quarta-feira, 22 de setembro de 2021

TEM DIAS...

Que tudo parece normal e o igual está em todo lugar, eis que vem um imprevisto mal quisto, num contrapiso e desanda o resto das bravatas...


Que o difícil parece fácil, o dia vai ser sem vacilo e eis que o esforço é maior que o pretendido...

Que há grande alvoroço, sem querer você engole o caroço, leva o dia empurrando os desgostos, no final só restou os desacertos para consternar...

Que não se sabe o que fazer primeiro, começo meio e fim ficam perdidos...

Que a volta é uma partida, para um recomeço sem despedidas, e logo em seguida o sentido tem outro refrão...

Que a dor é sufocante, a fome não vem, o nada se faz presente, perguntas ficam sem respostas, seguir só pela fé em Deus e descansar...

Não  sei se vou ou se fico, se faço ou me esquivo, se digo ou se emudeço, se me arrisco ou desisto, se me atrevo ou me anulo...

Que poetar é um mar bravio, que se nega a falar, outros dias é como muitas vozes a peneirar, para uma guerra não se levantar...

Que as alegrias se encontram para conversar, apagando as tristezas que ontem veio deixar, avivar as cores que estavam sóbrias, sentindo feliz, com todos os nãos que trouxeram outros dias...

Nilma Da Silva Coimbra 

MEU CORPO, MINHAS REGRAS?

 Em se tratando de ninguém vir a querer dominar   Respostas prontas e conclusivas explodem no ar.   Antes que um pássaro venha a fazer ninho de palha   Falas prontas e agressivas desviam intenções zunas

É a autodefesa diante das inferências, fazendo calar
Usar palavras chaves para inviabilizar, desacreditar
Se a frase é de convencimento, pouco importa
A questão é fazer parar afronta de súbito, desviar

Voltando a decifrar a afirmativa de um egocêntrico
Quer ter domínio até pelo que nunca poderá rebater
Um coração  pode bater pela vontade do dono dele?
A respiração está sob o domínio de quem a possui?

O cérebro ainda é um enigma mas quem o controla?
Quem pode comandar o processo do nascimento?
Por acaso a sede é ordem do corpo ou protela?
Meu corpo sim, as regras, ele vai impor, e assim será

Alguém sabe se está doente, se o corpo não avisar?
Pode controlar a dor quando o corpo pede socorro?
Sabe no conciso o que acontece dentro de você?
Ou apenas prossegue, baseado em tuas indecisões?

Posso criar regras para meus impulsos sem limites
Mas sempre serão regras dentro das regras dele
Cada ser possui semelhanças e diferenças únicas       
O que faz bem a um, pode a outro trazer o maleficio

Sou dono do meu corpo e mando, sou regente?
Ou é Deus que tem o poder da vida e da morte?
Exercita teu corpo e mente, faz bem, saúde terás
Não te esqueça que o criador é o teu proprietário

Nilma Da Silva Coimbra 

SER CORRETO INCOMODA?

 O certo incomoda pessoas erradas, inveja navalha.       O errado incomoda pessoas certas, fogem da rebata.   Ser correto no branco, dizem os letrais da Candinava     É brega, antigo, é utopia, são luzes da gibalta             São estes da travessia, que trazem a divisa dúbia

Lá vem aquela mirela, o certo e o errado varia Depende da ocasião, da visão de cada cidadão
Isto é para o errado, entrar na contramão, ser o bom
Vem como mentirinha para tituletar, cambirrar, gunir
O errado tem prazereres da anomalia, quer conturbar

Pessoas erradas não gostam de gente valente
Dos que mudaram de time, dos reais vencedores
Traçam marmotas de graça, trilham ferrilhões tortos
Querem enganar com arte, ser um autêntico no falso
Ter o prêmio Oscar, e assim conseguir tiles, queréns

Pessoas direitas sentem repulsa do mal, só de ouvir
Se porventura incorretos se atrevem a infringir leis
Esvaem depressa os justos, não negociam cordatas
Ser correto incomoda porque é o beliar da verdade
O que é belo traz luz própria, recalcados rechaçam

