ganham medalhas por alcançarem um determinado objetivo e desafio.

Me refiro a prestar honra como uma retribuição de algo que nos foi dado por alguém.

É muito bom ganhar tudo de bom e o melhor que a vida pode oferecer. O dinheiro pode contribuir como um meio, mas a fonte de todo bem vem do nosso Deus.

Não é todos os dias que ganhamos presentes nesta terra que vivemos, mas com certeza Deus nos deu o maior e melhor bem que é a vida. Cabe-nos cuidar bem dela.

Retribuição e dedicação são qualidades raras. Gostamos de ser amados, paparicados, bem tratados, respeitados e até reconhecidos, embora este último ítem, ninguém deveria esperar neste mundo, mas o fato é que a maioria de nós não retribui na mesma medida as dádivas recebidas, antes esquecemos e não valorizamos o bem que nos é oferecido.

O que nós fazemos bem, é cobrar o que nos é prometido, e cobrar o que nos é prometido e reclamar do que nos foi negado.

O que acontece conosco, é que desprezamos as beatitudes que nos é doado com amor. É hora já tardia, de mudar este quadrante, e devolver o bem com a mesma formosura ou em igual conjuntura.

Quantas honras recebemos e quantas retribuimos? Os que nos amam de verdade dão a vida por nós, e o que fazemos por eles? O que estamos fazendo por aqueles que dão o melhor para nós?

Muito além de uma entrega humana, Deus o dono de todo o universo, dá o melhor para os seus filhos. Sempre o que é de mais valioso e caro. O que não se pode comprar.

Ainda que possamos nos esforçar, não temos dado toda a honra aquele que é Deus supremo. Está na hora de amadurecer nosso carácter, prestar honra em reconhecimento, em amor ao nosso Pai, que não nos abandona, mas está sempre se fazendo presente. O mundo precisa de mais amor, dando honra a quem merece honra, acima de tudo à Deus, autor de toda a vida que há.

Nilma Da Silva Coimbra

EU QUERO

Estar no lugar que Deus já me foi destinado, a missão que tenho que cumprir...

Viver a alegria do sonho de Deus, compartilhando o amor com um povo que me espera...

Poder abraçar os irmãos que já fazem parte de minha vida, da minha memória é coração...

Abraçar minha amiga de coração que em Deus ficamos unidas...

Viver a vida para te servir mas no presente tenho barrancas de Imperador, que fecha as muralhas e me vigiam em minhas saídas...

Sair pelos mares e ares espalhando pelos quatro ventos a Palavra da verdade...

O presente ainda não é, mas a minha palavra já está determinada, por que vou ser o que Deus quer para meu viver...

Jericó será derrubada e como o povo dr Israel, sairei do Egito para a terra prometida!

Nilma Da Silva Coimbra

UM NOVO TEMPO


Tenho andado em terra seca
onde a chuva não se vê a muito,
piso em pedras, a poeira levanta,
a visão se apaga, inspiro a dor.

A vegetação é escassa, rasteira,
os galhos sem força, secos e pruridos,
a morte assiste em ficar.

Ando por horas, dias, noites de fridas,
vejo poços de lamas, em escamas,
contaminadas por destroços,
carcaças de animais soterradas.

O sol é forte e traz queimadura,
minha perseverança é inssistente,
cansada desta jornada, não hesito.

Sombra inexistente, vida nefasta
em minha volta só vejo destruição,
avanço em passos lentos, sem parar,
a morte espreita a espera do aviso.

Persigo poços de água, não vejo,
pedras cascalhos sobrepostas, presas,
céu vibrante, luzindo sol efervescente,
água retida, terra ressequida, esquecida.

Tempo haverá de muitos molhos,
de colheita mais abundante, incessante
onde o Deus maior tudo proverá!

Dias que serão lembrados, festejados
não mais como a desprezada, banida
mas como a preferida, amada, querida
Onde todos irão ver a vitória acontecer.

Alegrar-te, canta em exuberância,
aplaude em constância, inflame em danças,
de felicidade berrante, trincante,
o dia chegou fuscante, luzindo um novo tempo.

