Quem são estes dominados que se prostam?Conscientes ou não, obedecem sem pensar Será uma necessidade sem saída, imposição Ou um prazer esdrúxulo de servir, deleitar?
Se sou espectador, muitas reações não ditasComo vítima, aceitar é intolerável, não admito
Num mundo de zurimas, no balaio há de tudo
Gostos da bavária transbordam, são beliscos
Usar alguém a intermediar, é querer intervir
Não ter o confronto direto, atingir sem estar
É camuflar o real, fazer valer o ideal malemá
Se perguntarem sobre o descomunal, negar
Ter o controle sobre pessoas, ainda é gritante
Por toda parte as duas vias se competem
O poder é um desejo caro, traz abalos e ruína
Uma subida de terror, a queda é fatal e certa
Fantoches, são tantos sem saber, permitem
Outros conhecem o espinho, pagos para tal
Vendem seus corpos e almas, por lucro vasto
O preço a pagar é elevado e traz a desgraça
Interesses vís, despertam no homem a guiça
Transmutam seu cisar, aguçam o sentir bruto
Se neste terreno de guizos pisar, saia de largo
Uma vez dentro, as roliças prendem no fosco
Nem tanto ao cume, nem no baixo colume
Crie trilhas de belumes, que flua a água pura
Limpe-se, tire os cascalhos e o lodo gosma
Recomece a jornada, siga a luz, Deus vindima
Nilma Da Silva Coimbra
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