segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

A MAGNITUDE DO AGRADECER

Gosto de observar, de pencilhar, vesin
O que em minha volta sucede, remete
Essencialmente me apraz o agir delaz
O falar e o retrilhar dos homens no vôo

Cada espaço um conovo, pelinas nintras
Umas de desacordo, do descovo
Outras, de lintras permissivas de belinas
A condição do momento faz o fato

Me refiro e acentuo, palavras de devolva
Quando alguém faz um agrado, compraz
Um gesto de favorecimento, compendo
Outro logo sente a vontade de agradecer

Concordo, nem todos sentem tal ensejo
Vejo em todos os fertins, muitos negam
Preferem o ignorar, o não me importo
Gostam de ser agraciados, mas calados

Gentileza nem sempre é retribuída,
Boa ação pode reverter em má reação
Depende o que cada um se concomina
Os conscientes da relevância se rendem

Se ainda não conhece a a diferença supra
Dos que se empenham no molinar, beliar
Saberá da importância no resultado final
Pois dizer "obrigado, agradeço" é demais

Cabe aqui um ínterim, aos desavisados
Se alguém lhe for solícito e te felicitar
Não custa retribuir na medida, honrar
Não precisa se esmerar, exagerar,
Basta fazer o volver ser digno, honesto

Entre ganhos e perdas, há muito a dizer
Existem tipos homenagem de desdém
Os que o fazem por maldade, inveja,
Também para zombar, humilhar, destrato
Haja no diferenciato, seja de fino trato

Não se negue a dar uma palavra no afago
De "muito me estima", "estou lisonjeado"
Ao que lhe a palavra lhe dirigir no carinho
Se a intenção for benigna, de prestima
Verá o retorno certo em todas as saídas

Ainda que não digam expressamente
O que sentem, os que recebem a cortesia
Mesmo que as ditas sejam de relance
Sem muitas preformas, mas no sentido
As boas palavras sempre abrem portas

Nilma Da Silva Coimbra

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