Nilma Da Silva Coimbra

terça-feira, 12 de novembro de 2019

REMORSO

O que dizer, se num instante
Estou com alma em alegra,
Noutro estou no profundo vale
Sem sentido, ando em lagos negros

Escuridão não quero absorver
Lama das dunas imprecisas, desfaço
Caldos de sopa, fazem a luz linar
Quero uma trina, mas refaço

Remorso tenho dos tempos de ruindade
Das proezas ruínas todas malignas
Quero viver a vida, deixar viver a humanidade
Que todos só os seres sejam amáveis

Hoje quero mudança, desejo vida livre
Nada de brigas, richas, desespero
Voltar as antigas belezas, leveza
Deus sempre em minha frente, crente

Tenho na viga, uma nova visão,
Faço moda, brinco na variedade,
Amor é minha bandeira causa
Que vence sempre, em tudo
Deus o autor do amor, que dá vida ao mundo

Nilma Da Silva Coimbra

OS DESVELADOS

Tantas imbatidas, feridas finas
Dores de severinas, cálculos geniais
Valas em desespero, betinas
Vinil de ferrão se tornou branco puro

Calvinas distintas, perinas galgádas
Valores desfenados, forças imprazíveis
Zona de perigo, sem cor propagada
Cazoe não complementava, dispara

Desamor e ódio intenso, desproporcional
Finas de rinas constantes, basílicas
Cuendro de codornas em desfalque
Lavinas de cárdidas se funilaram

Zima de colunas infláveis, descartáveis
Confusa a esgrima dos desfiláceos
Descarte a fibra da finura líndica
Benê não difere os runas, cai em desgraça

Levante das igualpes não percionam
Veredas desveladas são desfalcadas
Fundo de furnas em recalques
Calados deferidos nas calçadas
Informe agora tudo acertado

Nilma Da Silva Coimbra

TRAIÇÃO

Palavra não condizente com a verdade,
Superfícies que são trespassos,
Armadilhas e restilhas no escondido
Tudo feito num despacho

Os que foram seduzidos, não viram
A truta amada, todo dia no minúsculo
Em desandas, suas idéias em comandas
Tudo feito no trataço, na carcaça

Riam em desatentos, formavam caças
Estavam desalmados, cruel é belo, desatino
Cravado a imponência sem intervalo
Uma bagança de bicharada, inválida

Que desalento em comentos erigidos
Perda de tempo investido,
O bom sendo destruido, Deus restaurando
Traição, pois são vencedores os filhos
De Deus, pois a vida sempre vem dEle

Nilma Da Silva Coimbra

UM NOVO TEMPO

Tenho andado em terra seca
onde a chuva não se vê a muito,
piso em pedras, a poeira levanta,
a visão se apaga, inspiro a dor.

A vegetação é escassa, rasteira,
os galhos sem força, secos e pruridos,
a morte assiste em ficar.

Ando por horas, dias, noites de fridas,
vejo poços de lamas, em escamas,
contaminadas por destroços,
carcaças de animais soterradas.

O sol é forte e traz queimadura,
minha perseverança é inssistente,
cansada desta jornada, não hesito.

Sombra inexistente, vida nefasta
em minha volta só vejo destruição,
avanço em passos lentos, sem parar,
a morte espreita a espera do aviso.

Persigo poços de água, não vejo,
pedras cascalhos sobrepostas, presas,
céu vibrante, luzindo sol efervescente,
água retida, terra ressequida, esquecida.

Tempo haverá de muitos molhos,
de colheita mais abundante, incessante
onde o Deus maior tudo proverá!

Dias que serão lembrados, festejados
não mais como a desprezada, banida
mas como a preferida, amada, querida
Onde todos irão ver a vitória acontecer.

Alegrar-te, canta em exuberância,
aplaude em constância, inflame em danças,
de felicidade berrante, trincante,
o dia chegou fuscante, luzindo um novo tempo.

Nilma Da Silva Coimbra

SERVIR, MEU OBJETIVO

Cada dia um prazer,
Cada noite, uma guerra
Nada mais me restou
A não ser escrever meu desabafo
Não posso falar, ninguém entenderia
Tentei, Deus o sabe
Mas só dores me acrescentaram
Sozinha não, somente calada
Será meu espírito ou breve momento?
Já me esqueci dos clamores e choros
Que tantas vezes fiz para um fim
Mas apesar de tudo
Carrego um sofrimento diário
Como uma cruz, sem descanso
Te servir, minha alegria
O confronto é inevitável
Suportar ainda é previsto
Tantas idas e vindas, altos e baixos
Os tormentos me tornaram forte
Deus Pai, o que sempre me assiste
E que sempre me livra de todo mal
Livramento tenho todos os dias
Superação é o meu nome,
Castelo forte é minha alma
Ganhei amados de espírito magnânimo
Deus meu, tu és e sempre será
Meu amigo, meu querido,
Dono de minha vida

