terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

UM TABU ANTIGO

Desde de épocas das mais atrozes
Há uma inferência oculta, mas imposta
Nem sempre expressa e comentada
Diretriz da sociedade ainda se mantém

O medo de se proferir temas de rejeição
Tem obstruído a liberdade de expressão
A maioria se cala diante da opressão
E o que resta são assuntos de aceitação

Dentre tantos tabus que inibem a livreza
O que mais inferiza, discrimina e revida
É falar sobre Deus seja qual lugar referido
Crer nEle, se declarar ser filho do triuno

De minha parte, digo com todas as ditas
Não me curvo à ameaças cruzadas
Assumo meu estado de vida, sou de Deus
E se me frisarem para o regresso, nego

No entanto, há muitos poréns sabidos
Países infringem leis severas de coibição
Proíbem tudo que se relaciona ao Maior
Estes por sua vez, decidem na aflição

O medo, desinformação, o não conhecer
Traz o tabu severo aos desavisados
Se as restrições forem apenas indiretas
Não há porque temer sancões da coxia

Embora tenha muitas frentes do não
Embutidos, outrossim ferrenhos
O evangelho tem sido muito divulgado
Em todos os meios de comunicação

Sempre haverá os valentes guerreiros
Que desconhecem o temor, enfrentam
Cito igualmente os covardes, receiosos
Que não assumem sua real identidade

Cada caso um fato a ser pesado
Julgamento a mim não me compete
Se teu coração pertence ao Pai,
Os teus atos irão dizer quem és

No desfecho digo com toda veemência
Se liberdade você tem e quer exercer
Espalhe as boas novas à todos os ventos
Por todos os meios, exerça a função

Quebre tabus da ignorância, do ditador
Que empenham em contradizer a verdade
Ainda existem muitos endurecidos, frios
Que precisam conhecer o Deus de amor

Nilma Da Silva Coimbra

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