Inevitável é não ter, porque nada é para sempre Inúmeras são as despedidas, agradáveis ou não Necessária é para um novo começo, tudo mudar Em tempo ou destempo, separar para recomeçar
Todo ser vivente já passou por este vale, assim éSe ainda há quem nunca o fez, o fará, faz parte
Despedidas quebram velharias, paralisam turras
Para o novo abraçar, é preciso o antigo renegar
Retiradas são comuns, alguns retornam, na dor
Outros partem para nunca mais serem vistos
Assim, todo desenlace tem chegada e partida
Quem fica, quem vai, duas partes em divisas
Dizer adeus, até um dia quem sabe, não mais ver
É um momento breve, raro esquecer, faz pensar
Ainda que espinhos tenha pisado, faz refletir
Instantes podem tatuar marcas, outros só passar
O acaso não existe, toda ação está prevista, criva
Os que pensam diferente, desculpe, desvarios há
Diferente é a caminhada, uma a uma traçada
Despedidas irão sempre ter, o final, Deus contará
Na vida, muitas vezes vamos ter que demandar
Sendo breve a incursina ou em demora sem volta
Como tiver que ser, o destino irá determinar, delá
Cada ser no planeta tem seu lugar, é só esperar
A última despedida onde a vida está de partida
Esta é para encerrar todas as contas, calcular
Entre juros e dividendos, alguma soma houve?
Antes da chegada ao derradeiro, acertar com Ele
Nilma Da Silva Coimbra
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