Nilma Da Silva Coimbra

DEUSES RUÍNAS

Diante de tanta magnitude,
Da verdade de toda certeza
Deuses infindos no mundo
Sao vistos em todas as localidades

Há tantos nomes, tantos tipos
Que não se pode contar
Deuses que não fazem nada
Que só conseguem escravizar

Diante deles muitos prostram e adoram
Mas não sabem que são destroçados
Suas promessas são inaptas,
sem propósito,
Exigem obediência, obrigações a rigor

São de natureza ruim, não aceitam nada
Querem ter a última palavra
Rejeitam a derrota, ainda que desfigurados
Indóceis, intratáveis, doentes por dentro

Diante de tantas tretas, armadilhas
Tenho mais a certeza do Deus que sirvo
Não precisa de imagens para se prostrar
Ele é o Deus em tudo, supremo, prime

Deus deseja que os homens
Amem uns aos outros, os da mesma cintila
Não desperdice o ouro ou a prata
Na cabeça dos verdugos,
Desprenda dos ruínas, das garlenas

Não se enganem, há tártaros ronis
Que preservam sua identidade
Mas são perversos, gélidos, insensíveis
Deuses insólitos, do confronto, do furim

Afirma teus passos, firma tua mente
Olhe para o altíssimo, seja filho
Fortaleça suas entranhas no espírito
Deus em ti seja vivo, seja o teu salvador

Nilma Da Silva Coimbra

SER DE DEUS


A importância de se ter Deus,
Quase não se ouve de fato,
Passa desapercebido, não se fala,
Muita conversa sem dizer nada

Tantos dizendo que tem Deus,
Que amam o supremo, que Ele é grande,
Mas invalidam em suas ações,
O desrespeito somado ao desamor,
É igual uma maçada, resulta no forfaço

Ser de Deus, é estar no convívio dele,
É viver uma vida, segundo a Palavra,
É ser amor, em finuras, é ser a paz real
É entregar-se para o bem, seguir o belo

Nilma Da Silva Coimbra

MEU LABIRINTO

Não sei amanhã, mas do hoje falo
Estou no meio das estradas
Ora deserto, ora coberto
Prossigo, pois sei que têm saída

Meus pés queimam, mas não corro
Se fosse a procura, me bastaria
A cada passo, sofro investidas
Ataques incessantes, angustiantes

Sou fenda, minha carne dói
Muito mais minha alma jorra
Um sangue constante, pulsante
Ainda sim, prossigo, não hesito

Acharei a saída, minha liberdade
Não importa o quanto demore
Mesmo que desfalecia é moída
Chegarei no fim proposto
Pelo meu Deus, eterno amor

Nilma Da Silva Coimbra

DE COSTAS PARA O PASSADO

Ontem foi um lamento, de sentimentos
Veredas de tristezas em destroças
Choro e lágrimas sem disfarce
Dias de muitas farpas, de espreitas

Lutas descarrilhadas, desfenadas
Forças ocultas se desgovernam
Lanças e raios perfurantes, cortantes
São desalmadas, ferem os maus

Sem aviso, os inferiores se enfurecem
Carregam fúria em suas caçadas
Fatiam desferos, espíritos pretos
Roubam as cenas das maricotas

Hoje descanso nas águas de Deus
Minha vivalda é plena, tenho luzilha
No meu Pai, que é o amor, na essência
Na justiça feroz, trouxe a vida suprema.

Nilma Da Silva Coimbra


OBRIGADO PAI

Agradeço sempre, hoje presente
Tua imensa bondade, para comigo
Um amor tão profundo, que me embriaga
Me emociona a ponto de faltar palavras

Lindo teu olhar, quando falas
Sinto doce tua linguagem, calmaria
Mesmo que estejas em braveza presa
Ti amo muito, porque és amor em todos

Meu coração não enfraquece, antes fortalece
Diante das assolações frequentes
Antes sinto uma extasiante alegria,
De te ouvir, de te sentir, não quero te perder

Pai que sempre foi amado,
Quero estar sempre ao teu lado,
Nunca te esqueças, teu nome é gravado
Dentro do meu cora, Deus mui exaltado

Prazer tenho em te servir
Feliz sou contigo, não desejo nada
Quero sempre fazer o que te agrada
Pois tu és meu amor primeiro
O Pai que me amou de verdade

Quanto amor sinto em ti, sobressalta
Nada se compara o teu cuidado,
O que eu sinto é inexplicável
Nada em tempo algum
Substituirá este amor inesgotável

