terça-feira, 28 de abril de 2020

A GRANDE SELEÇÃO

Ano de turbulências, de forças estranhas
Muito se diz, pouco se sabe, raro se faz
Mundo desatento diante da morte vinda
Doenças no ar, a causa vai além-mar

Palavras em formas de dardos e flechas
Desferindo em rapidez frenética, veloz
Falsos informes, medo presente, pânico
Dois tipos de virus relatos, muitos faltam

Dados imprecisos, escondidos, proibidos
Há mais casos de fato, mostrar não, não
Melhor ocultar, revolta eminente frigente
Então para abafar, tudo está sob controle

Tantas faláceas em desencontro, malos
A verdade é desviada e remanejada
A história do início da epidemia, redado
Um vilão tem que ser posto, inventado

Ciência pressionada, uma cura é exigida
Drogas novas surgem, eficácia duvidosa
Vacinas em início, logo serão testadas
O medo de morrer grita, resolver é ordem

Pandemia viral de proporções inéditas
Possíveis causas são testadas, expostas
Risco eminente, sãos querem envenenar
Para que doentes runas sejam livres

Medidas extremas impostas, de praxe
Impressionar para que o agir se veja
Distanciamento para não difundir o caos
Máscaras para não espalhar, para calar

Pessoas contaminadas no hemisfério
Por todo tipo de bactérias, vermes, linfas
Trata-se de virais do óbito, foi decidido
Covid-19 e Coronavírus, estrelas da morte

Aos que ficam na coxia, sabem o referido
Resquícios de feitiçaria expandidos vivos
Ao ar, ao vento, que foi assoprado forte
Para disseminar a destruição na esfera

Cabe aqui esclarecer, crendo ou não
Nem todos serão atingidos destes males
Os que são do bem, de Deus assumidos
Os que rejeitam malignidade, protegidos

Digo com convicção, se fores da ruindade
Tudo da vida não terás, o nada serás
Denovate, morriá, fim das atrocidades
Profecia comprovada será, o tempo trará

Uma seleção rigorosa se faz na terra
Filhos do Pai amor, não serão atingidos
O Deus de poder e justiça, está agindo
Quem optar ser de Deus, terá vida vidal

Nilma Da Silva Coimbra

TERRA, CONTA-ME

Minha amada Terra, planeta complexo
Globo em movimento, moradas crivelas
Mundo de diversidades, vida que fascina
Tão inumerável, vida imponente, pulsante

Beleza deslumbra, contraste e magnitude
Riqueza abundante flui, extensão refluxa
De opostos que se juntam num conflito
Habitat de seres efêmeros, explêndidos

Há dentre as maravilhas, um tipo especial
Humanos, criados para emanar a vida
Modificados pelo tempo, se desviaram
Esqueceram a raiz, identidade perdida

Conta-me minha Terra, teus dissabores
Tu que não negas acolhida, faz guarida
Diga-me o que te assombras, teu temor
Fala das tuas feridas, dos destruidores

Me responda, o que será dos viventes
Da raça humana desumana, petulante
Que rompe todas as divisas, desvirtua
Faz da sua morada destroça contínua

Homens inteligentes de ignorância vasta
Alcançam o topo do poder e mençalham
Avançam na tecnologia e são traidores
Fazem acordos de bravata, corruptores

O que será de ti Terra, que a todos supre
Gente que mais parece bicho de rampa
Ruindade aperfeiçoada, falsa velesa
Desfaz a beneza em todas as cavidades

Te vejo minha amada, em estado crítico
Necessitas de cuidados, de trato benito
Séculos devastada em todos os sentidos
A humanidade, causa de toda a ruína

Deus não criou o homem para tal zima
Até Ele tentou mudar a sina, Noé e a arca
Não quiseram, optaram em ser maléficos
Rejeitaram ser do bem, o mal desejaram

Desde então, malignidade se fez múltipla
Em todos os lugares, maldade infundida
Mas os da bondade, não se renderam
Estes não foram tocados pelos intrusos

