segunda-feira, 30 de março de 2020

INVEJA BANIDA

Inveja não mais terá vez, fruto podre
Uma grosna dos pequenos, dos fiúnos
Se instala e impregna por dentro, corrói
Veneno mortífero, destrói tudo, invade

Os da parte de Deus, há muito a feniram
Extirpada dos corações benignos, sumiu
Só os da berlinda da foice, a desejam
Ainda ingerem a desgraça, ignorância

Quem é da beleza, da verdade pruína
Não carrega peso de carga, traz leveza
Morreu a inveja na raiz dos filhos da paz
Os que amam a Deus, a morte não visita

Nilma Da Silva Coimbra

TABU

Palavra de origem sagrada, não benigna
Tabu é a imposição aceita, deformada
É proibir atos de desacordo, é calcar
Fazer acontecer o maleficino, por prazer

Há tabus de todas as ferimas, de tirinas
Alguns de porte guino, outros de penta
Todo tipo de intrusão, para criar hábitos
Prisão de regras para controle, medar

Para o tabu perpetuar, há um fator coeso
Associar o medo ao perigo, é frisante
Assim, elos de correntes faz as amarras
Se não houver consciência, há engodo

Se alguém lhe impor restrições forçadas
Ditar normas descabidas, imprecisas
Vetar a liberdade já prevista, punir, banir
Recuse, negue, liberdade é seu direito

Neste cometido, de farsas e fenedos
Desprenda-se dos interditores, gonedos
Se estabilize, seja sensato, não ceda
Priorize Deus em ti, Ele é o alicerce vedo

Nilma Da Silva Coimbra

DEUS, VENCEDOR DE TUDO

Hoje é dia de celebração! Bradai, louvai!
Jubilai em louvores com vozes de triunfo
Engrandeça ao Deus do amor, Deus Seno
A vida venceu com garra forcida, gularda

O Pai de todos os filhos benutes, venitas
Desbravou as maranhas dos borgatos
Sem temor, quebrou as vugatas de aço
Destroçou o inimigo em todas as fonas

Quebrou maldições peligras, das antigas
Desfilhou pragas e mandingas de tudo
Matou os demônios de runas zumbis
Mortos vivos negando serem destruidos

Feiticeiros escusos, destruidores infudos
Comedores de espíritos, loucos insanos
Amantes de bichos vermes, na delícia
Canibais da floresta negra, doidos gunos

Autores da desgraça em todas as prindas
Apreciam as infusões de ferro noturnas
Para arrebentar e corromper, para inferir
Inveja pura, vingança cruina, o bem fenir

Encerrou a carreira de nego véio, gonou
O preto das feitiças, das mentiras podres
Nunca foi do golo zobre, macumba soube
Sua predileta era a ruindade cruínda, vina

Viver em morte druída, para obter, ter
Depois destruir por prazer de ver funido
Logo depois prosseguir na embrenha
Deus que sabe das consciências, negou

Aquele que desejar, se empenhar na zina
Vai ser conado e colefetado em contínua
Deus jamais vai permitir, ruína rona virir
Maldade gratuita ou vendida, será banida

Guerra espiritual de animais ferozes
Acerto de antigos erros, acúmulos pritos
Embloma de gente ruim, carnifas, trundas
Sopa de caldo da fizoma, foronhas cunos

Assim seja decreto, vida para construir
Somente os filhos da bendicão vão ser
Filhos da serida, nunca serão abalados
Com honra, serão exaltados, amados

Deus justiça se fez presente, estabilizou
Forças contrárias se desmembrou, gonou
Deus venceu em todas as frentes, zenou
Triunfo de guerreiro, Deus, vencedor ludo

Nilma Da Silva Coimbra
27*03*2020

O SENTIR E O AGIR

Sentir e agir, nem sempre andam juntos
Há sentir que o agir não compete estar
Sentimentos são emoções em variações
Ora se revelam, ora se ocultam, veneiam

Nem todo sentir é bonito, mas diz o velo
Tem toques que falam sem o ver, veliz
Sensibilidade é para poucos, flindelezas
Saber sentir, apurar o tato, o olfato, pesar

Por outra protusa, sentir e agir, são um
Tanto no amor, ou na dor, há de se estar
Embora nem toda sentileza se manifeste
Expressar o coração beno é de singeleza

Seja como for, temperar é vital, equilibrar
Nem tudo que é sentir, é para verbalizar
Ação condiz com sabedoria, temperança
Que a sentida e o fazer, em acordo vivam

