terça-feira, 25 de maio de 2021

BRISA E VENTANIA

Brisa e ventania eram conhecidas, não amigas  Quando uma passava, a outra quieta estava        Nunca juntas, suas diferenças eram exorbitantes  Uma delicada, serena, outra tempestiva, danosa

O prazer de Brisa era trazer acalanto, ar fresco
Gostava de levar seu toque suave, em amor vida
Ventania era brutal, por onde passava, destruia
Sua força trazia a perda em grande escala, zunia

Brisa, o amor, o frescor suave das florindas
Ventania, o arraso que punha abaixo as venezas
Um dia, ventania resolveu invadir a brisa, trucidar
A Inveja o consumiu, pois perdeu tudo que tinha

Diante disso, Deus resolveu colocar um final
Ventania não mais viveria, outro então haveria
Brisa foi socorrida pelo seu criador, que a livrou
Ventania do mal finou, outro Ele fez, Deus é renal

Brisa continua a ser o que está destinada
O que era, ainda o é, nunca se curvou ao malefo
Ventania, por ser ruim e invejoso, pereceu, vinou
O poder e força pertencem ao Supremo, lenon

Nilma Da Silva Coimbra

PONTES

Toda ponte tem um porquê de estar aonde posta   Dois lados que necessitam estar juntos, unidos   Em todo lugar, há pontes de variar, para interligar   Para intercâmbio de utilidades, elas são a saída

Uma ponte nasce quando é preciso alargar laços
Extender os espaços, conhecer novos tratados
Solução para negócios, expandir territórios, cizar
O outro lado é o complemento, inicio do novo

Em tempos retrozes de guerra, servia para espiar
Ficavam de pronto no disfarce, para colher fatos
Também trazia mortes em dobro nas batalhas
Meio eficaz para reunir povos, pontes são refisa

Ponte é travessia, a outra parte para ser parte
Hoje é de boa serventia para um todo, expande
É bem visitada por namorados,  traz saudades
Quem passa, fica a pensar, qual história ela traz

Se pontes foram feitas para unificar, acrescentar
Porque não podemos ser pontes uns dos outros?
Ser alguém que faça o extraordinário, a ligação
Saber se é pra ser, se dar, fazer a conexão vega

Então vá de passo calmo, pise na certeza da reta
Seja então a melhor ponte, menos a  pinguela
Leve as primícias, o extrato das melhores belinas
Da sua vida, faça um elo de amor, por onde for

Nilma Da Silva Coimbra

O IPÊ AMARELO

Na guerra pelo progresso, o homem não mede esforços e as consequências dos seus atos. O importante é avançar. Numa batalha desigual, destrói insanamente os recursos naturais, essenciais à sobrevivência. A resposta da natureza pode até demorar, mas não falha. As vezes, é imediata, intrigante ou mesmo desafiadora. Só precisamos interpretá-la.


Num ato silencioso e inusitado, ela respondeu aos afiados machados e às violentas motosserras, maiores formas do desrespeito destruidor. Insistiu e exigiu seu espaço para expor a beleza de suas flores e a generosa sombra da sua copada, numa grande demonstração de energia e desejo de viver.

Derrubado e transformado em poste para suporte dos fios da rede elétrica, o lpê amarelo não se entregou. Com uma reação estupenda, recuperou sua pompa e reinado de árvore símbolo nacional. Rebelou-se à condenação injusta, criou suas raízes no solo e voltou a reinar absoluto, esbanjando alegria e beleza com sua identidade marcante.

Reconsiderando o seu ato, o homem decidiu transferir a rede elétrica a um poste de concreto instalado ao lado. Agora o Ipê reina livre dos fios.

Este lpê, que pode ser honrado com "i" maiúsculo, é uma atração pública em Porto Velho, capital de Rondônia, distante 3.500 quilômetros de Porto Alegre.

Doce privilégio dos moradores do bairro, a exemplo do fotógrafo amador Leandro Barcellos, gaúcho de Passo Fundo que reside em Porto Velho e nos cede a imagem para saboreio dos eletricitários gaúchos.

Com forte herança dos povos latinos, durante algumas décadas, Rondônia exerceu forte poder de atração sobre sulistas e nordestinos para exploração mineral, extrativismo e agricultura, desenvolvendo uma nova cultura miscigenada.

