quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

ESTE, AQUELE OU SABE-SE LÁ

De tempos em tempos uma farsa é formada   Há  uma guerra fusente para estar no pódium      A corrida é competitiva, as trilhas são guina Mentira exposta sem vergonha, é o vale tudo

Conquistar corações cegos, de pouco tino
Este é o pretendido, mas interesses se fusam
Cada cabeça busca o seu escolhido runido
O vencedor desta barruata será o fantoche

Antes do fato consumado, há diretrizes guzas
Gastos de proporção incalculáveis, fendidos
Jogos da morte, carriatas da gonzola, curiós
Os lacetes em acordos de trancas truncadas

Dados na mesa foram lançados, no cruzado
Conversas lúgrumes na baixola para o trato
Reuniões secretas do grupo fechado detonê
Um será por todos, e o oposto do acerto, dá?

Pessoas são para eles marionetes, utilizáveis
Usam e abusam da massa, para obter lucros
Povo é a força infalível na contagem da soma
Fora o dia da fugança, gente só para o festim

Subir escadas nem sempre é chegar ao topo
Será atingido cada raça ruim do covil central
Pedras serão arremessadas, não pequeninas
Cuspir para desmerecer, não tem mais efeito

Cavar poços artesianos não trará a libra
Comprar a alma de vendidos, desgraça duida
Cantar a festa antes do previsto, é caída burra
Celebrar os números na convicta, é fracassina

Todo esforço para a ruindade reinar, fenerá
Armadas de galope ou de fuzil, não haverá
Nada fica em oculto aos olhos do Deus vina
Chegada a hora da virada vena, Deus viterim

Nilma Da Silva Coimbra 

Nenhum comentário:

Postar um comentário