Nilma Da Silva Coimbra

FERVILHÕES INVISIVEIS

Dura a presteza da fornada
Enfortes se rebelam, revelam preparadas
Para o abate, desinformados
Fazem festões, sentinelas de arrazo

Deter os galpões de ferrazo
Somente por frentaço, no regaço
Ser destemido, pois a batalha é rasgo
O invisível é o inimigo, do lado errado

Uma luta sem tréguas, desgalgada
Com feras transparentes, resvaladas
De tamanhos vários, todos destrutivos
Feições sem trato da escuridão,
Permeiam as valadas, são irreconciliáveis

Decisões incisivas e determinantes
Devem ser tomadas, não retrozes
O mal absoluto numa peça de obscuridade
Tanta escuridão, não há outra hipótese
A não ser banir do planetário, extinguir

Nilma Da Silva Coimbra

DESCUBRA-TE

Se na tua jornada
Estás, em desalento,
Se no dia a dia,
O teu caminhar

É de dores constantes
Não desalinhe, prossiga
Redescubra, reaprenda,
Veja os entrepontos, revise

Observe o que está retido
Abra espaços
Para novas perspectivas
Separe os momentos

Desfaça os de trilhos
Conclua as arestas
Restabeleça a sua história
Acerte os passos

Se expresse, ouça tua voz
Não se distancie da verdade
Aumente as alas da sinceridade
Deveras és alguém de lealdade
Se estreitar as seixas

E aumentar as dorcas
Indireita as veredas
Espalhe o amor
Verás então o resultado
Das boas aventuranças
As gardênias da felicidade

Nilma Da Silva Coimbra

PERDAS E GANHOS

Ganhar nem sempre é vencer
Vencer pode ser se entregar
Ao que parece ser impossibilitado
Nem tudo que é ganho, tem valor prêmio

A vida tem muitos mistérios
Que nem se pode imaginar
Perdas todos sofremos
Faz parte até suportar

Ganhar com gana, voracidade
Buscar incessantemente estar acima
Pode ser um tempo em destempero
Acima de tudo, perder o que for Desvenedo

Perca sim o que for para arruinar
Perca de vista, a dor do desespero
Expulse das entranhas o roto
Perder sempre o desgosto, o fosco

Perdas e ganhos são naturais, no todo
Na medida certa, nada de diferente
Se tem que ter perdas, que seja a dor
Vamos acumular ganhos constantes pelo amor

Nilma Da Silva Coimbra

RAIOS E TROVÕES

Duas coisas que prenuncia chuva,
repudia-se pelo imprevisto do susto,
pelo medo do dito raio cair.
Raios, trovões, seja perto ou longe,
onde chega, o perigo ali está.

Uma coisa tem que ficar bem claro
quando trovões caem num desparo,
disferando luzes no céu de sombras,
raios já antecederam sua vinda,
Então saiba que o perigo maior já houve.

Chuva, granizo, vento, tempestade,
natureza que expressa sua tristeza,
mas que traz sua renovação.
Nem sempre raios avisam destruição,
mas quando chegam os trovões,
O estrago já se deu, e tudo se estabeleceu.

No entanto, o tempo nem sempre dita
Nuvens negras não representa o fim
Temporais na vida, nos ajudam a crescer,
Sofrimentos causam dor, mas
Vendavais causam danos, mais são lições.

Nilma Da Silva Coimbra

DEUS É DEUS

Ainda que não creia
no Deus de todo poder
do amor, da vida, e toda plenitude,
dono do mundo, de todo ser,
Deus ainda e sempre será Deus.

Ainda que o mundo o renegue
e a malignidade aumentar,
querer ditar as regras, se inflamar,
Deus é Deus, sempre o será,
Isso nunca vai mudar.

Ainda que todas as vozes
queiram Ele calar,
afirmar que nada faz,
que é o vicio do povo,
Infinitamente será Deus,
Seja qual for sua posição for.

Nilma Da Silva Coimbra

LARGUE, SOLTE E DESFAÇA

Larga essa troça
Solte esta tranca
Desvenda o segredo
Resolva o estorvo

Enfrente o vespero
Desfaça o conchavo
Acerte os confrontos
Examine os pontos negros

Calcule os desatinos
Afaste os ferinos
Equilibre a balança, acerte
Desclave a sinistra

Reasuma a infinda
Destrua as rapinas
Considere as pelinas
De um trato no fato

Desfigure os incalços
Remeta em arremate
Conclua no desfalque
Tudo será solto, preposto

O fim da amarra,
Força dobrada
Liberdade alcançada
União, comunhão, enlace

Compromisso finalizado
Esperança alcançada
Coração de amor encharcado
Proezas cumpridas

O que era fito, desfeito
Desvendado o pleito
Resolvido toda a questão
Correlato feito, consumado.