Nilma Da Silva Coimbra

quinta-feira, 26 de março de 2020

GRACIOSIDADE PERVERSA

De traços finos e delicados, linda de ver
Sorriso aberto, envolvente, faz ser do bem
Num duplo disfarce, apimenta sua person
Gosta de cativar, de trazer o belê pra si
De fala calma e compassada, deslumbra
Procura se afeiçoar a todos, encobre
Tem metas definidas, mas não diz, meriz
Não vê obstáculos, consegue aliados
Faz de supostos amigos a ponte finaliz
Gosta de ser elogiada, mas com timidez
De vestimenta coerente, mutante na viga
Pretensões altas, planos de curta veneza
Crê fielmente em si, mesmo sem saída
Seus dias andam sem guarida, perecida
Ainda sim, não deixa o parecer se perder
Não diz para muitos, mas pensa assim:
"Não sou de Deus, quero só o beneficio
Um demônio sou, porque assim fui feita
Do Diabo pertenci, mas já pereceu
Sou do aparente frescor, do falso amor
Estou morrendo, o mundo não me aceita
Soube da grande mudança do "deusinho"
Quem não for dele, não terá vez nem vida
Então me despeço das minhas centilhas
Me vou, porque não tenho alternativa
Adeus, vou para o nada, sumir, só isso."

Nilma Da Silva Coimbra

SOL DA JUSTIÇA

Vem surgindo um novo sol, branco reloso
Transparente, luz fuzente, que traz renovo
Antes luz fraca, tosca, de cor galaca, xoxa
Agora com luz vibrante, traz a liberdade

Seus raios quem saberá o que compõe?
Está mais útil, com funções múltiplas
Serviciente para fins de vida, respor,
Também é de valida para quebrar algoz

Raios de cura, para humanos, os benes
Raios de fúria, de fiúza, para conibras
Mudanças em todas as contingências
Sol da justiça, sol que vem para queparar

Sol do benito, sol da nobreza, é luzíadas
É o Deus belino, Pai de toda criação grina
Sol que brilha e aquece filhos de amor
Sol da justiça, vivificou o universo, elevou

Nilma Da Silva Coimbra

CALAMIDADES

Tempo de horrores vivemos, de transição
Grande é a refenda, gemidos de dor, malo
Perturbações das profundas escuridões
Transtornos infindáveis, tirania a vista

A busca pelo ouro, sem saber da revenda
Ter para nada, abandonar a causa, fezer
Loucura se apoderou dos zimbos, canou
Querem matar o que lhes dá vida, dinos

Armam fenicas complicadas, ardilosas
Pensam ser entendidos, mas gampeiam
Fracos na força bendona, são deficientes
Destruição, este é lema, agir sem atinar

Pequenos querendo ser vistos, fracotes
Gostam de fazer entender em falotes
Trapaças de ruindade ruína, zumbizaz
Não aceitam perder, fracassando sempre

Sem forças, corpo em morte crescente
Mente em total confusão, falida, fenida
Querem sobreviver para poder desfazer
O tudo é o nada, e o nada é o que sabem

Fazem suas faláceas se expandirem
Feiticeiros da zumbilândia, ditam a morte
Vírus por encomenda, para suas arpaças
Mundo desavisado, regras bizus, cones

Nem toda doença é do armário, fumaça
Nem todo lápis é da piraca, festa de vime
Neste fundo de galo, a cor disfarça, retrô
Jogar o vinagre, mas sem ver o veneno

Assolação dos perialtos, desalinho forro
O bom é muito, porcaria é permitida,
Escondem seus desejos, falseiam ferida
Muito está no outro, no belo da inveja

Decadência dos impositores, feudais
Insanos assumidos, mas presos no osso
Na dúvida, a delegacia é na casa rina
O findendo, nada a acrescentar, fendendo

Nilma Da Silva Coimbra

VISUÊ

Mundo de miragens fantásticas, irreal
Imagens formadas do imaginário, crinê
Criações e aberrações de histórias, fórias
Mentiras espalhadas em ventinas, duvê

Incontáveis formas de fingir, de iludir
O querer reproduzir a perfeição, sem ser
Fazer acontecer o que não é, enganar
Inventar trilhas de caçopos para a finaca

Visuê de ver, de saber, mas sem repasse
Invade o recinto, faz o abecinto, se vai
De pouca duração, faz parecer, inútil
Para satisfazer um fim, mas é morto

Se antes, havia um modelo em desenho
Foi feito direto da Penha, com defeitos
Agora o visuê é deposto de imediato, dolê
Não mais existente, desfeitos no sumir

