Casa humilde, de traços naturais, sem atavios Não está no meio da floresta ou no pântano Muito menos numa mansão vistosa de refino Nem mesmo numa morada a beira do lago
Ela hoje já não é a mesma, ganhou vida prinaOnde está, ninguém sequer imagina, torteia
O que nela conteve, nem tudo se pode contar
Uma história de assombros, enleios, quimeras
Um acerto de grande estirpe de monte haveria
Inevitável vir calamidades para ter o concerto
Na casa havia espíritos soltos, infestos, letais
De tamanhos e tipos variáveis, disformes
Um tempo de demônios expostos, perdidos
Perigosos, bravos, fortes, malgas, ódio vasto
Enviados para destruir uma rina, caçavam
Queriam matar, mas filha de Deus é intocável
Vieram de muitos lugares distantes, das eras
Antigos, modernos, eram feitos para destroça
De cores singulares, alguns exóticos, zurras
Todos com nomes, malignos, desprezíveis
Casa de tantas falápias, contos de fábulas
Arremessos de insetos, espíritos de animais
Guizos de vespas, pastas e pragas da morte
Frutos do feitiço que no mundo foi extirpada
Banros, lixo preto, vesgo, enviados para finar
Fios para desfazer o mal feito, pouco efeito
Passavam pelo vale doce, para depois firizar
Assim era a rina que fazia a sorte, e era o alvo
Criação de fórmulas caseiras, era a festa
Gomas, bramas, branca, preta, graxa, bolume
Tramas, perturbações mentais, ruindade vena
Tudo para enfiuzar e causar danos sórdidos
A casa dos espíritos, veio para ser a reforma
Por em ordem desarranjos, dogmas e tabus
Corrigir interpretações, revelar o concerto vip
Estabelecer novas diretrizes, verdades firmes
Chegando ao final da grande metamorfose
Abolidos foram as feitiços, macumbas zumbe
Em tempo certo, outros entraves serão nulos
Deus, o dono do mundo, deixa sua marca viva
Nilma Da Silva Coimbra
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