Saber tua identidade, teu caráter, só Deus a definir
Ser do errado, o empenho é dobrado no camuflar
O lado certo tem paz, o que se faz é conhecido, nido
Com toda convicção, aquele que é de Deus, é íntegro
Mas o errado e a Deus ignora consciente, é indigno

Nilma Da Silva Coimbra 

FÉU

 Bebendo o amargo da bebida dorenha, a não grata     Dia após o outro o féu do legrume é posto na taça         A porção de dores me é dada, a outro não destinada   Assombros obscuros, ruindade manifestada, aberta

Sopros de murmúrios traçando um perfil arbitrário
Acordos bizarros e infundáveis para saber o fútil
Dedicação extrema em aniquilar, matar até as raízes
Induzir pela força ações descabíveis, involuntárias

Pressões e fúrias infisas para sair do meu habitat
Vigilâncias cirradas a cada passo e decisão dada
Reações conturbadas para encobrir a real caçada
Mentiras em histórias escabrosas para obter honras

Novos farpados são criados para denegrir, confundir
Exigem silêncio de seus fracassos, driblam fuzarcas
Deus na intervenção de todos os fatos, dissipando
Féu do amargo cálice, propósito da escolha do Pai

Nilma Da Silva Coimbra

sábado, 28 de agosto de 2021

QUE AMOR TU VIVES?

O trivial, das temporadas
O banal, das ficadas
O misto, que tudo arrasta
O tanto faz, que não se retrata
Ou o teu viver é amor real
Qual amor tu sentes?

O amor que se imagina
Nem sempre é obra prima
O amor que se cultiva
Não desperta no outro, a mesma sentila

O amor que está na escrita
Pode estar ausente no escritor
Palavras de amor, mentiras e verdades conflitam
Ideal é viver o amor, deixe o coração falar

Se é amor da reta final,  priorize à risca
Tendo já o presente, ou ainda na espectativa
É na aliança com Deus, que realiza

Nilma Da Silva Coimbra

HONRA A QUEM MERECE HONRA

 Honra ao mérito, honra aos que destaques tiveram   Aos que se empenharam para o ótimo desempenho   Dedicação e determinação no todo, é a essência   Firmar valores excelentes, atitudes de abrangência

Mérito pode ser imerecido, depende dos envolvidos
Para receber aplausos, fama e reconhecimento alto
A fenda rachada, a brecha encontrada para burlar
Chegar ao proposto ou no topo, sem etapas passar

Criado para reforçar bons hábitos e bons princípios
Seja nas empresas ou órgãos públicos, lá está posta
Com data marcada, alguém nas habilidades vencerá
Terá sua homenagem, ganhará a recompensa final

Será que tais saudações trazem a tona o requerido?
Estes celebrados continuarão fiéis sem as honras?
Por um tempo, talvez seja feito, mas sem a platéia?
Qualidades devem ser exaltadas em público ou não?

Dai honra, a quem a merece, sem que haja falsidade
Nem sempre se é preciso falar, o respeito é dádiva
Confiança em tempo integral, se adquirida, é riqueza
Se acaso não houver louvores, não mude, seja certo

Há honras esquecidas, que muitos as desprezam
É saber que existe um Deus, e não se importar
Ou pior que isto, é ter a certeza de ser a única saída
E não querer Ele como supremo, nem como Pai

Para Deus agraciar e engrandecer, é só amá-lo
Desnecessário é muitas palavras, siga-o, sê fiel
Ele não quer celebrações, exalte-o sendo sincero
Fale com Ele, escute-o, obedeça-o, verá o seu agir

Nilma Da Silva Coimbra

VOCÊ REPRESENTA DEUS?

Pergunta direta aos que afirmam ser da elevância          Você  que diz ser "pessoa de Deus", vive tuas frisas?Sem temer, pode na certeza dizer: "sou da realeza?        Em qualquer lugar, jamais irá negar o que te dá vida?