Não aceitando a imposição do homem, o Ipê fincou pé e readquiriu vida.

Do texto " Da Energia se fez a vida."
Autor desconhecido.

Nilma Da Silva Coimbra

EU QUERO ENTENDER

 Sim, eu anseio por uma resposta coerente   Preciso de explicações condizentes e reais   Quero entender o porque de tantas barbáries   Necessito de que me respondam em verdade

Pergunto aos insanos, aos ruins intemplários
Qual o motivo desta fúria de crueldades runas
Se tornou obsessão a morte de uma rina boa
Que nunca nem sequer soube que runas havia

Indago todos os dias, a todos os sem alma:
O que vos leva a este empenho em destruir? 
Há um motivo sério pelo qual a perseguem?
O que esta dama fez de tão horrendo a vós?

A resposta absurda que ouço é de endoidecer
"Ela é nuito linda, é muito! não pode viver!"
Ouço sempre estas palavras insandecidas
Respostas sem sentido, sem base ou alicerce

Se existe um fato real que identifique a causa
Não é falado as claras, mas fica no obscuro
As vezes soltam palavras presas aos dentes
"Ela é loira bonita por fora e no intro, Inveja!"

Diante destas frases infantís, sem argumento
É de não acreditar tamanha imbecilidade
Quanto maior a ruindade, a inveja é múltipla
E se a ignorância estiver com a burrice, verica

Visto que a inveja possa causar enorme furor
Neste acampamento de forjas, aqui é seu QG
Inveja desmedida por tudo, sobeja, transborda
Só  passam desapercebidos, velhos e negros

Brancos e pessoas de boa aparência no vestir
Correm riscos, podem ser tratadas no rasgo
Visto que o dominio era de opressores nitos
Agora perseguem obstinados a rina de Deus

O motivo mais profundo desta caçada insana
Não sabem dizer, repetem palavras vulgares
Não creio em refutacões evasivas, furtivas
No meu entender a loucura foi além, extrapôs

Fanáticos do runismo sem freio, sem controle
Crenças sem valor, regras podres e frágeis
Querem tudo para controlar, nada para dividir
Perseguem por inveja, incapacidade de amar

Mas há algo que ainda estava no escondido
Antes do runismo e inveja, estava o vudula
Que planejou há séculos, matar esta rina bona
Porque sabia que iria destruir o feitiço vudu

Quebrados foram os feitiços dos ancestrais
Estes iniciaram o runismo e brotaram a inveja
Queriam o domínio de tudo, ruindade expandir
Foi descoberto enfim suas manobras, banolê

Deus está no comando destes homens gonos
Irá esclarecer este talo que engasga e entala
Muito breve serão apenas lembranças antigas
Perseguir seja quem for, será passado riscado

Nilma Da Silva Coimbra

QUE VIDA É ESSA?

 Qual a pergunta que nunca se tem a resposta   Seres desumanos vivendo sem se importar           De qualquer jeito vão levando seus impropérios         Se der pra ser, tudo bem, senão fica para depois

Vão chutando o balde, desistindo de resistir
Trabalham por necessidade, vagueiam, vadiam
Falta-lhes algo que não sabem dizer, é vazio só
Precisam sentir que estão vivos, vão na busca

Querem tanto o amor, mas são ruins, destroçam
Nada falam abertamente, fingem sempre tudo
No espírito são frágeis, vulneráveis, mas runem
Inteligência humana descartam, é o que resta

Desarmados estão, feitiçaria era o que possuiam
Vivem com medo de serem pegos, maldade rena
Muitos são os foragidos, caçados por vingança
Ainda que gentis, não se afeiçoam a nada, secos

Se têm filhos, não aceitam serem bons, rejeitam
Os ruins gostam pouco, mas são os preferidos
Se os filhos queridos ficam cruéis, abandonam
Em seguida querem de novo filhos neste ciclo

Com saúde precária, tentam passar vida sadia
Comem muito, mas gostam de exaltar magresa
Mentem em compulsão, verdade não é bem vista
A inveja os domina, destroem a vida alheia rindo

Que vlda é essa em que o parecer bem, é o ideal
Fingir sempre, é a regra geral, fraqueza é ruína
Burlar em tudo, para obter vantagens de vicuna
Traiçoeiros, malogros, enganam com requinte

