terça-feira, 11 de maio de 2021

O ROUBO DO TEMPO

Se roubo já é contravenção, do tempo é invasão  Tirar o tempo de alguém com plano visto é truna        De forma declarada ou de rodaneio, é perda ruta  Um minuto, um dia, pode ser o espaço ouro vita

Neste consejo, há os que não aceitam se sujeitar
Cabe aí um adendo goloso: não permitir truncar
De modo algum solte as ferezas, segure no certo
Cada instante de desperdício, são percas doídas

Se delongar num trabalho ou deixar o tempo ir
Não se importar com a maré alta, soltar a leme
Implica em prejuizo de percurso, sem retrocesso
Outro dia pode não ser, culpa no retardo é inútil

Tempos de turbulência ou bonanza, vamos ter
Segurar todos os contratempos, quem o fará?
Periodos de furtos descalabros, aqui e ali se verá
A Atitude a se tomar, é se posicionar, o basta dar

Ladrões do tempo intrusos, rompem vidas, bifam
Almejam até além das profisas, querem assolar
Muito mais que roubar transcursos, destroçam
Intentos fracassados, Deus restaurou, renovou

Nilma Da Silva Coimbra

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