quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

CORSÁRIOS DO REI

Os fervilhões já se ajuntam para o abate  A corrida do ouro se inicia, a cobiça perpetua   Muita procura pelo regalo, ganância pontuada.   O tempo é arma, também é caro, é contado  

Volantes se habilitam para a renhida de ferida
Calçam suas botas de arranho para triscar
Vestem seus melhores trajes típicos da vez
Criam performances únicos, tudo pela causa

Corsários do Rei, conselheiros dominados
Servos de origem, mas o controle os prendem
Seres comandados por segundos e terceiros
Para fazer a troca rebolê, comando repassado

Uma hierarquia de interesses entrelaçados
Rede de manobras em crochê de espertezas
Traçam rotas de planilhas guzas, táticas ocas
Cordas invisiveis querem se apoderar do cato

Jogos de Informações truncadas, esparrame
Conhecidos da coxia, por detrás das cortinas
Curvinas, cães de guarda da coluna, em alerta
Pescam em lagoa rasa, mas vão até o abismo

Reunião dos servos, dardos de arremesso
Inimigos íntimos, são os alvos da virada nova
Sim, pode dar tudo errado o combinado certo
Valerá o que já está destinado, surpresa virá

Rei que está no trono imposto, será deposto?
Almejam a coroa os que exigem substituição
Muitas águas negras passarão, águas rúbeas
Até  que se tornem espelhos, lampejos virão

Nilma Da Silva Coimbra

EU SOU DONO DO MEU NARIZ!

 Por onde se vai, há sempre um trola a impinar   Levanta o dedo, arregala os olhos, e arrebita   Em tom de soberba, com frisa, se exalta          Crê estar acima do patamar fresgo, aí a queda

Ser dono do próprio nariz, é ter autonomia?
Independência financeira molda a índole?
Ser dono de algo, dá o direito de intervir?
Quem quiser ser alguém, tenha a crista nilva

Arrogância impetuosa, sem humildade cerviz
Assim pensa o auto imune ao fracasso, falsê
Quer ser autoridade maxi, sem possuir fibra
Os pés querem estar a frente das mãos, bina

Ser responsável, ter a vida no prumo, é a liga
Trabalho com dignidade, nivela mente e corpo
Olhos de açuz, leveza de perdiz, calcanhar friz
Andar com as seléptas, vôo curvina, Deus livin

Nilma Da Silva Coimbra

ENQUANTO

 Enquanto estou a fazer meus poemas e citos   No meu recanto, deixando me vagar versando.   Tenho que dividir meu pensar com libações   Muitos são os atropelos e invasões ferrenhas

Nem sempre o silêncio é o que predomina
Intrusões e barulhos de guarniça estridentes
Vem me fazer companhia para matar a poesia
Querem me calar de minha ousadia, na ninva

Meu prazer pela arte da escrita, ferve em mim
Amo descrever fistas, sejam curtas ou longas
Uma paixão por temas conflitantes, garrentes
Fazendo chegar o finalmente, abrindo lacres

Nem todos compartilham meus regalos
Alguns desmerecem, outros desacreditam
Aceito os descompassos e os contrários
Me impedir de me expressar ninguém o fará

Podem vir as fisgas de corte, para me retalhar
Que venham os dardos e flexas de fúria norte
Ou mesmo os megafones de estrondos fuzos
Nada em absoluto irá me tirar este amor sinin

Minha inspiração e premissas ditas em prosa
Advém do meu amor maior, meu Pai luziante
Ele está em todas minhas frases, não retiro
É o autor supra das poesias, fala ao coração

Nilma Da Silva Coimbra 

SENDO A DIFERENÇA

 Não é uma questão de ser visto ou estimado.   Nem tão  pouco ser aceito, para ter medalhas   Fazer a diferença quer dizer agir além no bem    E assim benefícios são ampliados, acrescidos

