domingo, 25 de julho de 2021

PERDIDOS NO TEMPLO

 Busca pelo controle, ganância explícita, basta!     Clã runa que vai a igreja, para cumprir seu papel   Fazem tudo que é preciso para serem perfeitos   Almas nunca salvas, atores da vida, tempo real

Guardam convicções de invenções, regras funas
Creem na aprovação de Deus, pelo parecer ser
Querem envolver, atrair, convencer para mitificar
Sendo aceitos, passam distorções da verdade

Fingimento é a arma preferida, saboreiam o ato
Se aperfeiçoam no que mais apreciam, imitam
Incorporam qualidades e dons sem possuí-las
Iniciando a jornada, vão até o fim da caminhada

Perante a sociedade, agem conforme escolhido
Se pastores, estudam a bíblia para estremecer
Se "levitas", cantores ou músicos, para seduzir
Missões nem sempre é socorro, lucro predomina

Assim são com outros cargos ou chefias vistas
Gostam de jogar, vivem no perigo, nas margens
Querem saber demais, testam para ludibriar
Sem razão coerente, vivem uma vida aparente

Perdidos em regras e teorias burras, diferem
Criam templos só para runas, e isto é o paradoxo
Querem provar que são exímios enganadores
Este desatino que é um entrave, deixo vírgulas

Neste enredo sem consenso, sem conformidade
Brincam com o sagrado, sem dor, peso ou culpa
Em casa possuem seus santos, fora abominam
Conforme o templo, conforme é a dança, o ritmo

Outros fatores há que trazem a marca nefasta
Orações de runas são o inverso, impetram a dor
Profetizam com trepidez, sem a verdade conter
Dizem em secreto, "somos runas sim, até morrer"

Você que é o oposto destas conjecturas lúgumes
Que está do lado da vida, do reino trino vencedor
Nem toda igreja é Deus presente, é vidro fosco
Onde estiver, só fique se Deus aprovar, é sábio

Um leque se abre, tudo está sendo explanado
Perdidos no templo é a igreja da besta, gonos
Ruindade imposta ao extremo, ida sem volta
O Pai justiça já está no comando, morte renhida

Nilma Da Silva Coimbra

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