sábado, 4 de abril de 2020

SOFISMAS

Advindo dos antigos fenícios, malégonos
Imagens criadas para enfeitiçar, sonar
Historietas sarcásticas, imorais, de prinas
Trazem uma sequência para enrredar

Feitos a distância ou de perto, amarrar
Desenhos disformes em paredes, portas
Sombras de oportunismo, que falseiam
Outros fixos para fins de guardo, proezas

De origem runa, trazem o peso do fango
Estigmas para escravizar, criar cativos
Usados para aprisionar a mente, envedar
Intrínsecos, carregam melunas e detalhes

Dura crueza, são cheios de graça, vandos
Prendem pela falsa doçura, cambalachos
Cenas de beijos entre bichos, grotescos
Gostam da comilança mútua, engolir tudo

Como num filme, trazem a magia, vênia
Para enfeitiçar, encantar pelos olhos
Num propósito mais específico, funas
Traz a morte pelo cansaço, pela arma

Obsessão por infiuzar, prazer por infincar
A todo custo usam estigmas para fenezar
Com ferros quentes, frios, espetos, facas
Tais atrocidades negam entre si, prento

Nem tudo gosto de comentar, forte saber
Mas foi fundamental explanar o oculto
Proibido entre eles o comento, silenciam
Estigmas são forças negras, cabínculas

Aos que desconhecem tais pândegas
Fiquem de sobreaviso, mas sem chocar
Deus que vê tudo, já tomou as provídeas
Tais seres de folupas, não mais haverá

Nilma Da Silva Coimbra 

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