Será que a maioria diria a verdade ou a mentira?
O desejo de ser aprovado, faz a mentira sorrir, foliar
Pode você representar Deus, como filho, ser da luz?
Se realmente amá-lo de coração e viver em retidão

Ao indagar sobre Deus, muitos retraem, vulgarizam
Nem todos são de Deus, mas vai a igreja fingir ser
Há os convictos por fora, por dentro, Deus não está
Um tipo curioso, é o que renega Deus, mas o usa

Qual sua postura, perante sí mesmo, sobre Deus?
Já fez seu perfil, sua biografia, de seus valores?
Ou ainda há espaços, dados que nunca preencheu?
Faça uma reciclagem, deixe a honestidade fluir

Faça a sua escolha, pois o tempo é de decisão
Abandone suas multifaces e máscaras da farsa
Deus está fazendo a repescagem, povo selecto
Quem viver em Deus somente, alcançará redenção

Nilma Da Silva Coimbra

QUANDO DEUS DIZ NÃO

 Receber um não, quando o sim é esperado, impacta     Queremos ouvir o esperado, mas o inesperado criva     Cremos sem triscar que o almejado é o já, adelante   Vindo da parte de Deus, o não é mais pesado, soma

Os olhos podem ver o previsto, mas não o escuso
Portas abertas podem estar disponíveis, e não ser
Todas as chaves não contém o segredo da vida
Todos os caminhos não levam para Deus, afastam

Mistérios impenetráveis desconhecemos, reflita
Armadilhas estão a espera em secreto para abordar
A ruindade ainda é a causa principal das malatrinas
Se Deus diz não a um filho seu, é amor excelente

Se o não de Deus, vier de sobressalto a lhe envolver
Por uma escolha que tenha que decidir, finalizar
Agradeça a Ele, não se revolte ou enraiveça, aceite
É Deus te livrando de um mal de perigo, é amor belin

Nilma Da Silva Coimbra

domingo, 25 de julho de 2021

LABIRINTOS

 Caminhos geométricos, formas chaves de alinho   Entrada de rumo certo, múltiplas saídas, uma veraz         A busca pela aventura, conhecer novas perspectivas     Aguçar a mente, trazer a tona novos desafios     Preparar o corpo e espírito para duelos e confrontos

Antigo esporte dos cavaleiros, guerreiros do rei
Para sair de complicações, destrinchar problemas
Surgiram para aprimorar aptidões, reflexos, destreza
Obter reações que estimulem a recomeçar se falhar
O objetivo primordial era garantir vitórias concentras

Há também em nós, labirintos mal resolvidos, trunas
Entramos na certeza, mas dúvidas crivas nos cegam
Saídas desfalcadas dilas, embates para retroceder
Uma única saída real é certa, não desistir, resistir
Que seja em direção do alto, chekiná impulsa, segue

A vida possuem compassos, em tempo e fora dele
Melodias em diferentes tons, ouvidos a diferenciar
Graus de dificuldade, são labirintos a enfrentar
Não importam as tranqueiras, serão derribadas
O impossível não existe para os anelados em Deus

Relate um problema imediato, a saída irá procurar
Este percurso é o aprendizado, lição para ficar
Se a solução vai encontrar, dependerá da garrida
Constância sempre diante da meta a conquistar
O fator mais relevante, está no Deus das respostas

Se diante de obstáculos, houver entraves penosos
Tiver que atravessar a qualquer custo, o barro negro
Reative seu ânimo, reserva-se do nada, avante!
Seja teu labirinto leve ou de longas inbernadas
Tendo Deus no coração, vitória nunca negada

Há balantos que embarcam sofrimentos grosnos
Tamanho é o repuxo e fluxo, que fere a alma ruindo
São  cravos crinos que rasgam, avassalam, travam
Somente um pode restaurar, curar, livrar no absoluto
Deus, o que nunca abandona o clamor dos salvos

Nilma Da Silva Coimbra

PERDIDOS NO TEMPLO

 Busca pelo controle, ganância explícita, basta!     Clã runa que vai a igreja, para cumprir seu papel   Fazem tudo que é preciso para serem perfeitos   Almas nunca salvas, atores da vida, tempo real

Guardam convicções de invenções, regras funas
Creem na aprovação de Deus, pelo parecer ser
Querem envolver, atrair, convencer para mitificar
Sendo aceitos, passam distorções da verdade

Fingimento é a arma preferida, saboreiam o ato
Se aperfeiçoam no que mais apreciam, imitam
Incorporam qualidades e dons sem possuí-las
Iniciando a jornada, vão até o fim da caminhada