Terra pede socorro, está no seu limite
Invadida, resvalida, deformada, inferida
Doenças mitificam, pragas, pandemias
Um caos se forma devagar, a rez se cala

Tempo de dores, mortes se multiplicam
Mídia explica, dados imprecisos, ocultos
Política do oportunismo, ganância tinida
Fim dos homicidas, colheita seletiva

Ainda vai durar, duas plinas e meia
Este turbilhão de explosões em séries
Trará quedas drásticas, nas garfíndias
Estabilidade final, Deus fez a refinda

Nilma Da Silva Coimbra

PERTURBADORES

Houve no passado, e há ainda hoje
Perturbadores de toda espécie, feitio
Ainda estão operantes com pantemia
Bizarros, confusos, palavras sem sentido

Qual o motivo de tal atitude descabida?
Será vício, gostar de destruir, ou prazer?
Os três ou mais num só pretexto, zezo
Ruindade, vontade mórbida de barbarizar

Perturbar sempre é consciente, intrusão
É invadir para desequilibrar, roubar a paz
Seja exporadicamente ou maciçamente
É um desejo descontrolado de ferir, senir

Alguns são mais comedidos, relapsos
Outros são mais incisivos, enfremáticos
Nos dois casos, a mente está modificada
Seres doentes, que fingem normalidade

Estão misturados, espalhados, não vistos
Querem anonimato, não serem notados
Agem ora as ocultas, ora as claras turvas
Mas estão atuantes, embora negue isso

São oportunistas, a ocasião faz a crisa
A vítima pode ser escolhida, tanto faz
Palavras doídas, cenas de falsiê, terror
Perseguição e afronta, causar o caos

Infames de dureza enfisa, infratores
Fazem absurdos para obter o pretendido
Não se importam com o próximo
Amam tão somente a si mesmos

Se você cruzar com tais perniciosos
Afaste-se deles, são opressores, ruins
Se persistirem no ataque, insistirem
Trate ousadamente, prossiga e resista

Nem sempre estes agitadores cessam
Pois se deleitam em suas malignidades
Sendo assim, o socorro tem que vir breve
Deus, somente Ele, vai te livrar de fato

Nilma Da Silva Coimbra

BOM É...

Nascer do amor, permanecer
Desfrutar da união de uma família
Amar a si mesmo, e o semelhante
Viver em comunhão, se possível for
Amar alguém que te ama, duplicidade
Ser o que for preciso, não se deixar levar
Alegrar-se com a simplicidade
Rir por prazer, sem ofender
Brincar com doçura, sem desfazer
Caminhar sem pressa de voltar,
Andar descalço na areia, na água a beirar
Correr se gostar, seja qual for o motivo
Conversar com verdadeiros amigos
Trabalhar e amar o que faz
Sair sem saber aonde ir, e espairecer
Conhecer gente boa para se dar
Escrever o que pensa, sem esmerar
Dormir o quanto quiser, é bom demais
Comer bem e o que for da vontade
Estravasar seus sentimentos
Dançar muito, girar, extrapolar
Se assim for de gosto, deixar rolar
Ter planos e metas traçados
Sonhar, imaginar, querer muito realizar
Lutar por uma causa de valor
Divertir muito, sem ultrapassar
Tomar banho de mar, bronzear
Viajar deixar a felicidade tocar
Ser solidário a quem de fato necessitar
Fazer tudo de bom que o coração falar
Ir atrás da excelência, da beleza interina
Ser de Deus, do amor, ser da vida perina
Saber que só Ele faz perfeito, bem feito

Nilma Da Silva Coimbra

sexta-feira, 24 de abril de 2020

UMA NOVA TERRA

Eis que vem surgindo
Uma nova terra
Um novo mundo
De sorrisos largos
De braços abertos
Para o alegrato
O final da história
Está sendo conferato
Deus fez e ainda faz
Sua reforma prima
O briscato já terminado
Quem poderia fazer
Tão grande bentrato?
Deus, único e conduto
Cerro.