Nilma Da Silva Coimbra 

terça-feira, 17 de março de 2020

VESÚVIO

Vulcão sem erupção, aparente desuso
De vista belo e imponente, sem tricoso
Vesúvio, muito citado nas escritas tortas
História inventada, mas não verbatada

Oportunistas em aventura pela riqueza
Interior de penumbras, de fervo vivo
Lugar de águas tortuosas, de bichulas
Quem entrar aviso, não sairá vestido

Inferno visto por nusos, castigo eterno
Redemoinhos infusos, correntes catapas
Negridão de fúria, tormento de vozes
Destino dos infernados, dos ruizentes

De todos os maluzentes sem o benenuí
O fim dos runitas, fenitas, para o trifim
Chegada a hora da virada, Deus selou
Consumado está a grande obra infinda

Nilma Da Silva Coimbra

O DIVERTIR

Diversão é de tradução ambígua, pene
É de agrado, bom e saudável, traz leveza
Falo do divertir nas coisas belenes, celes
Das brincadeiras que rejuvenesce, aflora
Há no entanto, divertimentos das cruzes

Saber distrair, folgar a mente, descansar
Nem todos sabem fazer no correto, bono
O prazer de fazer coisas sem regras, lin
Relaxar, soltar os pensamentos, voar

Sair, recrear-se, espairar, se alegrar, vibrar
Fazer nascer de dentro flores, da glinde
Sem que haja preciso tanta luzença, clil
Se esbaldar nas boas prosas, sem mirar
Tal Belinda não é para todos, na seleção

Pela outra face, há os que se demandam
Não xoleiam, disputam terrenos, blincam
Distorcem o sentido do folgar, burlam
Teêm como função, esbanjar e infringir

Os gostos para palear, são de varia, poni
Fanfarrice excessiva, beberrice da lume
Festas de muitas comilança para runir
Extravasar, despejar o verbo no belô
Pular e se arrebentar no álcool e polinar

Misturanças das mais infusentes, veriga
Balacos de bebida, gritaria, farra fendida
Quilhorda do sensual, vicios, zoeira fuina
Jogos da fuluê em viez, desafios perinas

Que o divertir seja saúde, equilíbrio vivo
Deixar o bem entrar, desestressar, linar
O corpo e mente em plemência, bonança
Em temperança com Deus e universo
Para que em tempos da gonida, estabilize

Aproveitar o tempo nas regalias, é vital
Desprender-se, passear com a família
Sair com amigos de qualidade, em unima
Descontrair, desestressar, sem conibir
Viver bem em harmonia com a felicidade

Nilma Da Silva Coimbra

RUINDADE MÓRBIDA

Sem limites, sem ponto que dá ponto,
A exégese da tríade, a doidice sem freio
Sem definição para tal loucura explícita
Nem os fiúnas atinavam sua procedência

Ruindade para muitos, antes apreciada
Agora rejeitada, veganizada, imprestável
Morte sempre será seu nome, no informe
Veneno é seu componente, veniva fênica

Maldade mindra, saindo pelos poros
Inteligência roubada, burrice natura, crua
Perpetuar a crueldade, por honra podre
Difundir a malefícia, propagar o benguá

Agir em todas as felenícias, infiltrar, crave
Infiuzar, penetrar, por todas as entradas
Matar por dentro, destroçar, canibais fun
Enviar pretárias de venedos, aterrorizar

Artroças, trolas, argamoças, arremessos
Argolas, fêndicas, troceiras, ferrolhos
Bichos de marcaçao, de encabatamento
Sofismas de feitiço, imagens visuê falsê

Canibras de arrolo, forcepas de miolos
Pernetas de correntes, alçapas de volves
Carretas de pelintras, formantes no todo
Soprantes de corcepas, alvoroços poles

A banalidade besta, o ato sem coerência
Conseguir êxito, sem avalias, descompo
Ter o pretendido, para jogar no lixo mixo
Depois o abandono, iniciar novo freburê

Inergúmenos, idiotice abaixo da zoenice
Deus vencendo sempre, runas na ruína
Desprezam Deus, anseiam serem derrota
Negam a verdade, a desprezam sem ter

Finalizando este furacim, demais ruim
Afirmo com todas as forças, sem receio
O bem já tomou seu lugar, está no estar
Deus o triuno mor, este sim é o perpétuo

Ruindade da destruição, essência fenil
Os ferozes zarucks se perderam, canou
As valizes se quebraram, danou-se
Os que são do Pai delai, são vencedores

Nilma Da Silva Coimbra

BELÍNEAS ( muitas coisas boas)

