quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

CARNAVAL DO BENDALGUÍ

(Carnaval das festas ruins)
Bendalgui, festa das felístias, marangas
Que pela frente representa a folia davia
Muita música de fiunas, dança de jerubin
Zabumbas de contorré, soneiam a biza

Carnaval de intempos, todos de zorra
Presuposto de alegria, mas é de tirania
Inocentes ainda se iludem, se entregam
Tudo é permitido, até o que não se tem

Massa arrebatada, encantada pela beleni
Olhos saltam de vislumbre, prisão bluma
Povo há que sabe da missórdia, cadô
Interesses infusos da melandria, fuso

Se não entende estas paródias de cones
Porque nem todos saberão deste informe
Digo de antemão e na frisa, para prefisa
Carnaval, é da carne mais penida, rida

Tantas preteridas, nestes dias de veni
Misturas de cabalôs, com guarnição
Agregam costumes inrustes, bangalôs
Para que haja a quebra da Beni, da vida

Dias escolhidos na mesa da missanga
Para que o pretendido se concretize
Total deprevê, para se manifestar ruína
Em pouco tempo a desorga seja ruína

Vindimando a compêndia, garódia funa
Se tudo for aqui exposto, vai sair bonto
Carnaval é Bendalgui, é das armoças
Quem conhece se esgueira, vai de regrô

Aos que desconhecem a agenda roni
Aqui abro o verbo das porpetas presas
Ninguém quer ser o autor desta veridia
Carnaval é vida descalça, é carídia cruza

*Conteúdo de palavras de linguagem antiga e de significado indígena.

Nilma Da Silva Coimbra 

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