quinta-feira, 26 de março de 2020

CALAMIDADES

Tempo de horrores vivemos, de transição
Grande é a refenda, gemidos de dor, malo
Perturbações das profundas escuridões
Transtornos infindáveis, tirania a vista

A busca pelo ouro, sem saber da revenda
Ter para nada, abandonar a causa, fezer
Loucura se apoderou dos zimbos, canou
Querem matar o que lhes dá vida, dinos

Armam fenicas complicadas, ardilosas
Pensam ser entendidos, mas gampeiam
Fracos na força bendona, são deficientes
Destruição, este é lema, agir sem atinar

Pequenos querendo ser vistos, fracotes
Gostam de fazer entender em falotes
Trapaças de ruindade ruína, zumbizaz
Não aceitam perder, fracassando sempre

Sem forças, corpo em morte crescente
Mente em total confusão, falida, fenida
Querem sobreviver para poder desfazer
O tudo é o nada, e o nada é o que sabem

Fazem suas faláceas se expandirem
Feiticeiros da zumbilândia, ditam a morte
Vírus por encomenda, para suas arpaças
Mundo desavisado, regras bizus, cones

Nem toda doença é do armário, fumaça
Nem todo lápis é da piraca, festa de vime
Neste fundo de galo, a cor disfarça, retrô
Jogar o vinagre, mas sem ver o veneno

Assolação dos perialtos, desalinho forro
O bom é muito, porcaria é permitida,
Escondem seus desejos, falseiam ferida
Muito está no outro, no belo da inveja

Decadência dos impositores, feudais
Insanos assumidos, mas presos no osso
Na dúvida, a delegacia é na casa rina
O findendo, nada a acrescentar, fendendo

Nilma Da Silva Coimbra

Nenhum comentário:

Postar um comentário