segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

GARRA GARRENTE

Garra é para poucos, os não congruentes
Os de refina digna, os de pristina fixa
Recebem a peita, mas não se rendem
A penúria, as agembras, as corinadas
Todas as tempestivas e arrebates frisos
Nenhuma delas desviam do tino, vicino

Todo garra garrente, já foi vítima, guima
Passou por desafios, os mais foruzentes
Carcou por pilastras e induzentes, penou
Foi pisado como uva, esmagado, trucida
Deste amasso frisante, se fez vinho bom
Apurado como o azeite prenso, guerrido

As tirosentes nunca se cansam de punir
Os algozes são infuzentes, não há trégua
As balinas cortam em travessia, rebatem
Campo minado é a rotina do referente
Anda por fé, percorre longas caminas
É destemido, avança nas repicadas

Se pretendes ter êxito nas prestidas
Ser alguém de máxima honra, colina
Que a ninguém deva prostrar seus olhos
Seja caráter elibato, de nome limpo, zuno
Tenha princípios idôneos, de vida correta
Avante garrente! nada poderá te impedir!

Nilma Da Silva Coimbra

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