terça-feira, 28 de abril de 2020

PERTURBADORES

Houve no passado, e há ainda hoje
Perturbadores de toda espécie, feitio
Ainda estão operantes com pantemia
Bizarros, confusos, palavras sem sentido

Qual o motivo de tal atitude descabida?
Será vício, gostar de destruir, ou prazer?
Os três ou mais num só pretexto, zezo
Ruindade, vontade mórbida de barbarizar

Perturbar sempre é consciente, intrusão
É invadir para desequilibrar, roubar a paz
Seja exporadicamente ou maciçamente
É um desejo descontrolado de ferir, senir

Alguns são mais comedidos, relapsos
Outros são mais incisivos, enfremáticos
Nos dois casos, a mente está modificada
Seres doentes, que fingem normalidade

Estão misturados, espalhados, não vistos
Querem anonimato, não serem notados
Agem ora as ocultas, ora as claras turvas
Mas estão atuantes, embora negue isso

São oportunistas, a ocasião faz a crisa
A vítima pode ser escolhida, tanto faz
Palavras doídas, cenas de falsiê, terror
Perseguição e afronta, causar o caos

Infames de dureza enfisa, infratores
Fazem absurdos para obter o pretendido
Não se importam com o próximo
Amam tão somente a si mesmos

Se você cruzar com tais perniciosos
Afaste-se deles, são opressores, ruins
Se persistirem no ataque, insistirem
Trate ousadamente, prossiga e resista

Nem sempre estes agitadores cessam
Pois se deleitam em suas malignidades
Sendo assim, o socorro tem que vir breve
Deus, somente Ele, vai te livrar de fato

Nilma Da Silva Coimbra

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