terça-feira, 12 de novembro de 2019

DEUSES RUÍNAS

Diante de tanta magnitude,
Da verdade de toda certeza
Deuses infindos no mundo
Sao vistos em todas as localidades

Há tantos nomes, tantos tipos
Que não se pode contar
Deuses que não fazem nada
Que só conseguem escravizar

Diante deles muitos prostram e adoram
Mas não sabem que são destroçados
Suas promessas são inaptas,
sem propósito,
Exigem obediência, obrigações a rigor

São de natureza ruim, não aceitam nada
Querem ter a última palavra
Rejeitam a derrota, ainda que desfigurados
Indóceis, intratáveis, doentes por dentro

Diante de tantas tretas, armadilhas
Tenho mais a certeza do Deus que sirvo
Não precisa de imagens para se prostrar
Ele é o Deus em tudo, supremo, prime

Deus deseja que os homens
Amem uns aos outros, os da mesma cintila
Não desperdice o ouro ou a prata
Na cabeça dos verdugos,
Desprenda dos ruínas, das garlenas

Não se enganem, há tártaros ronis
Que preservam sua identidade
Mas são perversos, gélidos, insensíveis
Deuses insólitos, do confronto, do furim

Afirma teus passos, firma tua mente
Olhe para o altíssimo, seja filho
Fortaleça suas entranhas no espírito
Deus em ti seja vivo, seja o teu salvador

Nilma Da Silva Coimbra

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