quarta-feira, 15 de abril de 2020

ESCRAVIDÃO, NÃO MAIS

Aprisionados por dentro, seres do funcho
Não pela cor, nem pela dor, escolha guta
Ancestrais em corpos tomados, forçados
Não aceitando a morte, viver para bizar

Que sentido há na vida, se tudo é banir
Espíritos em outra vidas, sem identidade
Saindo em corrida, para desferir, tiranizar
Trevas assumidas, astúcia maligna

Deus rejeitado em tudo, diabo abraçado
Aceitando o ruim, desejando a obscúria
Todos em total frenesi, pela obra ruim
Não param de agir em fúria, sem sentir

Feitos de crenças absurdas, paradigmas
Morte rejeitada e não aceita, para não ser
Viver para arruinar, desmantelar, devastar
Tendo o selo zumbi, só obedecem o vil

Gostam da arruaça, do malfeito maledito
O normal não é bem quisto, são fangos
Testam reações bizarras, fazem bitra
Jamais mostram sua face de lisa, pinda

Fanáticos por ver, sem nada perceber
Repudiam serem vigiados, armam laços
Esquecem o referido, voltam a repetir
Depois fazem outra investida, nada sei

Chegada a hora da partida, não querem ir
Deste modo a saída tem que ser no tunir
Escavos da mentira, ruindade malquista
Assim depostos são, liberdade à vista

O novo mundo está surgindo, clarindo
Admirável, mas real, sem fantasias rotas
Uma nova terra livre, mas responsiva
De amor, justiça, paz. Deus reina seni

Nilma Da Silva Coimbra

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