Bolo e gente se parece, vou fazer a dobra Fazer uma comparativa, preparar a massa Cavar prerrogativas, bater os ingredientes Pensar nas confisas, sovar bem e assar
Quem vê o bolo por fora, não vê por dentroTem bolo lindo e bolo feio, de todo geito
Se foi bem feito, só se sabe se for provado
Pela aparência é apenas convite, pode falsear
Tem bolo simples sem nada, e os mais fartos
Os de recheio, são mais apreciados no sabor
Nem sempre um bolo galvo, é o de gosto bom
Na simplicidade pode se achar o bolo guelvo
Bolos de camadas, que possuem a diferença
Podem trazer o frisu extra, com as versejas
Se tornam assim, bolos de festas, das noivas
Admirados por seus atributos, beleza dobre
Pessoas igualmente possuem seus valores
São caracteres que definem quem é cada um
Belos ou feios por fora, não priza o correto
O externo pode ser a ilusão, o retrato posto
Como vamos saber se um ser é da galeza?
Olhando o invólucro, o enfeite é só a isca
O bolo pode vir com atavios para atrair olhos
Então é necessário degustar, se é de requinte
As qualidades e defeitos estão no interno
Saber se a qualidade é boa, é sentir o gosto
Atributos especiais não tem preço, é realeza
Não julgar pelas proezas, mas ações verídias
Vidas são muito mais que aparências vistas
Os seres que são do ouro puro de onir, brizam
São bolos elegantes saindo do forno, novos
De aroma inigualável, perfume vindo do trono
Nilma Da Silva Coimbra
Nenhum comentário:
Postar um comentário