quarta-feira, 22 de setembro de 2021

MEU CORPO, MINHAS REGRAS?

 Em se tratando de ninguém vir a querer dominar   Respostas prontas e conclusivas explodem no ar.   Antes que um pássaro venha a fazer ninho de palha   Falas prontas e agressivas desviam intenções zunas

É a autodefesa diante das inferências, fazendo calar
Usar palavras chaves para inviabilizar, desacreditar
Se a frase é de convencimento, pouco importa
A questão é fazer parar afronta de súbito, desviar

Voltando a decifrar a afirmativa de um egocêntrico
Quer ter domínio até pelo que nunca poderá rebater
Um coração  pode bater pela vontade do dono dele?
A respiração está sob o domínio de quem a possui?

O cérebro ainda é um enigma mas quem o controla?
Quem pode comandar o processo do nascimento?
Por acaso a sede é ordem do corpo ou protela?
Meu corpo sim, as regras, ele vai impor, e assim será

Alguém sabe se está doente, se o corpo não avisar?
Pode controlar a dor quando o corpo pede socorro?
Sabe no conciso o que acontece dentro de você?
Ou apenas prossegue, baseado em tuas indecisões?

Posso criar regras para meus impulsos sem limites
Mas sempre serão regras dentro das regras dele
Cada ser possui semelhanças e diferenças únicas       
O que faz bem a um, pode a outro trazer o maleficio

Sou dono do meu corpo e mando, sou regente?
Ou é Deus que tem o poder da vida e da morte?
Exercita teu corpo e mente, faz bem, saúde terás
Não te esqueça que o criador é o teu proprietário

Nilma Da Silva Coimbra 

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