terça-feira, 28 de abril de 2020

TERRA, CONTA-ME

Minha amada Terra, planeta complexo
Globo em movimento, moradas crivelas
Mundo de diversidades, vida que fascina
Tão inumerável, vida imponente, pulsante

Beleza deslumbra, contraste e magnitude
Riqueza abundante flui, extensão refluxa
De opostos que se juntam num conflito
Habitat de seres efêmeros, explêndidos

Há dentre as maravilhas, um tipo especial
Humanos, criados para emanar a vida
Modificados pelo tempo, se desviaram
Esqueceram a raiz, identidade perdida

Conta-me minha Terra, teus dissabores
Tu que não negas acolhida, faz guarida
Diga-me o que te assombras, teu temor
Fala das tuas feridas, dos destruidores

Me responda, o que será dos viventes
Da raça humana desumana, petulante
Que rompe todas as divisas, desvirtua
Faz da sua morada destroça contínua

Homens inteligentes de ignorância vasta
Alcançam o topo do poder e mençalham
Avançam na tecnologia e são traidores
Fazem acordos de bravata, corruptores

O que será de ti Terra, que a todos supre
Gente que mais parece bicho de rampa
Ruindade aperfeiçoada, falsa velesa
Desfaz a beneza em todas as cavidades

Te vejo minha amada, em estado crítico
Necessitas de cuidados, de trato benito
Séculos devastada em todos os sentidos
A humanidade, causa de toda a ruína

Deus não criou o homem para tal zima
Até Ele tentou mudar a sina, Noé e a arca
Não quiseram, optaram em ser maléficos
Rejeitaram ser do bem, o mal desejaram

Desde então, malignidade se fez múltipla
Em todos os lugares, maldade infundida
Mas os da bondade, não se renderam
Estes não foram tocados pelos intrusos

Terra pede socorro, está no seu limite
Invadida, resvalida, deformada, inferida
Doenças mitificam, pragas, pandemias
Um caos se forma devagar, a rez se cala

Tempo de dores, mortes se multiplicam
Mídia explica, dados imprecisos, ocultos
Política do oportunismo, ganância tinida
Fim dos homicidas, colheita seletiva

Ainda vai durar, duas plinas e meia
Este turbilhão de explosões em séries
Trará quedas drásticas, nas garfíndias
Estabilidade final, Deus fez a refinda

Nilma Da Silva Coimbra

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