Nilma Da Silva Coimbra

JUSTIÇA DE DEUS

Justiça se faça, justiça impetrada,
A mais precisa, a que de fato basta
Reflete sempre, a verdade expressa,
Justiça de véu descoberto, sem trancas

Os envolvidos não se intimidam, frisam
Que não aceitam o contrato, debocham
Não creem que esta pelega destrave
Ficam na defensiva, também no ataque

Confio na decisão, daquele que não perde
Em todos as pertinências, não houve atraso
Defende a causa dos justos, em tudo
Sempre que chamado, nunca se nega

Mesmo que pareça tardia a questão
E a solução não esteja a disposição
Ele o Deus de justiça, e não se retrai
Diante de muitas investidas, avança

Deus o todo poderoso, o que não falha
Não deixará seus filhos, sem a solução
Fará o impossível e possível no amparo
Fidelidade de Deus, íntegra, incomparável

Nilma Da Silva Coimbra

ROMPIMENTO


Romper o que não tem concerto,
Separar, porque sempre foi dividido
Discernir os verbos desencontrados
Racionalizar as pontas, cruzar as insólitas

Delimitar as diretrizes, argumentar
Estabilizar as diferenças, as consentas
Disfenar as contornas, rasgar os fiapos
Fragmentar os perímetros, por no prumo
Seguir na raça, pois a vida é forcete na nivela

Ainda que quebrada a aliança desejada
E o acordo não tenha ficado no sensato
A união não seja o ideal finalizado
Se o papel tenha que rasgar, confirme

Nilma Da Silva Coimbra

BONDADE IMENSURÁVEL DE DEUS


Bondade sem mesura, sem expessura
que não dissipa, mas emancipa, dita.
Tamanho que não se detém, expande
Fruto do amor sem limite,
amor incessante, que não se detém,
diante das batalhas mais forjantes
De Deus pela humanidade, amor de verdade,
Amor puro, que não se mistura, que ultrapassa todo entendimento,
Que o Pai supremo tem por mim.

Nilma Da Silva Coimbra

SER POETA E NAO SER

Ser poeta, é muito mais
que ser poesia,
está bem aquém
de escrever em beleza
em sutileza, em destreza
a inspiração, a proeza
do sentir em leveza

Poeta que se preza,
que tem nas veias a tinta,
no coração escrito o amor, a vida,
dentro de suas entranhas,
a luz da vida, que tudo cintila,
Este é a essência do espírito,
a rareza mais prefídea,
a dom da excelência,
Sua majestade, Deus

Ainda há os encobertos,
os não achados, perdidos,
que o desencontro desfavoreceu.
são os sem rumo, sem parada
escrevem sem ritmo, sem linha
sem harmonia, fora da rima

Veja bem, há ezímios, precisos,
os pra lá de bom, de grande estilo,
que só precisam de um empurrão,
em algumas tortilhas, arrumação,
sabem das teorias, as frisilhas finas não.
Presilhas bordadas só os bons

Nem se fala dos que só espalham letras,
esparramam pelas viradas, desvelados,
palavras desencontradas, desniveladas,
e ainda sim, se consideram bons,
ruins em definição, são poetas de função,
de caçar fricassas, interesses de frissé.

Tenho que falar de alguns tais marginais,
infiltrados, invisíveis mas sendo vistos,
roubam versos e frases da freguesia,
amam a trapaça, as trançadas trocadas,
em silêncio, no contorno, em confusão.
e no final da malhada, o nome então.

Digo a todos, sem distinção,
aqueles que têm o dom por vocação,
façam de boa intenção, sem alterar,
que se assim procederem, na firmeza,
vão de Deus ter o tudo, sobretudo,
receber a mais pura inspiração,
formosuras, belezuras, primores
serão a marca do que de Deus são.

Nilma Da Silva Coimbra

TERÁ SENTIDO?

Estar perto, junto conversando
participando, é o que importa.
Aonde, quando e porque
somente estão relacionados
a mim e a você.

Se é bom assim,
ou se é de um mal insuperável,
quem sabe?
O que sei,
é o que foi decidido por nós.

No entanto,
será que percebemos
a verdadeira razão
deste sentido?

O orgulho conseguirá
nos afastar?
Não sei, nem você sabe,
mas seja como for
se não mais te ver
então nada terá sentido.

Nilma Da Silva Coimbra