Por onde se vai, há sempre um trola a impinar Levanta o dedo, arregala os olhos, e arrebita Em tom de soberba, com frisa, se exalta Crê estar acima do patamar fresgo, aí a queda
Ser dono do próprio nariz, é ter autonomia?Independência financeira molda a índole?
Ser dono de algo, dá o direito de intervir?
Quem quiser ser alguém, tenha a crista nilva
Arrogância impetuosa, sem humildade cerviz
Assim pensa o auto imune ao fracasso, falsê
Quer ser autoridade maxi, sem possuir fibra
Os pés querem estar a frente das mãos, bina
Ser responsável, ter a vida no prumo, é a liga
Trabalho com dignidade, nivela mente e corpo
Olhos de açuz, leveza de perdiz, calcanhar friz
Andar com as seléptas, vôo curvina, Deus livin
Nilma Da Silva Coimbra
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