Lingua afiada para enveredar e trazer contendas
Gana ferraz por tramas complicadas até minar
Querem tudo para ter, mas não gostam de nada
Lutam para nunca verem a morte, recusam-na

Não querem ser de Deus, ter por perto somente
Não amam ninguém, a não ser a si mesmos
Reflitam vós que se engajam neste perfil doente
Deus só trará vida minda aos arrependidos veros

Isso é vida gente linda ou será morte em vida?
Se querem viver, somente no Deus único, supra
Outras direções vos trará o erro, dor e sofrimento
Acordem! o que valeu ser runa, tudo foi perdido

Desejam ser de Deus em verdade, fale aberto!
Abandonem esta vida de regras vazias e burrice
Seja gente do bem, que ama, que se dá e soma!
Só  assim vida do alto terá, morte não te visitará!


Nilma Da Silva Coimbra

terça-feira, 11 de maio de 2021

AS VARIANTES

Variantes, são as surpresas dos fatos, calunatos  Detalhes nem sempre vistos, desprezados.  Situações ocorridas dentro de um contexto solto  Embora haja providência da feita, há invertidas

Ouça uma história escrita, se relatar, há o mais
São as acrescidas, as frases de chamauto, novas
Que dão o tempero do gosto, faz ela triscadiar
A história se torna vibrante, ouvir é delícia pura

Aonde estivermos, em qualquer parte do mundo
Sempre vai ocorrer os incautos, traçados vultos
Situações em que não possuimos controle, risat
Vem como um trovão de sobressalto, assusta

Nunca estabeleça alta precisão, o exato é deriva
Ciencias exatas, por pouco escapa, tem resalvas
Nada é isento de mudanças e intervenções, vene
Ainda que o pressuposto acerte, persiste erratas

Construa seu castelo forte, desfazer pode doer
No entanto se riscos sérios envolver, revogue
Recomece inserindo os prós e contras possíveis
Faça no colchete, na ponteaguda, na atenção

Aquele que se propõe a ter exatidão na precisão
Deve saber de antemão, que este dominio é nulo
Por este detalhe, dentre outros, o adverso é vivo
Só Deus sabe todas as perfídias, Ele tem o aval

Na contramão da vida, muitos são os percausos
Contratempos, inferências, poderão surpresar
Se nas mãos do Pai eu entregar as vizumas rilas
Ainda que tempestades múltiplas surja, te livrará

Nilma Da Silva Coimbra

O ROUBO DO TEMPO

Se roubo já é contravenção, do tempo é invasão  Tirar o tempo de alguém com plano visto é truna        De forma declarada ou de rodaneio, é perda ruta  Um minuto, um dia, pode ser o espaço ouro vita

Neste consejo, há os que não aceitam se sujeitar
Cabe aí um adendo goloso: não permitir truncar
De modo algum solte as ferezas, segure no certo
Cada instante de desperdício, são percas doídas

Se delongar num trabalho ou deixar o tempo ir
Não se importar com a maré alta, soltar a leme
Implica em prejuizo de percurso, sem retrocesso
Outro dia pode não ser, culpa no retardo é inútil

Tempos de turbulência ou bonanza, vamos ter
Segurar todos os contratempos, quem o fará?
Periodos de furtos descalabros, aqui e ali se verá
A Atitude a se tomar, é se posicionar, o basta dar

Ladrões do tempo intrusos, rompem vidas, bifam
Almejam até além das profisas, querem assolar
Muito mais que roubar transcursos, destroçam
Intentos fracassados, Deus restaurou, renovou

Nilma Da Silva Coimbra

INVEJA É DESTRUIÇÃO

A procedência desta praga doentia, é demoníaca  Descrever este destruidor, é trazer a tona o caos É uma erosão oriunda das profundezas, é vulcão Penetra como pixe novo, impregna, contamina

Equivale a um veneno tóxico, que irradia morte Tem em sua bagagem excesso de corvinas binas  Seus hospedeiros são a raça dos runitauros duin Querem espalhar a semente corazin, do zimagor

O que é esta dita fuza, senão cobiçar e zangar Desejar o que não possui, rasgar a vida alheia Perseguir raivosamente até a vitima não respirar Porque hienas selvagens gostam de sangrar