Nilma Da Silva Coimbra

segunda-feira, 20 de abril de 2020

A VIDRAÇA

Estou do lado de dentro do aposento
Uma sala iluminada, de cortinas claras
Uma vidraça sem aberturas, embassada
De frente para a entrada, desapercebida

Uma bela mulher, olha atenta de esguio,
Observa o que se passa, mas se retrai
Porque alguém aprecia ver sem aparecer
Procurando algo que venha entreter

Pode ser que nada tenha a fazer
Ou não possa sair de onde está
Quem sabe nada mais venha a desejar
Tristezas, dissabores, parou para pensar

Estar num lugar, sem querer estar
Ser perseguida, humilhada, traz agonia
Não saber o que fazer, presa em amarras
Esperar pela saída, sem saber o dia

Dias seguidos na vidraça incolor e lume
A refletir sobre sua vida tão salubre
Esperando alguém que nunca vinha
Ser de alguém, e não ser, só pertencer

Clamores de sua alma, Deus escutava
Sua dor era latente, embora não sabido
Oculta pelo amor do Pai, estava segura
Partiu, num sono, sem sentir, para viver

Nilma Da Silva Coimbra

SIGA EM FRENTE!

Avante, não desfaleças meio aos contras
A vida nem sempre aplaina, há desníveis
Intrusões de todos os tipos, para fragilar
Distúrbios e infusões para tirar o sentido

Não esmoreça diante das dificuldades
Estabeleça seguir em frente, insista
Diante das adversidades, treine a calma
Mantenha o foco no previsto, se trine

Seja teu empenho forte, mentalize o ato
Contrariedades, complicações, ajudam
Elas são o vento avesso, te arremessa
Quanto mais contratempos, mais força

Tudo que é de facilidade, não se valoriza
Homens de bom ciso, não temem a luta
Se vier a peleja, a briga, se negue, afaste
Dê um pesar de adeus, e ande na lida

Tenha sempre em mente, prioridades
Ponha tudo em organiza, suas devidas
Os infiltros podem vir, vão sempre zinar
Se queres ser um triunfante, persista!

Um porém deixo aqui impresso, repense
Êxito de porte, só terás se fores da bona
Se fores da ruindade zina, não seguirás
Deus é força maior para alcançar, blindar

Nilma Da Silva Coimbra

POSSO SER DE DEUS SENDO O QUE SOU?

Questão feroz de indecisos, perdidos
Seres de transforme, que vivem na taça
De tantos desatinos, loucura se apoderou
Sem tino de consciência, tudo se quebrou

Duros na queda do controle, surto xenou
Findou as tripolias, fuzarcas, as caçadas
Nada mais restou, senão esperteza prima
Ainda articulam o engano, sem fantasia

Agem sem a tolerância e desequilibram
Querem Deus? Pergunta o Pai sempre
Não queremos, não fomos, não somos
Esta resposta frequente se faz martelar

Assim permanecem impenetráveis, zoam
Seus atos gritam forte, carência de amor
Em cada palavra contida, retida de dor
Mas não podem confessar, duro açoite

A mudança radical tem sido feita, frisa
Os que optarem pela destruição, falecerá
Quem quiser viver para Deus, reluzirá
Os exterminadores serão aniquilados

Se teu caso for viver, para mais vida ser
Sendo de dureza, querendo ser da beleza
Desejar na sinceridade nascer de novo
Deus irá mudar tudo, gente será de vez

Serás então salvo em Deus, supremacia
Não mais terá que falsear, invejar, calar
Vida nova dentro, alegria real sem temer
Nenhum mal te sucederá, Ele te livrará

O Pai te amará, te acalantará, te guardará
Mas sem amar a Deus, ninguém o verá
Amor é essencial para ao lado dele estar
Amar os que são do amor, isto valerá

Não basta querer amor, possuir e ter
Tem que ser amor, estar no amor de Deus
Só os verdadeiros na fé, permanecerão
Verão a Deus no Espírito, enaltecerão