Belíneas, são a excentricidade blínea
Em meio ao lances de tiros e frisas funas
Surge as esplêndidas, as lívonas, plinas
Inconfundíveis presenças do bem, vítias

São bênçãos vindas do céu, presentes
Doadas em amor, aos filhos guerrentes
Fortes na luta, mas envolventes no bem
A paz está sobre eles, paz espelhante

Riquezas de sentimentos, do bem querer
Guardar e abundar de finlândias luzindas
Veredas de cândidas, alamedas zindas
Ser da excelência, da galesa, da relinda

Comunhão e harmonia que excede,
Vida purina, que transcende, que reluz
Ser feliz, estando sempre, é essência
Na união em merlinda, Deus plenitude

Nilma Da Silva Coimbra

sábado, 7 de março de 2020

TUA ESCOLHA, TUA SENTENÇA

Somos frutos de escolhas, em fíndias
O que somos é a decisão que foi tomada
Antes de nós igualmente, continuamente
Deste entêndio, há o descrito e dito

Não te esgueires em contos de fadas
Nem teimes em ser teu opóbrio, galato
Mire nas arrevoadas precisas, aplaine
Estafolize suas metas de fontealize

Arrume tuas diretrizes, enfatize, prise
Conte as estacas, alinhe as golacas
Faça com primor, dedique com afinco
Elabore as feitas, tudo na garantia

Valorize seus preceitos, enriqueça, cresça
Seja o melhor de si, não se desmereça
Confira tuas partilhas, teus engaraços
Teu proceder na felíntia, graça prada

Nilma Da Silva Coimbra

ADEUS, ADEUS

Adeus, chegou a hora do finidi, da seluda
O dia da despedida, a separação do fardo
Não mais dor da destruição, dor da dúria
A justiça de Deus veio com braveza mor

Todas as penúrias desfeitas, derrubadas
Os tiranos estão mortos, os salvos vivos
Diabos infusos, demônios de carne, goni
Tantas foram as retinias, as britas tiniam

Todas as palavras não caberiam aqui
Direi em facetas, nas outras prosas visas
Neste contexto, digo breves concisas
O autor da vida, o grande "EU SOU", selou

A vitória, a conquista definita, em brol
Deus penta, macetou grilhões de servidão
Ninguém conseguiu o feito tão perfeito
Adeus runas ruínas, adeus ruindade funa

Deus senda, justiceiro, guerreiro tenaz
Sabedoria de alteza, rei do amor, do viver
Fez com honra centauro, a vinida florete
Este dia seja lembrado como o dia cona

O dia que o bem do supremo vetou o mal
O benefan, o bom mais gântala ressurgiu
Abriu as portas das verandias, triunfou
Engrandeça o Pai vine, exulteça o prana

Nilma Da Silva Coimbra

RUÍNA DA LOUCURA

Loucura, é o nome da ruinda vista
Vinda dos tempos passados, de fardos
Dos ancestrais de gona, de fuina vasta
Onde a doidice imperava para rebotes

Crueldade gritante e tão militante, rinda
De tal forcida, impregnante, voraz e vina
Mentes modificadas pelas muitas binas
Desejos de forundas, farras das gorundas

Tantas foram as feitas para prazer criar
Que importar-se com pós danos, venaria
Nestes termos, infindáveis atrocidades
Não cessam de pensar em destruir, fenir

Armolas, feizões de efeitos, grilhões dova
Trapaças intrínsecas, de cruzes infiuças
Unidos num mesmo fim de roga, matar
Destroçar a rina belina, se fundirem, goni

A raiz de toda tal armassa robessa, fesga
Está na inferioridade da inveja presga, vil
Mistura de massas logras, colossas
Ingredientes de venenos vários zemados

A morbidez chegou ao seu ponto máximo
Nenhum respeito pela vida, morte de ida
Sensações são tão raras, resta as infisas
Assim se matam, querendo viver, trocidar

Após anos de tantas malefecias incessas
Cérebros deformados, destruídos, dinos
Por demônios, bichos de vermes, carátias
Insensatez desmedida, razão conosada

Por tais fatores tão contundentes, ferren
Não há outra alternativa para desvalidar
As medidas serão de extrema tenência
Ruína será exterminada, morte certa crun

Nilma Da Silva Coimbra















domingo, 1 de março de 2020

BENGUÁ (O bem ruim)

