segunda-feira, 18 de novembro de 2019

A MORTE DOS TRISICAS

Tenho tido revezes de triferias
As desgovernadas fazem em duplas armadas
Traçam rimas de furuncos densos
Liberam gases podres de fenazes

Insanos, desprovidos de alma, incrédulos
Andam sem rumo, a procura de nazes
Correm contra os de beleza, destroem
Fitam os de pureza branca, vida jorrada

Tanta perversidade não vi em nenhuma morada
Sem fé da parte divina, pobreza extrema
Agarram o mal como suas espadas
Derrota não negociam, mas complicam

Druídas de vergões invasivos, enfurecidos
Flechas de dores calçadas em silas
Mentes desalmadas que zunem, matam
São caixas escondidas de mortalha

Não há sinal de bondade, são cruéis,
Domínio e poder sob qualquer preço
Possuem o medo da morte, fogem
Mas não temem matar, são gélidos

Se fosse descrever detalhes, não caberia
Mas digo com a certeza da verdade,
A hora chegou da toga se despir
Pois o desvelo está no dente do centril

Se vão se lembrar desde dia, desdigo
A mão do Deus supremo vem vindo
Chegada a hora da desvaria tretar
Deus estabeleceu o fim dos fólitos

Cantem e exultem povo de Sião
Festeja tuas festas das primícias
Pois o grande dragão da morte, o degredo
Já caiu em maldição, morte molhada

Quem zomba de Deus e fica impune?
Qual aquele que faz agruras priuras
E não recebe a marca do martelo?
A espada é julgante, ela é a verdade

Trisicas que não compreendem
A extensão de sua ruindade
A grande decisão já foi tomada
Morte, para que a vida se multiplique

Nilma Da Silva Coimbra

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