Os fervilhões já se ajuntam para o abate A corrida do ouro se inicia, a cobiça perpetua Muita procura pelo regalo, ganância pontuada. O tempo é arma, também é caro, é contado
Volantes se habilitam para a renhida de feridaCalçam suas botas de arranho para triscar
Vestem seus melhores trajes típicos da vez
Criam performances únicos, tudo pela causa
Corsários do Rei, conselheiros dominados
Servos de origem, mas o controle os prendem
Seres comandados por segundos e terceiros
Para fazer a troca rebolê, comando repassado
Uma hierarquia de interesses entrelaçados
Rede de manobras em crochê de espertezas
Traçam rotas de planilhas guzas, táticas ocas
Cordas invisiveis querem se apoderar do cato
Jogos de Informações truncadas, esparrame
Conhecidos da coxia, por detrás das cortinas
Curvinas, cães de guarda da coluna, em alerta
Pescam em lagoa rasa, mas vão até o abismo
Reunião dos servos, dardos de arremesso
Inimigos íntimos, são os alvos da virada nova
Sim, pode dar tudo errado o combinado certo
Valerá o que já está destinado, surpresa virá
Rei que está no trono imposto, será deposto?
Almejam a coroa os que exigem substituição
Muitas águas negras passarão, águas rúbeas
Até que se tornem espelhos, lampejos virão
Nilma Da Silva Coimbra
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