Tem gente, que é muito gente, é de admirar, belar Está sempre de coração aberto, amor envolvente Outros são devagar, gostam somente de salsear Mas sempre vai haver gente de fato, do belemi
Porém, tem gente que se diz ser, mas não o éNem humano pode-se dizer que o fosto resvala
Nem com bicho se equipara, porque há interação
Se com nada se parece, falta nome para o desvio
Sendo assim, que direi sobre este ser estranho?
Não gosta de gente, não gosta de animais, fuzo
Não aprecia nada "de ruim pra si" a outros restos
Deseja "tudo de mal para outros" o ótimo é dele
Alguém quer me sugerir um cunho para o infeliz?
Tem prazer em destruir, mas não pode comentar
Saboreia o doce da perturbação para satisfação
Caso não consiga inferir, atravancar, é desgosto
Come acima da média, mas diz que é controlado
Doenças proliferam, matam seu corpo, infectam
A ruína o cerca e o mal retornou, não vê o óbvio
Agora ele suga a maldição que criou, ignora
A casa caiu faz tempo, mas ele finge, mente
Sua alegria é ver alguém sofrer, guarda no cofre
Venera o deslumbrante externo, o confete exibe
Enjoa de tudo, joga fora, volta atrás, insoluto
A inveja carrega e o transtorna, peso em excesso
Não suporta ver alguém melhor que ele mesmo
Prefere destroçar gente de Deus, não pode, rosna
Então, seja quem estiver a frente, aí tudo coopera
Esquece de tudo em cinco minutos, deixa pra lá
Mazumba e feitiço o atrai, mas acabou, não mais
Insiste em fazer mandinga, acha que voltará
Vive a fantasia do passado de tudo retornar
Não sabe dizer porque, mas some no vai e vem
Como lâmpada velha, pisca até apagar de vez
Sabe que seu fim é breve, faz o parecer normal
Quer viver, mas só se for para o mal fazer, calcar
Persegue na tirania, na visga, seu opositor galda
Culpa e condena o fereno, pelo feitiço exterminar
Não sabe quem é, soube das eras, que surgiria
O ódio e fúria o domina, quer achar e mortificar
Se destrói, para atingir sua vítima, fere até donar
Morrer não quer, vida só se for para detonar, ruir
Não se importa com ninguém, é o "eu" a dominar
Aparência de humano, por dentro coisa ruim
Do diabo não teme, foi morto e ele sabe bem
Ri dos que ainda creem na sua existência, gonos
Conhece Deus, mas não o quer, faz de conta ser
Não é gente, é um demônio que vai desaparecer
Nilma Da Silva Coimbra
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