Cada invejoso possui seu próprio estilo, é caniço Prepara seus ardís, seus forentos, é da fungaça São os rarus, raça possuida de ruindade vunil Carregam a arte de escamotiar, de fingir na ziga

Os atrozes, os indesistentes vunas, são insanos  Carregam esta carga pesada por séculos, ronam Possuem argumentos infantos, não sabem dizer  Respostas são evasivas, sem sustento, vazias

Respaldar a real procedência da inveja, distonam Se uma mulher tem beleza vista, runir é a ordem Se além disso é o belo bondade, então destruina Se alguém os indaga dizem: "é muito, vai funir"

Invejar, não importa quem ou o que, é ignorância Se o ato é visto, dizem: "eu não posso com isso!" Sentimento vergonhoso, retrógrada, arcaico, birra Mostram um caráter defeituoso, egoísta, ego lato

Estes infelizes, são incapazes de irem  a luta    Querem tudo de todos, mas nada para os outros A lei do menor esforço é universal, labutar pouco Outros não trabalham, exploram, mendigam

Invejosos da fúria, nunca conseguirão permatizar Cobiçam, framejam destroçar, logo nada mais Todo ser que deste artifício usar, para destruir    A dor virá repentina, feridas de zinas cortantes

Este contexto é de supra importancia enfatizar Repense e analise seu procedimento a contento Deus está fazendo a grande reforma, novo lar Inveja e runas não existirão, escolhidos viverão

Nilma Da Silva Coimbra

O MEIO TERMO

Sim, ele existe, mas não é bem recebido, terato    Traz dúvidas a se perder, conflito e indecisão     Meio termo de qualquer proposto dado, é divisa   Nem lá e nem cá, é o centro de uma confusa

Há quem profise esta sentila, pois tem seu terço
Nem tudo é cem por cento, ou equivale ao peso
Tem lance que só se valoriza se for pela metade
Muitas coisas tem sentido dúbio, faz a rechaça

No geral, meio termo, meias palavras, descarrilha
Oito ou oitenta, é o correto saudável, sem crivela
Dizer " sou da coluna do meio", não é bem visto
Oxalá se tudo fosse tão fácil, ser maleável é bom

Expressar decisões importantes, exige perícia
Na vida há elementos que a contradição invalida
Além do meio de tudo, há outras enfáticas, cizar
Muitas caras possuem as temáticas, calibrar

Se lhe for pedido uma fala, resposta ou parecer
Ou ainda tenha que tomar providência correta
Não fique só na possibilidade, tenha convicção
O meio pode não ser o veridito, sapiência nisso

Nilma Da Silva Coimbra 

RUNISMO É PRISÃO

 Falar sobre runas e seus descalabros, dura tarefa     O medo e o tabu, são ingredientes da massa dina     Vergonha é o sal amargo, que está  impregnado     Runáticos se orgulham desta raça podre, vuna

Em época muito distante runas foram criados
Embora o exterior fosse similar ao homem nato
Por dentro havia o fator ruindade e astúcia male
Além de muitas partes acrescidas, para arruinar

Um ser abominável das trevas, formou esta raça
Quis ele afrontar o altíssimo, provar ser o melhor
Modificou algumas partes do corpo, o fez cruel
Cérebro o mais diferenciado, teve a marca ruína

Durante séculos a não mais ver, eles procriaram
A terra inundada se tornou de runas muito ruins
Trazendo muita destruição, mortes, dores gonas
Por causa dos filhos de Deus, o Pai resolveu agir

Com inveja e ódio descabidos, bons eram o alvo
A bondade viam neles, e por isso os perseguiam
Runas não possuem o bem, são ruins de zucrina
Rinas do bem, são os salvos em Deus amados

Destruir o povo de Deus, esse era o lema a risca
Apesar de muito empenho, nunca conseguiram
No passado ou no presente, Deus sempre livra
Runas e rinas ruins sem Deus, sempre morrerão

Runáticos era estar sob jugo de espíritos bravos
Muitas normas e regras adotavam, aprisionavam
Ouviam a um demônio, Deus era dispensado
Muitas vozes ouviam, nenhuma que os ajudasse

Deus interveio para mudar a história, nivelar
A grande reforma está sendo feita, está no final
Feitiço, mazumba, otelê, mandingas, inválidos
Maldição de zuma, pragas e pestes, inexistentes