Perante a sociedade, agem conforme escolhido
Se pastores, estudam a bíblia para estremecer
Se "levitas", cantores ou músicos, para seduzir
Missões nem sempre é socorro, lucro predomina

Assim são com outros cargos ou chefias vistas
Gostam de jogar, vivem no perigo, nas margens
Querem saber demais, testam para ludibriar
Sem razão coerente, vivem uma vida aparente

Perdidos em regras e teorias burras, diferem
Criam templos só para runas, e isto é o paradoxo
Querem provar que são exímios enganadores
Este desatino que é um entrave, deixo vírgulas

Neste enredo sem consenso, sem conformidade
Brincam com o sagrado, sem dor, peso ou culpa
Em casa possuem seus santos, fora abominam
Conforme o templo, conforme é a dança, o ritmo

Outros fatores há que trazem a marca nefasta
Orações de runas são o inverso, impetram a dor
Profetizam com trepidez, sem a verdade conter
Dizem em secreto, "somos runas sim, até morrer"

Você que é o oposto destas conjecturas lúgumes
Que está do lado da vida, do reino trino vencedor
Nem toda igreja é Deus presente, é vidro fosco
Onde estiver, só fique se Deus aprovar, é sábio

Um leque se abre, tudo está sendo explanado
Perdidos no templo é a igreja da besta, gonos
Ruindade imposta ao extremo, ida sem volta
O Pai justiça já está no comando, morte renhida

Nilma Da Silva Coimbra

MEUS DESAFIOS

 Enfrentar obstáculos, desbancar  imperdoáveis     Enfrentar covardes, incitadores, beluscos nodos   Sem temer as queixadas,  barricadas de ganchos   Ir até  as últimas perreias, desnudar os gerúndios

Duelo de garrotes, de forças sangrentas, em fúria
Confronto diário com trevas, bestas feras à caça
Como lobos e hienas a fome os domina, grunem
Sem freios e controle agem como desordenados

Ganância desmesurada, ávidos, se ter for negado
Inimigos de si mesmos, desprovidos, perigosos
Neste desafio contínuo, meu Pai me resguarda
Não  busco as guerridas, sinto o repuxo guto

Provocadores natos, perturbar é lazer, o divertir
Disfarçados de gente, pele de demônios e vinil
Comem de nardo, negam o fato, exibem a dieta
A verdade é o terror camufla, querem carne viva

Carregam o fardo pesado da inveja e intolerância
Sabem que nunca foram humanos, aí a revolta
Odeiam Deus, o bem, os que são salvos repelem
Possuem no corpo a marca 666, a besta do fim

Meus desafios tem sido renovados, calcados
Pelejas e ataques de fórcepas, garras para rasgo
Era dos espíritos é passado, buscam o recesso
Feiticeiros não mais haverá, decreto sem reverso

Opressores e impositivos, sede de poder, posse
Maldosos, infiéis, querem permanecer ruidosos
Runas destruidores não poderão subsistir, finate
Vencedores são todos os guerreiros de Deus

Nilma Da Silva Coimbra

RIQUEZAS ETERNAS

 Há  algum tesouro maior que virtudes?                     Se houver, estão  escondidas, esperando o surgir   O bem mais precioso está na beleza das atitudes   Qualidades imperativas pessoais, que cativam

O que você mais busca em sua vida?
Ter riquezas e dar tudo por isto, ou ter dádivas?
Possuir o que o dinheiro pode dar ou ter a graça?
O que anseia por encantos cora, tem beautitudes

O coração  do homem ainda está no reflexo revo
Nem todas as luzes são  dignas, o falso ofusca
Não  são vestes que ditam, nem sorrisos caros
O que os olhos vêem nem sempre é o que é, risa

O belo que é invisível, se sente, é transcendente
Engano é pensar que virtudes, só é para alcançar
Falsas virtudes não fazem a conquista, matizam
Ser alguém de valor, transpor ideais, Deus o guia

Você cre em traços benignos vindos de todos?
Esforço há em igualar o bem, é só um cerão viso
Atitudes benas, dotes da alma, pertencem a Ele
O querer parecer ser extrapola, feio  vivo e mudo

