terça-feira, 25 de maio de 2021

BRISA E VENTANIA

Brisa e ventania eram conhecidas, não amigas  Quando uma passava, a outra quieta estava        Nunca juntas, suas diferenças eram exorbitantes  Uma delicada, serena, outra tempestiva, danosa

O prazer de Brisa era trazer acalanto, ar fresco
Gostava de levar seu toque suave, em amor vida
Ventania era brutal, por onde passava, destruia
Sua força trazia a perda em grande escala, zunia

Brisa, o amor, o frescor suave das florindas
Ventania, o arraso que punha abaixo as venezas
Um dia, ventania resolveu invadir a brisa, trucidar
A Inveja o consumiu, pois perdeu tudo que tinha

Diante disso, Deus resolveu colocar um final
Ventania não mais viveria, outro então haveria
Brisa foi socorrida pelo seu criador, que a livrou
Ventania do mal finou, outro Ele fez, Deus é renal

Brisa continua a ser o que está destinada
O que era, ainda o é, nunca se curvou ao malefo
Ventania, por ser ruim e invejoso, pereceu, vinou
O poder e força pertencem ao Supremo, lenon

Nilma Da Silva Coimbra

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