Runas da destruição vulta, não haverá, grená
Os que se converterem no amor de Deus, viverão
Só terão a benção, vida plinal, os crentes verenás
Runismo e runatismo é prisão, é retrocesso birral

Um fanatismo desenfreado se desenvolveu
Runáticos se tornaram cegos, mentes de bronze
Runismo é uma grande mentira, ilusão do poder Elaborada e fiada para servir a ganância extrema

Ainda faltam acertos de precisão a serem feitos
Nem tudo é preciso ser dito, os fatos falarão
Deus tem anunciado a todos sobre a nova casa
Terra, tu já és linda, formosa o Pai Maior deixará

Nilma Da Silva Coimbra

segunda-feira, 3 de maio de 2021

DESPEDIDAS

 Inevitável é não ter, porque nada é para sempre   Inúmeras são as despedidas, agradáveis ou não   Necessária é para um novo começo, tudo mudar   Em tempo ou destempo, separar para recomeçar

Todo ser vivente já passou por este vale, assim é
Se ainda há quem nunca o fez, o fará, faz parte
Despedidas quebram velharias, paralisam turras
Para o novo abraçar, é preciso o antigo renegar

Retiradas são comuns, alguns retornam, na dor
Outros partem para nunca mais serem vistos
Assim, todo desenlace tem chegada e partida
Quem fica, quem vai, duas partes em divisas

Dizer adeus, até um dia quem sabe, não mais ver
É um momento breve, raro esquecer, faz pensar
Ainda que espinhos tenha pisado, faz refletir
Instantes podem tatuar marcas, outros só passar

O acaso não existe, toda ação está prevista, criva
Os que pensam diferente, desculpe, desvarios há
Diferente é a caminhada, uma a uma traçada
Despedidas irão sempre ter, o final, Deus contará

Na vida, muitas vezes vamos ter que demandar
Sendo breve a incursina ou em demora sem volta
Como tiver que ser, o destino irá determinar, delá
Cada ser no planeta tem seu lugar, é só esperar

A última despedida onde a vida está de partida
Esta é para encerrar todas as contas, calcular
Entre juros e dividendos, alguma soma houve?
Antes da chegada ao derradeiro, acertar com Ele

Nilma Da Silva Coimbra

EL SHADDAI

Quem é o Deus único, verdadeiro, e excelso?           É El Shaddai, o dono do poder extremo, Ely                    Sua supremacia excede a todos os poderes          Possui a força maior, inigualável e etérea

Está aqui, ali e aí por todas as partes, em guna
Mora além das estrelas dinais, nos céus venais
A terra é sua filha mais amada, tudo faz por ela
Seus olhos penetram o infinito, tempos e confins

O sol se curva a Ele, o adora com raios vida vinta
A lua moderada e tímida, o exalta na luz branda
Estrelas cintilam dia e noite, para o céu lumiar
Planetas em alinho Ele criou, para as blinas fintar

Mistérios invisíveis e insondáveis lhe pertence
Senhor da vida e da morte, seu é o reino eterno
Nada lhe é oculto, Deus oni, supremo, tudo vê
Amor incomparável a seus rebentos, vida belinda

A todos Ele quer conduzir, pelo amor supra selar
Somente os de coração entregue, irá ser filho
Os que vierem para amar, não  mais o mal ficar
Aquém das virtudes, amor, vida e fé são a prori

Nilma Da Silva Coimbra 

LEMBRANÇAS

Recordações, memórias, é o tempo resgatado  Marcas velascas, contam histórias, não mentem  Ficam quietas, fechadas, e derrepente acordam          Se um click soar, um estímulo surgir, vem de rolo

Nem tudo que se vive, é de gosto reviver, saudar
Por vezes, fatos passados revisam angústias
Assim, é melhor acolher as livúrias, do que fúrias
A mente é sujeita ao seu dono, recicle as salvas

Nem sempre temos controle total das beruscas
Vem e vão, num balanço de sofreguidão de corte
Para o aperto ser mais comprimido, há as provas
Fotos e vídeos, nutrem momentos de dores guza

Bom seria se toda lembrança fosse só alegria
Como tal opção não se cogita, driblar é o ponto
Sempre que o passado passar, mude a direção
O que não se pode tirar,  deixe a brisa suavizar