Será que,  beleza que inspira, está no óvulo mãe?
Essência de formosura da alma, vem de Deus luz
Seres especiais cheios de amor da fonte viva
Aquele que optou pela vida, terá atributos alvos

Quais as beatitudes que alguém pode compor?
Caráter digno, comportamento coercitivo e bení
Blumas são resultados da aliança com o Supra
O sábio irá ao encontro das jóias de Deus pinas

Nilma Da Silva Coimbra

sexta-feira, 25 de junho de 2021

A PASSAGEM

Passagem é deixar um lado, para estar noutro
Nem sempre é crucial, mas se faz necessária
É a trajetória que encurta tempo e distância
Beneficia e traz vantagens essenciais, sumárias

Mas existe uma passagem que de Deus provém
Só está aberta para os que desejarem vir a Deus
Ter arrependimento para seguir uma nova vida
Em coração sincero amar, ser amor, viver Denui

Fala-se em pandemias, da invasão de vírus ritos
A inversão de valores tomou conta de muitos
Viver todos querem, alguns para a morte difundir
De eficácia pouco há constatado, só o superficial

Males incontáveis já assolou a terra, perverteu
Guerras, doenças, homens de sagaz pertinência
Transfomaram o mundo em dores contínuas
Runas obsessivos se destruindo uns aos outros

Por muitos séculos não se falou em runas
Era proibido, o perigo de ser morto pelo diabo
Expandiu-se o mal sem limites, em larga escala
Foi então que houve intervenção divina severa

O diabo e Lúcifer não mais existem, mortificados
Por causa da extrema urgência de mudar tudo
Palavras bíblicas se tornaram antigas, o novo já
Haverá  muitas retaliações nisto, Deus falará

Foram abolidos macumbas, feitiços, quizumbas
Maldições, opressões, pragas e pestes banidas
Inveja não tocará ou atingirá os filhos de Deus
Somente entre os maus, a inveja será expandida

Demônios e espiritos de feitio mortos, destruidos
Objetos e insetos, não mais possuem espíritos
Cachaça espiritual extirpada, o alcolismo finado
Há muitas coisas que no tempo certo Irá sumir

Muitos não crerão nestas linhas, de se esperar
Mentiras inventadas e modificadas na escrita
Deus porém já de imediato esclarece os desvios
Vida nova e abundante para os remanescentes

Aos da ruindade que de verdade quiserem Deus
Farão parte da nova família, a familia do amor
Laços de união de respeito e harmonia no Pai
Serão acolhidos de braços abertos, vida fluirá

Aos que não são runas e não estão em Deus
E queiram mudar de vida, transformação total
Agora é o momento desta tomada de decisão
Ele quer uma conversão real, viver para construir

A passagem das trevas para a luz, está aberta
Ele chama todos os homens para a plenitude
Façam uma aliança de vida eterna com o eterno
Os que que vierem para a passagem, renascerão

Mas se ouvirem o chamado do Pai, para ser filho Rejeitarem seu amor, e optarem por serem runas
Ainda quiserem fazer malignidades e destruição
Estes já estão condenados a morte, extintos

Nilma Da Silva Coimbra

PROVAÇÕES

 Tão simples dizer tal palavrinha, não se calcula   Ser provado, não se explica, passar por ele, sim   Passar por duros golpes, ser assolado com vibe   Não poder expressar o terror roluto ainda desviar

Contar dores, destrinchar sofrimentos de sangue
Não é agradável, traz um reforço de feridas risas
Assim, nossas bocas só identificam o essencial
Para não sobrecarregar quem ouve, amenizar

São muitas as provas e testes que na vida temos
Provações se tem que passar, inútil é não querer
Algumas vamos ignorar, outras fugir, até duvidar
Mas aquelas que são premissas, é para esperar

Não te importes se provações venham, é preciso
Ela é a preparação para fortalecer o espirito
Enfrente sem temor, não te detenhas, fique firme
Pode haver batalhas cruéis, o mais forte vencerá

Deus está treinando seu grande exército de amor
Soldados valentes, destemidos, combatentes
Que nada os atingirá, serão bravos e guerreiros
Por onde forem, Deus estará junto para vencer

