quinta-feira, 11 de março de 2021

ALUCHA NO PAÍS DAS MARAVILHAS

 A história que Hollywood vetou, digo na frisa   Não de uma burguesa, mas de uma guerreira   Que em vez de ser a estrela, foi a mal vista   Sugada foi, mas pela árvore do desencanto

Nasceu para trazer a veleza, sem saber
Cada dia de vida era uma guerra de traves
Dois lados de embates, o bem e o mal tirizam
O capucho desferindo, rindo, Deus impedindo

Era o terror implantado para a derrubada fusa
O buna se aliou a seus discípulos, em trinas
Assim Alucha, era perseguida, mas protegida
Nada lhe foi revelado, seguia seu curso diário

Seu nome e origem eram desconhecidos
Pouco importava para os exploradores bóras
O país das maravilhas se tornou da revelia
O que era peso certo, reverteu em extravios

Fantasias e fantoches havia em demasia
Muita moeda saindo pela culatra, sem medida
Pobres com muito dinheiro, rumos difusos
Uma vida, um elo divino, uma sentença funa

Anos seguidos de muita festa de rivanchê
O país outrora da ilusão, agora é o real visto
Maravilhas podem agora acontecer, sem purir
Deus pôs o ponto final, adeus foranjes e fulas

Alucha, agora pode viver, sem as demandas
Cravado foi o seu destino, dura a tarântola
O mundo se recobrando de muitas dorindas
Deus livrou Alucha, por amor livra o mundo

Nilma Da Silva Coimbra 

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