Nilma Da Silva Coimbra

quarta-feira, 15 de abril de 2020

BONECAS

De traços disformes, indefinidos, bisos
Feitas de panos e linhas, botões de rugas
Há tempos distantes, criadas para um fim
Propósito este, de cunha ruidosa, cruel

Assim iniciou a grande destruição reno
Que perdurou por séculos, para barbárie
Bonecas pequenas, movidas pelo feitiço
Diferentes, sem beleza, com ódio dentro

Mas as "bonequinhas", queriam ser gente
Andar, se expressar, viver em liberdade
Ainda meninas, desejavam ser de carne
Igual aos pais no agir, exemplo danoso

Ao todo eram oito, todas frias e de menzo
Mais havia uma, a preferida, a moreninha
Graciosa falante, pequenina, de fenecim
Apesar de ser bem cuidada, era sozinha

Então o Pai, decidiu ceder ao querer
Criador de muitas bonecas, feitiço vivo
Pela ruindade mais inferida, as fez gente
Destituídas de amor, possuídas de horror

O tempo mostrou quem eram as ferinas
Assim que se tornaram humanas, piorou
Ruindade extrema se tornaram, mavabra
Todos a volta eram alvo de malignidade

Desde então, muitas atrocidades cruéis
A preferida, se tornou a mais cruína, fiuna
Depois se tornou runa, então destroçou
A que mais destruiu vidas, mortes de vina

Mal de toda espécie se multiplicou
Destruidoras natas, por consagração dita
Espalhando a inveja, a ira, o ódio, refisa
Mentes doentes, de um criador demente

Deus vendo tudo isto, se revelou presente
Quebrou as forças mais infringentes
Com sabedoria, desarmou os invasores
Deu o veredito, vitória selou, ruinda finda

Nilma Da Silva Coimbra

O PODER DA BÍBLIA

Livro de valor sagrado, menosprezado
De importância vital para os de Deus
Lido e relido pelos adeptos e estudiosos
Tido para outros como ornamento, vesir

Conhecer as escrituras, para poucos
Entender as súmulas e profecias, minoria
Respeitar este livro como devido, alguns
Expressar e divulgar o evangelho, raros

Além do poder que exerce no espírito
A bíblia, tem um poder que vai além
Ao que tiver fé em Deus e não duvidar
Verá maravilhas, milagres vivenciarão

Falar de Deus e da Palavra viva é retido
O preconceito de ler a bíblia, ainda visto
Deve ser quebrado e vamos vencer isto
O livro de Deus é vida, excelência escrita

Nilma Da Silva Coimbra

ESCRAVIDÃO, NÃO MAIS

Aprisionados por dentro, seres do funcho
Não pela cor, nem pela dor, escolha guta
Ancestrais em corpos tomados, forçados
Não aceitando a morte, viver para bizar

Que sentido há na vida, se tudo é banir
Espíritos em outra vidas, sem identidade
Saindo em corrida, para desferir, tiranizar
Trevas assumidas, astúcia maligna

Deus rejeitado em tudo, diabo abraçado
Aceitando o ruim, desejando a obscúria
Todos em total frenesi, pela obra ruim
Não param de agir em fúria, sem sentir

Feitos de crenças absurdas, paradigmas
Morte rejeitada e não aceita, para não ser
Viver para arruinar, desmantelar, devastar
Tendo o selo zumbi, só obedecem o vil

Gostam da arruaça, do malfeito maledito
O normal não é bem quisto, são fangos
Testam reações bizarras, fazem bitra
Jamais mostram sua face de lisa, pinda

Fanáticos por ver, sem nada perceber
Repudiam serem vigiados, armam laços
Esquecem o referido, voltam a repetir
Depois fazem outra investida, nada sei

Chegada a hora da partida, não querem ir
Deste modo a saída tem que ser no tunir
Escavos da mentira, ruindade malquista
Assim depostos são, liberdade à vista

O novo mundo está surgindo, clarindo
Admirável, mas real, sem fantasias rotas
Uma nova terra livre, mas responsiva
De amor, justiça, paz. Deus reina seni