Nilma Da Silva Coimbra

SUPERAÇÃO

 Superar será somente para alguns ou é treino?   Não se deixar abater por opressores, resistir       São agruras de ferro de corte, ferimentos tinos   Ainda que seja imprescindível, há desistências

Assim tem sido meus dias, quebrando pedras
Até que se tornem esmiuçadas, abrindo corvinas
Sem estremecer,  persistindo, destruindo fardos
Junto ao meu Pai, como combatente e serviente

Avançar sempre, se do alto já fostes revestidos
A luta renhida que o ódio presencia, é furrazina
Enfrentar os desafios, suplantar as das ondas
Exceder todas as perdas, conquistar o absurdo

Superação é a força interna do espírito, galgando
É o esquecer do eu, elevar a causa, ir além mar
É alçar voo sem asas, correr com os pés feridos
Atravessar barricadas e não temer as feranhas

Tudo aqui descrito só é possível, se Ele desejar
Ir além limites, requer sustentação altaneira
Deus é que refaz energias siben, vida fluindo
A força maior do mundo está em Deus, amor lin

Nilma Da Silva Coimbra

TEMPLOS

 Templos, representam a verdade no mundo?   Igrejas solenes luzentes mostram o que são?     Pelo que se deixam seduzir quando vão a estes?Qual o motivo pelo qual alguém se dirige a eles?

Ostentação nunca será de igualde com a santile
O belo ezuberante, não reflete o verdadeiro Deus
Um simples coberto pode conter mais explendor
A luz trina para resplandescer busca almas bliz

Em tempos idos, e também hoje, o mesmo traço
Templos vieram para enriquecer, obter vantagens
Depois para servir a demanda de vidas no junco
Será estes templos que Deus requer santidade?

Reis de todas as épocas, em seus palácios galas
Faziam templos eunintos, para deuses estranhos
Suntuosos, de luxo extremo, para serem notados
Quem contribuía para tal aparato era o imposto

Neste emaranhado de distorções, se fez nozeiras
A visão do imediato, de luzentes só de estampa
Está cessando e vindo a luz que de dentro surge
Luz branca da alma, erradia verdade, Deus pleno

De que adianta a brilhesa do bem estar presente
Com seus ornamentos e cores de ofuscar a vista
Os templos com espaços de assombro, arrombo
Se simbolizam a exaltação a deuses da farsa

Você que gosta de estar em templos de brilho
Sem sequer saber o que envolve tal soberba
Acorde para o brilho real, apague luzes de enfeite
Aprenda ver as luzes eternas, acima das estrelas

A Casa de Deus de amor, tem sua autenticidade
Não quer parecer ter seu valor pelas oblesas
Antes que no interior de cada vida, seja luz gorne
Luz infinita a todo que ama a Deus, templo real

Nilma Da Silva Coimbra

PONTO SEM NÓ

 Ponto sem nó é uma frase popular de relevância       Significa alguém que não faz um ato, sem retoco       É o mesmo que "toma lá  dá  cá", sem dó ou ziza   Cada atitude seja boa ou má, é trançada na volta

Um ponto, um nó, o agir preso ao interesse godo
É o dar algo já armando um laço para arrebatar
Muitos pontos e nós são traçados,  jogo tinhoso
Feito para sempre ganhar, perdas maiores há

Encontrado em cada ser que deseja ter o bonus
Seja trapacear, lograr para benefícios amplos
Mais certo seria dizer, ponto com nó, para trizar
Só os que são do bem, se doam e nada é pedido

O Ideal seria se houvesse laços sem trocalhos
E o desejo de sempre obter vantagens fosse nulo
Em comunhão havendo total colaboração vinida
Num só coração, ajuda contínua, no elo de amor

Nilma Da Silva Coimbra


Nilma Da Silva Coimbra

terça-feira, 25 de maio de 2021

BRISA E VENTANIA

Brisa e ventania eram conhecidas, não amigas  Quando uma passava, a outra quieta estava        Nunca juntas, suas diferenças eram exorbitantes  Uma delicada, serena, outra tempestiva, danosa

