terça-feira, 17 de março de 2020

O DIVERTIR

Diversão é de tradução ambígua, pene
É de agrado, bom e saudável, traz leveza
Falo do divertir nas coisas belenes, celes
Das brincadeiras que rejuvenesce, aflora
Há no entanto, divertimentos das cruzes

Saber distrair, folgar a mente, descansar
Nem todos sabem fazer no correto, bono
O prazer de fazer coisas sem regras, lin
Relaxar, soltar os pensamentos, voar

Sair, recrear-se, espairar, se alegrar, vibrar
Fazer nascer de dentro flores, da glinde
Sem que haja preciso tanta luzença, clil
Se esbaldar nas boas prosas, sem mirar
Tal Belinda não é para todos, na seleção

Pela outra face, há os que se demandam
Não xoleiam, disputam terrenos, blincam
Distorcem o sentido do folgar, burlam
Teêm como função, esbanjar e infringir

Os gostos para palear, são de varia, poni
Fanfarrice excessiva, beberrice da lume
Festas de muitas comilança para runir
Extravasar, despejar o verbo no belô
Pular e se arrebentar no álcool e polinar

Misturanças das mais infusentes, veriga
Balacos de bebida, gritaria, farra fendida
Quilhorda do sensual, vicios, zoeira fuina
Jogos da fuluê em viez, desafios perinas

Que o divertir seja saúde, equilíbrio vivo
Deixar o bem entrar, desestressar, linar
O corpo e mente em plemência, bonança
Em temperança com Deus e universo
Para que em tempos da gonida, estabilize

Aproveitar o tempo nas regalias, é vital
Desprender-se, passear com a família
Sair com amigos de qualidade, em unima
Descontrair, desestressar, sem conibir
Viver bem em harmonia com a felicidade

Nilma Da Silva Coimbra

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