sábado, 1 de fevereiro de 2020

TRAPAÇA DOS INTERPLÁRIOS

Garimpeiros de mordaças, fuzileiros amis
Empreendedores, usuários e desfruteiros
Caçadores de vítimas, pederneiros
Glosários de tempestades, grafiteiros
Devastadores de benfeitores servis

Falo de tempos da frente, dos pioneiros
Descobridores de invenções cibernas
Faceirentes infernentes, prizam a guza
Desfacelam a fiuza, vibram nas tomadas
Arremetem dardos inflamados, infrisam

Depois que visionários interplários vieram
Surgiu eras de grandes desafios, enfios
Benefícios vieram juntos com maleditos
Fisgas de embustes afiados e corsidos
Trazendo belendos de benditos runidos

Se mostram concernentes, lobos cruzos
Atuam em todas as frentes de gamão
Tudo é concedido, se o pão é servido
Abrem mão das malecadas, na contrama
Desviam verbas dos civis, para guilar

Há tantos maloeiros, forasteiros a festar
Das investidas saem a caçoar, dos batos
Nas reuniões de berlindas de emitentes
Até desde colóquio hão de argumentar
Ainda que muitos a memória irá falhar

Oportunistas que vieram da viniza fria
Criaram a máquina de multiplicar a sisa
Zarparam idealizas de outros ardileiros
Viventes que não tem fibra, revistam
São armeiros de piroquê, gananciosos

Confusas as teias que trelaram, guisos
Por um meio, a teia fez presas trisantes
O lado da espeta abriu a cortina branca
Para os desvalios surgiu esperança nova
Entretanto, houve os perdedores, fenil

Corsários da Criméia, apenas etérios
Agem em cantunis, para cercar o covil
Brilham nas escopetas, quedam na vipa
Filantropos do viluze, faz parte o saltitar
Ganham doçuras de guilhumes, calhos

Perto está a colheita dos catônios, brons
Seus feitos serão rarefeitos, priorizados
A forca do armo, tracejou o destino pônio
Quem criou a gema, foi engolido por ela
Belados os crunis, a coroa perdeu a pela

Nilma Da Silva Coimbra

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