terça-feira, 12 de novembro de 2019

SER POETA E NAO SER

Ser poeta, é muito mais
que ser poesia,
está bem aquém
de escrever em beleza
em sutileza, em destreza
a inspiração, a proeza
do sentir em leveza

Poeta que se preza,
que tem nas veias a tinta,
no coração escrito o amor, a vida,
dentro de suas entranhas,
a luz da vida, que tudo cintila,
Este é a essência do espírito,
a rareza mais prefídea,
a dom da excelência,
Sua majestade, Deus

Ainda há os encobertos,
os não achados, perdidos,
que o desencontro desfavoreceu.
são os sem rumo, sem parada
escrevem sem ritmo, sem linha
sem harmonia, fora da rima

Veja bem, há ezímios, precisos,
os pra lá de bom, de grande estilo,
que só precisam de um empurrão,
em algumas tortilhas, arrumação,
sabem das teorias, as frisilhas finas não.
Presilhas bordadas só os bons

Nem se fala dos que só espalham letras,
esparramam pelas viradas, desvelados,
palavras desencontradas, desniveladas,
e ainda sim, se consideram bons,
ruins em definição, são poetas de função,
de caçar fricassas, interesses de frissé.

Tenho que falar de alguns tais marginais,
infiltrados, invisíveis mas sendo vistos,
roubam versos e frases da freguesia,
amam a trapaça, as trançadas trocadas,
em silêncio, no contorno, em confusão.
e no final da malhada, o nome então.

Digo a todos, sem distinção,
aqueles que têm o dom por vocação,
façam de boa intenção, sem alterar,
que se assim procederem, na firmeza,
vão de Deus ter o tudo, sobretudo,
receber a mais pura inspiração,
formosuras, belezuras, primores
serão a marca do que de Deus são.

Nilma Da Silva Coimbra

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