Mais que fazer a diferença, é ser, indesistir
É estar na linha acima dos interesses, é se dar
Determinar firmeza de posição, na reta certa
Negar-se a ceder convites da malga, benificar

Ser a diferença inclui fazer, os dois unificados
Fazer somente pode ser exporádico, da vez
Desejar e realizar, ter atitudes renovadoras
Que sejam então constantes, a belisa expor

Se alguém supõe fazer a diferença na melima
Ser o limbo negro da ruinda, não viverá, finá
O que for a diferença para a vidima, tudo terá
Ser a diferença é vilinda, infinda em Deus uno

Nilma Da Silva Coimbra

SORTE EXISTE?

 Sorte é a palavra chave quando o acerto flui.   Não é todo dia, pode ser raro, mas ela vibra   Está no fato de se ter vantagens, desfrute   Conseguir o desejado, almejado e sofrido

Nem todos aderem a sorte, vaga é sua força
Ora está  no topo, por vezes está em declínio
Se houve sucesso ela existe, se não, a nego
A conveniência vai junto com o bom resultado

Carregar a sorte é sinal de segurança plena?
Um objeto, uma lembrança, traz  a reviravolta?
Patuás, crucifixos, pés  de coelhos, dá êxito?
E se por um descuido faltar os apetrechos?

Transpor a sorte para uma figa, é a solução?
Sorte e loteria andam juntas, ou é armação?
Reavalie suas crenças, não se deixe amarrar
Sorte é ser de Deus, vida em amor, nada mais


Nilma Da Silva Coimbra

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

ELE NÃO ESTÁ LÁ

 Hoje quero mostrar o lado da moeda avessa    As luzes do Penharol, que não eram bonitas      O atrativo que parece lindo, só na belindra       As iscas para pescar mentes despreparadas


Deus vê o cume da geleira e abaixo dela o fim
Sabe das intemperanças humanas semeadas
Conhece os desvarios e doidices das mentes
Ora estão em pacto combo, ora em rebeldia

Querem Deus para usufruir, não para servir
Amor, na prática ação desconhecida, só dita
Insistem unir o rona ao que é santo, insano
Fazem questão de exibir o berílio, só de frente

Então querem Deus junto e misturado no fogo
Numa mistura de caboclo com alimento vino
O que é excelente, não interage com a ruinaria
Deus é presente na beleza da alma digna

Ele não está nas lojas para vender ou comprar
Nem no banco para guardar, se perder, acabar
Não convive com relações temporais nichas
Muito menos no falso parecer, o não ser

Deus não participa ou colue com trapaças
Ele não aceita chantagens, nem usurpação
Ele não faz acordos com divisas profanas
Ele não está lá onde a ruindade proclama

Quem pensar em juntar joio com trigo e ligar
Êxito não irá alcançar, são opostos, distintos
Um é o alimento da vida, outro é a podridão
Ele não está lá onde há morte, é Deus verídia

Nilma Da Silva Coimbra

O BAJULADOR

 Não se deixe enganar pelos mimos e dengos   Pelas doces palavras do choroso cativador   Atrai sua presa pelo falso amor, é enredador      É forjador, gosta de ser o mel, mas é veneno

É oportunista, gosta de testar suas vítimas
Adepto do fingimento assumido, ator tenaz
Usa das beatitudes para atingir seus objetivos
Agradar e bajular, suas armas preferidas

Costuma sempre ter um sorriso, é brincalhão
Fala suave, serena, mas vibra na gargalhada
Brinca com o sentir, por dentro ruindade pura
Agradável, divertido, sutil, para que haja vista

Tem o ego elevado, crê ser muito bom nisso!
Ardiloso, consegue encantar até seus amigos
Antes de se abrir para um falseante de guisa
Investigue, se for runa refinda, saia de fino

Nilma Da Silva Coimbra

OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS?

 Será que reflete a verdade este cito?         Últimos serão de fato fadados a serem alfa?   Tal colocação pode ser vista como certa?        Ser o último representa mesmo inferioridade?

