domingo, 1 de março de 2020

ÁGUAS VILUENTES

Águas que inundam o planeta, gulantas
Torrentes de rios que servem afluentes
Imensidão de águas, indispensáveis são
A vida sem as milheiras d'água é morta
Nada subsiste sem ela, valiosa, preciosa

Chuvas das nuvens espessas, ajuntam
Protuberâncias de águas em aglomero
Trazem dos céus a restituição da secura
Completam os rios em desvarios, plúvios
Amenizam a temperatura, equilíbrio visto

Nessa imensidão de águas viluentes
Reconheço quem nem todas são benes
Muitas são límpidas, transparentes, vitas
Outras poluentes, lamacentas, doentes
Sujas, podres, contaminantes, escuras

De igual modo, há águas de pântanos
Lodo de expressão escura, verde impura
Riachos e banguelas de lugares soltos
Águas de cheiro e cor que trazem repulsa
Morte na água por falta de consciência

Águas tratadas, cloradas, são adequo?
O que bebemos ainda não é belozente
Águas de refluxo mineral são eficientes?
Ainda é preciso mais refino, filtro
Poucos tem a serventia de águas puras

Transpasso este conto em prosa, cotejo
À pessoas em igual correlato, equiparo
Águas tem seu estado, sua cor e tipo
Assim é a condição de tantos tropaços
Se revelam como são com seus freneios

Avalie em atento sobre as muitas águas
Todas elas com seu particular, seu estar
Em qual delas há o teu encaixe, permeie
Seja água viva, de brilho espelho, levedo
Decida em ser águas dos rios de Deus

Nilma Da Silva Coimbra

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