quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

POESIAS E PREFISAS

Quiseram parecer o conhecer não ser
Tentaram me parear nas muitas prefisas
Aguçaram as línguas para criar disparate
Enfinaram as presas nas minhas frases
Compinaram meus textos em pilares

Contínuas agruras e arremessos formam
Para parar e destruir as palavras acesas
De artífices etéreos, da fuzarca, da zimba
Tantos jogos de troçadas, brigas alçadas
Que só se vê destroços dos vendidos

Tentaram parear minha inteligência
Abriram seus verbos e converbos falsos
Prepararam redes invisíveis de prendos
Ciladas de arametes por trás nas solfetes
Todas elas caídas e desfeitas, ELE fenou

De escrever não largo mão, assim será
Quem quiser me destratar, vai olvidar
Sou prefixa nas desvias, mas não troteio
Se insistir em que eu me curve, desfecho
Vou fazer o que desejo, o que me agrada

Sou da poesia premissa, da remissa
Tenho carinho pelas prosas, amo trovas
Versos da antiga me fascinam, me fiam
Palavras solto ao vento, deixo-as livres
Não apriosiono o que sinto, deixo trilhar

Descrevo do que me é sabido, espreito
Se vem o desagrado nada feito, foleio
Entretanto, se o tema me inspira, me doo
Investigo o que me é estreito, aprofundo
Amor, essência que faz toda a diferença

Nilma Da Silva Coimbra

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