Há frases que querem impor, falsear, distorcer
Últimos poderão sim, até serem os primeiros
Ou continuarem sendo sempre derradeiros
Dependendo das circunstâncias, tanto faz

Cada história tem suas meandras, seu valor
As  condições envolvidas podem diferenciar
Nem sempre ser o primeiro é o grande prêmio
O último de um contexto é possível ser excel

Ser o último da fila, pode fazer a diferença
O último a receber honra, sempre é bem visto
O primeiro a ser um voluntário do bem, divino
Estar no início ou na final, é relativo ao quadro

Os primeiros sendo últimos, ou vice versa
São contingências de cada caso, variantes
O lugar e espaço exato a estar, é  essencial?
Depende da conjuntura e do intento alvo

Neste ponto de vista, o diamante é a causa
Irrelevantes é o estado em si, pesa a razão
O propósito a ser atingido, é prioridade vital
Começo, meio ou fim, vale mais a dignidade

Nilma Da Silva Coimbra

SERÁ O DESTINO?

 Pode haver pessoas destinadas, marcadas?   Fico a pensar, se há uma sina em cada vida   Sofrer não é igual para todos, mas presencia     O que realmente você entende sobre isso?

Sempre haverá os incrédulos da questão
Porque se alguém está bem, foi pelo esforço?
Se a vida trouxe dores, fracasso, é o destino?
Destino é separado para uns, ou não existe?

Poucos são os que refletem sobre o assunto
Muita gente crê que destino é balela, invenção
Acreditam que cada um faz seu próprio andar
Estes são os que traçam caminhos incertos

Para cada ser que nasce e morre há um curso
Passado, presente e futuro estão diante dele
Ele sabe os que vão ser dele, e os que não
Os que vieram para servir, e os desavancos

Portanto, antes de nascer tudo já foi prescrito
Cada um nasce com um desígnio constituído
O ocasional, fatalidades, martírios, tudo visto
O que há de ser, será, nada é inesperado, fito

O Pai ama todos os seus filhos, vê o profundo
Conhece os que o rejeitam, os da ruína escura
Destinado está a vida eterna para renovados
Para os que malafeiam porém, morte calcada

Nilma Da Silva Coimbra

ESTE, AQUELE OU SABE-SE LÁ

De tempos em tempos uma farsa é formada   Há  uma guerra fusente para estar no pódium      A corrida é competitiva, as trilhas são guina Mentira exposta sem vergonha, é o vale tudo

Conquistar corações cegos, de pouco tino
Este é o pretendido, mas interesses se fusam
Cada cabeça busca o seu escolhido runido
O vencedor desta barruata será o fantoche

Antes do fato consumado, há diretrizes guzas
Gastos de proporção incalculáveis, fendidos
Jogos da morte, carriatas da gonzola, curiós
Os lacetes em acordos de trancas truncadas

Dados na mesa foram lançados, no cruzado
Conversas lúgrumes na baixola para o trato
Reuniões secretas do grupo fechado detonê
Um será por todos, e o oposto do acerto, dá?

Pessoas são para eles marionetes, utilizáveis
Usam e abusam da massa, para obter lucros
Povo é a força infalível na contagem da soma
Fora o dia da fugança, gente só para o festim

Subir escadas nem sempre é chegar ao topo
Será atingido cada raça ruim do covil central
Pedras serão arremessadas, não pequeninas
Cuspir para desmerecer, não tem mais efeito

Cavar poços artesianos não trará a libra
Comprar a alma de vendidos, desgraça duida
Cantar a festa antes do previsto, é caída burra
Celebrar os números na convicta, é fracassina

Todo esforço para a ruindade reinar, fenerá
Armadas de galope ou de fuzil, não haverá
Nada fica em oculto aos olhos do Deus vina
Chegada a hora da virada vena, Deus viterim

Nilma Da Silva Coimbra