quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

ENQUANTO

 Enquanto estou a fazer meus poemas e citos   No meu recanto, deixando me vagar versando.   Tenho que dividir meu pensar com libações   Muitos são os atropelos e invasões ferrenhas

Nem sempre o silêncio é o que predomina
Intrusões e barulhos de guarniça estridentes
Vem me fazer companhia para matar a poesia
Querem me calar de minha ousadia, na ninva

Meu prazer pela arte da escrita, ferve em mim
Amo descrever fistas, sejam curtas ou longas
Uma paixão por temas conflitantes, garrentes
Fazendo chegar o finalmente, abrindo lacres

Nem todos compartilham meus regalos
Alguns desmerecem, outros desacreditam
Aceito os descompassos e os contrários
Me impedir de me expressar ninguém o fará

Podem vir as fisgas de corte, para me retalhar
Que venham os dardos e flexas de fúria norte
Ou mesmo os megafones de estrondos fuzos
Nada em absoluto irá me tirar este amor sinin

Minha inspiração e premissas ditas em prosa
Advém do meu amor maior, meu Pai luziante
Ele está em todas minhas frases, não retiro
É o autor supra das poesias, fala ao coração

Nilma Da Silva Coimbra 

Nenhum comentário:

Postar um comentário