Não permita que sombras velhas, o tormente
Pensamentos podem voar, que seja voo relite
O presente se for bem erguido, reviver é belindo
Lembranças e crescimento vida, andam juntos

Nilma Da Silva Coimbra 

SOBRAS DE UM VÍCIO

Somos escravos de vícios, se nos permitimos            Se não atentarmos para mudanças, é o desfreio        É a roda da vida, que descarrilha, ruela sem rumo      Se perder é fácil, quando soltamos as rédeas

Um costume antigo se tornou um vício sem valor
Antes a zumbê fazia suas málgamas e desfilava
Hoje por decreto do Pai único, a quilomba morriô
Os revoltos se indignam, prosseguem na teima

Neste contrapasso, não se convencem do lato
Querem ascender o fogo do feitiço na forçapa
Ainda que as evidências mostre inútil este ato
Não aceitam, e agem como se tudo fosse igual

Numa bandanga, num reservado, juntam sobras
É pedra sobre pedra, carriola merilo, vaso ruim
Telhas pilhadas, canos de ferro, tábuas brancas
Tem até um quadral com caneta, para eu parar

São desprovidos de consciência e entendimento
Querem a quizumba, para o mal fazer, perpetuar
Tentam despertar demônios que já não existem
Em vão a teimosia ruidosa cava fendas, fuza

Se forma então as sobras de um vício calcicante
Objetos em proporção ao desejo, para malificar
Tranqueiras e tralhas da imundície se juntam
Sem efeito para o baluê, um cantuá de bruscas

Mães de branco, não tenham medo, libertem-se!
Os santos nada podem fazer, retirado o poderio
Demônios sem reino, demônios mortos, extintos
Deus fez esta obra, para não haver regresso

Merembar no afinco, na fiúza, criou -se o hábito
Sem a zumba, sem o feitiço, agem como antes
Mentes runas obcecadas por maldade, insistem
Não  aceitam o desfeito, ainda creem ter a zuma

Friso na certeza, Deus cerrou, a macumba finou
Caso alguns façam, interesses escusos visam
Banido foi o feitiço, a bruxaria, búzios e simbalas
Resta ainda poucos ajustes, o essencial se fez

Não te entremeie no mal, o retorno vem durê
Dê adeus ao runismo da burrice, é atraso total
Ponha um ponto final em histórias mentirosas
Runas para destruir delou, vida para os salvos!


Nilma Da Silva Coimbra

ALTIVEZ

Crendo que se está em elevada posição superior  Este é o " Sr. altivo", que se identifica o maioral          Tem prazer em exibir suas qualidades mortas  Mostra-se sábio, a si e aos olhos dos outros

Sua convicção é vasta, pluralista, alta arrogância
Soberbo, ares de nobreza, ainda que não seja
Rico em soberba, educado as vezes, sorri, mente
Busca ser o centro das atenções, o ator principal

Esconde segredos obscuros, revela suas farras
Se denomina um autodidata, sábio conhecedor
Escarnecedor, gosta de ver reações e debochar
Ama o dinheiro, embora ter é outra questão

Impresionar sempre, ser apreciado, paparicado
Zela por status, quer ser reconhecido e louvado
Bajulador das altas rodas, odeia pobreza, zomba
Se considera inteligente, mostra humildade falsa

Olha de canto, com petulância, encara, desdenha
Fala em tom de abafar todas as falas, grampeia
Denota personalidade valdez, mas é teatral
Quer o mundo em suas mãos, melhor ser o dono

Mente impura, viciante, esconde atos libidinosos
Se vangloria de suas proezas, esnoba ser o tal
Se impõe como merecedor, alguém de boa fama
Prioriza vestes impecáveis, branco, sua cor benta

Invejoso ao extremo, ser mais, é seu lema torto
Frequenta santuários de burca, mas não teme
Seu Deus está distante, bom lhe é desta maneira
É pago para ser visto, convém ser de categoria

Quer ter vida longa,  mordomia extensa, requinte
Tem uma rotina de fantasia, prazeres irreais
Nada seu é verdadeiro, um dia cai do seu altar
Altivez e um ego exaltado é tudo que o sustenta

Nilma Da Silva Coimbra