Cá pra nós, complicar, é ainda a preferência Se é mais fácil seguir reto, porque enviezar? Aí tem outro sentido o dificultar, é embelezar De que vale criar entornos, se no fim é tiraço
Por onde que se vá, se vê demais o atrapalhoOs adeptos da pampulha, tem prazer no ato
Onde se podia ter uma saída, arranjam fosto
Se podem atravancar, o enrosco é bem vindo
O caminho mais fácil, pode não impressionar
Então a turma do razuê, entra para confundir
A desculpa é fazer merecer, em vez de aclarar
Para receber honras e elogios, comover, tocar
Motivos não faltam para emaranhar os fios
No mundo há complexidades extremas além
Porque esse desejo sagaz em agravar, piorar
O que já está definido, facilitado, compelido
Diga-me a razão porque há tanta burocracia
Porque tantos papéis para um comprovante?
Me fale o motivo por tantas exigências tortas
Imposições fuzentes para enredar, governar
Se alguém surge para abreviar, é extirpado
Conceitos confusos, faz o enigmatico vistoso
Sejamos coerentes, sem regras difusas, fesas
Sintetizar, condensar, é o ideal, sem atropelos
Caso necessário tenha que explanar um caso
E o intrínseco vier a tona, e não puder mudar
Descreva em linguagem leve, exprima breveza
Esboce e repita o combinado, sem torteios
Simplar, diminuir na precisão, sem esticar
Estreitar se for devido, sem nada faltar
Banir os excessos, as fitas, expor as fíndias
Descomplique com suavidade, simpleza vítna
Nilma da Silva Coimbra
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