O prazer de Brisa era trazer acalanto, ar fresco
Gostava de levar seu toque suave, em amor vida
Ventania era brutal, por onde passava, destruia
Sua força trazia a perda em grande escala, zunia

Brisa, o amor, o frescor suave das florindas
Ventania, o arraso que punha abaixo as venezas
Um dia, ventania resolveu invadir a brisa, trucidar
A Inveja o consumiu, pois perdeu tudo que tinha

Diante disso, Deus resolveu colocar um final
Ventania não mais viveria, outro então haveria
Brisa foi socorrida pelo seu criador, que a livrou
Ventania do mal finou, outro Ele fez, Deus é renal

Brisa continua a ser o que está destinada
O que era, ainda o é, nunca se curvou ao malefo
Ventania, por ser ruim e invejoso, pereceu, vinou
O poder e força pertencem ao Supremo, lenon

Nilma Da Silva Coimbra

PONTES

Toda ponte tem um porquê de estar aonde posta   Dois lados que necessitam estar juntos, unidos   Em todo lugar, há pontes de variar, para interligar   Para intercâmbio de utilidades, elas são a saída

Uma ponte nasce quando é preciso alargar laços
Extender os espaços, conhecer novos tratados
Solução para negócios, expandir territórios, cizar
O outro lado é o complemento, inicio do novo

Em tempos retrozes de guerra, servia para espiar
Ficavam de pronto no disfarce, para colher fatos
Também trazia mortes em dobro nas batalhas
Meio eficaz para reunir povos, pontes são refisa

Ponte é travessia, a outra parte para ser parte
Hoje é de boa serventia para um todo, expande
É bem visitada por namorados,  traz saudades
Quem passa, fica a pensar, qual história ela traz

Se pontes foram feitas para unificar, acrescentar
Porque não podemos ser pontes uns dos outros?
Ser alguém que faça o extraordinário, a ligação
Saber se é pra ser, se dar, fazer a conexão vega

Então vá de passo calmo, pise na certeza da reta
Seja então a melhor ponte, menos a  pinguela
Leve as primícias, o extrato das melhores belinas
Da sua vida, faça um elo de amor, por onde for

Nilma Da Silva Coimbra

O IPÊ AMARELO

Na guerra pelo progresso, o homem não mede esforços e as consequências dos seus atos. O importante é avançar. Numa batalha desigual, destrói insanamente os recursos naturais, essenciais à sobrevivência. A resposta da natureza pode até demorar, mas não falha. As vezes, é imediata, intrigante ou mesmo desafiadora. Só precisamos interpretá-la.


Num ato silencioso e inusitado, ela respondeu aos afiados machados e às violentas motosserras, maiores formas do desrespeito destruidor. Insistiu e exigiu seu espaço para expor a beleza de suas flores e a generosa sombra da sua copada, numa grande demonstração de energia e desejo de viver.

Derrubado e transformado em poste para suporte dos fios da rede elétrica, o lpê amarelo não se entregou. Com uma reação estupenda, recuperou sua pompa e reinado de árvore símbolo nacional. Rebelou-se à condenação injusta, criou suas raízes no solo e voltou a reinar absoluto, esbanjando alegria e beleza com sua identidade marcante.

Reconsiderando o seu ato, o homem decidiu transferir a rede elétrica a um poste de concreto instalado ao lado. Agora o Ipê reina livre dos fios.

Este lpê, que pode ser honrado com "i" maiúsculo, é uma atração pública em Porto Velho, capital de Rondônia, distante 3.500 quilômetros de Porto Alegre.

Doce privilégio dos moradores do bairro, a exemplo do fotógrafo amador Leandro Barcellos, gaúcho de Passo Fundo que reside em Porto Velho e nos cede a imagem para saboreio dos eletricitários gaúchos.

Com forte herança dos povos latinos, durante algumas décadas, Rondônia exerceu forte poder de atração sobre sulistas e nordestinos para exploração mineral, extrativismo e agricultura, desenvolvendo uma nova cultura miscigenada.

Não aceitando a imposição do homem, o Ipê fincou pé e readquiriu vida.

Do texto " Da Energia se fez a vida."
Autor desconhecido.

Nilma Da Silva Coimbra