sábado, 4 de abril de 2020

VÍRUS

Realidade dura, doida, tempo de reflexão
Seria fácil ignorar, mas temos que purir
Vidas sendo tragadas por virose de zani
Assolação, contaminação, pandemia

Seu início foi manso, mas de susto forte
Sem alarido de imediato, logo manifesto
Rapidamente multiplicou, vírus de porte
Em todo mundo ele está, mas de contiga

Tal sôfrego se faz intenso, muitas perdas
De entrada, era outro o sentido, a pérgola
Procura intensa, sem trégua, tudo peril
Mas o vírus então resolveu ser a fama

Uma causa teria que ser a partida, drenar
Embaixo do negativo, a foto realita, prisa
Mas neste ínterim, grave foi o espalho
Deus assim permitiu, para fazer o lavário

Dados nem sempre são precisos, desvios
Medo da disseminação, traz a inverdade
Agora é fato, não mais fantasia da trilha
Gripe virática é a sentença, justiça moréo

O que veio para destruir, destruído
Feitiço virou contra o feiticeiro, zenou
É de concreto, certo: Remidos protegidos
Quem for do Deus maior, será intocável

Nilma Da Silva Coimbra
31•03•2020

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