Nilma Da Silva Coimbra

O PODER DO LOUVOR

Louvar, entoar cânticos à Deus
Destinado aos salvos, aos escolhidos
Que traz o dom consigo, em amor
Voz que louva traz transformações,
Traz do profundo raízes de força
Exala o bom perfume das flores belindas
Recupera as percas e nutre a alma
Cura e fecha as feridas mais induídas
Restaura o corpo e a mente, equilibra
Destrói com ímpeto toda a malignidade
Estraçalha a resistência de demônios
Quebra todas as armadilhas dos pelânios
Devolve a alegria preterida, felicidade vive
Contentamento constante, graça infinita
Dança em grande extasia, transbordante
Faz o mundo ser o bem querer, elevar-se
O amor de Deus explode, reavive, prisma

Nilma Da Silva Coimbra

segunda-feira, 6 de abril de 2020

QUEM ESTÁ LIVRE DA MORTE?

Morte física, todos hão de passar
Todo começo tem seu fim de cabinar
Hoje se tem um grande desfecho
Os entendidos antigos, sabe deste velo
Dia marcado, para muitos seria a virada
Para o Deus único a vitória treviata
Runatas da mentira, agora desfalatas
Ateus? Espécie que nunca existiu, falsê
Adoradores de deuses mortos, demônios
A ignorância os faz mentores de "santos"
E levam muitos à crenças de ídolos cafus
Espalhadores de invenções para encobre
Maldades tão confisas, para confundir
Instalando assim seus planos de berim
Agem em todas as diretivas, cercam
Enganam até os seus, desacreditam
Por este poejo, a feneta chegou, fini
Palavra do Poderoso, Deus da balança
Pesado foi achado todos os malefeitos
Justiça inferida a todos os cruéis runas
Morte ferina, fuzina, implacável sim
Fim da ruindade ruína para destruir, bunir
De tudo vai sumir, ser nada, não existir
Vida plena aos que forem do Deus poente
Aos que se renderem ao amor, ter e ser
Luz presente e eterna, aos arrependidos
O melhor da terra para filhos da realeza
Nada os atingirá, abundante do bem beno
Os escolhidos habitarão na paz eterna
Deus finalmente juntará os mui amados
Reino de amor, verdade, justiça no confim

Nilma Da Silva Coimbra

DIAS DE FESTA!

Dias de regozijo!
Momentos de Alegrando!
Deus está cumprindo seu tratado
Ruindade das negrutudes
Adeus, adeus
Vamos saudar este dia
Vitória viva incessante!

Nilma Da Silva Coimbra

sábado, 4 de abril de 2020

UMA NOVA TERRA

Eis que vem surgindo
Uma nova terra
Um novo mundo
De sorrisos largos
De braços abertos
Para o alegrato
O final da história
Está sendo conferato
Deus fez e ainda faz
Sua reforma prima
O briscato já terminado
Quem poderia fazer
Tão grande bentrato?
Deus, único e conduto
Cerro.

Nilma Da Silva Coimbra

NÃO SE INTROMETA

Não se envolva na vida do outro
Se afaste das confusas loucas
Cuide do seu parecer, longe de broinhas
Saber demais, pode ser uma armada

Invadir território alheio, é ser bedelho
Seja intrusão do coração, ou da vivina
De todo jeito, é querer ser prisioneiro
Entrar sem licença corre risco mortícia

Todo aquele que fez entrada forçosa
Que quebrou regras de respeito seguro
Teve a volta de seu proceder em dobre
Cuidado com o que deseja no oculto

Há tipos diversos de violação, ataque
Com todo estilo de inferência, tomadas
Intromissão, para poder destruir alguém
Não mais será permitida, justiça febrina

Nilma Da Silva Coimbra

O NÃO DESISTIR

Deveras é notório que desistir é fraqueza
Assim é dito em todos as partes, séculos
Será que tal predito é de vedante ou vino
Analise em seguro tal processo, infesto

