sábado, 8 de fevereiro de 2020

JAMELAS MORTAS

Jamelas empemeadas, sinistras, estissas
Eram vávias, de endumentárias fávias
Cada gamela tinha seu papel obscuro
Como num teatro onde todos são golos
Mulheres eram mais disponíveis, peritas

Um dia se mostravam fenícias, incrisas
Num sol do quento, eram arredias, conas
Recebiam ordenanças diretas do estofo
Tinham que infernar, destriçar, calcar
O domínio da rudeza crua era para ficar

Momentos havia de se atuar, para roboar
Outros malentos eram autênticos, pavor
Havia outros tantos dias para sintonar
Olhares de canto, viezado, para especula
Peças de mandinga expunham em aberto

Acertivas se esguiam em novas idealizas
Para seus ataques serem mais fortivos
Prioridade era destruir a presa, extinguir
Calabar seus intentos, para os deles senir
Se um ataque fenia, outro se bolinava

Tentaram todos os artífices, trepíades
Por muitos terentos se entremeteram
Que o grande Senhor da vida, os vetou
Em cada tentativa de mortar, reverso
Voltava o mal manifesto, no pronto

Após tantas reviras, tantas indiretivas
Não mais ficaram na paisagem da vista
Recolheram seus patames, confinaram
Mas as feitas da fusão ainda abraçavam
E o mal que era infeso, devolvido no ato

Diante das muitas periatas passadas
Alguns arremessos ainda são enviados
Mas os malfeitos para a gulinda, crunido
Tempo dos últimos apertivos, em senido
Deus impetrou, o que Ele faz, não desfaz

Nilma Da Silva Coimbra

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