Benguá, palavra de sentido misto
Tem o bem e o ruim na prisa,
Chega a ser uma cafórdia tal dito
Mas o bem nem sempre é simplória
A ruindade nem sempre é feilosa
Se mostra líndica, é agradosa
O bem ruim é o bem visto, mas irreal
Se veste de floríndias, atrae as abelhas
O abrir das chaves é a fenda do abismo
Aos sábios lhe é visido, pela destreza
Neste piso, saiba quem é o benguá brito
Aquele que tem duas carapaças de quino
A bigorna canta e bate na tremida, repica
Fique na espreita, ande de reto, não de frente
Benguá é da corja quebrada, da pontas finidas

Nilma Da Silva Coimbra

DURA E PESAROSA

À duras penas tenho sobrevivido, resisto
Prossigo em minha caminhada, avanço
Nada levo comigo que seja de resquício
Meus objetivos estão todos firmados
Carrego um peso extra além do visto

Minha lida nem sempre é de chão liso
Os sobressaltos surpreendem e desliso
Cada dia me deparo com novas berlindas
Forças sobrenaturais querem me ferir
Para que eu venha a ser abolida, vencida

Os ataques vem de frentes convergentes
Inimigos da vida, do bem, são impiedosos
Traçam seus ardís de antemão em trudes
São cruéis e rudes, mas não espelham
Visam a destruição em arlumes, poluem

Ainda que o fim pareça um vislumbre
Diante de tantos infringes e betumes
Não me detenho nos infrumes e tições
Estou numa cruzada definida, convicta
Todos os toldos não irão me derrubar

Durante a trajetória das muitas batalhas
Fiz muitos aliados de marca, valentes
Guerreiam comigo em muitas ferrilhas
Mas o verdadeiro aliado desde sempre
É o eterno vencedor, o Deus dos viventes

Ainda que lanças de pingos me desfiram
Mesmo que flechas de aço me atinjam
Perseguições de abate venham em cisos
Todavia confiarei no Deus preciso, único
O DEUS AMOR, o que nunca se ausentou

Nilma Da Silva Coimbra

ÁGUAS VILUENTES

Águas que inundam o planeta, gulantas
Torrentes de rios que servem afluentes
Imensidão de águas, indispensáveis são
A vida sem as milheiras d'água é morta
Nada subsiste sem ela, valiosa, preciosa

Chuvas das nuvens espessas, ajuntam
Protuberâncias de águas em aglomero
Trazem dos céus a restituição da secura
Completam os rios em desvarios, plúvios
Amenizam a temperatura, equilíbrio visto

Nessa imensidão de águas viluentes
Reconheço quem nem todas são benes
Muitas são límpidas, transparentes, vitas
Outras poluentes, lamacentas, doentes
Sujas, podres, contaminantes, escuras

De igual modo, há águas de pântanos
Lodo de expressão escura, verde impura
Riachos e banguelas de lugares soltos
Águas de cheiro e cor que trazem repulsa
Morte na água por falta de consciência

Águas tratadas, cloradas, são adequo?
O que bebemos ainda não é belozente
Águas de refluxo mineral são eficientes?
Ainda é preciso mais refino, filtro
Poucos tem a serventia de águas puras

Transpasso este conto em prosa, cotejo
À pessoas em igual correlato, equiparo
Águas tem seu estado, sua cor e tipo
Assim é a condição de tantos tropaços
Se revelam como são com seus freneios

Avalie em atento sobre as muitas águas
Todas elas com seu particular, seu estar
Em qual delas há o teu encaixe, permeie
Seja água viva, de brilho espelho, levedo
Decida em ser águas dos rios de Deus

Nilma Da Silva Coimbra

MILADY

 Senhora da nobreza, de vilesa airosa
As vezes de procedência duvidosa, lana
De modos delicados, de finura soberba
Que tem gestos de beleza, compassados
Aos que estão a visionar, a sós o inverso

Não retruca com rudeza, mas diz na certa
Tem palavras de vigor, mas com rigor
Sua beleza é da realeza escolhida, é irreal
Muito do que se imagina, pode prescutar
Mulher de dois lados transversais, peligra

Ela descorre com seus trajes de estirpe
Não se embaraçam com as ordenanças
De posição refina, nem sempre combina
Apesar das regalias obtidas, é ambígua
Se sair do posto, perde todos os gostos

Seu papel é acompanhante, conduzente
Sempre ao lado do milord, seu esposo
Pode ser uma representante enviada
Do país de origem, a estreitar acordos
Como uma dama de grande influência

Milordy dos tempos de ontem, pelantes
Nem sempre foram garbosas, sintosas
As de hoje nem tão glamurosas, loivosas
Hoje são apenas figurinos, enfeites de ala
Feitas apenas de complemento, adornar

Nilma Da Silva Coimbra