Desistir é desonroso num todo, frenoso
Regra embutida, não questionada, logro
Nem toda pauta vale a pena investir
Há designios que são fracassos nítidos

O insensato corre atrás das fervências
Gosta do barulho das proezas, brilhezas
Despreza o anonimato, quer ser veleza
Sentir que está no topo, quer ser notado

Vencer nem sempre é de bom valor, dolo
Há vitórias desnudas, impróprias, cruas
Ganhar para jogar fora o prêmio, desonra
Sem proveito, sem conteúdo, confarra

Coisas banais demais para se competir
Uns querer vencer na bebida forte, renita
Outros mais nos debates, confrontos
Todos de vencidura descabida, desnutre

Quantos embates desnecessários vistos
Final de nada, tempo em desperdiço
Então, se é para perseverar, pondere tudo
Ponha na balança os dados, reflita, inpise

Causas podres, abandone, não avance
Tempo bom não se perde, se aproveita
Nunca desista do que é de importância
Se tiver dúvidas, Deus te dirá na firmeza

Priorize em sua vida o que é de ouro lume
Não pela riqueza do deslumbre, que pina
Mas pela galeza acima da vista, dilindas
Desistir jamais da certeza freza, venita

Desistir não é de vergonha, se for runido
Antes a derrota consciente, já perdida
Do que vencer um engodo veemente
O não desistir é para combates nobres

Nilma Da Silva Coimbra

VÍRUS

Realidade dura, doida, tempo de reflexão
Seria fácil ignorar, mas temos que purir
Vidas sendo tragadas por virose de zani
Assolação, contaminação, pandemia

Seu início foi manso, mas de susto forte
Sem alarido de imediato, logo manifesto
Rapidamente multiplicou, vírus de porte
Em todo mundo ele está, mas de contiga

Tal sôfrego se faz intenso, muitas perdas
De entrada, era outro o sentido, a pérgola
Procura intensa, sem trégua, tudo peril
Mas o vírus então resolveu ser a fama

Uma causa teria que ser a partida, drenar
Embaixo do negativo, a foto realita, prisa
Mas neste ínterim, grave foi o espalho
Deus assim permitiu, para fazer o lavário

Dados nem sempre são precisos, desvios
Medo da disseminação, traz a inverdade
Agora é fato, não mais fantasia da trilha
Gripe virática é a sentença, justiça moréo

O que veio para destruir, destruído
Feitiço virou contra o feiticeiro, zenou
É de concreto, certo: Remidos protegidos
Quem for do Deus maior, será intocável

Nilma Da Silva Coimbra
31•03•2020

SOFISMAS

Advindo dos antigos fenícios, malégonos
Imagens criadas para enfeitiçar, sonar
Historietas sarcásticas, imorais, de prinas
Trazem uma sequência para enrredar

Feitos a distância ou de perto, amarrar
Desenhos disformes em paredes, portas
Sombras de oportunismo, que falseiam
Outros fixos para fins de guardo, proezas

De origem runa, trazem o peso do fango
Estigmas para escravizar, criar cativos
Usados para aprisionar a mente, envedar
Intrínsecos, carregam melunas e detalhes

Dura crueza, são cheios de graça, vandos
Prendem pela falsa doçura, cambalachos
Cenas de beijos entre bichos, grotescos
Gostam da comilança mútua, engolir tudo

Como num filme, trazem a magia, vênia
Para enfeitiçar, encantar pelos olhos
Num propósito mais específico, funas
Traz a morte pelo cansaço, pela arma

Obsessão por infiuzar, prazer por infincar
A todo custo usam estigmas para fenezar
Com ferros quentes, frios, espetos, facas
Tais atrocidades negam entre si, prento

Nem tudo gosto de comentar, forte saber
Mas foi fundamental explanar o oculto
Proibido entre eles o comento, silenciam
Estigmas são forças negras, cabínculas

Aos que desconhecem tais pândegas
Fiquem de sobreaviso, mas sem chocar
Deus que vê tudo, já tomou as provídeas
Tais seres de folupas, não mais haverá

Nilma Da Silva Coimbra