segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

ÁGUA NO SERTÃO

Sonho, um devaneio dos mais belevos
É ver jorrar água no nordeste do sertão
Águas brotando do chão, em deságue
Que fluem em cadeias de nascente
Rios mortos, agora jorram águas da vida

Cisternas rotas, pela seca desmedida
Agora estão cheias, transbordam alegria
Vales inteiros de solo endurecido, penido
Está sendo enbebecido, fértil, fortalecido
Terra antes fendida, agora sendo molhas

Povo da roça, das embrenhadas sofridas
Da escassez, da fome, da sede doída
Das muitas necessidades silenciadas
Dos abusos impostos pelos oportunistas
Clamavam pelas novas, noite e dia

Cabe aqui um porém diante destes fatos
O acaso não se apresentou, nem visitou
A causa de tantas benitudes assistidas
É somente para os ligados na fonte vida
Os que buscaram em Deus, em prestidas

Reafirmo aqui minha posição premissa
Os que optam por ser de Deus no inteiro
São galoardores, regalos, regalias deitam
Incalços e revertérios podem até advir
Os que servem a Deus serão acolhidos

Nilma Da Silva Coimbra

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