Somos escravos de vícios, se nos permitimos Se não atentarmos para mudanças, é o desfreio É a roda da vida, que descarrilha, ruela sem rumo Se perder é fácil, quando soltamos as rédeas
Um costume antigo se tornou um vício sem valorAntes a zumbê fazia suas málgamas e desfilava
Hoje por decreto do Pai único, a quilomba morriô
Os revoltos se indignam, prosseguem na teima
Neste contrapasso, não se convencem do lato
Querem ascender o fogo do feitiço na forçapa
Ainda que as evidências mostre inútil este ato
Não aceitam, e agem como se tudo fosse igual
Numa bandanga, num reservado, juntam sobras
É pedra sobre pedra, carriola merilo, vaso ruim
Telhas pilhadas, canos de ferro, tábuas brancas
Tem até um quadral com caneta, para eu parar
São desprovidos de consciência e entendimento
Querem a quizumba, para o mal fazer, perpetuar
Tentam despertar demônios que já não existem
Em vão a teimosia ruidosa cava fendas, fuza
Se forma então as sobras de um vício calcicante
Objetos em proporção ao desejo, para malificar
Tranqueiras e tralhas da imundície se juntam
Sem efeito para o baluê, um cantuá de bruscas
Mães de branco, não tenham medo, libertem-se!
Os santos nada podem fazer, retirado o poderio
Demônios sem reino, demônios mortos, extintos
Deus fez esta obra, para não haver regresso
Merembar no afinco, na fiúza, criou -se o hábito
Sem a zumba, sem o feitiço, agem como antes
Mentes runas obcecadas por maldade, insistem
Não aceitam o desfeito, ainda creem ter a zuma
Friso na certeza, Deus cerrou, a macumba finou
Caso alguns façam, interesses escusos visam
Banido foi o feitiço, a bruxaria, búzios e simbalas
Resta ainda poucos ajustes, o essencial se fez
Não te entremeie no mal, o retorno vem durê
Dê adeus ao runismo da burrice, é atraso total
Ponha um ponto final em histórias mentirosas
Runas para destruir delou, vida para os salvos!
Nilma Da Silva Coimbra
Nenhum comentário:
Postar um comentário