domingo, 1 de março de 2020

MILADY

 Senhora da nobreza, de vilesa airosa
As vezes de procedência duvidosa, lana
De modos delicados, de finura soberba
Que tem gestos de beleza, compassados
Aos que estão a visionar, a sós o inverso

Não retruca com rudeza, mas diz na certa
Tem palavras de vigor, mas com rigor
Sua beleza é da realeza escolhida, é irreal
Muito do que se imagina, pode prescutar
Mulher de dois lados transversais, peligra

Ela descorre com seus trajes de estirpe
Não se embaraçam com as ordenanças
De posição refina, nem sempre combina
Apesar das regalias obtidas, é ambígua
Se sair do posto, perde todos os gostos

Seu papel é acompanhante, conduzente
Sempre ao lado do milord, seu esposo
Pode ser uma representante enviada
Do país de origem, a estreitar acordos
Como uma dama de grande influência

Milordy dos tempos de ontem, pelantes
Nem sempre foram garbosas, sintosas
As de hoje nem tão glamurosas, loivosas
Hoje são apenas figurinos, enfeites de ala
Feitas apenas de complemento, adornar

Nilma Da Silva Coimbra

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